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domingo, 6 de maio de 2012

Sai zica - New York Knicks volta a ganhar um jogo de playoffs depois de 11 anos

Sim, o New York Knicks não foi varrido pelo Miami Heat, como merecia ser, isso porque o time de Nova Iorque contou com um puta jogo de Carmelo Anthony, que terminou com 41 pontos em 40 minutos jogados, além de seis rebotes e quatro assistências, para ser a principal peça na vitória do seu time por 89 a 87, garantindo assim a primeira vitória em playoffs desde 2001, quando havia vencido o Toronto Raptors, no dia 29 de abril, ou seja, o tabu de 11 anos foi quebrado e a varrida evitada.


Hoje, Melo levou a melhor sobre LeBron.
Foto: Frank Franklin/ AP
Quem também bateu um bolão foi Amar'e Stoudemire, que atuou com a mão esquerda enfaixada, por conta do soco que havia dado no extintor no jogo dois. Protegendo a mão desde o início da partida, ele atuou praticamente com um braço só, conseguindo 20 pontos e 10 rebotes, ou seja, nessa série, o ala-pivô teve a sua melhor atuação quando teve só um braço para jogar. Vai entender.


O time ainda teve superar a perda do armador Baron Davis, na metade do terceiro período, quando o camisa #85 preparou a passada para a cesta e acabou deslocando a patela, inclusive, deixando a quadra de maca, não restando dúvidas que ficará um bom tempo de molho.


Apesar do bom resultado, outra marca continua incomodando a equipe. O Knicks chegou ao 39° jogo seguido de playoff sem conseguir anotar 100 pontos.


Bom, a varrida foi evitada, mas ainda sim a missão é impossível, já que, para se classificar, a equipe da Big Apple terá que vencer os três jogos restantes, sendo dois em Miami, onde o Heat é praticamente imbatível. Por conta disso, eu defini essa vitória como o último suspiro antes da morte, afinal, com o basquete apresentado desde o início da série, não será o Knicks o responsável pela primeira virada de 0-3 da história da NBA. Inclusive, esse triunfo não pode ser dito de boca cheia como uma vitória do Knicks, já que o Miami Heat vacilou muito nos momentos cruciais, o que acabou colaborando para o resultado de dois pontos favoráveis para os donos da casa.


Valeu pela vitória, valeu pela honra, pela quebra do tabu. Nada mais!


Veja o vídeo da lesão de Baron Davis:


New York Knicks joga pela honra

O New York Knicks é uma franquia que sempre está em construção, sempre se renovando, mas, apesar dos esforços, a equipe nem "nadar" consegue, quanto mais "morrer na praia". Ela morre antes.


A temporada do time da Big Apple já era, afinal, com 0-3 na série contra o Miami Heat, é praticamente impossível Carmelo Anthony e sua turma conseguirem virar. Opa, quer saber, não vou ficar em cima do muro não, que praticamente nada, é impossível e ponto, pois, nunca uma equipe, na história da liga, conseguiu tirar essa desvantagem, e, na boa, com esse basquete apresentado, o Knicks não será o primeiro time a fazer isso, a não!


Apesar da temporada perdida, o jogo de hoje é muito importante, afinal, os comandados de Mike Woodson querem evitar a varrida dentro de casa, como aconteceu na temporada passada, sendo eliminado para o Boston Celtics.


Só para se ter uma ideia, o time nova-iorquino acumula 13 reveses seguidos em playoffs, tendo ultrapassado em um jogo o recorde que antes era do Memphis Grizzlies. Que coisa hein!!


Na partida de hoje, que acontecerá às 16:30h, vamos ter a oportunidade de, quem sabe, vermos a segunda varrida da temporada, a primeira merecida!

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Titulares rendem mais e Knicks faz jogo equilibrado contra o Miami Heat, o que não evita a segunda derrota

Wade chamou a responsabilidade na pontuação
Photo/Lynne Sladky
O primeiro jogo da série contra o Miami Heat realmente foi desastroso para o New York Knicks, perdendo por 100 a 67, mas um fato que passou batido por muita gente e que eu trago-lhes agora foi a falta de rendimento do quinteto titular nova-iorquino, que foi menos eficiente do que os suplentes. Os cinco jogadores que iniciaram a primeira partida (Iman Shumpert, Baron Davis, Tyson Chandler, Carmelo Anthony e Amar'e Stoudemire) anotaram 30 pontos, sete a menos que os reservas, que fizeram 37, comandados por J.R. Smith, que teve 17 pontos. Sem contar que Lebron James anotou mais pontos do que todo o time titular adversário, com 32.


