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domingo, 27 de novembro de 2011

Acabou a festa para os times europeus

Praticamente todo mundo estava triste com a história do locaute, praticamente todo mundo queria ver o basquete norte-americano nesta temporada, a não ser os times europeus, que estavam aproveitando a paralisação da NBA para contratar jogadores para os seus times. 


O Besiktas, da Turquia foi o primeiro e levou o excelente armador Deron Williams para o velho continente. A partir de então alguns jogadores começaram a fechar contrato, como Serge Ibaka e Rudy Fernández com o Real Madrid, Tony Parker, que voltou ao basquete Francês e Tiago Splitter (foto), que aproveitou a greve para matar as saudades do seu ex-campeonato. Outros jogadores de menor expressão também pegaram carona e foram para a Europa, como Brian Scalabrine e Jordan Farmar, que acreditem, estava sendo os destaques das suas respectivas equipes.


O locaute está praticamente encerrado, faltando apenas uma votação entre as partes que fecharam o acordo inicial, ou seja, falta mesmo o anúncio definitivo. Com isso a festa para os times europeus chega ao fim, com os jogadores que lá estava tendo que voltar para os Estados Unidos, ou até mesmo nem ir, como foi o caso de Lamar Odom, que havia assinado contrato com o Besiktas e menos de vinte e quatro horas depois foi anunciado que um acordo prévio tinha sido feito.


Agora tudo vai voltar para a sua rotina, o campeonato europeu sem as estrelas do basquete norte-americano, mas mesmo assim muito forte e os atletas da NBA voltando a treinar pelos seus times e jogar pelos seus times de origem. Melhor assim.

sábado, 26 de novembro de 2011

Locaute poder ter um fim e temporada provavelmente começa no natal

HOHoHo, o papai noel chegou mais cedo para os fãs da NBA, que nesta manhã estão lendo a notícia que  jogadores e comissários finalmente chegaram a um acordo inicial depois de passar a madrugada a dentro reunidos e com isso a temporada 2011/2012, que estava respirando por aparelhos agora está mais viva do que nunca e pode começar no dia 25 de dezembro, com três grandes jogos: Boston Celtics x New York Knicks, no Madison Square Garden, Miami Heat x Dallas Mavericks, no American Airlines Center e Chicago Bulls x Los Angeles Lakers, no Staples Center.


"Estamos otimistas de que o acordo será aprovado e que teremos a temporada da NBA. Estamos muito satisfeitos de termos chegado até aqui. Nós resolvemos que o bem maior deveria prevalecer e chegamos a esse entendimento preliminar. O nosso objetivo sempre foi o de chegar a um acordo que fosse justo para ambos os lados”, declarou David Stern, comissário geral da liga.


Agora o acordo vai passar por votação dos donos das franquias e do Sindicato de Jogadores, que vai voltar depois de duas semanas dissolvido.  Oficialmente os treinamentos e as negociações dos jogadores que são agentes livre vai começar no próximo dia 9 e a temporada vai contar com 66 jogos.


Depois de 149 dias de greve geral a NBA está próxima de volta a ativa e depois de tudo o que aconteceu podemos dizer que ganhamos 66 jogos, ao invés de termos perdido quatorze.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

A história que os jogadores podem criar a sua própria liga volta a ser assunto

Depois de já ter sido falado sobre um possível campeonato criado pelos próprios jogadores, que seria disputado em Las Vegas, o assunto agora volta a ser notícia na mídia.

Billy Hunter não descartou a possibilidade dos jogadores criarem um campeonato caso a NBA continue parada. 


"A temporada ainda não está perdida, mas os jogadores já pensam em criar o seu próprio campeonato", declarou o representante dos jogadores.


Mas vem cá, criar um campeonato é tão fácil assim? Não precisa primeiro fechar patrocínios, ver ginásios para jogar, definir direitos de transmissão, contratar funcionários, árbitros, fundar oficialmente uma equipe, contratar técnicos, dirigentes entre outras milhares de coisas? E será que todo esse processo vai durar menos de uma temporada? 


