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segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Brasil garante vaga em Londres com vitória sensacional

Infelizmente eu não pude acompanhar a final entre Brasil e Argentina na noite de sábado, mas pelo placar posso afirmar que a nossa seleção deu show dentro de quadra e com uma vitória com "A" maiúsculo por 74 a 33, garantiu a vaga olímpica em Londres, no ano que vem.




Essa é a quinta vez seguida que a seleção feminina vai à competição mais importante dos esportes chamados amadores aqui no Brasil.


Sem dúvida que o basquete nacional está em uma crescente novamente. A vaga no feminino já era esperado e com a seleção masculina quebrando um jejum que já durava 15 anos, vamos ter pela terceira vez na história ambos os times nos jogos olímpicos. (a última vez que isso tinha acontecido foi em Atlanta (1996), quando os selecionados ainda contavam com Oscar Schmidt, Magic Paula e Hortência.)


Parabéns para o técnico Ênio Vecchi, que comandou o time sempre com tranquilidade à beira de quadra e as jogadoras que conquistaram a vaga com um basquete arrasador, sem dar em nenhum momento chances as equipes adversárias. 

sábado, 1 de outubro de 2011

Agora só falta um jogo

A seleção brasileira acabou de derrotar Cuba por 66 a 53 com uma bela atuação da armadora Adrianinha, que terminou a partida com 9 pontos, 13 rebotes e 12 assistências e da pivô Érika (foto), que foi fundamental no jogo dentro do garrafão e anotou 20 pontos, ajudando o Brasil a chegar à final do pré-olímpico, que será disputado amanhã, às 22:00. 

A nossa adversária na briga pela vaga nas olimpíadas de Londres será a Argentina, que venceu o Canadá em uma partida com um final emociante, sendo decidida apenas no último lance; o jogo terminou 61 a 59 para as hermanas.

A partida

O jogo começou muito equilibrado, com as jogadas ofensivas da nossa seleção se concentrando totalmente na experiente pivô Érika, que começou muito bem a partida e anotou os seis primeiros pontos da nossa seleção, mas em apenas quatro minutos de jogo já estava com duas faltas cometidas, por isso foi sacada pelo técnico Ênio Vecchi, que colocou Clarissa em seu lugar. 

A entrada de Clarissa (que foi muito bem nessa noite) fez o Brasil botar fogo na partida e fechar o primeiro período em 24 a 16.

O segundo período teve um início complicado, com as duas equipes alternando bons e maus momentos, mas logo a nossa seleção voltou a se encontrar e chegou a abrir 14 pontos de vantagem, mas Ênio Vecchi teve que dar descanso para algumas jogadoras, o que fez com o time cair um pouco de rendimento, mas conseguimos fechar o segundo período com uma confortável vantagem; terminando 38 a 26 para nós.

O terceiro quarto de jogo tinha tudo para ser tranquilo e para fecharmos logo o "caixão", mas o time voltou desatento e deixou as cubanas marcarem sete pontos consecutivos, mas como sempre, o Brasil acordava e mostrava a sua superioridade, fechando o quarto em 54 a 41.

No quarto e último decisivo período a nossa seleção apostou em uma defesa forte e nos contra-ataques puxados pela armadora Adrianinha. A tática deu certo e o Brasil foi mantendo a boa vantagem até o estouro do cronômetro.

Caso a vitória sobre as argentinas se confirme, iremos à Londres e de quebra ainda vamos comemorar esse título de maneira invicta. Então boa sorte para as meninas do Brasil e que elas continuem inspiradas e tragam essa vaga olímpica para o nosso país.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Cuba; o próximo passo

A seleção brasileira conheceu ontem a noite o seu adversário na fase de semifinal do pré-olímpico das Américas, que está sendo disputado em Neiva, na Colômbia.


As cubanas venceram a seleção chilena por 62 a 42, confirmaram a segunda colocação no grupo "A" e agora vão enfrentar o Brasil por uma vaga na grande final, que dá ao time campeão a vaga olímpica em Londres, no ano que vem.