Na ocasião, o grande nome negativo entre os cinco que iniciaram a partida foi Tyson Chandler, que não fez um ponto sequer e ainda desperdiçou 7 bolas, no total de 17, somente entre os titulares.


Passado esse fato, o New York Knicks foi novamente ao American Airlines Arena para enfrentar o Miami Heat e com Landry Fields no lugar de Iman Shumpert, que está fora da temporada por causa de uma lesão sofrida no jogo um. 


O time da Big Apple finalmente conseguiu colocar o seu esquema em jogo, fazendo uma partida mais equilibrada e com o seu trio forte finalmente "começando" a série, com Carmelo Anthony anotando 30 pontos (21 deles nos dois primeiros períodos), para ser o cestinha do jogo. O camisa #7 ainda pegou nove rebotes. Tyson Chandler fez 13 pontos e pegou sete rebotes, enquanto Stoudemire terminou com 18 pontos e sete rebotes. O veterano Baron Davis também foi bem com os seus 12 pontos e seis assistências, mas, mesmo assim, o Knicks não foi capaz de derrotar o Heat, que venceu por 104 a 94, com destaque para D. Wade e seus 25 pontos, 4 rebotes e quatro assistências, seguido por Chris Bosh, com 21 pontos e os mesmos 4 rebotes e 4 assistências e LeBron James, que foi mais econômico, fazendo 19 pontos. Porém, "The King" teve sete rebotes e nove passes que resultaram em cestas, ficando muito próximo de um triplo-duplo.


Essa foto mostra bem a situação do Knicks nos playoffs
 Photo/Lynne Sladky
Segundo confronto e segunda derrota para o Knicks, que, pelo menos no jogo de hoje pôde contar com uma melhor atuação de seus titulares para ir para os dois próximos confrontos, em Nova Iorque, dando esperanças aos seus torcedores.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Abril: o mês de Carmelo Anthony

Na noite de ontem, o New York Knicks recebeu o Boston Celtics e, com Carmelo Anthony endiabrado, fazendo um triplo-duplo de respeito, ao anotar 35 pontos, pegar 12 rebotes e distribuir 10 assistências, além de ter roubado mais duas bolas, o time da Big Apple venceu os comandados de Doc Rivers por 118 a 110, fazendo o primeiro e segundo períodos praticamente impecáveis, anotando 32 pontos nos 12 minutos iniciais e atropelando na parcial antes do intervalo, com 40 pontos. A diferença poderia ter sido bem maior, caso o Celtics não tivesse voltado com outra postura após o intervalo, vencendo as duas últimas parciais.




O fato é que Carmelo Anthony vem jogando muita bola nesse mês de abril, o que ficou mais do que provado na noite de ontem, com esse partidão, diante de um marcador imponente, como Paul Pierce.


Nos oito jogos do New York Knicks neste mês, Melo foi sempre o destaque, conseguindo de maneira inédita, na temporada, ultrapassar a marca dos 40 pontos, fazendo 43 na vitória contra o Chicago Bulls, por 100 a 99, fato que se repetiu no dia 15 de abril, contra outra franquia gigante, o Heat, tendo feito 42 pontos, mas não conseguindo superar o trio de Miami, que juntos, anotaram 73 pontos, para vencer o confronto por 93 a 85.


A pior atuação de Melo nesse mês, se assim podemos dizer, foi contra o Washington Wizards, quando fez 18 pontos, acertando 47.1% de seus arremessos e pegando 5 rebotes, fora isso, o camisa #7 ultrapassou a marca dos 30 pontos em 50% dos jogos, tendo feito 39 contra o Indiana Pacers, no dia 3 de abril, 43 contra o Bulls, no dia 8, 32 contra o Milwaukee Bucks, no dia 11, 42 pontos contra o Heat, no dia 15 e 35 contra o Boston Celtics, na noite de ontem.


