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quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Até quando vai faltar planejamento para a seleção feminina?

Nunca fui à favor do Tarallo comandar a seleção feminina nos Jogos Olímpicos de Londres. Não tenho nada contra o cara, é uma questão de falta de experiência e até mesmo de convívio com o grupo para tal, já que ele assumiu a seleção justamente para disputar a competição, um erro da Confederação Brasileira de Basquete, que fez uma mudança radical no comando do time feminino às vésperas do torneio mais importante do mundo.

Nada deu certo em Londres, como era de se esperar, agora, Carlos Nunes (foto), presidente da CBB, cogita a troca de treinador, querendo trazer um australiano para o comando da seleção, segundo matéria do Globoesporte.com.

Nossa, eu juro que fiquei pasmo com a matéria. Então quer dizer que tirou o Ênio Vecchi para colocar o Tarallo e agora já pensa em mandar o cara embora? Cadê o planejamento, uma estratégia traçada para os Jogos Olímpicos do Rio, em 2016? Aliás, não foi dito que o Tarallo estava sendo preparado para o próximo ciclo olímpico? Cadê?

Ano que vem tem eleição na CBB, e se Nunes continuar no comando, com esse pensamento, será que às vésperas da competição aqui no Brasil novamente a seleção sofrerá alterações?

Resumindo a passagem de Tarallo pela seleção, ele foi lá, assumiu o abacaxi, se queimou e agora pode ir embora, é isso? 

Nunes, eu sou apenas um blogueiro, estudante de jornalismo, mas com todo o respeito, se não houver um planejamento, essa situação que a seleção feminina se encontra atualmente nunca mudará. A culpa da seleção feminina estar ruim das pernas é exclusivamente sua. Você que comanda a CBB, você que escolhe os profissionais que irão fazer o trabalho na seleção. E outra, trazer um treinador australiano é legal, vai dar mais moral para o time feminino, assim como a vinda do argentino Magnano modificou o time masculino, mas simplesmente trazer estrangeiros para comandar nossas seleções não é tudo. Essa não pode ser uma medida para o resto da vida, tem que ser algo provisório. Temos que preparar nossos treinadores para que eles possam ser capazes que comandar o nosso selecionado. Temos que dar moral para as nossas jogadoras da base, para que no futuro a solução não seja a naturalização, como foi com Larry Taylor no masculino.

Se for mudar de treinador, que mude, mas mude logo e escolha bem, para que ele possa ter um bom tempo para realizar o seu trabalho, assim não sendo prejudicado pela falta de planejamento da CBB.

sábado, 25 de agosto de 2012

Seleção feminina sub-17 termina o Mundial na penúltima colocação

Ao longo da segunda edição do Mundial Feminino sub-17, fiz alguns textos que já davam para o torcedor entender que a participação do Brasil não seria lá das melhores, pelo contrário. Sem conseguir a classificação para a fase quartas de final, o selecionado nacional, treinado por Janeth Arcain, acabou de vencer a Turquia, por 66 a 61, terminando a competição na singela penúltima colocação (11°).

De fato, o Brasil só foi melhor do que a Turquia, afinal, das duas vitórias canarinhas, ambas foram contra a equipe turca, no mais, derrotas absolutamente ridículas, para seleções como Japão, Holanda e Mali, todas sem nenhuma tradição na modalidade, e o pior, apenas contra Mali o Brasil conseguiu jogar de igual para igual, perdendo por 58 a 51, fora isso, para Japão e Holanda, derrotas por 21 e 20 pontos de diferença, respectivamente. Um absurdo, não acham? Pior, uma falta de respeito com a tradição do basquete feminino brasileiro. E a culpa, é claro, da má preparação.

Quando alguma equipe, seja em qualquer esporte, faz um campeonato muito ruim, costumados de dizer que foi um campeonato para se esquecer, mas, como estamos falando de basquete de base, me atrevo a afirmar que essa foi uma competição para ser lembrada eternamente, para que sempre se tome essa péssima campanha como lição, para ver os responsáveis pelo basquete de base tomem vergonha na cara e passem a levar mais a sério uma das etapas mais importantes na carreira de um atleta: a sua formação.

O Brasil teve o segundo pior ataque da competição, com médias de 54.3 pontos por partida, teve também o segundo pior percentual de acerto nos arremessos, convertendo apenas 30.4%.

O Brasil foi o terceiro pior time nas assistências, com 9.4 passes que resultaram em cestas, em média, por partida. 

Não, definitivamente, essa não foi uma competição para se esquecer, mas sim para se lembrar. Ela tem que servir de exemplo que os fracassos parem de ser constantes na base basquete brasileiro.

Será que a CBB não se incomoda depois de um resultado ridículo como esse? Será que tudo vai continuar como está?

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Há 25 anos, Brasil derrotava os Estados Unidos na casa deles e conquistava o Pan-Americano

O dia 23 de agosto de 1987 entrou para a história não só do basquete brasileiro, mas também para a história do basquete mundial, com a seleção brasileira, que era treinada pelo lendário Ary Vidal, e contava com jogadores como Oscar, Marcel e Paulinho Villas Boas, derrotando os Estados Unidos, em Indianápolis, na final do Pan-Americano, por 120 a 115, decretando a primeira derrota dos Estados Unidos em solo norte-americano.

Ninguém poderia imaginar que o Brasil, que até então tinha apenas uma medalha de ouro pan-americana, poderia, dentro dos Estados Unidos, derrotar uma seleção que já tinha conquistado oito ouros em nove edições da competição, mas, com 46 pontos de Oscar e 31 de Marcel de Souza, o selecionado brasileiro foi lá e o fez, conseguindo superar o início ruim de partida, que foi marcada por contra-ataques eficientes dos donos da casa. Nesta quinta-feira, esse feito histórico completa 25 anos.

Para comemorar essa marca no basquete mundial, a CBB vai realizar um almoço nesta quinta-feira, às 12h, para o grupo que fez parte dessa história, tendo presença já garantida de Marcel de Souza, Jorge Guerra, o Guerrinha; Gerson Victalino e Israel Andrade, além do treinador na ocasião, Ary Vidal, e do assistente José Medalha; Ricardo Cadum; André Stoffel; Silvio Malvezi; Rolando Ferreira; Maury de Souza; Pipoka, e o hoje diretor de Relações Internacionais da CBB, Paulinho Villas Boas.