O nosso retrospecto está muito favorável, pois enfrentamos a nossa adversária da próxima sexta-feira quatro vezes na fase de preparação, e vencemos todas.


Como já citei no texto anterior, não temos adversárias a nossa altura nessa competição. O Brasil está invicto até o momento, com quatro vitórias em quatro jogos (vencemos Paraguai, Canadá, Jamaica e México respectivamente), enquanto as cubanas acumulam uma derrota (perderam para a Argentina por 65 a 59). Mas se tem uma seleção que pode ameaçar o nosso time, essa seleção é a de Cuba. Temos amplo favoritismo para o confronto, mas uma dose de precaução não custa nada.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

O baixo nível técnico do pré-olímpico feminino das Américas

Como o prometido, hoje acabou a minha semana de provas e finalmente eu estou de volta (foi uma semana longa, não via logo a hora de voltar!)


Entre estudos, provas e mais estudos, reservei um tempo para acompanhar a seleção brasileira feminina no pré-olímpico das Américas e quem tem assistido a competição provavelmente vai concordar comigo quando eu digo que está muito sem graça. Nenhum time tem feito frente a seleção canarinha (que ótimo) e parece que nenhuma vai fazer. 


Apenas a campeã do torneio garante a vaga olímpica em Londres, no ano que vem, e a cada hoje que passa fica mais na cara que a seleção que se classificará será a nossa.

Adrianinha contra as jamaicanas

Apesar dos resultados extraordinários (vitória sobre o Paraguai na estréia por 117 a vergonhosos 34, vitória sobre o Canadá por tranquilos 56 a 39, vitória sobre a Jamaica por 73 a 50 e pra fechar, vitória ontem sobre o México por 88 a 61) eu não venho gostando muito do basquete presentado pelas nossas meninas em quadra. Muitos desperdícios de bola vem sendo cometidos e estamos errando muitos arremessos fáceis. A nossa sorte é que, com já disse lá em cima, não temos adversárias a nossa altura na competição, então podemos errar com mais tranquilidade.

A real briga das meninas do Brasil não é agora, pois a vaga é praticamente nossa, antes mesmo da competição começar nós já sabíamos disso. A nossa briga é por uma boa colocação nas olimpíadas de Londres, por isso que eu fui rigoroso no parágrafo acima. As comandadas de Ênio Vecchi tem que jogar concentradas o tempo inteiro, melhorar um pouco nos arremessos e precipitar menos passes, pois não podemos nos iludir com resultados sobre equipes de pouquíssima ou nenhuma expressão no basquete feminino.


Agora o Brasil tem hoje e amanhã para descansar e na sexta-feira volta à quadra, já pela fase semifinal (nossas adversárias ainda não foram definidas)

sábado, 17 de setembro de 2011

A seleção feminina já está em território colombiano

Depois de quase três meses de preparação, a seleção feminina, comandada por Ênio Vecchi (foto) já desembarcou na Colômbia, aonde será disputado entre os dias 24 de setembro e 1° de outubro o pré-olímpico das Américas, que dá vaga para a campeã nas olimpíadas de Londres, no ano que vem.


Antes de estrear na competição continental as meninas do Brasil ainda disputam o seu último torneio preparatório. O hexagonal Copa Pitalito vai ser disputado entre os dias 18 e 21 de setembro na região da Huila e além do Brasil vai contar com Cuba, Porto Rico, Argentina, Chile e com as donas da casa, as colombianas. Depois desse torneio a seleção enfim vai para Neiva, aonde será disputado o pré-olímpico.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Números, números e mais números

Tradicionalmente, toda a vez que a seleção brasileira termina uma competição eu venho aqui, sempre com esse mesmo título colocar as estatísticas do nosso selecionado para apontar em quais fundamentos nós fomos bem e quais nós mandamos mal ao longo de uma competição, nesse caso, o pré-olímpico das Américas. Então, vamos ao números.