Se fomos pegar os principais números de Melo nesse mês, veremos que as suas melhores atuações foram contra grandes franquias, que estão sempre sendo colocadas como uma das favoritas ao título. Será que o jogador do Knicks já está em ritmo de playoffs?


Só para finalizar, trago-lhes o comparativo de suas médias na temporada e nesse mês. Na temporada, ele têm feito 22.4 pontos, conseguido 6.3 rebotes e distribuído 3.7 assistências, enquanto em abril os seus números são de 32.1 pontos, 7.8 rebotes e 3.7 assistências.


Respondendo a pergunta que fiz ali em cima. SIM! Carmelo Anthony já está em ritmo no playoffs.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Agora é com você Carmelo Anthony

O ala-pivô Amar'e Stoudemire ficará afastado das quadras por um período de duas há quatro semanas, por conta de uma lesão nas costas, não podendo ajudar o New York Knicks na batalha para chegar aos playoffs, já que o campeonato está encaminhando para sua reta final de classificação e, mesmo que se recupere um pouco antes do previsto, já estará pegando às últimas partidas, aonde tudo deverá estar resolvido.


Sem a força do jogador dentro do garrafão, a equipe nova-iorquina, que atualmente ocupa a oitava posição no leste, a última para se classificar para a fase mata-mata, com 26 vitórias e 25 derrotas, sendo seguida por Milwaukee Bucks, que possui 23 bons resultados, terá que depositar suas esperanças na estrela Carmelo Anthony, que é o cestinha do Knicks, com média de 20.3 pontos por confronto, para não ficar de fora dos playoffs da liga.


Stoudemire é um dos pilares do elenco, sendo peça fundamental não só na área pintada da quadra, mas de modo geral, já que é um líder, sendo a primeira estrela dessa safra a desembarcar na terra da Big Apple. Se com ele e seus 17.6 pontos e 8 rebotes de média, a situação já estava complicada, sem ele deverá ficar mais difícil ainda, já que Tyson Chandler, melhor reboteiro da equipe, será o principal nome em baixo da cesta, não tendo um auxilio de peso ao seu lado.


Se há uma hora para Carmelo Anthony mostrar pra que veio, essa hora é agora, ou então o New York Knicks poderá pagar bem caro, ficando pelo caminho ainda na fase de classificação.


Elenco para se classificar o time tem, já que conta com boas peças, como a surpresa Jeremy Lin, os experientes Baron Davis e Mike Bibby, com Landry Fields e Steve Novak. Resta saber se a principal estrela à disposição conseguirá guiar seus companheiros.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Melo está querendo abandonar o barco: Mais uma carreira mal administrada?

A doce ilusão de trocar de franquia
e ganhar um anel de campeão
*Atualização: Mike D'Antoni acaba de deixar o comando do Knicks


Sempre deixei bem claro a minha opinião sobre estrela querer mudar de franquia: Não gosto, não concordo. Ouvia falar que as estrelas da liga não mudam de time, mas chamam jogadores medianos/bons para se juntar ao elenco comandado por esse jogador.


Alguns não conseguem fazer isso, como é o caso de LeBron James, Dwight Howard e Carmelo Anthony, e decidem mudar. LJ já trocou, Melo também, agora é D-12 que quer sair do Magic. 


Conhecido como "The King" no Cleveland Cavaliers, LeBron já deixou no ar que gostaria de voltar à sua antiga equipe, e agora, é Carmelo Anthony que está querendo abandonar o barco do New York Knicks.


O ex-astro do Denver Nuggets não está nem um pouco satisfeito com os resultados do time nova-iorquino e nem mesmo com os torcedores, que já começam a vaiá-lo. Sem contar que Melo, segundo o próprio, não vem sendo ouvido por Mike D'Antoni e pela direção da franquia, que não levam em consideração o que ele propõe.


+: Quer ficar super bem informado? Então me siga no twitter: @piazentinfelipe 



É isso ai Melo. Você achou que iria sair de uma equipe aonde era querido, tinha moral e era peça fundamental no esquema tático para ir para uma outra aonde nem você e nem "eles" têm nenhuma ligação afetiva e que iria ser o rei de uma hora para outra? Não é assim.