Uma grande iniciativa da CBB para um grande feito, que está guardado eternamente na memória do basquete mundial.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Chegou a hora do adeus de Marcelinho Machado à seleção

Foram 15 anos defendendo a seleção brasileira, agora, depois de realizar o sonho de disputar uma olimpíada, Marcelinho Machado, que segundo os registros da CBB fez 119 jogos e marcou 1669 pontos com a amarelinha, se despede da seleção.

Foram 15 anos, na saúde e na doença da seleção brasileira. Marcelinho sempre esteve lá, defendendo seu país e ajudando em importantes conquistas, sendo bi-campeão da Copa América, tri-campeão Pan-Americano, duas vezes campeão Sul-Americano no adulto e mais uma conquista na sub-22 e, é claro, os feitos mais recentes, que foi o vice-campeonato no Pré-Olímpico das Américas, colocação que garantiu à seleção a volta aos Jogos Olímpicos após três edições de ausência e o quinto lugar nos Jogos Olímpicos de Londres, que garantiu ao Brasil o posto de nona melhor seleção do mundo na atualidade.

Com 37 anos, Marcelinho viveu momentos de estrela na seleção, como no Pré-Olímpico das Américas de 2011 e os 211 pontos em nove partidas na conquista do bi Pan-Americano do Brasil, mas também viveu momentos de coadjuvante, como foi em Londres.

Estrela ou coadjuvante, ele tem o seu nome guardado na história da seleção e do basquete brasileiro, como um dos principais jogadores de sua geração.

Agora, pendurando os sapatos de cano alto na seleção, Marcelinho vai se dedicar exclusivamente ao Flamengo, que montou um baita elenco para a temporada, afim de conquistar o Campeonato Carioca, o Novo Basquete Brasil e a Liga Sul-Americana.

A disputa para saber quem será o novo camisa quatro da seleção está lançada, e o agora ex-dono dessa camisa citou os jovens Vitor Benite, agora companheiro de Marcelinho no Flamengo e Matheus Dallas, que fez uma grande temporada passada no Vila Velha e volta ao Limeira, como os principais nomes para substituí-lo.

Chegou a hora de dizer adeus Marcelinho. Parabéns por todos esses anos defendendo a amarelinha.

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terça-feira, 21 de agosto de 2012

A situação está feia para a seleção feminina no Mundial sub-17

Na quarta rodada do Mundial feminino sub-17, a seleção brasileira sofreu o seu quarto revés, perdendo para as holandesas por 62 a 42. Pensei em fazer um post sobre a partida logo após o termino do confronto, mas resolvi esperar pelo fim da rodada, que teve a vitória da Austrália sobre a Turquia, por 63 a 53, para ter todas às estatísticas completas, de todos os times, para poder passar algumas informações a vocês. Então vamos lá.

Com mais uma derrota feia para um selecionado inexpressivo na modalidade, o Brasil deu adeus à competição, não tendo mais chances de classificação, já que possui apenas mais uma rodada para tentar a primeira e única vitória, enfrentando, nesta quarta-feira, a Turquia, o outro selecionado que ainda não venceu na competição. A Austrália, quarta colocada no grupo B, o grupo do Brasil, possui quatro vitórias e não corre mais o risco de perder a vaga na fase quartas de final.

Ontem eu falei aqui que o nosso selecionado feminino sub-17 possuía a segunda pior defesa e o segundo pior ataque da competição, só ficando à frente da seleção de Mali. Hoje, após essa rodada, a situação é a mesma, porém, desta vez, trarei alguns números para reafirmar o quão ruim está sendo a campanha brasileira.

O percentual de acerto do Brasil em quadra é simplesmente horrível, com apenas 28.8% dos arremessos tentados sendo convertidos, ficando na frente somente de Mali, que possui 26.3% e Austrália, a seleção com o pior aproveitamento, tendo 25.1%. O Brasil, durante essas quarto partidas, tentou 278 arremessos, acertando apenas 80.

Quando nos restringimos à linha de dois pontos, o aproveitamento sobe para 32.6%, mas, nos três pontos, a seleção brasileira possui o pior índice de acerto, com 13%, tendo convertido sete bolas em 54 tentativas. Isso mesmo, 54 tentos para apenas sete acertos.

Se você está achando isso tudo ruim, que tal 50.7% na linha de lances livres? Horrível, não é verdade? Só não consegue ser pior do que Mali, que possui ridículos 38.5% de acertos.

O único quesito que o Brasil aparece bem são nos roubos de bola, tendo 15,5 roubos por partida, ficando na segunda posição, com 0.5 de desvantagem para o líder Japão.

Definitivamente a seleção brasileira está fazendo uma campanha vergonhosa nesse Mundial, sendo derrotada por times que éramos para passar por cima com facilidade. Onde já se viu o Brasil perder por 21 pontos de diferença para o Japão? Perder da Austrália é aceitável, pela tradição do país no feminino, mas, sofrer um revés para Holanda, que é um zé ninguém no basquete, por 20 pontos de diferença, é muito, mas muito preocupante.

Contra a Turquia, nesta quarta-feira, o Brasil terá a chance de terminar a competição de uma maneira menos vergonhosa, tentando a sua única vitória, para não ter ido à Amsterdã, onde está sendo disputada a competição, apenas para passear.

Lembrem-se, se nos Jogos Olímpicos de 2020 o Brasil fizer uma campanha horrível no feminino, isso será fruto do que está acontecendo hoje.

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segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Seleção feminina sub-17 tem o segundo pior ataque e a segunda pior defesa do Mundial

Para quem ainda não sabe, está rolando, deste o dia 17 de agosto, o segundo Mundial Feminino Sub-17, que está sendo disputado em Amsterdã, na Holanda.


Foto:Divulgação/CBB
O Brasil, ah, o Brasil, o que falar dele? 

Com apenas 30 dias de preparação para a competição mais importante da categoria, o selecionado brasileiro, que está sendo comandado por Janeth Arcain, infelizmente, está seguindo à risca os passos da atual seleção adulta. Assim como o time adulto nos Jogos Olímpicos, o sub-17 está muito mal no Mundial, acumulando três derrotas em três partidas, e mais, tendo o segundo pior ataque da competição, com apenas 159 pontos marcados, o que dá uma média de 53 pontos anotados por partida. Muito pouco, não acham?