No pré-olímpico que foi disputado em Mar del Plata, na Argentina, entre os dias 30 de agosto e 11 de setembro, a nossa seleção realizou 10 partidas, venceu 8 e perdeu 2. Tentamos 405 arremessos da linha de dois pontos e acertamos 228. Transformando em porcentagem, temos 56,3% de acerto. Nos arremessos de três pontos foram 216 tentativas e 89 bolas convertidas, dando uma margem de 41,2% de acerto e na linha de lances livres foram 163 tentativas e 113 acertos; 69,3% de aproveitamento.


Huertas foi o cestinha do Brasil na competição
Somando todas as bolas "matadas", fizemos 836 pontos ao longo dessas 10 partidas, sendo 116 pontos do armador Marcelinho Huertas, cestinha do Brasil na competição. É de Huertas também o maior número de assistências; 50 e de disperdícios de bola também, totalizando 30 bolas perdidas. O armador brasileiro foi o que mais tempo ficou em quadra, com 293 minutos jogados.


No quesito rebotes, o pivô Tiago Splitter foi soberano, tendo 12 ofensivos e 54 defensivos, em um total de 336, divididos em 65 ofensivos e 271 defensivos. O pivô brasileiro também comandou o time em tocos. Foram 8 para o jogador em um total de 23 do time.


Mandamos bem quando o assunto é assistência. Como já citei acima, Marcelinho Huertas deu 50 passes que terminaram em cestas, mas o time não ficou restrito apenas a ele. Somando tudo, terminamos com 172 passes que resultaram em pontos. Realizamos muitas assistências, mas por outro lado, perdemos muitas bolas também; 124 no total e conseguimos roubar 52, sendo 12 só do ala-pivô Guilherme Giovannoni.


Nossos números são de bom agrado, principalmente o percentual da linha de dois pontos. O nosso maior problema mesmo ficou por conta dos lances livres, aonde acertamos apenas 69,3%, quando o ideal é ficar sempre com um percentual de acerto igual ou superior a 80%.

domingo, 11 de setembro de 2011

Argentina devolve derrota e se sagra campeã do pré-olímpico

A seleção argentina venceu agora a pouco o Brasil por 80 a 75, devolveu a derrota sofrida dentro de casa no último dia 7 de setembro e sagrou-se campeã do pré-olímpico de basquete.


Luís Scola mais uma vez teve uma partida sensacional, anotando 32 pontos e comandando as ações da equipe no ataque. O destaque do Brasil foi Marquinhos 17 pontos.


Antes da bola subir muitos achavam que essa final seria tranquila como um jogo amistoso, mas foi completamente ao contrário. Os "hermanos" entraram em quadra com vontade de vencer, enquanto o selecionado de Rubén Magnano parecia ainda estar de "ressaca" pela comemoração da vaga olímpica, acordando apenas no início do segundo período. Daí em diante o jogo foi pegado até o final, com os minutos finais sendo disputados na linha de lance livre. 


O Brasil foi guerreiro até o cronômetro zerar, mas dessa vez não deu para vencer novamente os argentinos no território deles. O importante é que estamos nas olimpíadas e o trabalho já deve começar imediatamente, tanto quando os selecionados estiverem juntos ou mesmo em seus times, dando o melhor de si em nos jogos e nos treinamentos, visando uma evolução para enfrentar os melhores atletas do mundo.


Valeu Brasil por tudo o que foi feito na fase de preparação e no torneio. Agora é trabalhar para Londres.

Hoje tem mais Brasil e Argentina

O objetivo já foi alcançado por ambas as equipes, mas hoje elas voltam a se enfrentar no último jogo desse pré-olímpico. Essa final não tem muito nexo, já que o título fica sempre em segundo plano. Imaginem uma final entre Brasil e Porto Rico ou República Dominicana, seria totalmente sem graça, até mesmo a final de hoje poderia ser bem "mortinha" se não fosse por uma simples motivo; os argentinos devolverem a derrota sofrida diante da sua torcida.


Alguém tem dúvidas que os "hermanos" vão vir com tudo para cima do nosso selecionado, querendo vingar aquela dura derrota do dia 7 de setembro? 