Ah, sinceramente, essa história toda já está virando uma palhaçada! Os atletas não estão dispostos a ganhar menos, mas querem gastar dinheiro criando uma liga? Por favor, conta outra! 

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Dando o que falar - "Dirk Nowitzki não toca na bola desde o Eurobasket"

Dirk e Holger: uma amizade duradoura
"Essa semana nós vamos voltar a trabalhar, porque Dirk não toca na bola desde o Eurobasket (..) Até agora ele não me falou nada sobre jogar na Europa." 

"Dirk está fora de forma! Vamos trabalhar duro nessas próximas semanas"

Essas foram as palavras de Holger Geschwindner, treinador do jogador alemão, ao site Marca.com.

Desde quando o locaute começou eu venho tocando nessa tecla: Não serão todos os jogadores que vão ficar treinando que nem uns loucos sem saber se realmente a temporada vai acontecer. Pronto, está ai a constatação! O MVP das finais da última temporada não sabe o que quicar uma bola de basquete desde o campeonato europeu de seleções e olha que isso já faz um tempinho.

Lembram daquele texto que eu coloquei aqui perguntando ao David Stern aonde ele estava com a cabeça quando propôs que a temporada começasse no próximo dia 15? Então, imaginem se isso realmente acontecesse. 

Não é apenas o Dirk que está fora de forma! Tem outros jogadores que estão sem treinar, aproveitando as férias forçadas e tomando bons drinks, como gosta de dizer uma pessoa famosa da internet, (risos) mas isso não é exposto na mídia.

Que ótimo que o locaute continua. 


Vamos ser sinceros? Melhor ficar sem uma temporada do que ter uma temporada frustante e histórica negativamente, marcada por jogadores lesionados e se arrastando dentro de quadra. 

Temporada começando em janeiro ou fevereiro? Ai sim! Vamos ter menos jogos? Vamos, mas iriamos ganhar em qualidade...ah iriamos.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

6 milhões de dólares e negócio fechado

Os jogadores entraram oficialmente com um processo contra a NBA e os proprietários das trinta equipes em dois estados distintos. Um em Minnesota e outro na Califórnia.


Alegando prejuízo material por conta do locaute e violação da lei anti monopólio, os atletas pedem pelo fim da paralisação e querem seis milhões de dólares para cobrir todos os prejuízos e dados que eles vem sofrendo.


Por outro lado, a NBA se esquiva e declarou que até o momento não recebeu nenhuma notificação e também encontrou com um processo, em Nova Iorque, para provar que o locaute é legal. Enquanto todo esse processo não se resolve, aconteceu o que já era mais do que esperado: as partidas até o dia quinze de dezembro estão oficialmente canceladas, o que significa mais prejuízos para ambos os lados.


Sob o apoio total de seus agentes, os jogadores que entraram oficialmente com o processo foram:


Processo em Minnesota - Anthony Tolliver (Timberwolves), Ben Gordon (Pistons), Caron Butler (agente livre) e Derrick Williams (n° 2 do último Draft). 


Processo na Califórnia - Carmelo Anthony e Chauncey Billups (Knicks), Kevin Durant (Thunder), Leon Powe (Grizzlies) e o calouro Kawhi Leonard.


Os processos contém vinte e sete páginas cada.


David Boies, que representou os jogadores da NFL, foi direto em sua declaração: 


"Ninguém sabe como vamos levar esse processo, mas eu acho que todos nós queremos que isso acabe logo. Quanto mais tempo durar mais prejuízos terão. Agora sofrem as equipes e os jogadores, mas daqui a algum tempo vai repercutir nos torcedores", alertou.


