Mostrando postagens com marcador Londres 2012. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Londres 2012. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Pós-Londres, situação das seleções masculina e feminina do Brasil se invertem

Antes da volta do basquete masculino aos Jogos Olímpicos, a seleção feminina era o nosso maior orgulho dentro da modalidade, sempre participando da competição mais importante do mundo, mesmo que não tenha tido, em todas ocasiões, grandes exibições, como acabou não ocorrendo em 2008, quando o selecionado feminino teve apenas uma vitória em cinco partidas, anotando a sua pior participação em uma edição olímpica, ficando à frente somente da seleção de Mali, que terminou na última colocação, sem nenhuma vitória. Mesmo assim, com essa campanha ruim, pelo menos a seleção feminina estava lá, enquanto a masculina via tudo da televisão. Além do mais, nesse tempo que o basquete brasileiro masculino não participou dos Jogos, o feminino teve boas campanhas, tendo conseguido uma medalha de bronze, nos Jogos de Sydney-2000 e um quarto lugar em Atenas-2004.

Agora, com a volta do basquete masculino em grande estilo aos Jogos Olímpicos e, com a segunda campanha muito ruim do selecionado feminino, às posições estão invertidas, com os homens tendo os holofotes para si enquanto as meninas estão se tornando uma grande preocupação, uma incógnita para os Jogos do Rio de Janeiro, em 2016.

O basquete brasileiro no masculino está bem encaminhado. Ok, esperávamos uma medalha olímpica que acabou não vindo, mas, mesmo assim, o time saiu em alta, tendo feito uma grande preparação e, quando os Jogos começaram, sem nenhum jogador com experiência olímpica, o Brasil foi lá e teve uma bela campanha, perdendo apenas para a Rússia, por um ponto de diferença, e para a Argentina, uma das melhores seleções do mundo e que vinha de duas medalhas seguidas.

No meio desse caminho vitorioso, um triunfo sobre a segunda melhor seleção no ranking da FIBA: a Espanha. Tudo bem, eles entregaram o jogo para poder fugir dos Estados Unidos antes da final, mas e daí, foi o Brasil que pediu isso? Não! Portanto, problema é deles e vitória nossa, uma grande vitória.

Se o masculino ganhou muito respeito dos adversários, amadurecendo bastante para futuros grandes feitos, que poderá vir já no Mundial de 2014 ou nos Jogos do Rio, em 2016, o feminino perdeu moral e se tornou uma preocupação não só para os torcedores, mas também para o Comitê Olímpico Brasileiro, que disse o basquete feminino é um dos que merece atenção maior no momento.

Tudo invertido. Até há um tempo atrás era a feminina que era o que "tínhamos para hoje", agora, é a masculina. Vamos torcer para que o basquete feminino brasileiro consiga dar a volta por cima, assim como o masculino conseguiu dar, para que ambos possam caminhar juntos, em largos passos.

domingo, 12 de agosto de 2012

No feminino, Érika de Souza termina com a melhor média de pontos nos Jogos de Londres

A campanha do basquete feminino nos Jogos Olímpicos de Londres foi um desastre, para não dizer outra coisa. Com quatro derrotas e apenas uma vitória, a equipe, que nessa edição foi comandada por Luís Cláudio Tarallo, fez a mesma campanha que havia feito nos Jogos de Pequim-2008, há quatro anos atrás, igualando assim a pior participação olímpica na história, que havia sido justamente em Pequim. Ou seja, quatros anos se passaram e não houve evolução, mas nem tudo foi ruim. 

A pivô Érika de Souza, uma das melhores, se não a melhor da posição em todo mundo, terminou a competição com às melhores médias de pontuação, fazendo 16.2 pontos por confronto, totalizando 81 pontos nos cinco jogos que o Brasil fez em Londres. A cestinha, na pontuação acumulada, foi a australiana Lauren Jackson, que fez 127 pontos, porém, jogou três partidas a mais do que a brasileira, já que a Austrália ficou com a medalha de bronze. Na média, Jackson ficou atrás de Érika, com uma média de 15.9 pontos por confronto.

Além de ter tido a melhor média de pontos na competição, Érika foi a segunda melhor reboteira, com médias de 8.8 rebotes por partida, ficando atrás somente da também brasileira Clarissa dos Santos, com média de 9 rebotes por confronto.

Para a modalidade, que está precisando se reestruturar dentro do país, ter Érika de volta ao basquete brasileiro, tendo fechado contrato com o Sport Recife, que vem forte para a sua primeira temporada na Liga de Basquete Feminino, assinando também com destaques como Adrianinha, Franciele, vai ser muito bom, afinal, contar com uma das melhores pivô do mundo e atual cestinha de uma edição olímpica só vai engrandecer a LBF, que está indo para a sua terceira edição e, com grandes jogadoras atuando em território nacional, pode ganhar muito mais atenção da mídia. 

Vamos torcer para isso.

Em um jogão de bola, EUA conquista o segundo ouro seguido em cima dos espanhóis

Foi um grande jogo de basquete, como todos poderíamos imaginar, afinal, estamos falando de uma final olímpica. Porém, confesso que o jogo equilibrado que a Espanha conseguiu fazer durante toda a partida me surpreendeu, já que, apesar de estarmos falando da segunda seleção no ranking da FIBA, estamos falando também de um time e uma comissão técnica que estavam com medo de enfrentar os Estados Unidos antes da final, final essa que a Espanha só marcou presença justamente por que foi covarde contra o Brasil, perdendo a partida para poder ter uma vida mais tranquila e enfrentar Kevin Durant e companhia apenas na disputa pela medalha de ouro.