Como tudo o que está ruim pode piorar, não é só o ataque brasileiro que preocupa. A defesa do time sub-17 canarinho também é a segunda pior, sofrendo 227 pontos, uma média de 75.6 pontos permitidos por confronto. 

Em ambos os quesitos, o Brasil (que está no grupo B) só fica à frente de Mali, (que está no grupo A) que também não sabe o que é vencer na competição, sofrendo, em média, 76 pontos e fazendo 45.6 pontos.

Essa situação me faz lembrar os Jogos Olímpicos de Pequim, quando o Brasil venceu apenas um jogo em cinco confrontos, ficando à frente somente de Mali, o mesmo país que, com as meninas, neste momento, está fazendo o mesmo que as adultas fizeram há oito anos atrás: segurando a lanterna, que poderia muito bem ser do Brasil.

Ler sobre o basquete de base deve ser chato para alguns, mas, é essa geração que um dia estará vestindo a camisa do time adulto, e, desde já, os resultados não são nem um pouco agradáveis. É claro que a maior parcela de culpa não está nas atletas, mas sim no modo como a nossa Confederação coordena o basquete de base.

Sem sombra de dúvidas que esse time deveria ter se preparado no mínimo três meses para poder ter condições de disputar de igual para igual com às melhores do mundo na categoria.

O que mais me espanta é ver países com muito menos tradição que o nosso estar dando um banho no Brasil, como é o caso da Bélgica, que está no outro grupo, o grupo A, e faz uma excelente campanha, com duas vitórias em três partidas, tendo a melhor defesa da competição e um dos melhores ataques. O Japão (quem é Japão no basquete?) dando uma surra no Brasil logo na estreia, vencendo por 92 a 71 em um "excelente jogo do Brasil", como afirmou a matéria da CBB.

Atualmente na última posição do grupo B, junto com a Turquia, que também não venceu nenhum jogo ainda,  o único jeito do Brasil se classificar para a próxima fase é vencendo a Holanda, amanhã, às 11h45 e depois, na quarta-feira, derrotar a Turquia, em partida a ser realizada às 07h15. Ah, e é claro, torcer por tropeços da Austrália. Parece muito? Também acho.

Eu me despeço com a declaração de Janeth antes do início da competição:

"A nossa seleção evoluiu muito desde o inicio dos treinamentos. As atletas e a comissão estão bastante motivadas e pensando positivamente. O Brasil vai jogar de igual para igual com todas as seleções."

Com excelente campanha, seleção brasileira feminina sub-18 fica com o vice na Copa América

A seleção brasileira feminina sub-18 fez bonito em território porto-riquenho, conquistando o vice-campeonato da Copa América da categoria, perdendo apenas na decisão, para os Estados Unidos, por 47 a 71, um resultado até bom pelo o que o time norte-americano, que não perdeu nenhuma partida, havia apresentado até então, passando por cima de todos os adversários, sofrendo apenas 137 pontos nos quatro confrontos antes da final, o que dá uma impressionante média de 34,25 pontos sofridos por jogo.

Além da conquista do vice-campeonato, com uma campanha de quatro vitórias e uma derrota, o selecionado brasileiro, que foi comandado por Júlio César Patrício, conseguiu cumprir com o seu objetivo principal na competição, que era chegar até a fase semifinal para ser um dos quatro times da América a garantir vaga no Mundial sub-19 do ano que vem, que será disputado na Lituânia.

O grande destaque brasileiro nesta edição da Copa América foi a baiana Isabela Ramona, que anotou 70 pontos, pegou 32 rebotes, distribuiu 15 assistências e roubou 19 bolas ao longo da competição, comandando o Brasil nesses três quesitos. Na média, foram 14 pontos, 6.4 rebotes, 3 assistências e 3.8 roubos de bola, por partida, mesmo número de desperdícios. Esses números a credenciaram como a segunda maior cestinha da competição, ficando atrás somente da americana Morgan Tuck, que teve médias de 17.8 pontos, a oitava maior reboteira, a maior roubadora de bolas e a sexta melhor assistente.

Agora, depois dessa grande campanha, esse grupo vai com moral para o Mundial de 2013. Vamos ver o que o Brasil apresentará na maior competição de seleções da categoria.

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domingo, 19 de agosto de 2012

De olho na base: Feminina sub-17 perde a terceira seguida no Mundial e vê classificação ficar distante

A seleção feminina sub-17 ainda não conseguiu vencer no Mundial da categoria, que está sendo disputado em Amsterdã, na Holanda. Em três partidas foram três derrotas, perdendo para o Japão, na estreia, por 92 a 71, para a Austrália, na segunda rodada, por 56 a 46 e, na manhã deste domingo, sendo superada pela Espanha, por 79 a 42, ocupando assim a quinta colocação entre às seis equipes do grupo B. A Turquia, que atualmente está na lanterna do grupo, ainda não jogou hoje, tendo pela frente a seleção japonesa, que está invicta na competição, com dois bons resultados.

O regulamento do Mundial da categoria prevê que quatro seleções se classifiquem para a fase mata-mata. Para não dar adeus à competição ainda na fase de grupos, o Brasil terá uma missão de vencer os dois últimos jogos, que será contra Holanda e Turquia, justamente as duas equipes que lutam pela quarta posição contra o time comandado por Janeth Arcain, o que, de certo modo, já é uma vantagem para o Brasil, que pelo menos não terá os líderes do grupo pela frente.

Já que a nossa seleção está sendo incompetente, resta, logo mais, o Brasil torcer contra os selecionados na Turquia, que vai enfrentar o Japão e contra o time holandês, que medirá forças contra a Austrália, terceira colocada no grupo B, para, a partir de terça-feira, começar a correr atrás do prejuízo e tentar a vaga nas quartas de final.