Como eu já venho alertando a bastante tempo, essa temporada está por um fio e as chances dela ser salva está nas mãos de David Boies, que ajudou a "salvar" a temporada da NFL.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

A situação vai ser tensa na NBA a partir de agora

Agora virou guerra meus amigos! Se antes dos acontecimentos da tarde desta segunda-feira, jogadores e Stern não conseguiam se entender nas reuniões, imagine agora, que os atletas anunciaram que vão entrar com um processo contra os donos das franquias.
Você também tem culpa. Não tente se passar por vítima


Sem querer ser tendencioso, mas já sendo, o pronunciamento de que não iriam aceitar a "última proposta da NBA" foi um verdadeiro soco na boca do estômago do comissário geral da liga, que aparentemente achava que estava tudo sob o seu controle. Stern não vai deixar essa atitude passar em branco e anunciou:


"Em uma sessão de negociação em fevereiro de 2010, Jeffrey Kessler, advogado da união, ameaçou que os jogadores iriam abandonar o processo de negociação coletiva e iniciar um processo contra as equipes se não chegar a uma situação que fossem favoráveis para eles. Em antecipação a esse dia, a NBA afirmou à National Labor Relations Board, que em virtude das ameaças, o sindicato não teria ido ao tribunal de boa fé. Nós também começamos um processo judicial em um tribunal federal em antecipação a essa tática de negociação. A NBA tem negociado de boa fé durante todo o processo de negociação coletiva. Agora a temporada 2011-2012 está correndo perigo."


O clima a partir de agora vai ser de guerra, infelizmente. As partes vão lutar gananciosamente pelo seu pedaço do bolo e ninguém vai querer deixar uma migalha para trás, principalmente David Stern.


Chegamos a uma hora aonde as coisas começam a fugir do controle e só mesmo um especialista dos bons vai conseguir salvar o basquete americano nessa temporada.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Terminou da pior maneira possível a reunião desta segunda-feira

Como eu já havia informado, houve nesta segunda-feira uma nova reunião entre o sindicato de jogadores, jogadores e comissários da liga, para tentar resolver de vez o locaute, que já dura mais de dois meses e meio.


David Stern havia dito que a proposta colocada em pauta para hoje, que era para os jogadores aceitarem dividir os lucros, seria a última e que a partir de então os valores iriam abaixar para 47%. Tudo isso com a intenção de coloca-los contra a parede e fazer com que eles assinassem logo o acordo, mas isso não deu certo. 


Os atletas não aceitaram a proposta da liga e fizeram mais; decidiram terminar com a união entre si, sendo assim, Billy Hunter e Derek Fisher não são mais os representantes do sindicato e também anunciaram que vão abrir um processo contra os donos das franquias.


Vários jogadores se pronunciaram via Twitter. Confira algumas declarações:


Dwyane Wade: "Porque todas as soluções propostas em um sistema afetam somente os jogadores?"


Andrew Bogut: "Querida NBA, eu vou treinar e fazer o que mais gosto. Apesar de você não estar pegando nem um centavo para eu fazer isso."


Jason Terry: "A oferta não é boa para o futuro dos jogadores. Em uma sociedade exitem a classe alta, média e baixa. Eles estão querendo acabar com a classe média, dividindo os jogadores em classe alta e baixa."


Com a decisão dos jogadores fica praticamente impossível termos basquete nos Estados Unidos esse ano, mas vale lembrar que o futebol americano também passou por essa situação e no final conseguiram resolver o impasse e a temporada está acontecendo. Será que o mesmo vai acontecer no melhor basquete do mundo ou os jogadores e a liga vão levar essa história até o final e vão terminar "morrendo juntos"?

A última oferta da NBA

Na semana passada, a NBA propôs  aos jogadores que aceitassem a divisão dos lucros para que a temporada começasse em dezembro, assim perdendo apenas dez jogos e salvando a sessão quase que por completa. O sindicato de jogadores declarou que iria colocar a proposta em votação aberta para todos os atletas antes de dar uma resposta.