O placar terminou 107 a 100 para os americanos, que novamente levaram a melhor em cima do time comandado por Sergio Scariolo depois de terem conseguido uma vitória na final olímpica nos Jogos de Pequim, em 2008. Com essa conquista, o "Dream Team" subiu ao lugar mais alto do pódio pela 14° vez em toda a história da competição; A quinta nas últimas seis vezes que os Jogos Olímpicos foram disputados. Seleção melhor que essa nos dias de hoje, somente o selecionado americano feminino, que ontem conquistou o seu quinto ouro invicto seguido e não perde uma partida olímpica desde o dia 05 de agosto de 1992.

Kevin Durant, esse garoto sensacional, e que tem tudo para se tornar um dos mais jogadores do todos os tempos, novamente chamou a responsabilidade, anotando 30 pontos e pegando nove rebotes. Junto com LeBron James, que também teve um papel fundamental ofensivamente na partida de hoje, com 19 pontos e sete rebotes, sendo três ofensivos e mais quatro assistências, os Estados Unidos conseguiu neutralizar a dupla Navarro e Pau Gasol. O primeiro, que esteve inspiradíssimo, principalmente no início de partida, fazendo 12 dos 16 primeiros pontos da equipe espanhola, terminou com 21 pontos, dois rebotes e duas assistências. Pau Gasol, que jogou muito nessas olimpíadas, fez 24 pontos, pegou oito rebotes e distribuiu sete assistências, mas não conseguiu evitar a terceira derrota espanhola em três finais de Jogos Olímpicos. Com uma grande olimpíada, fica a expectativa dos torcedores do Los Angeles Lakers para que Gasol volte a jogar tudo o que sabe também no melhor basquete do mundo.

Enfim, foi uma grande partida, uma das melhores dos últimos anos. E para variar, os Estados Unidos segue sendo o time a ser batido.

sábado, 11 de agosto de 2012

Imbatível, "Dream Team" feminino conquista o quinto ouro invicto seguido


Atuais campeãs mundiais invictas, as norte-americanas conquistaram o seu quinto ouro invicto seguido nos Jogos Olímpicos, não dando chances para Franca, que, em sua terceira participação olímpica, surpreendeu e, pela primeira vez conseguiu ficar entre às quatro melhores seleções, perdendo a final por 86 a 50, em mais um show do basquete feminino americano, que assim como o time masculino, tem que ser conhecido como "Dream Team", afinal, com esse triunfo, o selecionado feminino dos Estados Unidos alcançou a 41° vitória seguida em olimpíadas e, quando chegar a edição do Rio de Janeiro, em 2016, completará 24 anos sem saber o que é uma derrota na competição. Realmente um fato histórico para a modalidade.

Só para se ter uma noção, Londres foi a 10° edição do basquete feminino. Sem participar apenas da segunda edição, boicotando os Jogos de Moscou, por causa do problema político com a então União Soviética, as americanas, em nove participações, acumulam agora sete medalhas de ouro, todas conquistadas de maneira invicta. Na história da competição são 58 vitórias e apenas três derrotas, perdendo para a o Japão, por 84 a 71, no dia 19 de julho de 1976, no Jogos de Montreal, voltando a perder na mesma edição olímpica, no dia 23 de julho, para a então União Soviética, por 112 a 77 e, o último revés, acontecendo no dia 05 de agosto de 1992, perdendo para um selecionado europeu, por 79 a 73, no Jogos de Barcelona. De lá para só vitórias.

A equipe da França, apesar de ter perdido feio, tem que sair da competição de cabeça erguida, afinal, fez uma grande campanha, a melhor de toda sua história, perdendo apenas essa partida e derrotando equipes fortíssimas pelo caminho, como Austrália e Rússia.

Agora, fãs do basquete feminino, se preparem, pois esse verdadeiro time dos sonhos, praticamente imbatível em olimpíadas, estará competindo aqui pertinho, no Rio de Janeiro, daqui a quatro anos, nos Jogos de 2016.

Dream Team masculino

Neste domingo, às 11h, no horário de Brasília, é a hora do "Dream Team" masculino entrar em quadra, para tentar, pela segunda vez seguida, o ouro olímpico em cima dos espanhóis.

Quem vai ficar com o título da 10° edição olímpica no feminino?

Acontece neste sábado, às 17h, a final da 10° edição do basquete feminino nos Jogos Olímpicos, uma edição histórica para a modalidade, que vai coroar uma equipe invicta, já que França, que está em sua primeira final, possui sete vitórias em sete jogos, o mesmo número de triunfos dos Estados Unidos, que tem muito mais experiência olímpica do que as francesas, indo para a sua quinta final consecutiva e podendo conquistar o quinto título invicto consecutivo, para manter a escrita de sempre ter conquistado a medalha de ouro sem perder nenhuma partida. Se isso acontecer, as americanas irão subir no lugar mais alto do pódio sete vezes em dez edições já realizadas, sendo que os Estados Unidos não participou dos Jogos de 1980, em Moscou, boicotando a União Soviética.

Nas quatro últimas vezes que subiu no lugar mais alto do pódio, os títulos vieram em cima do Brasil, em Atlanta-1996 e Austrália, em Sydney-2000, Atenas-2004 e Pequim-2008. Agora, a seleção desafiante na decisão será a França, que em sua segunda participação olímpica chega pela primeira vez na decisão, após derrotar a forte seleção da Rússia por 81 a 64.

Ver as francesas na final é até uma surpresa, afinal, o basquete feminino francês não possui muita tradição em olimpíadas.


O primeiro título americano foi nos Jogos de Los Angeles-1984, com uma campanha de seis jogos e nenhuma derrota. Quatro anos depois o ouro veio com cinco triunfos em cinco partidas, nos Jogos de Seul; Perdendo os Jogos de Barcelona-1992, os Estados Unidos voltaram a conquistar o ouro quatro anos mais tarde, em Atlanta, vencendo os oito jogos a que teve direito, voltando a repetir o feito em Sydney-2000, Atenas-2004 e Pequim-2008.