Para a seleção brasileira vai ser um jogo de festa e sinceramente, nem podemos ser tão rigorosos assim e cobrar uma vitória hoje, mas que seria interessante ver a nosso time entrando com vontade de vencer seria, afinal a Argentina é um ótimo teste para as olimpíadas de Londres.


Sobre a partida, Marcelinho Huertas comentou:


“Mesmo com a comemoração, vamos entrar para ganhar. Sabemos que não vale muita coisa, mas ganhar é sempre bom. Ainda mais se pudermos ganhar deles aqui dentro de novo, seria o máximo para fechar com chave de ouro."


A partida vai ser disputada às 21:15 (Horário de Brasília)

sábado, 10 de setembro de 2011

Foi no sufoco, mas o importante é que podemos dizer: Somos um time olímpico

Depois de 15 anos de espera a seleção brasileira masculina finalmente vai voltar a disputar uma olimpíada. 
Vencemos a República Dominicana por 83 a 76 e garantimos vaga nas olimpíadas de Londres, no ano que vem. A boa vantagem no placar, dado as dificuldades da partida é o que menos importa. Poderia ser uma vitória por trinta, cinquenta ou até mesmo um ponto de diferença, o que nós queríamos mesmo era vencer. 


Nossa evolução na segunda fase do pré-olímpico foi meteórica e fomos o time que melhor chegou credenciado para a disputa das semifinais, mas na partida de hoje jogar bonito estava em segundo plano. Não iria importar se fosse uma vitória jogando bem (e foi) ou se fosse jogando mal. A disputa contra a República Dominicana só se resumia a uma coisa: Vencer! 


O nosso objetivo foi alcançado. Vencemos e mostramos que o basquete brasileiro masculino está vivo e que a tendência é só evoluir, pois temos jogadores muito jovens, que entraram e deram conta do recado (depois eu volto com um texto sobre o assunto).


Parabéns ao técnico Rubén Magnano e aos seus assistentes pela ótima fase de preparação e por todo o trabalho que vem sendo realizado desde o ano passado. Parabéns também ao Marcelinho Huertas, Marquinhos, Alex Garcia, Tiago Splitter, Guilherme Giovannoni, Rafael Luz, Rafael Hettsheimer, Nezinho, Marcelinho Machado, Caio Torres, Augusto Lima e ao Vitor Benite. Esses jogadores honraram a camisa e a tradição do basquete bi-campeão mundial. Novamente parabéns a todos o que estão envolvidos no projeto de resgate do basquete brasileiro, lutando para recolocar a modalidade novamente entre os esportes mais queridos do país. 


Daqui a pouco tem a outra semifinal, entre Argentina e Porto Rico para definir a outra seleção classificada para as olimpíadas e consequentemente a final de amanhã contra o Brasil, que cá entre nós nem importa tando, já que o objetivo principal foi conquistado, mas se for a Argentina a outra finalista vamos pra cima deles de novo, porque só existe uma coisa melhor do que ganhar dos "hermanos" dentro da casa deles; ganhar duas vezes.


Agora é a hora de comemorarmos a tão sonhada e suada vaga olímpica e nos vemos em Londres - 2012.

10 de setembro de 2011: O dia "D" para o basquete brasileiro

Depois de quase dois meses de preparação e mais 8 jogos já pelo torneio continental, chegou o grande momento. A seleção brasileira masculina enfrenta hoje, às 19:00 a República Dominicana valendo a tão sonhada vaga nas olimpíadas de Londres, no ano que vem. Se o Brasil tenta voltar a competição após 15 anos de espera, os dominicanos tentam fazer história e querem chegar pela primeira vez no torneio mais importante do basquete mundial.


Giovannoni contra Villanueva. Jogo pela primeira fase
Apesar de seu treinador ter declarado que eles são os grandes azarões, é bom o Brasil ficar ligado e entrar com a mesma garra e vontade que tem tido ultimamente, afinal eles tem Al Horford, Charlie Villanueva, Francisco Garcia e a revelação do pré-olímpico; Jack Martinez, além de serem a única seleção que conseguiu derrotar os brasileiros. É bem verdade que foi um jogo atípico, com Marcelinho Huertas desperdiçando 10 bolas e o time todo jogando mal, mas não podemos confiar que foi apenas um dia ruim, temos que respeitá-los dentro de quadra, mas o nosso jogo é superior ao deles, logo, temos que tomar a iniciativa.