Pois bem, a resposta vai se dada hoje, na reunião que vai acontecer em Nova Iorque. Caso os jogadores aceitem a proposta, a temporada irá começar no dia 15 de dezembro e teremos 72 partidas disputadas na fase de classificação.


"Nós somos feitos para negociar. Por lei somos obrigados a nos reunir e negociar. Mas eu já disse aos jogadores que depois de dois meses e meio de negociações essa será a nossa última oferta e se não for aceita, nas próximas reuniões vai ser proposto 47%.", declarou David Stern, comissário geral da liga.


Essa declaração de Stern soou em tom de ameaça, como a maioria. Se com a divisão dos lucros os atletas não querem aceitar negociar, quem diria com 47%. Nem passariam pela cabeça dos jogadores a abrir uma negociação. Mas Stern não parou por ai. O comissário geral da liga enviou uma carta para os jogadores com os seguintes dizeres: 


"Na última proposta tem uma série de melhorias em relação a anterior e já falamos ao Billy Hunter, Derek Fisher e para outros jogadores que essa é a melhor proposta que a NBA pode fazer no momento. Admitimos a possibilidade do jogador não estar de acordo. Entendemos que a nossa proposta não satisfaz todos aqueles que queriam a união nas negociações, mas o mesmo acontece com a NBA"


"É hora de acabar com as negociações e chegar a um acordo que nos permite terminar com o mal que estamos sofrendo e também as inúmeras pessoas que dependem da NBA como forma de vida. Peço que considerem a nossa proposta e aceitem como um compromisso justo para todos os lados", finalizou.


Será que os jogadores vão aceitar a "última proposta de Stern"? 


É complicado para os atletas lutar contra uma entidade tão gigantesca como a NBA. Apesar de serem os principais astros do espetáculo, é a liga que fica lá por trás, puxando as cortinas e fazendo as coisas acontecer. 


É difícil dizer isso, mas eles não tem outra opção a não ser ceder as propostas da NBA. Talvez não na reunião de hoje, mas uma hora vão ter que ceder.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Aonde David Stern está com a cabeça?

A NBA propôs ao sindicato de jogadores que a temporada regular comece no dia 15 de dezembro e termine no dia 28 de abril, uma semana a mais do que o normal. E conta com um calendário super apertado, com 72 jogos nesse período, ou seja, cada equipe jogaria em média 18 vezes no mês. 


Derek Fisher, Billy Hunter e outros sindicalistas afirmaram que vão colocar em votação para todos os jogadores, para ver se todos aceitam ou não a proposta. Caso ela seja aceita, teremos uma temporada praticamente completa e os atletas perderiam apenas 12% do seu salário, já os proprietários deixariam de lucrar em cinco jogos, já que para o calendário se encaixar nesse pequeno espaço de tempo que são quatro meses, as equipes iriam jogar duas vezes contra as quinze franquias de outra conferência e três vezes contra franquias da própria conferência.


Está na cara que todo mundo quer salvar a temporada, não por respeito aos fãs, mas sim pelo dinheiro, ou vocês acham que esse calendário maluco está sendo proposto apenas para que os torcedores possam ter uma sessão quase completa? Isso está sendo proposto por que quanto mais jogos, mais dinheiro vai entrar para os bolsos do patrões da liga e para os donos das franquias.

Nem o "super man"iria aguentar
Agora fica a pergunta: Vale a pena arriscar uma lesão de um jogador importante, já que muitas estrelas estão paradas apenas para lucrar mais?


As olimpíadas vão começar um mês depois do final da temporada, já que os playoffs se estenderiam por mais uma semana. Daria tempo da seleção nacional se preparar para o evento? E se der, eles não estarão exaustos?


Já seria mais provável um jogador ter uma lesão pelo simples fato de jogar mais jogos no mês, imagine nessa situação, quando muitos deles estão parados ou no máximo treinando. E outra: aonde vão se encaixar os treinamentos? Com jogos durante 18 dias no mês, sobrariam 12 dias, contando com meses de 30 dias. Nesses doze dias, tire os descanso dos atletas. Sobraria quatro, cinco dias para treinar em um mês inteiro? Muito pouco! 