Resta a seleção da França fazer história e tentar quebrar a sequência de vitórias dos Estados Unidos, que já dura 20 anos, com 33 vitórias em 33 confrontos (antes dessa olimpíada. Em Londres são mais 7 vitórias). A última derrota olímpica da seleção feminina americana foi no dia 05 de agosto de 1992, perdendo para um selecionado que reunia às melhores jogadoras de toda a Europa, por 79 a 73.

E aí, será que dá para a França ou esse título já está nas mãos das americanas?

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Agora não tem mais como fugir, Espanha

Americanos vão tentar repetir a festa que fizeram há quatro
anos atrás
Está definida a final do basquete masculino nos Jogos Olímpicos. Pela segunda vez seguida a Espanha, que derrotou a Rússia por 67 a 59, com grande atuação de Pau Gasol, que fez 16 pontos e pegou 12 rebotes, vai enfrentar a seleção norte-americana, que não tomou conhecimento da Argentina, principalmente no quarto período, quando anotou 35 pontos e sofreu 26, para fechar o placar em tranquilos 109 a 83.

Agora não tem mais como a Espanha, que perdeu para o Brasil para fugir dos americanos na semifinal, fugir da melhor seleção de basquete do mundo. Mas também, esse era o objetivo da Espanha, enfrentar os americanos somente na decisão, afinal, a prata já está garantida e a pressão por uma vitória está toda do lado norte-americano.

A partida, que está programada para acontecer no próximo domingo, às 11h, no horário de Brasília, vai ser a chance dos espanhóis se vingarem a derrota há quatro anos atrás, nos Jogos de Pequim-2008, quando perderam por 118 a 107 e ficaram com o vice-campeonato. Porém, esse não deve ser o pensamento dos comandados de Sergio Scariolo, afinal, uma equipe que perde um jogo só para não ter que enfrentar tal adversário, assina o seu atestado de incompetência técnica para derrotar o mesmo.

Sinceramente, não creio em uma vitória espanhola. Pelo basquete apresentado, tudo indica que às três primeiras posições dos Jogos de Londres serão às mesmas dos Jogos de Pequim, com os americanos com o título, os espanhóis com o vice e os argentino com a medalha de bronze.

Há oito anos os argentinos derrotavam os EUA na semifinal olímpica. Será que dá para repetir o feito?

Scola novamente terá a missão de infernizar
o garrafão americano
Dia 27 de agosto de 2004. Esse foi o dia que a seleção argentina fazia história nos Jogos Olímpicos ao derrotar os Estados Unidos na fase semifinal, para depois conquistar a medalha de ouro em cima dos italianos, deixando os americanos com a amarga medalha de bronze no peito depois da melhor seleção de basquete do mundo ter conquistado três últimos ouros, em Barcelona-1992, com o primeiro "Dream Team" e depois em Atlanta-1996 e Sydney-2000.

Nesta sexta-feira os argentinos terão a chance de novamente alcançar o feito, na segunda partida da semifinal dos Jogos de Londres, que acontecerá às 17h, no horário de Brasília. Tudo bem que a equipe norte-americana é totalmente diferente daquela ocasião, que nem com Kobe Bryant contava. Do time de 2004, apenas LeBron James e Carmelo Anthony fazem parte desse grupo olímpico. Em contra partida, a Argentina terá cinco jogadores em quadra no confronto de hoje que estiveram naquele jogo histórico, são eles: Luis Scola, Manu Ginóbili, Leo Guitierrez, Carlos Delfino e Andrés Nocioni, todos jogadores importantíssimos, principalmente no setor ofensivo da equipe.

Em 2004, quando a Argentina venceu por 89 a 81, com grande atuação no terceiro período, fazendo 27 pontos e sofrendo 19, a dupla Ginóbili e Nocioni teve grande exibição, com o primeiro fazendo 29 pontos, matando quatro bolas de três em seis tentativas e o segundo deixando 13 pontos e cinco rebotes em quadra.

As circunstâncias para o jogo de logo mais são outras. Os Estados Unidos agora possuem Kobe Bryant, e Carmelo Anthony e LeBron, remanescentes daquela derrota, estão muito mais maduros, principalmente "The King", sem contar que os americanos possuem outras peças sensacionais, como Kevin Durant, Chris Paul e o não tão sensacional assim, mas que pode usar o seu jogo físico contra uma equipe mais velha, Russell Westbrook. Isso para não citar Kevin Love e Deron Williams, outros dois excepcionais jogadores. 

A verdade é que se os Estados Unidos eram favoritos naquela vez, hoje pode-se dizer que são mais ainda, não só pelo fato de ter um time infinitamente melhor e mais amadurecido em relação aquela época, mas também por enfrentar um adversário que tem suas principais peças oito anos mais velhas e um banco não tão confiável para um jogo desse porte.

Mais uma fez os americanos largam como favoritos para chegar à decisão, mas quem disse que um raio não pode cair duas vezes no mesmo lugar?

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Estados Unidos vai em busca do quinto ouro seguido no feminino

Mais uma vez a seleção norte-americana foi o algoz das australianas nos Jogos Olímpicos, dessa vez vencendo na fase semifinal, por 86 a 73, ganhando o direito de disputar a sua quinta final olímpica seguida e conquistar o seu quinto ouro seguido. Se isso acontecer, as americanas irão subir no lugar mais alto do pódio sete vezes em dez edições já realizadas, sendo que os Estados Unidos não participou dos Jogos de 1980, em Moscou, boicotando a União Soviética. 

Nas quatro primeiras ocasiões, os títulos vieram em cima do Brasil, em Atlanta-1996 e Austrália, em Sydney-2000, Atenas-2004 e Pequim-2008. Agora, a seleção desafiante na decisão será a França, que em sua segunda participação olímpica chega pela primeira vez na decisão, após derrotar a forte seleção da Rússia por 81 a 64.

Ver as francesas na final é até uma surpresa, afinal, o basquete feminino francês não possui muita tradição em olimpíadas. Mas a França vem confiante para essa decisão, que acontecerá no próximo sábado, às 17h. Essa será a final entre equipes invictas na competição.