Se tudo der certo para o Brasil ao final deste domingo, o dia terminará com o selecionado brasileiro e o turco empatados na última colocação, com três reveses cada. A Holanda, perdendo, ficará com duas derrotas e uma vitória, diferença que o Brasil terá que tirar por si mesmo, já que enfrenta às donas da casa nesta terça, podendo deixar tudo igual na briga pela última vaga. Também na terça-feira, a Turquia enfrenta a Austrália, e dependendo do resultado do jogo de hoje, entre Austrália e Holanda, talvez seja as australianas a nossa adversária direta, afinal, com a mesma campanha da Holanda, caso o time da Oceania perca, cairá para a quarta colocação, deixando o posto de terceiro lugar para as holandesas.

Na quarta-feira o Brasil enfrenta a Turquia. A Austrália enfrenta o Japão e a Holanda a Espanha.

A verdade é que não adianta nada fazermos cálculos de quem deve perder para o Brasil se classificar. O que realmente tem que acontecer são essas duas vitórias do Brasil. Se não vencer esses dois próximos jogos, de nada adiantará.

sábado, 18 de agosto de 2012

De olho na base: Seleção feminina sub-18 garante vaga no Mundial da Lituânia, em 2013

A seleção brasileira feminina sub-18 está fazendo bonito na Copa América da categoria, que está sendo disputada em Porto Rico. Vencendo as donas da casa nesta sexta-feira, por 66 a 53, as comandadas de Júlio César Patrício garantiram a vaga no Mundial sub-19, que será disputado ano que vem, na Lituânia.

Essa era a missão principal da equipe, mas, com os 100% de aproveitamento e o primeiro lugar no grupo B, o Brasil agora terá um missão secundária: derrotar a Argentina neste sábado, às 19h, para chegar até a decisão e ir em busca do título da competição. A outra semifinal será entre Estados Unidos e Canadá, os dois classificados do grupo A. Essas outras três equipes também garantiram vaga no Mundial, já que a Copa América dá quatro vagas.

O retrospecto contra o selecionado argentino é favorável. Na última vez que se enfrentaram pela competição, no ano de 2010, vitória brasileira, justamente na fase semifinal.

Como eu já falei lá em cima, a missão de buscar o título é secundária. O principal mesmo foi a conquista da vaga para o Mundial. Se o título vier, perfeito, mas o objetivo já foi cumprido.

Sem nenhuma novidade, os Estados Unidos são os favoritos para essa conquista, tendo pisado na cabeça de todas as adversárias até aqui, vencendo a República Dominicana, na estreia, por 99 a 26, a Argentina, na segunda rodada, por 68 a 28 e a Colômbia, no fechamento da fase de grupos, por 87 a 36. Só vitória massacrante.

Quem quiser acompanhar os jogos é só acessar o site oficial da FIBA Américas (http://fibaamericas.com/)

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

De olho na base: Contra Porto Rico, seleção brasileira feminina sub-18 busca vaga no Mundial de 2013

A seleção brasileira feminina sub-18 está mandando muito bem na Copa América da categoria, tendo duas vitórias em duas partidas, derrotando o Canadá na estreia (quarta-feira), por 56 a 46, com grande atuação após o intervalo de jogo e superando o México com extrema facilidade, fazendo 62 pontos e sofrendo apenas 31, em partida realizada nesta quinta-feira. Com esses resultados, o Brasil lidera o grupo B com 100% de aproveitamento, sendo, ao lado dos Estados Unidos, que está no grupo A, as únicas equipes que ainda não perderam na competição.

Hoje, às 21h15, contra a seleção porto-riquenha, que sedia a competição, às meninas do Brasil terão a última missão: conseguir mais uma vitória e se classificar para a fase semifinal, que garantirá uma vaga às brasileiras no Mundial Sub-19, que será disputado no ano que vem.

Para alcançar essa vaga, o Brasil depende somente dele. A missão não é tão complicada assim, enfrentando um time que venceu a fraca seleção mexicana, na estreia e, quando pegou um time mais organizado, como é o Canadá, acabou sucumbindo e perdendo por 15 pontos de diferença.

Quem quiser assistir essa partida importantíssima para o Brasil, já que estamos falando das possíveis jogadoras da seleção principal nos Jogos do Rio, em 2016, é só acessar o site oficial da FIBA Américas.(http://fibaamericas.com/)

Seleção feminina sub-17

A equipe brasileira feminina sub-17 estreou fazendo feio no Mundial da categoria, perdendo para a inexpressiva seleção do Japão, por 92 a 71. Confesso que não pude assistir o jogo, que aconteceu às 06h15 da manhã, mas estou muito preocupado com esse time, afinal, perdeu feio para uma seleção sem nenhuma tradição na modalidade. E o pior: no site da CBB, eles falam que o Brasil fez uma grande partida, ou seja: não quero ver nem qual será o placar quando o Brasil não fizer essa tal de "grande partida".

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

De olho na base: Seleção feminina sub-17 estreia no Mundial da categoria nesta sexta-feira

Depois de trinta dias de preparação, incluindo três amistosos internacionais, chegou a hora da seleção feminina sub-17 entrar em quadra no 2° Mundial da categoria, que começa a ser disputado nesta sexta-feira e vai até o próximo dia 26, em Amsterdã, na Holanda.

No grupo B, junto com Austrália, Holanda, Espanha, Turquia e Japão, às comandadas por Janeth Arcain irão fazer sua estreia às 06h15 da manhã (horário de Brasília), contra o Japão, que ficou em quinto lugar no primeiro mundial, em 2010, que foi realizado na França. O Brasil acabou não participando.

No outro grupo, o A, estão Estados Unidos, campeãs invictas na edição passada, Bélgica, Canadá, Mali, Coréia e Itália. Os quatro melhores selecionados de cada grupo avançam para a fase quartas de final.

Se trinta dias de preparação é suficiente para esse grupo desempenhar um bom papel nesse mundial, que é a competição mais importante do mundo para as categorias de base, afinal, não há olimpíadas para a garotada, não sei responder, mas, depois da péssima participação nos Jogos Olímpicos de Londres, os olhares vão estar mais voltados para o basquete feminino de base, pelo menos é o que se espera, e a expectativa para um bom resultado na competição se torna maior, junto com a pressão também.

Vamos ficar na torcida para que meninas do Brasil possam desempenhar um bom papel nesse mundial e dar um pouco mais de esperança para o futuro do basquete feminino dentro do país.