Não importa para nós se eles vão perder dinheiro ou não, como para eles não importa se o campeonato vai estar em um nível mais baixo e com jogadores cansados. Mas a nossa função é simplesmente torcer e não ficar de olho na calculadora, já a deles é proporcionar um campeonato forte e com um nível elevado, como sempre foi, mas com esse calendário que eles querem está me parecendo que 2011/2012 vai ser um fiasco para o melhor basquete do mundo.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Dando o que falar - Jogadores falam sobre o ultimato dos proprietários

Agora a situação ficou crítica de vez. Sem um acordo estabelecido nas diversas reuniões, os proprietários das equipes decidiram dar um ultimato aos jogadores, dando um prazo máximo para que tudo seja resolvido. 


Por sua vez, os atletas estão se reunindo entre si para decidir se vão ou não aceitar esse ultimato, já que todos discordam das propostas sugeridas pelos "chefões" da liga.


"É indignante. Nós sacrificamos muitas coisas, temos perdido dinheiro e creio que agora chegou a vez dos proprietários, que ao que parece, não vão dar o braço a torcer.", Disse Kevin Durant, jogador do Oklahoma City Thunder.


"A maioria dos jogadores que eu tenho conversado não querem o acordo proposto pelos proprietários. Não achamos que seja um bom acordo para nós." - Anthony Parker


"Se já sabemos que os proprietários não vão oferecer nada melhor, tem que se aceitar o melhor acordo possível. Quando vamos fechar um contrato, decidimos que buscamos o melhor para a nossa família. Pois bem, agora mentimos por que estamos perdendo dinheiro e isso não é bom para as nossas famílias." - Kevin Martin (foto)


"Necessitamos que ambas as partes voltem a se encontrar, por que estamos muito perto de fechar um negócio. Necessitamos tirar tudo a limpo e salvar a temporada de um inverno nuclear" - Kobe Bryant


As declarações são um pouco controversas. Enquanto Durant e Parker ainda estão indignados com a situação e não querem ceder nem um pouco, Martin e Bryant parecem que já estão vendo o locaute um pouco mais à frente, depois que o alerde foi feito e a poeira deu uma abaixada, como gostam de falar. 


Martin tem razão. Os proprietários não vão ceder e nem muito menos fazer as vontades dos jogadores por completo, por isso os atletas tem que pensar em um bom acordo dentro do possível, por que mesmo que os chefões dos times percam muito dinheiro, eles ainda sim tem outra profissão, enquanto os jogadores tem apenas o basquete como forma de sobrevivência. 

domingo, 6 de novembro de 2011

Dando o que falar - Rajon Rondo comenta a divisão dos lucros

"Uma porcentagem de 50-50 é inaceitável. Nós já perdemos mais de 4% por que no contrato anterior nossa porcentagem era de 57%. Nós concordamos em deixar de ganhar 400 milhões de dólares. Os atores e outros artistas não dão 50% dos seus ganhos. Não existe nada igual ao que os proprietários querem"


Vendo por esse lado o armador do Boston Celtics tem razão, mas os donos das franquias alegaram um prejuízo financeiro gigantesco na última temporada. Sendo assim acho que seria cabível uma parte olhar com mais respeito a situação do outro. Não disso isso apenas para os jogadores, mas também para os donos das franquias.


Essas reuniões tem se resumido apenas a uma coisa: cada um querer tirar vantagem em cima do outro. Isso não existe, um precisa do outro e enquanto estiverem olhando apenas para os seus problemas, ignorando o do companheiro de trabalho nada será resolvido. Nessa hora proprietários e jogadores se tornaram apenas uma classe: a classe que quer terminar com o locaute e ganhar dinheiro, é claro. E para isso acontecer só mesmo ambos se unindo, sem interesses maiores. Só assim a temporada vai acontecer.

sábado, 5 de novembro de 2011

Será que agora vai?