Quando se troca de um time você tem que mostrar um jogo melhor do que na sua antiga equipe, afinal, por mais estrela que você seja, como já disse, não há intimidade entre o jogador, a diretoria e a torcida, ou seja, jogou mal será vaiado mesmo, será crucificado.


As atuações do jogador também não ajuda nem um pouco na sua situação, já que desde que voltou de lesão, o Knicks, que vinha de seis vitórias seguidas, agora está com a situação revertida, tendo perdido os últimos oito dos dez jogos que fez, sendo seis revés seguidos.


Tudo bem, Carmelo Anthony quer sair, é uma escolha dele. Mas se ele também for mal nessa suposta nova equipe, como ele vai ser lembrado, como a carreira dele será vista? 


Volto a falar: Estrela não troca de time, chama os outros jogadores para se juntar à ele. Melo deveria ter feito isso, LeBron James também. Vamos ver os novos capítulos dessa história, que está me cheirando a coisa ruim.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Especial All-Star Game: O encontro entre três titulares do leste

Faltando poucos dias para o All-Star Game, que vai acontecer no próximo domingo, a NBA viu, na noite de ontem, o encontro entre três dos cinco titulares da equipe do leste, com o Miami Heat recebendo o New York Knicks.


LeBron literalmente voou na partida de ontem
De um lado LeBron James (foto: Mike Ehrmann/Getty Images) e Dwyane Wade, sem contar o reserva do leste, Chris Bosh, do outro Carmelo Anthony. Ai fica fácil fazer as contas: dois titulares mais um reserva do All-Star Game contra um titular é igual a vitória do Miami Heat, que não deu chances ao adversário e, ignorando a "LINsanity", venceu por tranquilos 102 a 88, conquistando a 8° vitória seguida e liderando a conferência leste, com 27 triunfos e 7 derrotas, tendo vencido nove dos últimos 10 jogos.


LeBron quase, mais uma vez, terminou a partida com um triplo-duplo, mas sem ficar nem mesmo com duplo-duplo, afinal, anotou 20 pontos, pegou 9 rebotes e deu 8 assistências, sem contar os 5 roubos de bola e os dois tocos. Wade fez 22 pontos, pegou 5 rebotes, distribuiu 5 assistências e roubou duas bolas. Já Carmelo Anthony teve 19 pontos, 7 rebotes, uma assistência e um toco


No duelo entre três titulares do All-Star Game, LeBron e Wade levaram a melhor. Vamos ver agora se neste domingo eles ajudam Carmelo Anthony a vencer ou então se vai dar, ao meu ver, zebra, com a vitória do oeste. 

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

O retorno de Derrick Rose e Carmelo Anthony

Abrindo a rodada, o Chicago Bulls recebeu o Atlanta Hawks, na partida que marcava a volta de Derrick Rose  após ter ficado de fora das últimas cinco partidas por conta de uma lesão nas costas. Nesse período o Bulls venceu três partidas e perdeu duas, caindo para a segunda posição da conferência leste, que agora é liderada pelo Miami Heat.


O MVP já voltou "quente"
Passado os problemas, Derrick Rose (foto: Ray Amati/NBAE/Getty Images) voltou a vestir a camisa da equipe e desfilar todo o seu talento no United Center, levando os 22.033 torcedores ao delírio logo na primeira jogada. Enterrada? Assistência espetacular? Não. Ele simplesmente tocou na bola, o que já é mais do que suficiente para atiçar os seus fãs.


Porém, não foi só quando encostou na pelota laranja que o ginásio foi a loucura. Rose voltou com fome de bola e nos 34 minutos que ficou em quadra, fez 23 pontos, sendo o cestinha do jogo, pegou cinco rebotes e distribuiu seis assistências, fazendo o que melhor sabe: comandando o Chicago Bulls a mais uma vitória. Dessa vez por 90 a 79.


Quem também jogou bem foi a dupla de garrafão, formada por Carlos Boozer e Joakim Noah. O primeiro fez 16 pontos e pegou 5 rebotes, enquanto o francês fez ao contrário, terminando com 5 pontos e 16 rebotes.