Abaixo você confere a tabela com os jogos do Brasil na primeira fase:

Dia 17 de agosto - Brasil x Japão, às 06h15
Dia 18 de - Brasil x Austrália, às 05h
Dia 19 - Brasil x Espanha, às 05h
Dia 21 - Brasil x Holanda, às 11h45
Dia 22 - Brasil x Turquia, às 07h15

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Seleção feminina pretende se preparar para competições internacionais na França. Por que não fazer um CT no Brasil?

Depois de mais uma campanha ruim nas olimpíadas, a atual diretora de seleções femininas da CBB, Hortência Marcari, e o atual treinador da seleção, Luís Cláudio Tarallo, já estão de olho no próximo ciclo olímpico.


Hortência voltou de Londres com um pré-acordo com a Federação Francesa de Basquete para a que a seleção feminina possa utilizar o centro de treinamentos da França para se preparar melhor para às competições internacionais.

O treinador Luís Cláudio Tarallo comentou sobre o atual nível técnico do basquete feminino, dizendo que “está muito alto, e as seleções estão se preparando muito para as competições internacionais. Precisamos entrar nesse ritmo também para igualar a eles. Dar condições iguais para nossas jogadoras será de fundamental importância para que elas também possam render o máximo delas”.

O acordo para utilizar o centro de treinamentos na França ainda não está firmado, é apenas um pré-acordo, como afirmou a CBB, mas, a pergunta que fica é a seguinte: Por que utilizar um centro de treinamento praticamente do outro lado do mundo, gastar tempo, dinheiro e energia das atletas (na viagem), ao invés de iniciar um projeto para a construção de um aqui no Brasil, para a utilização de ambas seleções e, consequentemente, dos selecionados da base?

A evolução do basquete brasileiro não pode ficar restrita apenas a contratação dos melhores treinadores do mundo e a uma praticamente obrigação de bons resultados sem nenhum investimento sério e pesado feito anteriormente.

A CBB costuma querer colher os frutos para depois plantar, como foi o caso do Magnano. Sem uma reciclagem dos treinadores brasileiros, a opção correta a se fazer era investir nesses profissionais, mas não, o caminho mais curto, o tal colher para depois plantar, foi contratar um treinador de fora.

A mesma situação podemos afirmar à respeito do armador norte-americano Larry Taylor. Ele não foi naturalizado simplesmente por que é identificado com o país, gosta de jogar aqui e fala bem o português. Se fosse assim, eram para ter convidado o Shammel, do Pinheiros, para se naturalizar também, afinal, o ala do time da capital paulista, que já demonstrou várias vezes interesse em defender o Brasil, possui essas mesmas qualidades do jogador do Bauru. Larry foi naturalizado e Shammel não pelo simples fato do Brasil estar carente na posição de armador reserva e bem servido nas suas alas.

O certo seria investir na base para, daqui a alguns anos, termos bons jogadores titulares e reservas para manter o nível do time, mas, novamente a CBB quis colher antes de plantar.

O que o Brasil precisa realmente é de um centro de treinamento, times formadores com mais apoio, uma Confederação que se dedique ao basquete de base com louvor, afinal, a CBB hoje em dia não é mais responsável pelos campeonatos nacionais adultos. O que se precisa, na verdade, é primeiro plantar a semente, para depois, lá na frente, pensar em colher.

Eu acabei falando demais da CBB por que esse é um blog de basquete, mas o problema do esporte no Brasil não está restrito apenas a essa modalidade. O futebol, esporte número um dentro do país, está saindo do seu amadorismo administrativo faz pouco tempo. Outros esportes menos populares até do que o basquete, sofrem com a escassez de recursos. E lá na frente são cobrados para conseguirem bons desempenhos, já que os Jogos Olímpicos são a vitrine para o mundo. Mandou bem lá, está tudo bem, pensam eles.

Todo mundo sabe qual é o problema, sabem tanto que após todas às edições olímpicas e mundiais, o assunto sempre é o mesmo: investir na base e usar a fase colegial para incentivar os alunos à prática esportiva.

Não vou ficar comparando o Brasil com outros países que tem um modelo que poderíamos nos inspirar, afinal, para fazer essa comparação, temos que entrar não só no âmbito esportivo, mas também cultural, o que renderia uma baita discussão.

O que o esporte brasileiro, no geral, precisa, é isso. Plantar a semente e esperar o tempo certo para poder colher.

Logo após o término dos Jogos de Londres, os olhares todos se voltaram para o Rio de Janeiro, sede da próxima olimpíada. Uma coisa que me assustou foi ver que todo mundo falando que o Brasil tem que conquistar mais medalhas por que vai jogar em casa e coisa e tal. Na minha opinião, torcida não faz diferença, se fizesse, jogador de Xadrez tava ferrado.

A discussão não é essa, mas sim melhorar essas condições para que nossos atletas possam desempenhar um melhor papel nos Jogos, independente de medalha ou não. E mais, o que representa uma medalha para o povo brasileiro? De verdade, não representa nada. O que tem que vir para o esporte, no Brasil, não são medalhas, mas legados esportivos. 

De olho na base: Feminina sub-18 estreia nesta quarta-feita na Copa América

A preparação foi feita na cidade de São Sebastião
do Paraíso, em Minas Gerais.
Foto: Deigo Evangelista/CBB
Depois de vencer com tranquilidade o amistoso contra a República Dominicana, por 79 a 32, na última segunda-feira, chegou a hora da seleção brasileira feminina sub-18 iniciar a sua caminhada na Copa América da categoria, que começa a ser disputa nesta quarta-feira, em Porto Rico, e vai até o dia 19 de agosto.

No grupo B, junto com Canadá, México e Porto Rico, o Brasil entra na competição para brigar por uma das quatro vagas para o Mundial sub-19 do ano que vem, que será realizado na Lituânia. Jogando pelo grupo A estão: Estados Unidos, Argentina, República Dominicana e Colômbia.

O primeiro desafio será contra as canadenses, nesta quarta, às 19h, no penúltimo jogo da rodada, que terá República Dominicana e Estados Unidos abrindo a competição, às 14h30, Argentina e Colômbia se enfrentando às 16h45 e às donas da casa medindo forças contra o México, às 19h, no jogo válido pelo grupo do Brasil.