O principal armador da nossa seleção diz que não está sentindo a pressão do jogo. Pelo menos nas palavras.


"Ninguém está carregando esse peso, todo mundo está confiante, e não tem nenhum tipo de pressão para cima da gente. Não podemos ficar preocupados com o passado, e sim pensar no presente. São mais de dois meses de trabalho, e tenho certeza de que vamos ser bem recompensados com uma boa vitória no sábado. É importante para a imagem de todos nós, para o esporte brasileiro, para a criançada que está crescendo. Muita gente hoje bota fé no Brasil. É legal ter esse resgate do basquete brasileiro como um esporte de elite", declarou.


Na primeira fase, quando enfrentamos os dominicanos pela terceira rodada, os nossos principais jogadores foram: Marquinhos, com 18 pontos, Tiago Splitter, com um duplo-duplo (16 pontos e 10 rebotes) e Marcelinho Huertas, que apesar dos 10 desperdícios de bola, deu 5 assistências,  pegou 3 rebotes e anotou 16 pontos. Pelo lado adversário, os principais jogadores foram: Al Horford, com 22 pontos, Jack Martinez, pegando 10 rebotes e fazendo 10 pontos e Luis Flores, dando 5 assistências e contabilizando 10 pontos. 


É bem verdade que saímos perdedores desse confronto, mas se pararmos pra pensar, fizemos um jogo ruim, talvez o nosso pior no torneio e mesmo assim perdemos por apenas 5 pontos de diferença; 79 a 74. Isso é um bom sinal!


Estou muito confiante quanto a nossa classificação, alias, confiante deste a fase de preparação. Hoje é o dia "D" para o basquete brasileiro. Que Deus esteja conosco, que nossos jogadores consigam desenvolver bem o seu jogo para acabar com essa angústia e finalmente podermos dizer que somos um time olímpico.


Boa sorte Brasil!

Provavelmente o Brasil é o único que vai à semi com time completo

Um longo período de preparação foi fundamental para que o selecionado de Rubén Magnano chegasse até essa fase sem sofrer com nenhuma lesão. Se na fase de que antecedeu o pré-olímpico perdemos os alas Diego e Arthur Belchior e tivemos que ter muito cuidado com Tiago Splitter, que vinha de lesão, agora a situação está favorável para o time brasileiro.


Dos quatro times que disputam às semifinais de hoje, apenas nós podemos dizer que com certeza vamos com o time completo. A seleção argentina perdeu, no jogo contra o Brasil, o ala Andrés Nocioni logo no primeiro lance da partida, quando o jogador torceu o tornozelo direito na disputa de bola. Porto Rico teve o desfalque do pivô Daniel Santiago, que sofreu uma fascite plantar no pé direito. Ambos os jogadores são dúvidas para a partida de logo mais, às 21:15.

O adversário do Brasil na noite de hoje foi o que mais sofreu com a perda de um jogador. Diante do Panamá, o principal armador dominicano, Edgar Sosa, sofreu nos últimos segundos da partida uma fratura exposta na perna direita, após cair de mau jeito depois de uma infiltração. Dai em diante, foram três jogos e apenas uma vitória da seleção dominicana.


Além de estar completo, o Brasil é o que vive a melhor fase: são cinco vitórias seguidas.


Vamos torcer para que nenhum jogador venha a se machucar e que o retrospecto do nosso adversário pela vaga olímpica piore mais ainda.

Dando o que falar - As declarações antes do jogo decisivo

Marcelinho Machado é o jogador mais experiente dessa geração. Com 35 anos e cinco pré-olímpicos disputados, o ala-armador da seleção e do Flamengo vê o jogo de amanhã como a sua provável última chance de disputar um olimpíada. O jogador disse que o time tem que entrar muito ligado e respeitar o adversário, para não ter surpresas.