Apesar de sair derrotado, Josh Smith fez uma belíssima partida, com 17 pontos, 12 rebotes, 5 assistências, dois roubos de bola e três tocos.


Agora a campanha dos comandados de Tom Thibodeau é de 26 triunfos em 34 jogos.


O outro retorno da noite foi o de Carmelo Anthony, que estava de fora havia sete partidas, porém, o destaque maior era o reencontro entre Jeremy Lin e o New Jersey Nets, o primeiro time a ser vítima da "LINsanity".


Nos últimos jogos, o camisa 17 do Knicks havia feito, em média, 25 pontos, acertando 51% dos seus arremessos e dado 9.2 assistências, enquanto o seu rival da noite, o armador Deron Williams, considerado um dos melhores da posição, tinha médias de 25.7 pontos e 7.1 assistências no mesmo período de jogos.


Confesso que deixei de ver a partida entre o Boston Celtics, time que eu torço e Dallas Mavericks, para poder acompanhar o Knicks em ação. O placar não foi favorável, afinal, os comandados de Mike D'Antoni perderam por 100 a 92, mas gostei do que eu vi.


Jeremy Lin, que desperdiçava muitas bolas, cometeu somente três erros durante toda a partida e manteve as sua boas médias, com 21 pontos, 7 rebotes, nove assistências e 4 roubos de bola. 


Se Lin não foi o jogador que mais desperdiçou bolas, quem foi? Foi Carmelo Anthony, que errou por seis vezes e terminou com 11 pontos, 3 rebotes e 6 assistências. 
Outra novidade da noite foi a estréia do armador Baron Davis (foto: Nathaniel S. Butler/NBAE/Getty Images), que finalmente entrou em quadra, permanecendo por 9:40 minutos, fazendo 3 pontos e dando uma assistência.


D. Williams, o rival da vez de Lin, foi o nome do jogo, com 38 pontos, 4 rebotes e seis assistências, comandando a sua equipe a 10° vitória em 34 partidas.

domingo, 29 de janeiro de 2012

New York Knicks e suas derrotas

Muitas franquias começaram mal essa temporada, como é o caso do Washington Wizards, Charlotte Bobcats e New Orleans Hornets, mas uma vem chamando a atenção. É o New York Knicks, que mesmo com um bom trio, não consegue embalar na competição.


Dos quatro times citados acima, percebemos que os três primeiros realmente não almejam grandes coisas para essa temporada, não são franquias fortes, com grandes jogadores, algumas estrelas da liga e muito menos são as mais difundidas no mundo. Daí o espanto com a campanha do time nova iorquino, que com apenas 7 vitórias em 20 partidas, não fica muito atrás do Wizards, que venceu quatro em vinte confrontos.


Querendo saber mais sobre esse péssimo início do Knicks, fui até o site oficial da  equipe (http://www.nba.com/knicks/) e logo de cara já constatei que havia algo de errado, afinal, um time que tem Amar'e Stoudemire, Carmelo Anthony e Tyson Chandler, ter Landry Fields como destaque na capa não é lá tão inteligente e estimulador para os torcedores comparecerem ao Madison Square Garden, exceto para o cineasta Spike Lee, fanático pelo time, que não perde um jogo sequer.


Talvez outro treinador não seria melhor ou realmente o problema são os jogadores?
A equipe comandada por Mike D'Antoni (foto acima) até parecia que seria uma das fortes candidatas ao topo da conferência leste, quando venceu no dia 25 de dezembro, no jogo de abertura da temporada, o Boston Celtics, por 106 a 104, mas logo depois o time tropeçou para o Golden State Warriors e depois para o Los Angeles Lakers, ambos fora de casa, já tendo logo de cara um cartel negativado.


Fechando o mês de dezembro, os nova iorquinos venceram o Sacramento Kings por 114 a 92, mas nada que fosse suficiente para empolgar os torcedores, pois, na semana seguinte, conseguiu a façanha de perder em casa para os francos times do Toronto Raptors e do Charlotte Bobcats, quando fez 195 pontos e sofreu 208 pontos nos dois jogos.