Na segunda rodada, que será realizada na quinta-feira, o time brasileiro vai medir forças contra o México (19h), que se classificou na segunda colocação para essa competição. Fechando a participação na próxima fase, o confronto será contra às donas da casa, às 21h15, no jogo em que se tudo der certo ao longo da competição, será o da classificação do Brasil.

Apesar de ser um torneio sub-18, o Brasil, que será comandado por Júlio César Patrício, terá seis das 12 convocadas com 17 anos. O Estado de São Paulo continua a ser o que mais fornece mão de obra para o Brasil, com oito atletas paulistas. As representantes dos outros Estados (RJ, PR, MA) atuam por times paulistas.

Quem quiser acompanhar a competição de perto e ver às possíveis futuras jogadoras do Brasil no próximo ciclo olímpico é só acessar o site oficial da FIBA Américas (http://fibaamericas.com/) que transmitirá todos os jogos.

Boa sorte para às meninas do Brasil nesse importante passo rumo ao Mundial da categoria.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Seleção brasileira masculina sobe no ranking da FIBA e passa a figurar entre os nove melhores times do mundo

Era certo que a participação masculina do Brasil nos Jogos Olímpicos de Londres traria uma melhor colocação no ranking da FIBA em relação ao 13° lugar que os comandados de Rubén Magnano figuravam antes de voltarem a disputar a competição olímpica.



Com a divulgação do ranking atualizado, o time masculino do Brasil subiu quatro posições, indo de 13° para o nono lugar, entrando para o TOP 10 do basquete mundial, ficando apenas seis pontos atrás da França, que está em oitavo, com 260 pontos. Essa é uma grande notícia para o basquete masculino brasileiro, que está em alta no momento e, já garantido nos Jogos do Rio, em 2016, se fizer uma boa campanha diante de seus torcedores, somando com uma boa participação no Mundial da Espanha, dois anos antes, poderá ganhar mais posições e até quem sabe ficar entre o sétimo e sexto lugar no ranking.

Com todos os problemas de relacionamento com às principais estrelas solucionados; vivendo um grande momento técnico, sob o comando de um dos melhores treinadores do mundo, a única coisa que pode frear o avanço o Brasil na modalidade seria a volta de Grego ao comando da Confederação Brasileira de Basquete, já que ele concorre à vaga junto com Carlos Nunes, atual presidente da entidade. A eleição ocorrerá no ano que vem.

Após 16 anos no poder, Gerasime Bozikis, o Grego, deixou o comando da CBB em 2009, retirando a sua candidatura, tornando, assim, Carlos Nunes, então presidente da Federação Gaúcha de Basquete, candidato único à vaga de presidente da entidade. Mas isso é assunto para outro dia. Só citei neste contexto por que isso afeta diretamente a seleção brasileira.

Falando um pouco mais sobre o ranking atualizado da FIBA, no masculino, a Grã-Bretanha foi a seleção que mais se beneficiou, ganhando 20 posições e indo para a 23° colocação. À sua frente vem a Tunísia, que ganhou 10 posições. 

Quem também se deu bem o selecionado russo, que além da medalha de bronze, abocanhou cinco posições, indo para o sexto lugar.

Sem participar dos Jogos de Londres, a Itália, que figurava entre às melhores do mundo, perdeu 14 posições, indo para 21°, uma tragédia para o basquete italiano, que não participada dos Jogos Olímpicos desde Atenas, em 2004, quando acabou na segunda colocação, perdendo a final para a Argentina.

No bloco dos cinco primeiros, tudo igual, com os americanos na primeira colocação, os espanhóis em seguido, seguidos dos argentinos, em terceiro, a Grécia, em quarto e a Lituânia, em quinto.

No feminino, apesar de mais uma péssima campanha brasileira, o selecionado treinado por Tarallo perdeu apenas uma posição, ficando em sétimo.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Pós-Londres, situação das seleções masculina e feminina do Brasil se invertem

Antes da volta do basquete masculino aos Jogos Olímpicos, a seleção feminina era o nosso maior orgulho dentro da modalidade, sempre participando da competição mais importante do mundo, mesmo que não tenha tido, em todas ocasiões, grandes exibições, como acabou não ocorrendo em 2008, quando o selecionado feminino teve apenas uma vitória em cinco partidas, anotando a sua pior participação em uma edição olímpica, ficando à frente somente da seleção de Mali, que terminou na última colocação, sem nenhuma vitória. Mesmo assim, com essa campanha ruim, pelo menos a seleção feminina estava lá, enquanto a masculina via tudo da televisão. Além do mais, nesse tempo que o basquete brasileiro masculino não participou dos Jogos, o feminino teve boas campanhas, tendo conseguido uma medalha de bronze, nos Jogos de Sydney-2000 e um quarto lugar em Atenas-2004.

Agora, com a volta do basquete masculino em grande estilo aos Jogos Olímpicos e, com a segunda campanha muito ruim do selecionado feminino, às posições estão invertidas, com os homens tendo os holofotes para si enquanto as meninas estão se tornando uma grande preocupação, uma incógnita para os Jogos do Rio de Janeiro, em 2016.

O basquete brasileiro no masculino está bem encaminhado. Ok, esperávamos uma medalha olímpica que acabou não vindo, mas, mesmo assim, o time saiu em alta, tendo feito uma grande preparação e, quando os Jogos começaram, sem nenhum jogador com experiência olímpica, o Brasil foi lá e teve uma bela campanha, perdendo apenas para a Rússia, por um ponto de diferença, e para a Argentina, uma das melhores seleções do mundo e que vinha de duas medalhas seguidas.

No meio desse caminho vitorioso, um triunfo sobre a segunda melhor seleção no ranking da FIBA: a Espanha. Tudo bem, eles entregaram o jogo para poder fugir dos Estados Unidos antes da final, mas e daí, foi o Brasil que pediu isso? Não! Portanto, problema é deles e vitória nossa, uma grande vitória.

Se o masculino ganhou muito respeito dos adversários, amadurecendo bastante para futuros grandes feitos, que poderá vir já no Mundial de 2014 ou nos Jogos do Rio, em 2016, o feminino perdeu moral e se tornou uma preocupação não só para os torcedores, mas também para o Comitê Olímpico Brasileiro, que disse o basquete feminino é um dos que merece atenção maior no momento.