"Temos de enfrentá-los como se eles fossem o Dream Team. Temos de explorar as nossas armas, mas sem nunca desmerecer a Dominicana" - Marcelinho Machado.


O treinador Rubén Magnano elogiou a mentalidade de Machado e disse:


"É ótimo este pensamento. Aí você vê o espírito da equipe para este jogo decisivo"

Tiago Splitter, considerado um dos melhores jogadores do basquete europeu, quando ainda jogava lá, ganhou muita experiência após ter disputado o seu primeiro ano de NBA e finalmente, na partida contra Porto Rico, conseguiu mostrar o seu melhor jogo. Sobre a partida de logo mais, ele comentou:


"Em jogos assim, se você ganha, consegue o objetivo, e se perde é um desastre. Esse é o valor que o jogo vai ter. O que eu quero é ganhar. Todo mundo quer tirar esse peso das costas"

Não podemos considerar o jogo contra os dominicanos como tirar um fardo das costas. Temos que entrar concentrados, sem pensar no passado, pois isso pode prejudicar o nosso jogo. Vamos fazer o que vínhamos fazendo nessas cinco últimas partidas e tudo vai dar certo.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Dando o que falar - Treinador da República Dominicana diz que Brasil é o favorito para a disputa

O americano treinador da seleção dominicana, Jonh Calipari tem muita experiência no basquete. Aos 52 anos ele já levou três universidades diferentes para o Final Four da NCAA e agora quer levar a República Dominicana a sua primeira olimpíada. 


Apesar de ter sido a única seleção a vencer o Brasil no torneio, Calipari diz que a sua equipe é o grande azarão: 


"Somos os azarões, a pressão não está com a gente. O Brasil tem um grande esquema defensivo e sólidos princípios de ataque. Vencer essa seleção foi um grande feito", declarou.


O treinador disse também que está aprendendo muito com alguns técnicos latino-americanos e que vai levar para os Estados Unidos alguns estilosos de jogo que ele tem visto por aqui.


"Vou levar para casa algumas coisas que vão tornar o meu time melhor. Alguns modos diferentes de defender, alguns esquemas diferentes. Aprendi muito com todos os técnicos daqui. Ver a Argentina jogar, ver o Brasil jogar, tudo é um privilégio, eu aprendo com cada um desses caras."


Seria legal se os técnicos brasileiros, apesar de não ter nenhum comandando uma seleção fossem acompanhar de perto a competição, para poder trazer novas idéias e táticas para o Brasil. O único a fazer isso foi o Hélio Rubens.

Alex Garcia: O incansável

A seleção brasileira vem desempenhando bem o seu papel em Mar del Plata. Falta apenas mais uma vitória para podermos voltar a disputar uma olimpíada, o que não aconteceu desde 1996, quando o evento foi realizado em Atlanta. 


O time vem desenvolvendo bem o seu ataque, sabendo a hora em que deve correr e a hora em que deve cadenciar a partida, mas enganasse quem pensa que no basquete é o ataque que ganha jogo. Eu sou da teoria: Ataque ganha jogo, defesa ganha campeonato. E nesse quesito Alex Garcia tem sido a principal arma do time.

Marcação forte sobre o atleta panamenho
Após jogar 39 minutos intensos contra a Argentina, muitos pensaram que o técnico Rubén Magnano daria um descanso para o principal homem de defesa do Brasil, mas não foi bem assim. Mostrando um preparo físico impressionante, principalmente pelo tempo que tinha ficado em quadra no dia anterior, Alex teve a missão de marcar o armador Carlos Arroyo, principal nome de Porto Rico e mais uma vez cumpriu o seu papel com louvor.


Ficando 27 minutos em quadra, 4 minutos a mais do que o jogador porto riquenho, Alex simplesmente anulou o adversário, que fez apenas 4 pontos na partida e conseguiu arremessar só uma bola de três pontos (errou), muito ao contrário das demais partidas, aonde o jogador do Boston Celtics, da NBA, costuma arremessar bastante, muitas vezes até de maneira forçada.