Favoritíssimas para mais uma conquista, além da quinta medalha de ouro seguida, as americanas podem manter a tradição de sempre terem conquistado o ouro de forma invicta, vencendo pela primeira vez nos Jogos de Los Angeles-1984, com uma campanha de seis jogos e nenhuma derrota. Quatro anos depois o ouro veio com cinco triunfos em cinco partidas, nos Jogos de Seul; Perdendo os Jogos de Barcelona-1992, os Estados Unidos voltaram a conquistar o ouro quatro anos mais tarde, em Atlanta, vencendo os oito jogos a que teve direito, voltando a repetir o feito em Sydney-2000, Atenas-2004 e Pequim-2008.

Resta a seleção da França fazer história e tentar quebrar a sequência de vitórias dos Estados Unidos, que já dura 20 anos, com 33 vitórias em 33 confrontos. A última derrota olímpica da seleção feminina americana foi no dia 05 de agosto de 1992, perdendo para um selecionado que reunia às melhores jogadoras de toda a Europa, por 79 a 73.

E aí, será que dá para a França ou esse título já está nas mãos das americanas?

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Após derrota no masculino, Austrália vai em busca da revanche contra os EUA no feminino

Não deu para a Austrália no basquete masculino, sendo eliminado pelos Estados Unidos na fase quartas de final, ao perder por 119 a 86. Com esse resultado, às semifinais terá os seguintes confrontos: Rússia x Espanha, às 13h e Estados Unidos x Argentina, às 17h, com ambos confrontos acontecendo na próxima sexta-feira.

Se no masculino não deu, no feminino a Austrália terá a chance de se vingar da derrota dos homens, enfrentando as americanas, nesta quinta-feira, às 13h, pela fase semifinal do basquete feminino nos Jogos Olímpicos de Londres. Mas o confronto vai muito além dessa revanche. 

Essa é considerada praticamente uma final antecipada da competição, promovendo o encontro entre às duas equipes que fizeram às últimas três finais olímpicas, com os Estados Unidos vencendo em todas ocasiões (76 a 54 em Sydney-2000; 74 a 63 em Atenas-2004 e 92 a 65 em Pequim-2008).

Os resultados acima, com vitórias por uma boa diferença de pontos, mostra a superioridade do basquete feminino americano, não é atoa que elas são às atuais tetracampeãs olímpicas e favoritas a sua quinta conquista seguida da medalha de ouro, na edição de número dez do basquete feminino em Jogos Olímpicos. 

Do outro lado, a Austrália viveu os seus melhores momentos justamente nos três últimos Jogos, depois de vir de um bronze em Atlanta-1996, em mais um título americano, com a prata da seleção brasileira. Antes disso, a melhor participação australiana em olimpíadas (no feminino) foi em Seul-1988, ficando com a quarta colocação ao perder para a então União Soviética (uma das potências esportivas e políticas no mundo).

Vai ser um grande duelo. Dessa vez, somente uma dessas seleções chegará até a decisão.

Na outra semifinal estão Rússia, medalhista de bronze nas duas últimas edições e França, que junto das americanas são às esquipes invictas na competição. Mas as francesas estão disputando a sua primeira semifinal na história dos Jogos, depois da única participação, em Sydney-2000. Esse jogo também promete ser muito bom. Quem quiser acompanhar, o confronto acontecerá às 17h.

A competição no feminino está chegando ao fim. Eu vou apostar em vitórias do Estados Unidos e da Rússia, e vocês?

Dava para ter ido mais longe, mas a campanha foi boa

Ginóbili comemora mais uma vitória contra o Brasil
Não foi o melhor jogo da seleção brasileira. Erros defensivos, lances livres desperdiçados e, das nossas três principais peças ofensivas, apenas Leandrinho Barbosa conseguiu pontuar bem, terminando o jogo com 22 pontos, mesma pontuação de Marcelinho Huertas, que tem como principal função deixar seus companheiros em boa situação para finalização e não pontuar. Enquanto isso, na Argentina, Scola, Ginóbili e Delfino, às principais peças de ataque no esquema de Julio Lamas, desempenharam bem o seu papel. Resultado: vitória Argentina por 82 a 77, deixando o sonho do Brasil subir no pódio olímpico para daqui há quatro anos, no Rio de Janeiro.

A falta de dobra em cima de Scola, que fez 17 pontos, os 12 erros nos lances livres e a dificuldade para atacar foram os principais fatores para a eliminação brasileira, que, mesmo jogando mal por grande parte do tempo, nunca viu o jogo escapar, provando que, se tivesse um pouquinho mais de capricho, ou melhor, se conseguisse atuar como vinha atuando, ficaria, tranquilamente com essa vaga.

Apesar de tudo, o Brasil está de parabéns. Está de parabéns pela campanha após 16 anos de ausência nos Jogos Olímpicos, está de parabéns por não ter tido medo de vencer a Espanha e ter um adversário mais complicado pela frente. Parabéns também por ter feito um jogo equilibrado até o final, mesmo jogando mal, contra a terceira melhor seleção do mundo no ranking da FIBA, que possui grandes estrelas, que é atual medalhista de bronze olímpica e a penúltima seleção a conquistar o ouro na competição, ficando no lugar mais alto do pódio em Atenas, 2004.

Foi uma derrota de um país que está começando a se restruturar na modalidade, voltando a disputar uma olimpíada, voltando a ter um campeonato nacional forte, bem organizado e cheio de pessoas com boas intenções à respeito do basquete no Brasil, enquanto o adversário, do outro lado, é organizado a mais tempo, possui um trabalho em sua Confederação mais profissional e, que tem sua seleção nacional jogando junta a muito mais tempo do que a do Brasil.