Tudo invertido. Até há um tempo atrás era a feminina que era o que "tínhamos para hoje", agora, é a masculina. Vamos torcer para que o basquete feminino brasileiro consiga dar a volta por cima, assim como o masculino conseguiu dar, para que ambos possam caminhar juntos, em largos passos.

domingo, 12 de agosto de 2012

No feminino, Érika de Souza termina com a melhor média de pontos nos Jogos de Londres

A campanha do basquete feminino nos Jogos Olímpicos de Londres foi um desastre, para não dizer outra coisa. Com quatro derrotas e apenas uma vitória, a equipe, que nessa edição foi comandada por Luís Cláudio Tarallo, fez a mesma campanha que havia feito nos Jogos de Pequim-2008, há quatro anos atrás, igualando assim a pior participação olímpica na história, que havia sido justamente em Pequim. Ou seja, quatros anos se passaram e não houve evolução, mas nem tudo foi ruim. 

A pivô Érika de Souza, uma das melhores, se não a melhor da posição em todo mundo, terminou a competição com às melhores médias de pontuação, fazendo 16.2 pontos por confronto, totalizando 81 pontos nos cinco jogos que o Brasil fez em Londres. A cestinha, na pontuação acumulada, foi a australiana Lauren Jackson, que fez 127 pontos, porém, jogou três partidas a mais do que a brasileira, já que a Austrália ficou com a medalha de bronze. Na média, Jackson ficou atrás de Érika, com uma média de 15.9 pontos por confronto.

Além de ter tido a melhor média de pontos na competição, Érika foi a segunda melhor reboteira, com médias de 8.8 rebotes por partida, ficando atrás somente da também brasileira Clarissa dos Santos, com média de 9 rebotes por confronto.

Para a modalidade, que está precisando se reestruturar dentro do país, ter Érika de volta ao basquete brasileiro, tendo fechado contrato com o Sport Recife, que vem forte para a sua primeira temporada na Liga de Basquete Feminino, assinando também com destaques como Adrianinha, Franciele, vai ser muito bom, afinal, contar com uma das melhores pivô do mundo e atual cestinha de uma edição olímpica só vai engrandecer a LBF, que está indo para a sua terceira edição e, com grandes jogadoras atuando em território nacional, pode ganhar muito mais atenção da mídia. 

Vamos torcer para isso.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Seleções femininas de base seguem se preparando para competições importantes no mês de agosto

Não adianta daqui há quatro anos estarmos comentando mais uma campanha do basquete feminino nos Jogos Olímpicos se não tratarmos também das seleções de base, afinal, nos Jogos do Rio, em 2016, algumas jogadoras que hoje figuram nas seleções sub-17 e sub-18 estarão representando o Brasil no selecionado adulto, que se ainda será treinado por Luís Cláudio Tarallo, como era o projeto inicial da Confederação Brasileira de Basquete, não se sabe.


No segundo mundial da categoria, Brasil busca um bom resultado para iniciar
uma reação do basquete feminino brasileiro.
Foto: Divulgação/CBB
O time sub-17, que vai disputar o segundo mundial da categoria, entre os dias 17 e 20 de agosto, em Amsterdã, na Holanda, embarcou nesta quarta-feira para a Itália para participar de um torneio preparatório. Nele, a nossa seleção feminina irá enfrentar, na próxima sexta-feira, às 13h, no horário de Brasília, a seleção dos Estados Unidos.

“As americanas são muito fortes, e isso ajudará no desempenho da nossa equipe, na parte tática e física. Além disso, na hora de entrarmos no Mundial, vamos por em prática essa experiência e poderemos usar isso a nosso favor. Vamos enfrentar grandes equipes mundiais nestes amistosos, e usaremos para fazer uma última análise e acertos. Queremos entrar bem na competição” - destacou a pivô da equipe, Monique Pereira, que atua no Americana, clube do interior paulista.

Depois desse importante teste para o mundial, enfrentando a melhor seleção do mundo, seja no adulto ou na base, as brasileiras vão enfrentar as italianas, donas da casa, às 15h. Fechando o torneio preparatório, no dia 12 de agosto, o adversário será a Austrália, outra equipe de muito destaque no cenário feminino adulto. O confronto será às 13h. Além da experiência em si, esse jogo servirá também como uma prévia para o duelo no mundial, já que Austrália e Brasil estão no grupo B, junto com Japão, Holanda, Espanha e Turquia.

Esse torneio na Itália irá encerrar a fase de amistosos do Brasil.


Selecionado sub-18 está em reta final de preparação
para a Copa América.
Foto: Diego Evangelista/CBB
Saindo do time feminino sub-17 e indo para o sub-18, o selecionado está treinando forte para a disputa da Copa América da categoria, que acontecerá em Porto Rico, entre os dias 15 e 19 de agosto, classificando quatro seleções para o mundial sub-19, que será disputado na Lituânia, no ano que vem. Daí a importância dessa competição, dando a oportunidade do Brasil se classificar para um campeonato fundamental para o amadurecimento técnico e psicológico dessas atletas.

A equipe, que fez um jogo amistoso na tarde de ontem, contra o time sub-21 feminina do Divino COC/ Jundiaí, terá dois dias de descanso, se reapresentando no próximo sábado, deixando a cidade de São Sebastião do Paraíso, em Minas Gerais, que está virando a casa do basquete brasileiro de base, rumo à Porto Rico.

O Brasil está no grupo B da Copa América, junto com Canadá, México e Porto Rico.

Esse mês de agosto é muito importante para o basquete feminino brasileiro de base, e temos que acompanhar de perto esses resultados e a evolução dessas atletas, para que a modalidade no feminino volta a ter destaque dentro do país e, consequentemente, no cenário internacional.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Dava para ter ido mais longe, mas a campanha foi boa

Ginóbili comemora mais uma vitória contra o Brasil
Não foi o melhor jogo da seleção brasileira. Erros defensivos, lances livres desperdiçados e, das nossas três principais peças ofensivas, apenas Leandrinho Barbosa conseguiu pontuar bem, terminando o jogo com 22 pontos, mesma pontuação de Marcelinho Huertas, que tem como principal função deixar seus companheiros em boa situação para finalização e não pontuar. Enquanto isso, na Argentina, Scola, Ginóbili e Delfino, às principais peças de ataque no esquema de Julio Lamas, desempenharam bem o seu papel. Resultado: vitória Argentina por 82 a 77, deixando o sonho do Brasil subir no pódio olímpico para daqui há quatro anos, no Rio de Janeiro.