Na partida de amanhã, contra a República Dominicana, provavelmente Rubén Magnano vai colocar o nosso "cão de guarda" para marcar Francisco Garcia, principal jogador da seleção no perímetro e terceiro maior pontuador do time, ficando atrás apenas dos pivôs Al Horford  e Jack Martinez.


Que Alex mantenha as boas atuações, pois ele vem sendo fundamental para o bom desempenho da nossa seleção no torneio.

O pré-olímpico em que estamos quebrando os tabus

Está claro que a equipe brasileira teve uma melhora igual ou maior à 100% se comparado aos seus primeiros jogos em território argentino. Afinal, quem acreditaria que o time comandado por Rubén Magnano, após ter atuações ruins na primeira fase, com exceção do jogo contra Cuba, que era o saco de pancada do grupo, mas mesmo assim não foi com aquela tranquilidade toda, chegaria voando na segunda fase e conseguiria a vaga para a semifinal como o primeiro colocado?

Como se não bastasse somente as recentes boas atuações, o Brasil vem quebrando tabus históricos nesse pré-olímpico. Primeiro foi compra os argentinos, detentores do título olímpico de 2004, em Atenas, que contava com excelentes jogadores e uma escrita de 16 anos sem perder para nós em competições importantes, como pré-olímpicos e mundiais. Isso já parecia ser justificativa suficiente para perdermos novamente para eles, principalmente por que os "hermanos" jogavam em casa, e teriam o apoio da sua torcida a cada segundo de posse de bola, mas fomos guerreiros e sem nos amedrontar acabamos com o tabu que nos incomodava há 16 anos, ainda por cima, vencemos no dia em que comemoramos a nossa independência. 

O outro tabu quebrado foi ontem a noite, quando derrotamos Porto Rico por 94 a 72, vitória essa que não vinha em pré-olímpicos há 19 anos. Desde 27 de junho de 1992, quando os derrotamos por 95 a 72.

O Brasil vem passando por cima de todos os tabus, mas neste sábado podemos quebrar o mais importante de todos; 15 anos sem disputar uma olimpíada. O jogo escolhido para tentar acabar com mais esse fato histórico será contra a República Dominicana, às 19:00, no horário de Brasília.

Que a seleção consiga desenvolver bem o seu jogo, como vem fazendo ultimamente e que Deus esteja conosco, para enfim podermos dizer que somos novamente um time olímpico.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Que venha os dominicanos

A seleção brasileira masculina derrotou agora a pouco, com mais uma bela atuação, a seleção porto riquenha por 94 a 72, (sua maior pontuação no torneio) terminou a segunda fase com a primeira colocação (mesmo número de vitórias que os argentinos, mas  vence no confronto direto, já que os derrotamos ontem) e no sábado vai encarrar a República Dominicana, às 19:00 valendo vaga nas olimpíadas de Londres.


Curiosamente, a nossa adversária de sábado foi a única seleção a nos derrotar no torneio. Na ocasião, Marcelinho Huertas teve uma noite atípica, com 10 desperdícios de bola e o jogo terminou 79 a 74 para os dominicanos.


Voltando a partida de hoje, o Brasil não entrou de salto alto após a vitória contra a Argentina, muito pelo contrário. A nossa defesa novamente foi o porto seguro do time, sendo agressiva (no bom sentido) e pegando muitos rebotes (32 defensivos, contra 18 de Porto Rico). No ataque tivemos excelentes números; 56% da linha de dois pontos (19/34), impressionantes 60% de aproveitamento nos arremessos de três (15/25) e 79% na linha de lances livres (11/14). Pegamos 8 rebotes, fizemos 7 pontos de segunda chance e 14 de contra-ataque. 


Splitter finalmente brilhou em solo argentino


Finalmente vimos o velho Tiago Splitter em quadra. De barba feita (informação desnecessária), o principal pivô da seleção brasileira acertou 3 de 5 lances livres, pegou 5 rebotes, fez 17 pontos e voltou a realizar aquele famoso jogo de pernas dentro do garrafão que, não sei por qual motivo ele não vinha executando até então.