Esperávamos mais do Brasil, aliás, o mundo todo, que elogiava a nossa seleção, esperava, mas perder para os Argentinos, em uma parte pouco inspirada dos nossos jogadores, não é demérito algum. Agora, é levantar a cabeça e deixar Rubén Magnano seguir com esse trabalho maravilhoso na seleção principal.

Daqui a dois anos tem o mundial na Espanha. Se a história dos pedidos de dispensa não voltar a acontecer, essa seleção estará mais madura e entrosada. Aí, às chances de uma boa campanha será infinitamente maior.

Medrosa Espanha derrota a França e a primeira semifinal está definida

A medrosa seleção da Espanha conseguiu atingir o seu objetivo, derrotando a França nas quartas de final por 66 a 59 e garantindo a vaga na fase semifinal dos Jogos Olímpicos de Londres sem ter os Estados Unidos pela frente. O adversário da Espanha será a Rússia, que derrotou a Lituânia no primeiro jogo do dia, por 83 a 74 e tentará a vaga na decisão olímpica na próxima sexta-feira, no confronto que inicialmente está marcado para acontecer às 17h, no horário de Brasília.

A entregada no final do jogo contra o Brasil, válido pela última rodada da fase de grupos, era justamente para que a Espanha tivesse um caminho menos complicado até chegar à decisão. Mas, como em Jogos Olímpicos não há jogo fácil, o confronto contra a Rússia não é garantia de final para os espanhóis, afinal, além dos russos terem uma grande seleção e terem terminado na liderança do grupo B, a vitória da Rússia sobre a Espanha na fase de grupos, por 77 a 74, faz com que esse confronto não tenha favoritos, por mais que estejamos falando dos atuais vice-campeões olímpicos e bi-campeões do Eurobasket.

Se a Rússia terá condições de mais uma vez derrotar a Espanha nessa edição olímpica eu não sei, mas tenham a certeza que se a Espanha avançar para a final, garantindo assim, no mínimo a medalha de prata, será uma campanha manchada, um ouro ou prata com muito menos brilho do que o bronze, afinal, o objetivo dos Jogos Olímpicos não é simplesmente a conquista do lugar mais alto do pódio.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Contra a Argentina, Brasil fará sua partida mais importante dos últimos anos

A fase de classificação dos Jogos Olímpicos de Londres chegou ao fim. Isso significa que a partir de agora só jogo haverá jogos complicados, deixando para trás aquelas partidas contra Grã-Bretanha, Nigéria, Tunísia, entre outras.


O desafio do Brasil, nesta quarta-feira, às 16h, pela fase quartas de final, será contra a Argentina, logo o nosso maior algoz nos últimos anos, antes da chegada de Rubén Magnano, que fez a disputa entre essas duas equipes ficar mais acirrada, principalmente pelo fato do treinador argentino ter conseguido fazer o que pouco se via em outras seleções brasileiras: uma defesa muito forte.

Depois do dia 30 de julho de 1996, nos Jogos de Atlanta, perdendo para os Estados Unidos por 98 a 75, essa será a primeira participação da nossa seleção em fase quartas de final de olimpíadas. Para conseguir uma maior felicidade em relação a última vez que disputou essa fase, parar o argentino Luis Scola dentro do garrafão será fundamental. Jogando sempre inspiradíssimo contra o Brasil, Scola não poderá ter espaço próximo à cesta e, principalmente, na cabeça do garrafão, onde é certeiro. Além de frear às ações do terceiro cestinha competição, com média de 20.2 pontos, outra preocupação do Brasil será Manu Ginóbili, que vem logo atrás de Scola na média de pontos, sendo o quarto maior cestinha em Londres, com média de 20 pontos anotados por confronto.

Não é só o Brasil que deve se preocupar com a Argentina não, os hermanos também tem que entrar em quadra com a máxima atenção, pois a artilharia do Brasil é forte e conta com o mesmo número ou até mais peças pontuadoras do que a Argentina, tendo provado isso nos últimos confrontos, aqueles que eu eu citei, após a chegada de Magnano ao comando time brasileiro. Além disso, o time argentino não é o mesmo de oito/quatro anos atrás (na questão física). Isso ficou evidente na derrota para os Estados Unidos, por 126 a 97, sofrendo 34 pontos no primeiro período e 42 no terceiro.

Bater os campeões olímpicos de 2004 e atuais medalhistas de bronze não será uma tarefa fácil, mas se não fossem eles pela frente seria a França, outra pedreira, ou até mesmo os Estados Unidos, se não tivéssemos ido bem na fase de grupos. Não há jogo fácil agora, como falei lá em cima.

Condição de vencer o Brasil tem. Vamos ficar na torcida para isso.

Confirmando o favoritismo, EUA, Austrália, Rússia e França farão semifinal no feminino

Em uma competição de alto nível como os Jogos Olímpicos, não se pode apontar que irá vencer esse ou aquele confronto, mas, Estados Unidos, Austrália, Rússia e França eram favoritas para avançarem para a fase semifinal do basquete feminino. Sem exceções, todas essas seleções venceram, algumas com facilidade e outras com dificuldade. Veja o que rolou nesta terça-feira e saiba quem vai enfrentar quem na semifinal, que acontecerá na próxima quinta-feira, dia 09 de agosto.

Na primeira partida, as americanas, atuais tetracampeãs, passaram pelo Canadá com tranquilidade, fechando o placar em 91 a 48, mostrando, logo no primeiro período, que o jogo seria tranquilo, vencendo a primeira parcial por 19 a 08.

O time americano deu um banho no Canadá, principalmente no quesito assistências, dando 29 passes que resultaram em cestas contra 15 das canadenses. Isso refletiu num jogo muito coletivo dos Estados Unidos, que terminarou a partida com cinco jogadoras tendo dígitos duplos na pontuação.