Toda semana muitos sites e blogs acompanham de perto o andamento do locaute, noticiando o que vem acontecendo nas negociações e trazendo as últimas informações da greve que já dura 126 dias. Sempre o final é o mesmo: Nada foi resolvido, mas para nós, fãs do melhor basquete do mundo a esperança é a última que morre e hoje à tarde mais uma reunião está marcada para acontecer em Nova Iorque. Será que agora vai?


Não vou ficar explicando a fundo o problema pois creio que a maioria já sabe o motivo da tal paralisação; A divisão da porcentagem dos lucros. No contrato que expirou no último dia 30 de junho, os jogadores ficavam com 57% dos lucros enquanto os donos das franquias tinham 43%. Agora os patrões brigam pela divisão dessa porcentagem, já os jogadores não querem ficar com menos de 52%.


Agora o locaute já está começando a deixar os torcedores furiosos, que estão prometendo "entrar em greve" caso nada seja resolvido logo. A maneira que esses torcedores encontraram para pressionar ambas as partes é não renovando o seu contrato com a NBA League Pass, uma espécie de PFC da NBA.


Será que essa decisão vai influenciar nas negociações? Será que tudo vai ter um fim nessa tarde? A resposta nós teremos hoje a noite e espero que seja ótima. 


Caso tudo seja resolvido rapidamente a temporada pode ser salva quase que por completa, como já citei nessa postagem.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Um novo calendário para a NBA

Quem sabe daqui à alguns dias os ginásios não voltem a ficar cheios
Com o locaute ainda em vigor os tradicionais 82 jogos da temporada regular não vão acontecer nesse ano. Depois que David Stern, comissário geral da liga anuncio o cancelamento das suas primeiras semanas de jogos, todo mundo começou a pensar como ficaria a atual temporada, quantos jogos seriam realizados e se pensou em até mesmo em cada equipe fazer apenas 50 jogos na temporada regular. Mas caso tudo seja resolvido até o dia primeiro de dezembro nós teríamos uma temporada praticamente completa, com cada equipe fazendo 72 jogos. Ou seja, até agora nada está perdido a ponto de falar que a temporada não vai prestar.

Supondo que esse acordo seja fechado a tempo dos jogos começarem no dia 1° de dezembro, as divisões iriam perder relevância, de modo com que cada time jogasse duas vezes contra franquias de outra conferência e três contra franquias da sua conferência e não quatro vezes com franquias da sua divisão, três ou quatro com equipes da sua conferência e duas contra times de outra conferência, como ocorre tradicionalmente.

No total, a temporada regular teria 1080 jogos e não 1230 e cada time jogaria em média 3,3 jogos por semana, nada muito diferente do normal.

Dá pra ter uma temporada assim? Dá, melhor do que com miseráveis 50 jogos ou até mesmo jogo nenhum, mas para que isso possa sair do planejamento e se realizar, jogadores e donos das franquias tem que fechar um acordo o mais rápido possível.

Dando o que falar - Steve Nash: "Jogadores e proprietários são muito egoístas"

O armador Steve Nash, do Phoenix Suns declarou que os jogadores e os proprietários não estão pensando em nada além do dinheiro e disse que os atletas deveriam ser recompensados corretamente pelos seus talentos.


"Tem duas classes ricas discutindo porcentagens. É difícil para os fãs entender isso como um negócio. Não os culpo (os torcedores) por eles estarem com raiva e desapontados. As partes estão discutindo por razões egoístas."


"Os donos das franquias estão tentando fazer parecer que a culpa é nossa. É fácil para eles dizer isso para os fãs porque eles querem a divisão, mas em qualquer parte do entretenimento quem tem o talento que fica com a maior parte do dinheiro."


Talvez sem querer Nash foi um pouco tendencioso, puxando a sardinha para o lado dos jogadores. Tudo bem, ele está fazendo o que é melhor para a classe, mas acaba que o final das declarações não se encaixam lá no início, quando ele fala de egoísmo de ambas as partes. 