A falta de dobra em cima de Scola, que fez 17 pontos, os 12 erros nos lances livres e a dificuldade para atacar foram os principais fatores para a eliminação brasileira, que, mesmo jogando mal por grande parte do tempo, nunca viu o jogo escapar, provando que, se tivesse um pouquinho mais de capricho, ou melhor, se conseguisse atuar como vinha atuando, ficaria, tranquilamente com essa vaga.

Apesar de tudo, o Brasil está de parabéns. Está de parabéns pela campanha após 16 anos de ausência nos Jogos Olímpicos, está de parabéns por não ter tido medo de vencer a Espanha e ter um adversário mais complicado pela frente. Parabéns também por ter feito um jogo equilibrado até o final, mesmo jogando mal, contra a terceira melhor seleção do mundo no ranking da FIBA, que possui grandes estrelas, que é atual medalhista de bronze olímpica e a penúltima seleção a conquistar o ouro na competição, ficando no lugar mais alto do pódio em Atenas, 2004.

Foi uma derrota de um país que está começando a se restruturar na modalidade, voltando a disputar uma olimpíada, voltando a ter um campeonato nacional forte, bem organizado e cheio de pessoas com boas intenções à respeito do basquete no Brasil, enquanto o adversário, do outro lado, é organizado a mais tempo, possui um trabalho em sua Confederação mais profissional e, que tem sua seleção nacional jogando junta a muito mais tempo do que a do Brasil.

Esperávamos mais do Brasil, aliás, o mundo todo, que elogiava a nossa seleção, esperava, mas perder para os Argentinos, em uma parte pouco inspirada dos nossos jogadores, não é demérito algum. Agora, é levantar a cabeça e deixar Rubén Magnano seguir com esse trabalho maravilhoso na seleção principal.

Daqui a dois anos tem o mundial na Espanha. Se a história dos pedidos de dispensa não voltar a acontecer, essa seleção estará mais madura e entrosada. Aí, às chances de uma boa campanha será infinitamente maior.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Contra a Argentina, Brasil fará sua partida mais importante dos últimos anos

A fase de classificação dos Jogos Olímpicos de Londres chegou ao fim. Isso significa que a partir de agora só jogo haverá jogos complicados, deixando para trás aquelas partidas contra Grã-Bretanha, Nigéria, Tunísia, entre outras.


O desafio do Brasil, nesta quarta-feira, às 16h, pela fase quartas de final, será contra a Argentina, logo o nosso maior algoz nos últimos anos, antes da chegada de Rubén Magnano, que fez a disputa entre essas duas equipes ficar mais acirrada, principalmente pelo fato do treinador argentino ter conseguido fazer o que pouco se via em outras seleções brasileiras: uma defesa muito forte.

Depois do dia 30 de julho de 1996, nos Jogos de Atlanta, perdendo para os Estados Unidos por 98 a 75, essa será a primeira participação da nossa seleção em fase quartas de final de olimpíadas. Para conseguir uma maior felicidade em relação a última vez que disputou essa fase, parar o argentino Luis Scola dentro do garrafão será fundamental. Jogando sempre inspiradíssimo contra o Brasil, Scola não poderá ter espaço próximo à cesta e, principalmente, na cabeça do garrafão, onde é certeiro. Além de frear às ações do terceiro cestinha competição, com média de 20.2 pontos, outra preocupação do Brasil será Manu Ginóbili, que vem logo atrás de Scola na média de pontos, sendo o quarto maior cestinha em Londres, com média de 20 pontos anotados por confronto.

Não é só o Brasil que deve se preocupar com a Argentina não, os hermanos também tem que entrar em quadra com a máxima atenção, pois a artilharia do Brasil é forte e conta com o mesmo número ou até mais peças pontuadoras do que a Argentina, tendo provado isso nos últimos confrontos, aqueles que eu eu citei, após a chegada de Magnano ao comando time brasileiro. Além disso, o time argentino não é o mesmo de oito/quatro anos atrás (na questão física). Isso ficou evidente na derrota para os Estados Unidos, por 126 a 97, sofrendo 34 pontos no primeiro período e 42 no terceiro.

Bater os campeões olímpicos de 2004 e atuais medalhistas de bronze não será uma tarefa fácil, mas se não fossem eles pela frente seria a França, outra pedreira, ou até mesmo os Estados Unidos, se não tivéssemos ido bem na fase de grupos. Não há jogo fácil agora, como falei lá em cima.

Condição de vencer o Brasil tem. Vamos ficar na torcida para isso.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Confira os horários da fase quartas de final do basquete masculino em Londres; Brasil pega a Argentina às 16h

Com a derrota da Argentina para os Estados Unidos por 126 a 97, chegou ao fim a fase de grupos do basquete masculino nos Jogos Olímpicos de Londres. A fase quartas de final, que será disputada nesta quarta-feira, dia 08 de agosto, terá os seguintes confrontos:

Rússia (1° B) x Lituânia (4° A)  - às 10h

França (2° A) x Espanha (3° B) - às 12h15

Brasil (2°B) x Argentina (3° A) - às 16h

Estados Unidos (1° A) x Austrália (4° B)  - às 18h15

Depois de três olimpíadas de ausência, o selecionado brasileiro terá, mais uma vez pelo caminho, a Argentina, que já não assusta tanto como assustava há alguns anos atrás, muito pela chegada de Rubén Magnano ao comando do Brasil.

A Espanha, que fez corpo mole contra o Brasil para fugir dos Estados Unidos na fase semifinal, vai enfrentar a França, que não é uma seleção boba não, sendo, inclusive, atual vice-campeã européia, perdendo a final justamente para os espanhóis. Um eliminação para os franceses não pode ser descantada, o que colocará por água abaixo todo o esquema de escolha de adversários, o que será, na verdade, um grande e bom castigo para essa seleção, que hoje praticou um crime contra o esporte ao não tentar a vitória nos minutos finais de jogo contra a nossa seleção.

Na minha opinião, quem vai avançar às semifinais serão às seleções do Brasil, dos Estados Unidos, da Espanha e da Rússia.