No segundo duelo do dia, mais uma vitória tranquila, com a Austrália derrotando a China por 75 a 60, resultado que colocou as australianas no caminho dos Estados Unidos na semi, no jogo que acontecerá quinta-feira, às 13h horas. Com esse confronto, chega ao fim a sequência de três finais seguidas entre Estados Unidos e Austrália, todas sendo vencido pelas americanas.

A Rússia, que conquistou os dois últimos bronzes em disputa, teve dificuldades para derrotar a Turquia, no jogo da reedição da última final do Eurobasket feminino, vencido pelas russas. 

Em um grande confronto do velho continente, a Rússia vai enfrentar a França, que eliminou a República Tcheca ao vencer por 71 a 68. O jogo também será na quinta-feira, às 17h horas. A seleção francesa, junto com a americana, está invicta na competição, ou seja, podemos ter uma final entre equipes com 100% de aproveitamento.

Como eu acertei todos os confrontos das quartas, vou, mais uma vez, dar o meu pitaco, colocando os Estados Unidos e a Rússia na final, deixando de lado a boa campanha da França, que eu aposto para o bronze. Vamos ver se eu acerto novamente.

Com Yao Ming era difícil, sem ele ficou impossível

Esse sabia o que fazer dentro do garrafão
Se contando com o gigante pivô Yao Ming nas três últimas edições olímpicas a China não conseguia ter bons resultados, ficando com a 10° posição em Sydney-2000, conseguindo duas vitórias em seis jogos, a  oitava posição em Atenas-2004, com dois triunfos em sete confrontos, quando o Yao teve médias de 20.7 pontos por jogo, e conseguindo às mesmas duas vitórias das duas últimas olimpíadas, dessa vez fazendo isso em Pequim-2008, terminando novamente em oitavo, com o pivô dessa vez sendo o vice-cestinha da competição, com médias de 19 pontos, já era complicado para a seleção chinesa, imagina sem o gigante lá dentro do garrafão para poder auxiliar.

Na primeira participação olímpica do selecionado nacional após o anúncio de aposentadoria de Yao Ming, que foi obrigado a deixar às quadras após problemas no tornozelo e no pé esquerdo, a China fez muito, mais muito feio, perdendo todos os cinco jogos que teve direito, repetindo o que fez em Barcelona-1992, não vencendo nenhuma partida. A diferença é que naquela edição os chineses disputaram sete jogos, dois a mais do que em Londres.

É, a situação está feia para os chineses, que se não abrirem o olho (sem piadas) e arrumarem logo um novo ídolo e líder para os Jogos do Rio-2016, está arriscado a repetir essa campanha horrível que fez em Londres-2012.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Nesta terça-feira, basquete feminino conhecerá suas semifinalistas nos Jogos de Londres-2012

Os Jogos Olímpicos é tão bom que acaba rápido. Nesta terça-feira, após cinco dias com partidas no basquete feminino, a modalidade irá conhecer às suas quatro semifinalistas, com os confrontos começando às 10h da manhã, com os Estados Unidos, que levaram os últimos quatro ouros com às mulheres, tendo grande favoritismo contra o Canadá. Confira todos os horários abaixo:

Estados Unidos (1° A) x Canadá (4° B) - às 10h

Austrália (2° B) x China (3° A) - às 12h15

Turquia (2° A) x Rússia (3° B) - às 16h

França (1° B) x República Tcheca (4° A) - às 18h15

Assim como as norte-americanas, as francesas, que também estão invictas na competição, com cinco vitórias em cinco jogos, são amplas favoritas para o confronto contra as tchecas. No confronto entre Austrália e China, a Austrália possui uma pequena vantagem. Já no jogão entre Turquia e Rússia, as russas possuem o favoritismo. Essas duas equipes decidiram o último Eurobasket feminino, com a Rússia vencendo por 59 a 42, conquistando o seu segundo título nas três últimas edições, tendo ainda um vice-campeonato na penúltima edição, perdendo a final para a França. Nas últimos seis Eurobasket, foram seis finais para a Rússia, com três títulos.

É muita história em quadra e, tirando os Estados Unidos, que era do grupo A, de resto eu aposto em vitórias das equipes que faziam parte do grupo B (Rússia, Austrália e França).

Confira os horários da fase quartas de final do basquete masculino em Londres; Brasil pega a Argentina às 16h

Com a derrota da Argentina para os Estados Unidos por 126 a 97, chegou ao fim a fase de grupos do basquete masculino nos Jogos Olímpicos de Londres. A fase quartas de final, que será disputada nesta quarta-feira, dia 08 de agosto, terá os seguintes confrontos:

Rússia (1° B) x Lituânia (4° A)  - às 10h

França (2° A) x Espanha (3° B) - às 12h15

Brasil (2°B) x Argentina (3° A) - às 16h

Estados Unidos (1° A) x Austrália (4° B)  - às 18h15

Depois de três olimpíadas de ausência, o selecionado brasileiro terá, mais uma vez pelo caminho, a Argentina, que já não assusta tanto como assustava há alguns anos atrás, muito pela chegada de Rubén Magnano ao comando do Brasil.

A Espanha, que fez corpo mole contra o Brasil para fugir dos Estados Unidos na fase semifinal, vai enfrentar a França, que não é uma seleção boba não, sendo, inclusive, atual vice-campeã européia, perdendo a final justamente para os espanhóis. Um eliminação para os franceses não pode ser descantada, o que colocará por água abaixo todo o esquema de escolha de adversários, o que será, na verdade, um grande e bom castigo para essa seleção, que hoje praticou um crime contra o esporte ao não tentar a vitória nos minutos finais de jogo contra a nossa seleção.

Na minha opinião, quem vai avançar às semifinais serão às seleções do Brasil, dos Estados Unidos, da Espanha e da Rússia.