Tomando em média 104 pontos para duas equipes que não brigarão por nada, ficou bem claro que o problema de Carmelo e companhia não estava no ataque, mas sim na defesa.


O pior momento do Knicks nessa temporada foi entre os dias 12 e 21 desse mês, quando perdeu seis partidas seguidas, sendo quatro diante da sua torcida. No dia 24 veio a última vitória, até agora, quando passou fácil pelo Charlotte Bobcats, mostrando uma defesa mais consistente, que sofreu 78 pontos e um ataque que fez 111.


Nos três últimos jogos, foram três derrotas: Cleveland Cavaliers, Miami Heat e Houston Rockets, na noite de ontem. Nas três ocasiões, a equipe sofreu mais de 90 pontos e fez menos de 90.


Na atual temporada, o time de Nova Iorque venceu 3 e perdeu 6 em casa e com o pé na estrada, perdeu sete e venceu 4; Nos últimos dez jogos foram nove derrotas.


A defesa é fraca, falta jogadores para entrarem sem D'Antoni ficar com medo do ritmo cair e o ataque têm poucas opções. 


Para comprovar o que eu estou dizendo, dos quinze atletas do elenco (clique aqui e veja todos os jogadores) apenas quatro tem médias de 10 pontos ou mais. São eles: Amar'e Stoudemire (foto), com médias de 17.7 pontos, Carmelo Anthony, cestinha da equipe com médias de 23.6 pontos, Tyson Chandler, com 10.7 de média e Iman Shumpert, que faz em média 10.9 pontos por jogo.


Outro fator que também intriga são os rebotes, com os 10.20 de média de Tyson Chandler, sendo, solitariamente o único com dois dígitos. Tirando o pivô, nenhum outro jogador têm médias de 10 rebotes ou mais, nem mesmo Amar'e Stoudemire, que tem capturado 8.20 em média por partida.


Um time para ser vencedor não precisa necessariamente ser composto por estrelas que consomem todo o CAP, obrigando o banco a ser "uma piada". O Oklahoma City Thunder e o Chicago Bulls estão ai para provar isso, com as melhores campanhas das suas respectivas conferências. 


Acredito que se o Knicks manter o Amar'e Stoudemire e usar o dinheiro pago para Chandler e Carmelo para ser reforçar bem, pode enfim incomodar os grandes adversários nas próximas temporadas.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Carmelo Anthony quer ver Chris Paul no Knicks

A nova moda da NBA agora é jogadores formarem o famoso Big Three. Essa "moda" começou lá na temporada 2008, quando o Boston Celtics trouxe Kevin Garnett e Ray Allen para se juntar a Paul Pierce. O efeito dessa união foi um título logo na primeira temporada jogando juntos.

Recentemente o time do Miami Heat formou um novo Big Three, com Wade, LeBron e Chris Bosh. Esse trio quente de Miami não esquentou muito, apesar de ter chegado às finais da liga. 


Agora quem está querendo assegurar o seu trio de jogadores estrelas é o New York Knicks, que conseguiu trazer Amar'e Stoudemire no início da temporada passada, Carmelo Anthony no meio da temporada e agora quer contar com o armador Chris Paul (foto), atualmente no New Orleans Hornets. 


O jogador do Hornets já deixou bem claro que quer fazer parte do elenco novaiorquino e conta com o total apoio de Carmelo, com quem tem uma amizade muito forte. 


Chris Paul vai se tornar agente livre nesse verão e o único fato que o impede de ir para o Knicks é o CAP do time, que já está lá em cima. Mas para contar com um jogador desse nível em seu elenco, o time de Melo e Stoudemire teria realmente que fazer uma limpa no atual time, iniciando pelo também armador Chauncey Billups, que veio na bagagem junto com Carmelo Anthony.


Sinceramente, essa história de jogadores se juntando em prol de um título não me agrada nem um pouco. Se continuarmos desse jeito, daqui a alguns anos vamos ter no máximo cinco ou seis equipes realmente fortes para brigar pelo título.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Como ficará a NBA após o locaute?