O jogador diz que todos são egoístas, mas no final ressalta que os atletas tem que fica com mais. Isso também não é egoísmo? Se o problema for esse é fácil de se resolver: cada parte fica com a metade e ai teremos uma distribuição justa, concordam? 


Não seria egoísmo falar apenas de jogadores e donos das franquias? E os funcionários que estão desempregados? Eles também fazem parte desse ciclo. 


Não estou aqui querendo pesar na balança quem merece mais ou não, não sou pago para pensar por eles, mas se querem a minha opinião, os jogadores deveriam ficar com mais sim, mas não como eles querem. Seria algo em torno de 50.5% ou no máximo 51%, já que os proprietários já lucram em cima de ingressos e outras coisas, mas por outra parte não podem ficar com uma quantia inferior à 49% já que da mesma forma que eles lucram com adicionais, são eles que pagam salários, manutenção do ginásio e por ai vai. 


Isso sim seria justo. Isso sim seria a solução para o locaute. Duas partes pensando como uma só e não cada um em seus interesses próprios. Pronto falei.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Dando o que falar - Glen Davis diz que os 51% está bom e que quer jogar bola

O Ala-pivô do Boston Celtics, Glen Davis, escreveu em seu Twitter que os 51% dos lucros já é o suficiente e o importante é jogar.


"51% está bom. Vamos jogar!"


A porcentagem dos lucros é a parte que mais vem atrapalhando as negociações. Anteriormente os jogadores queriam 52,5%, mas agora eles parecem que estão jogando a toalha e percebendo que se quiserem realmente essa porcentagem vão ter que perder muitos jogos, ou até mesmo uma temporada inteira.


Com a declaração, o jogador pois abaixo o que vem sendo dito por Billy Hunter e Derek Fisher, que não querem de maneira nenhuma diminuir o valor.


Amanhã é dia de mais uma reunião. Será que o sindicato de jogadores vai considerar os 51% ou vai lutar até o fim por uma porcentagem maior?

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

A temporada da NBA começaria hoje

Quando David Stern anunciou o cancelamento de diversos jogos da temporada, nós torcedores ainda tínhamos a esperança que desse tempo das coisas se acertarem e podermos ver os tradicionais oitenta e dois jogos da temporada regular, mas o tempo foi passando e as reuniões que aparentavam que um acordo sairia logo não aconteceu e hoje, dia 2 de novembro de 2011 era pra marcar o início de mais uma temporada do melhor basquete do mundo, mas pelo menos por enquanto ela não vai acontecer.


Teríamos hoje os seguintes jogos:


 Charlotte @ Orlando


 Philadelphia @ Toronto


 New Jersey @ Washington


 Cleveland @ Boston


 Indiana @ Detroit


 Atlanta @ Minnesota


 Miami @ New York


 Chicago @ New Orleans


 Milwaukee @ San Antonio


  Oklahoma City @ Phoenix


  Houston @ Sacramento


 L.A. Lakers @ Golden State


 Memphis @ L.A. Clippers

Sabíamos que esses jogos que citei acima dificilmente iriam acontecer, mas parece que não estávamos preparados para ler essa lista e aceitar numa boa. Eu mesmo fiquei desolado, imaginando: Nossa, essa noite eu poderia ver o meu Boston Celtics em quadra ou então o jogão entre Heat e Knicks. Mas enfim, não vamos poder ver. E agora sim, para nós torcedores o locaute chegou de vez.

A culpa tem que cair em cima de alguém

Cansados com o locaute da NBA, os jogadores escolheram Billy Hunter (foto), representantes dos atletas como o maior culpado para que o impasse ainda não tenha sido resolvido. Eles alegam que o representante não está disposto à negociações e que não abre mão das suas propostas. Uma delas seria os 52% dos lucros para os jogadores, enquanto a liga quer dividir ao meio esses valores. 