Brasil derrota a segunda melhor seleção do mundo e termina na vice-liderança do grupo B

O confronto entre Brasil e Espanha tinha tudo para pegar fogo e ser um das melhores partidas dos Jogos Olímpicos até o momento, mas, na situação que o confronto foi realizado, na última rodada da fase de grupos, sem a disputa pela liderança do grupo, como era previsto antes dos Jogos começarem e com o vencedor tendo um caminho mais árduo pela frente, enfrentando Argentina (campeã olímpica em 2004) nas quartas de final e, se avançar, indo enfrentar os Estados Unidos (campeão olímpico em 2008) na semi, se os norte-americanos também passarem das quartas, é claro, a partida acabou se tornando morna, com ambos treinadores poupando excessivamente suas principais peças e fazendo desse um jogo que deixou um pouco a desejar, terminando com vitória brasileira, por 88 a 82, com um final pra lá de duvidoso por parte dos espanhóis, que pareciam que realmente não queriam vencer a partida. Se realmente a intenção deles era perder, o problema não era do Brasil, que foi lá e venceu a segunda melhor segundo do mundo na atualidade, confirmando a vice-liderança do grupo B, com quatro vitórias em quatro partidas, cumprindo com o seu objetivo na fase de grupos.

Os jogadores brasileiros que mais ficaram em quadra foram: Tiago Splitter, com 30 minutos (11 pontos, seis rebotes e três assistências), Leandrinho Barbosa, com 27 minutos (23 pontos, dois rebotes, um roubo de bola e um toco) e Anderson Varejão, que começou a encabeçar a lista dos jogadores poupados, ficando em quadra por 22 minutos, fazendo sete pontos e pegando sete rebotes. Nenê Hilário sequer entrou em quadra.

Do outro lado, na seleção espanhola, Navarro, com 27 minutos (sete pontos, cinco rebotes e quatro assistências), Marc Gasol, com 25 minutos (20 pontos, três rebotes e quatro assistências) e Pau Gasol, com 24 minutos (25 pontos, sete rebotes e dois tocos) foram os que mais ficaram em quadra e os que mais contribuíram para essa derrota por poucos pontos da Espanha.

Independente se a derrota significaria ter uma vida mais fácil, achei correto o descanso para alguns atletas, afinal, não é essa partida que está valendo vaga na semifinal, portanto, de que adiantaria o Brasil, por exemplo, deixar suas principais peças em quadra, acumulando exaustão de outras partidas por uma simples vitória? Ainda continuando no exemplo do Brasil, que é o que nos interessa, Magnano deu mais rodagem e confiança para alguns suplentes que poderão ter um papel mais importante lá na frente, como foi a situação dos jogadores do Flamengo Marcelinho Machado e Caio Torres, que fizeram a sua segunda partida seguida com um bom tempo de quadra, ficando em ação por 12 e 13 minutos, respectivamente. O jovem Raulzinho Neto (jogou 16 minutos), mesmo que não esteja com muito espaço, por conta de Larry Taylor, acumulou um pouco mais de experiência para o futuro, tendo tudo para voltar a defender o Brasil no mundial de 2014, na Espanha e na olimpíada de 2016, no Rio.

O que manchou a partida foi a clara falta de vontade da seleção da Espanha nos minutos finais, cometendo faltas de ataque pra lá de duvidosas, não pressionando defensivamente e fazendo apenas sete pontos nos últimos quatro minutos de jogo, com suas principais peças em quadra, e sofrendo 13 pontos, depois de ver o jogo empatado em 75 pontos e ter tido a chance de dar o gás final para a vitória.

Agora, com o objetivo cumprido, que era a segunda colocação do grupo B, o Brasil começa a se preparar para a fase mata-mata, tendo, se os Estados Unidos não perderem para a Argentina por mais de 18 pontos, os hermanos na fase quartas de final.

Será que vale a pena entregar o jogo contra a Espanha?

Jogadores de garrafão serão importantes para o Brasil
terminar em segundo lugar no grupo.
As seleções do Brasil e da Espanha, que se enfrentam nesta terça-feira, às 16h, pelo último jogo da fase de grupos, decidindo a segunda colocação do grupo B, estão em uma situação complicada. Quem perder vai ficar com a terceira posição, mas vai ter os Estados Unidos pela frente apenas em uma possível final, já o vencedor vai ter que enfrentar a melhor seleção do mundo se avançar para a fase semifinal, tendo uma vida muito mais complicada para conseguir chegar até a decisão da competição. Mas será que isso é justificativa para entregar o resultado?


Faço esse questionamento por que essa ideia está passando pela cabeça dos torcedores de ambos países, e mais, o famoso jornal espanhol "Marca" chegou a fazer uma enquete em sua página na internet, com 56.6% dos torcedores votando que talvez seja melhor perder para o Brasil para ter vida mais fácil lá na frente.


Sinceramente, não sei dizer se a Espanha vai vir para entregar o jogo, mas espero que não. Do que eu conheço do argentino Rubén Magnano, um cara muito sério e profissional, ele não deixará que o Brasil cometa esse "crime" contra o esporte, indo com tudo para vencer os espanhóis, independente se lá na frente o caminho venha a ser mais complicado.


É aceitável os torcedores espanhóis estarem pensando que talvez uma derrota seja melhor, afinal, a Espanha é a segunda melhor seleção do mundo atualmente e está cotada para chegar a mais uma final olímpica. Inadmissível somos nós pensarmos assim. Quem é o Brasil para decidir quem vai querer enfrentar ou não? Os torcedores não podem estar pensando em semifinal se o selecionado brasileiro ainda não passou pela fase quartas de final. 


É verdade que a chegada de Magnano revolucionou o basquete brasileiro, mas, mesmo assim, ainda somos aquela seleção que está ressurgindo das cinzas, e que ainda ocupa a singela 13° posição no ranking da FIBA. Ou seja, não adianta pensar lá na frente igual os espanhóis, afinal, eles possuem a segunda melhor seleção, atual bicampeã européia e vice-olímpica, enquanto  nós apenas estamos de volta aos Jogos Olímpicos após 16 anos de ausência. É seguindo essa linha de raciocínio, somada ao profissionalismo de Magnano, que acredito que o Brasil entrará para vencer esse confronto, como deve fazer em todos os jogos.