Continuando o assunto que comecei a tratar em uma postagem de ontem (Quem não teve a oportunidade de ler ainda é só clicar aqui.), deixo a seguinte pergunta: Como ficará a NBA após o locaute?


O Poderoso Chefão
Os astros da liga foram os principais responsáveis pela greve, já que eles não aceitam o novo acordo estipulado por David Stern (foto). Depois de criar toda essa confusão na liga norte-americana, agora estão tirando o corpo fora, partindo para outros campeonatos como se isso fosse o melhor a ser feito e até talvez em uma tentativa frustrada em mostrar para si mesmo que não depende da NBA para ter o seu ganha pão. Mas e a luta pela classe? E a união dos jogadores, que tanto foi falado? E as exigências feitas, quem estará lá para cobrar? Enfim, como ficará toda essa história? Caso as principais estrelas do basquete norte-americano partirem para outros continentes, qual jogador que ficar terá moral suficiente para poder questionar as decisões? Ou será que D-Will, por exemplo, comandará as negociações direto da Turquia, via e-mail? Improvável, vocês não acham?


As atitudes dos astros da liga vem colocando a NBA em uma situação complicada. Os jogadores de menor expressão podem se rebelar contra os seus próprios colegas de trabalho a qualquer momento, o que deixaria uma enorme ferida na relação entre os atletas, sem contar que essa recente "panelinha" em busca de títulos pode transformar a NBA em um campeonato chato e arrastado, já que teríamos, por exemplo cinco, seis franquias fortes e as demais iriam virar verdadeiros sacos de pancada, assim como aconteceu com o Cleveland Cavaliers.


Vamos ser sinceros. Quem gostaria de assistir uma temporada regular que se arrastaria por 82 jogos, sabendo que só meia dúzia de gatos pingados teriam reais chances de ganhar um anel? Eu não gostaria e você?

domingo, 7 de agosto de 2011

Chegou a vez de Carmelo Anthony

Assim que o locaute se instalou na NBA o grupo de estrelas norte-americanas foi logo dando declarações que deixaram bem claro que não buscariam opções fora do país e que iriam se reunir para que a paralisação terminasse o mais breve possível.


O tempo foi passando, as conversas entre as partes envolvidas (donos das franquias e jogadores) foram sendo deixadas de lado e daí por diante um astro por vez vinha a público anunciar que estaria disposto a ouvir propostas dos times estrangeiros.


Deron Williams foi o primeiro e sem nem fazer cerimônia aceitou logo de cara a proposta do Besiktas da Turquia (ele desembarcou lá por esses dias, como já mencionei no post de ontem), mesmo sabendo que ainda era cedo e que precisaria de uma liberação da FIBA para atuar em outro time, já que ainda tem contrato vigente com o New Jersey Nets.


Essa foi a brecha para os times europeus correrem atrás de um astro para a sua equipe. Percebendo que a coisa lá nos Estados Unidos era séria mesmo, partiram para o ataque em uma espécie de leilão, aonde quem pagar mais leva.


Essa semana, Carmelo Anthony, que se juntou ao New York Knicks no meio da última temporada, deu declarações à respeito de jogar em outro continente e disse que está aberto e disponível.


"Vou manter minha posição aberta para o que vier. Todos nós jogadores temos a mesma mentalidade. Se não houver temporada, não vou ficar em casa sem fazer nada." - Declarou Carmelo em entrevista ao jornal esportivo espanhol "Marca".


Quando Carmelo se referiu à "todos nós jogadores", provavelmente estava falando apenas das estrelas da liga. Mas e os que não estão sendo cobiçados por times de outros continentes, como o meu amigo Brian Scalabrine (alias, abraços ai Scala), como ficam nessa história toda?


As estrelas da NBA provocaram essa greve e agora estão pulando fora como quem diz - Estou indo nessa. Agora é com vocês, se virem ai e quando tudo ficar resolvido me mandem um e-mail que eu voltarei ou então me liguem, pode ser a cobrar mesmo por que dependendo da época provavelmente vocês ai estarão duros.


Definitivamente está faltando causa pela briga. Reivindicações são feitas, mas não querem por a mão na massa e fazer por onde. Se compraram a briga, que lutem por ela, caso contrário a união entre os jogadores pode ficar abalada.