Por outro lado Hunter responsabiliza David Stern, comissário geral da liga por desgastar a imagem dos jogadores na mídia e colocar a opinião pública contra eles e disse que o comissário não pode intimidar os atletas com truques públicos, ultimatos e datas manipuladas para "conflitos". Segundo o representante dos jogadores, Stern insiste em dividir os lucros e não quer vê-los lucrando com o crescimento econômico da competição.


Me parece que essa é a hora do desespero, a hora que ninguém aguenta mais reuniões e mais reuniões sem que nada seja resolvido. Com isso eles tem que achar um culpado, um responsável para o problema, que vale a pena lembrar que começou com os jogadores, que agora colocam a culpa no seu representante, que por sua vez empurra e responsabilidade para o comissário da liga. E agora, Stern vai jogar a responsabilidade para alguém ou vai expor os fatos na mídia, piorando ainda mais a situação atual?

sábado, 29 de outubro de 2011

Torcedores com saudades da NBA fazem vídeo em protesto ao locaute

Nas minhas andanças pela internet a fora, achei um vídeo postado por torcedores que não aguentam mais ficar sem poder assistir aos jogos dos seus times. Com toda essa indignação, eles resolveram criar uma propaganda da NBA aonde trocam o slogan original  Where Amazing Happens, por Where nothing happens.


O vídeo é simples, mas a idéia é muito boa. Confira: 




quinta-feira, 27 de outubro de 2011

O possível fim do locaute

Já está ficando chato a promessa de que cada reunião pode ser a que vai marcar o final da greve no basquete norte-americano, mas segundo as partes envolvidas, as negociações tem andado muito bem e um acordo para que a NBA tenha temporada está quase selada.


Isso se deve porque as partes estão cedendo e os proprietários, que antes não queriam dar nem mais 0,01% dos lucros para os jogadores, já estão quase aceitando que os atletas fiquem com 51,5% dos lucros das franquias.


Uma fonte não revelada, que está diretamente envolvida nas negociações, deu a seguinte declaração: "Estamos chegando mais perto de um acordo." É bem verdade que isso já foi dito outras vezes, mas com a confirmação de que os donos das franquias estão dispostos dar mais porcentagem de lucro aos jogadores, é bem possível que dessa vez seja pra valer.


David Stern, comissário geral da liga, já está totalmente recuperado da gripe e está novamente presente nas negociações.


Vamos torcer mais uma vez para que nas próximas reuniões tudo seja resolvido e que o basquete da NBA possa ser disputado nessa temporada, porque sinceramente, toda essa situação já está passando dos limites e começando a ficar chata.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

"Coach K" está preocupado com a equipe olímpica por causa do locaute

Depois de mais uma semana de reuniões e esperança, tudo ficou na mesma e o locaute da NBA segue vigente. 


Mike Krzyzewski, mais conhecido como "Coach k" (foto), treinador da universidade de Duke e da seleção norte-americana se mostrou muito preocupado com a seleção olímpica caso o impasse da liga se resolva tarde demais ou até mesmo não se resolva para essa temporada. "O que acontece se não houver uma temporada? Será que os jogadores vão querer estar nas olimpíadas se não houver uma temporada?", questionou o treinador.


Só para se ter uma idéia, caso a greve não acabe a tempo os jogadores da NBA que forem jogar a olimpíada não vão ser cobertos pelos seguros dos seus respectivos times. E isso não vale só para os americanos. Leandrinho, Nenê, Varejão e Tiago Splitter caso se machuquem durante a competição não vão ter para quem recorrer e tudo vai acabar caindo nas mãos da Confederação (no caso a brasileira). Ou seja, o locaute da NBA pode afetar diretamente o basquete em Londres.


A imprensa americana especula que os jogadores estão querendo boicotar a seleção nacional em 2012 para colocar pressão em cima dos comissários da liga e selar logo um acordo, mesmo que tenha que usar formas apelativas como essa.