Vencendo, o Brasil vai ficar em segundo lugar, devendo enfrentar a Argentina, que atualmente está na segunda posição no grupo A, com às mesmas três vitórias em quatro jogos da França, que está em terceiro. Mas os franceses terão um jogo tranquilo, contra a Nigéria, enquanto os argentinos vão enfrentar os Estados Unidos. Perdendo, o nosso selecionado deverá enfrentar a França, desde que os resultados prováveis, que são vitórias da seleção francesa e derrota seleção argentina venham a acontecer.


Essa prévia do que nós teremos pela frente na fase quartas de final deixa bem claro que não podemos ficar pensando lá na frente, afinal, ou vamos enfrentar uma seleção que conta com Tony Parker como seu principal jogador ou então teremos pela frente o nosso maior algoz nos últimos anos: os argentinos, que "simplesmente" foram medalhistas de ouro nos Jogos de Atenas e bronze em Pequim.


Quem achava que o caminho para buscar uma medalha seria tranquilo, me desculpe por desapontá-los. A tarefa será árdua e não podemos nos dar ao luxo de escolher o adversário. Vamos pra cima da Espanha, afinal, como diz o nosso próprio hino nacional: "verás que o filho teu não foge à luta".

domingo, 5 de agosto de 2012

Na despedida de Adrianinha, Brasil evita vexame maior e consegue igualar a sua pior campanha olímpica na história

Após quatro olimpíadas, Adrianinha se aposenta da seleção
Se a seleção feminina merecia se despedir dos Jogos Olímpicos com vitória eu não sei, afinal, o nível do nosso basquete no feminino está muito ruim, mas o bom resultado contra a Grã-Bretanha, vencendo por 78 a 66, pelo menos deu um "final feliz" na trajetória da armadora Adrianinha com o selecionado nacional. Vestindo a amarelinha pela última vez na carreira, a jogadora, que defendeu às cores do Brasil por 15 anos, tendo participado de quatro olimpíadas, conseguindo o bronze em Sydney-2000, fez uma baita partida, terminando com 15 pontos, quatro rebotes, 12 assistências e um roubo de bola.

Saindo um pouco da visão "o último jogo de Adrianinha com o Brasil", esse resultado simplesmente evitou que o time comandado por Luís Cláudio Tarallo fizesse a sua pior campanha olímpica na história, desde que começou a participar das olimpíadas, nos Jogos de Barcelona-1992. Com essa solitária vitória, o Brasil igualou a sua pior campanha, que foi de uma vitória em cinco jogos, em Pequim, há quatro anos atrás, fazendo exatamente o mesmo caminho, ao perder os quatro primeiros confrontos e vencer o último. A única diferença é que o Brasil não vai ficar na penúltima colocação, já que Grã-Bretanha e Angola não venceram nenhuma partida.

Do que eu assisti da partida de hoje, vi uma seleção mais leve em quadra, sem muita pressão e com às jogadoras mais vibrantes. É claro que o fato de já estarem eliminadas era um peso a menos, mas por que não jogaram com "mais alegria" antes? Será que o grupo não estava tão preparado psicologicamente? É o que parece, afinal, tirando o jogo de hoje, em todas às partidas o Brasil oscilava demais em alguns períodos, desperdiçando, inclusive, a oportunidade de ter vencido a França na estreia, o que poderia ter mudado o rumo da competição para a nossa seleção.

Chorar sobre o leite derramado não vai adiantar. Depois de mais uma campanha ridícula, se formos somar às últimas três participações olímpicas, em Londres-2012, Pequim-2008 e Atenas-2004, temos seis vitórias nos últimos 24 jogos.

A partir desta segunda-feira já é pensar nos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro, por que mais um vexame olímpico será horrível para uma seleção que já subiu ao pódio duas vezes nessa competição e carrega um título mundial nas costas.

Quartas de final

A fase quartas de final será disputada nesta terça-feira, dia 07 de agosto. Confira os confrontos:

Estados Unidos (1° A) x Canadá (4° B) - 10h
Austrália (2° B) x China (3° A) - 12h45
França (1° B) x República Tcheca (4° A) - 16h
Turquia (2° A) x Rússia (3° B) - 18h15



Estados Unidos e França ainda estão invictas na competição.

Igualando a sua maior pontuação em olimpíadas, EUA vence a China e termina fase de grupos na primeira colocação

Se o time masculino dos Estados Unidos sabe dar show em quadra e fazer grandes pontuações, o feminino também sabe. Igualando o seu maior número de pontos em um jogo olímpico, que havia sido 114 pontos contra a Espanha, no dia 03 de agosto de 1992, nos Jogos de Barcelona, a seleção americana venceu a China com muita facilidade, fazendo 114 a 66, para manter os 100% de aproveitamento e terminar a fase de grupos em grande estilo, já sabendo que o seu adversário nas quartas de final será o Canadá, quarto colocado no grupo B, com duas vitórias em cinco partidas.


Cestinha da equipe na competição, Angel McCoughtry novamente foi fundamental para o bom resultado, fazendo 16 pontos ao acertar todos os oito arremessos que tentou, pegando ainda seis rebotes, distribuindo seis assistências e roubando cinco bolas; uma partida praticamente perfeita. Quem também teve uma atuação sensacional foi Diana Taurasi, com 22 pontos, acertando 8/10FG, duas assistências e quatro roubos de bola. Taurasi é a terceira cestinha dos EUA, com um total de 61 pontos em cinco partidas.


As americanas estão com muita moral para a conquista da sua quinta medalha de ouro seguida. Será que o Canadá conseguirá fazer frente e desafiar o melhor time do mundo?


A fase quartas de final será disputada na próxima terça-feira, dia 07 de agosto.