Mais uma boa atuação, mais uma boa vitória do Brasil, que parece ter encontrado de vez o seu caminho na competição. Que venha agora a República Dominicana no sábado, o dia mais importante para o basquete brasileiro nos últimos quinze anos.

E segue a estranha tabela do campeonato paulista

A impressão que a Federação paulista de basquete está passando é que ela quer competir com o pré-olímpico das Américas. Essa é a única justificativa que eu consegui achar para ela colocar os jogos do campeonato no mesmo horário dos jogos da seleção brasileira.

Como se não bastasse ter jogo ontem às 18:00 (mesmo horário em que Brasil e Argentina se enfrentavam em Mar del Plata), hoje tem mais. Às 20:00, meia hora antes do jogo entre Brasil e Porto Rico, São José e Americana se enfrentam. 

Isso tudo me soa como uma atitude muito estranha da Federação, que parece não estar dando a mínima para o torneio mais importante do continente americano. Vai entender como o basquete é administrado no país do futebol.

Ontem foi uma vitória história, mas hoje é o jogo que decide o nosso futuro

A vitória de ontem a noite sobre a seleção argentina foi espetacular e serviu como um cala boca para muitos jornalistas e até mesmo torcedores que não acreditavam na nossa vitória. Eu sabia que seria muito difícil, que para vencê-los nós teríamos que jogar o fino da bola durante toda a partida, mas em nenhum momento cheguei a desacreditar no nosso elenco, afinal, temos bons jogadores e um técnico campeão olímpico.


O tatu de 16 anos foi quebrado e ainda por cima na casa deles, mas é como eu sempre digo: em uma competição de tiro curto como é o pré-olímpico, você não tem tendo para ficar lastimando derrotas e nem pouco para comemorar vitórias. Não podemos ficar de "ressaca", pois hoje faremos o jogo contra Porto Rico, jogo no qual vai decidir qual será o nosso adversário nas semifinais, duelo esse o mais importante de todos. Então é bom os nossos jogadores entrarem ligados e com a mesma garra que tiveram na partida de ontem para conseguir mais uma vitória para o Brasil e poder escolher qual adversário vai encarar na briga pela vaga olímpica de Londres, no ano que vem. 

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Dando o que falar - Destaque na vitória de hoje, Hettsheimer fala após a partida

Grande destaque da seleção brasileira na vitória história de hoje sobre a Argentina, o pivô Rafael Hettsheimer falou como fez para frear as ações do astro Luis Scola.

“É um jogador consagrado, muito querido aqui pelos argentinos, mas eu entrei tranquilo, como se fosse um jogador a mais. Tentei fazer o que meu treinador pediu, que é defender e não cair nas fintas. Ele fez 24 pontos, mas acho que a vitória é mais importante”


Novato na seleção, o pivô, que atua no basquete espanhol, disse que essa foi a sua melhor atuação com a camisa verde e amarela, mas não a melhor da carreira.


“Foi meu melhor jogo com a camisa da seleção, pois é meu primeiro grande torneio. Mas já tive outras boas atuações na Espanha. O mais importante foi a vitória”, declarou.

No dia em que comemora a sua independência, Brasil "mata" a Argentina

A tarde de hoje foi histórica para o basquete brasileiro. Após 16 anos sem vencer a seleção argentina, o time comandado por Rubén Magnano devolveu a derrota do último 7 de setembro pelo mundial da Turquia, venceu os argentinos dentro do território inimigo e de quebra ainda acabou com a invencibilidade dos hermanos. O jogo terminou 73 a 71.


Rafael Hettsheimer foi fundamental no jogo de hoje, com seus pontos e rebotes tanto ofensivos, quanto defensivos. Ele foi espetacular no duelo particular com Luis Scola, chegando de deixar Tiago Splitter no banco por longo tempo e terminou a partida com 19 pontos e 8 rebotes.


Essa vitória, como já mencionei acima, foi histórica para o basquete brasileiro e vai nos dar uma moral gigantesca para enfrentar amanhã, às 20:30 a seleção porto riquenha.


Parabéns ao time brasileiro, que mostrou garra e dedicação durante toda a partida e na hora ceta conseguiu mostrar o seu melhor jogo.