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quinta-feira, 11 de abril de 2013

Qual será o tamanho do vexame do Los Angeles Lakers?

Sim, estou de volta com o Blog Planeta Cesta (clique aqui e leia mais). Nesse retorno nada melhor do que falar do time que mais decepciona na temporada 2012/2013 da NBA: o Los Angeles Lakers.


Indo aos playoffs ou não, uma coisa é certa no Los Angeles Lakers 2012/2013: a campanha é vexatória. Conseguir chegar na pós-temporada não será uma vitória, mas um vexame menor, afinal, a equipe se movimentou na off-season para tentar dominar sua conferência, assim como os times do Miami Heat, New York Knicks, Oklahoma City Thunder e San Antonio Spurs estão fazendo. E não para lutar pela última posição no Oeste contra o Utah Jazz, que não possui o mesmo nível de investimento aplicado na franquia angelina e, mesmo assim, pelo calendário, está com maiores chances de ficar com a vaga.

A vitória dos comandados de Mike D'Antoni na noite de ontem (quarta 10/04), contra o Portland Trail Blazers, no Rose Garden, deu ao Lakers novamente a última vaga do Oeste para os playoffs, ultrapassando o time de Salt Lake City, que possui 41 bons resultados, um a menos que o adversário da Califórnia.

Esse foi o segundo triunfo seguido do Lakers, mas, para conseguir o bom resultado diante de um time em reformulação, que possui apenas LaMarcus Aldridge como um jogador "com bagabem" na liga, o elenco angelino precisou que tudo desse certo nos momentos certos. Kobe fez a sua melhor partida na temporada, registrando 47 pontos, oito rebotes, cinco assistências, três roubos de bola e quatro tocos em 48 minutos em quadra. Dwight Howard, fazendo o simples, deu um gás ao time no terceiro período, terminando com 20 pontos e 10 rebotes, números que devem ser subtraídos pelos seus seis desperdícios de bola. Já Pau Gasol mostrou o verdadeiro Pau Gasol. Praticamente perfeito nos tiros de quadra, com 11 bolas convertidas em 15 tentativas, o espanhol contribuiu com 23 pontos, sete rebotes, nove assistências e dois tocos. 


A união de quatro estrelas prometia fazer do Lakers um dos melhores times da NBA
Vendo os números dos principais jogadores da franquia, nada mais justo que pensar em uma vitória tranquila do Lakers. Mas não, o resultado final foi 113 a 106 a favor dos visitantes, que chegaram a sofrer 41 pontos apenas no primeiro período de partida, repito, contra um time em reconstrução, que era praticamente LaMarcus Aldridge e o calouro Damian Lillard em quadra. A propósito, grande partida da dupla, com Andridge fazendo 17 pontos e pegando 16 rebotes e Lillard sendo o grande nome pelos comandados de Terry Stotts, com 38 pontos e nove passes que resultaram em cestas.

Essa vitória foi fundamental para o Lakers se manter vivo na briga pelos playoffs e tentar evitar que a franquia fique de fora da pós-temporada pela sexta vez na história, contando desde a época em que pertencia a Minneapolis.

Não que uma derrota acabasse com a chance de se classificar, mas, como já disse no início do texto, o calendário do Utah Jazz para os últimos três jogos é menos complicado que a do Lakers, sem contar que, em um possível empate nas campanhas, quem ficará com a vaga será o time de Utah, por ter vencido dois confrontos diretos em três realizados.

Utah terá pela frente o Minnesota Timberwolves duas vezes, enfrentando a equipe de Ricky Rubio nesta sexta-feira, em casa, e no dia 15, fora, fechando o calendário da temporada regular contra o Memphis Grizzlies, longe de seus domínios, no dia 17.

Já o Lakers jogará os três confrontos restantes no Staples Center, mas em compensação terá só pedreiras pela frente, enfrentando Golden State Warriors (12/04), San Antonio Spurs (14/04) e Houston Rockets (17/04).

Para ir aos playoffs sem ter que torcer contra o Jazz, só vencendo os três jogos, o que, particularmente, não acredito, afinal, como confiar em um time que sofre barbaridades para vencer adversários fraquíssimos, mesmo atuando em casa, como foi o caso do New Orleans Hornets, no último dia nove? Sinceramente, torcedores do Lakers, dá para confiar ou a crença vai pura e simplesmente na fé de torcedor?

Caso o Utah Jazz vença dois jogos e o Lakers perca dois, o que não será nada fora do normal, Kobe e companhia vão entrar de férias mais cedo, algo que não acontece desde o campeonato 2004-05, quando o time de Los Angeles teve campanha negativa pela última vez, com 34 vitórias e 48 derrotas.

O vexame na temporada regular 2012/2013 já está decretado, e não é desse mês. Agora resta saber se a vaga nos playoffs virá, para tentar diminuir a pífia campanha, ou se o time que mais investiu em salários na temporada (pouco mais de $100 milhões) não vai passar de um projeto mais do que frutado, principalmente para os torcedores, que depositavam suas fichas no 17° título da NBA ainda nesta temporada, feito que tornaria o Los Angeles Lakers o maior campeão da história da liga, junto com o Boston Celtics.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Acabou a Era Mike D'Antoni e também a sequência de seis derrotas

Mike Woodson passando instruções para Melo e Lin
Mike D'Antoni não é mais treinador do New York Knicks, uma notícia que balançou o mundo do basquete e parece ter balançado também a equipe, que se apresentando de maneira magistral, não deu chances ao Portland Trail Blazers e aplicou uma surra de 121 a 79, poupando Melo e Stoudemire no quarto período. O resultado agradou não só o interino Mike Woodson, mas também os 19.763 torcedores que marcaram presença no Madison Square Garden e viram Amar'e Stoudemire acertar os seus sete arremessos na primeira etapa e terminar o jogo com 8-10; 17 pontos e oito rebotes para ele.


Carmelo Anthony foi outro que teve grande atuação. Os seus 24 minutos de quadra foi suficiente para fazer 16 pontos, pegar dois rebotes, dar sete assistências e roubar duas bolas. Jeremy Lin não teve um noite "insana" terminando com 6 pontos e seis assistências, ficando abaixo do seu concorrente, o experiente Baron Davis, que fez quatro pontos e distribuiu 10 assistências em somente 18 minutos de quadra, mostrando serviço para o novo (?) treinador.

Steve Novak anotou 20 pontos
Estatísticas a parte, o que se viu em quadra foi uma equipe totalmente diferente, principalmente quando Davis era o responsável por armar às jogadas. O camisa 85 acalmava o time, fazia a bola rodar, como um verdadeiro maestro, regendo a direção da laranjinha. Gostei muito da noite de Baron Davis.


O Knicks que se apresentou hoje não é o mesmo time que estamos assistindo desde o início da temporada. Essa foi uma vitória sobre uma boa franquia, uma vitória que convenceu, que impôs respeito. 


Ainda é cedo para dizer que a saída de D' Antoni foi o que deu esse gás à mais para os jogadores. Os dois duelos contra o Indiana Pacers vai poder dizer melhor se realmente o time está mais motivado ou se a noite mágica contra o Trail Blazers foi só uma doce e simples ilusão.