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quarta-feira, 4 de julho de 2012

Resumo do segundo dia do Pré-Olímpico Mundial

Mais um dia se passou no Pré-Olímpico Mundial masculino, em Caracas, na Venezuela, um dia a menos para conhecermos os três últimos classificados para os Jogos Olímpicos de Londres. E cá estou eu, novamente, para fazer um resumão de como foram os confrontos do dia. 


Confesso que, diferentemente de ontem, hoje não assisti nenhum jogo, pois meu dia foi super corrido. MENTIRA! Só tinha confronto babada, que não prometia emoção nenhuma.


No primeiro jogo, a República Dominicana estreou com vitória, batendo a Coreia do Sul por 95 a 85, com atuações sensacionais dos dois principais dominicanos que jogam no garrafão. Al Horford e Yack Martinez. O primeiro fez 30 pontos, pegou 12 rebotes e deu 4 assistências em 33 minutos de jogo, enquanto Martinez anotou 16 pontos e pegou impressionantes 25 rebotes, três a menos do que o time sul coreano inteiro, que com o resultado foi eliminado da competição, com duas derrotas nos dois jogos que tinha direito.


Enfim, sobre esse jogo eu já fiz um post antes. Quem quiser, é só clicar aqui para ter mais informações.


No segundo encontro do dia, a Macedônia tinha uma grande oportunidade de se recuperar da inesperada derrota na estréia, contra a Angola. A partida foi contra a Nova Zelândia, que já começou mostrando que não iria dar nem para o início, perdendo a primeira parcial por 26 a 11, depois da Macedônia abrir 7 a 0 nos três primeiros minutos, tempo que foi suficiente para os neo-zelandeses estourarem o seu limite de cinco faltas coletivas. Juro, nunca tinha visto uma seleção fazer tantas faltas em tão pouco tempo. (esse jogo eu vi um pouco)


Se a Nova Zelândia estava "bem" com faltas, a pontuação foi muito ruim, com Bloxham fazendo o primeiro ponto de sua equipe depois de mais de cinco minutos jogados. 


Na segunda e terceira parcial até houve um certo equilíbrio, com a Macedônia perdendo por 20 a 18 e 17 a 16, respectivamente. Quando o jogo parecia que finalmente ficaria bom, o time macedônio foi lá e fez 24 a 14 no último período, para vencer por 84 a 62, em mais uma partida com um bom destaque individual. 


Com 23 pontos e 11 assistências, Bo McCalebb, americano naturalizado, foi o grande destaque da partida. Abaixo a entrevista dele após a vitória.





No terceiro confronto, estava reservado outra estréia sul-americana, com Porto Rico enfrentando a Jordânia. Essa foi babada: 93 a 52, isso por que os porto-riquenhos tiraram o pé do acelerador no período final.


O jogo mais interessante do dia foi entre a Venezuela, que joga em casa, e a Lituânia, que venceu por 100 a 82, fazendo a torcida local conhecer a primeira derrota de sua seleção na competição.


Com os resultados, Grécia e Porto Rico são os dois classificados do grupo "A" para às quartas de final, e jogam hoje para decidir que será o primeiro do grupo. No "B" já é quase certa a classificação de Venezuela e Lituânia. Para um dos dois ficar de fora, os lituanos terão que perder para a fraca seleção da Nigéria. Aliás, terão que perder feio, já que uma vitória nigeriana deixa o todo mundo com três pontos. Difícil isso acontecer, né?


Do "B" para o "C", Rússia e República Dominicana estão nas quartas, disputando a liderança do grupo hoje, em confronto direto.


No último grupo, o "D", às coisas estão mais abertas, com possibilidade de classificação de qualquer equipe. Atualmente a Macedônia lidera com 3 pontos, seguido de Angola, com 2 e Nova Zelândia, com um.


Nesta quarta jogam Angola x Nova Zelândia. Minha intuição masculina diz que a Angola vence, passando junto com a Macedônia. Se a Nova Zelândia vencer, todo mundo fica empatado com três pontos, já que o time que vence ganha dois e o que perde fica com um.


Hoje é a última rodada da fase de grupos, com dois grandes jogos e mais um que promete. Mais tarde, às 10 da manhã, entrará um texto aqui sobre o assunto, fiquem ligados.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Dando o que falar - Treinador da Venezuela menospreza o próprio time

Na partida de hoje, contra a República Dominicana, a seleção da Venezuela liderou o placar por um longo período do jogo. Como já havia acontecido na partida anterior, contra o Brasil,  os venezuelanos não conseguiram segurar a vantagem até o final e sofreram a virada após estarem 10 pontos à frente no marcador, perdendo a partida por 92 a 89.


Eric Musselman, treinador da Venezuela, reclama da arbitragem
Claramente irritado com o time, o treinador americano, Eric Musselman, não poupou os seus jogadores de críticas:


“Você pega um jovem como este daqui (Windi Graterol, que estava ao lado do treinador no momento da declaração) que atua por poucos minutos em sua equipe na liga local, e o coloca para marcar o Al Horford, um All-Star da NBA. O que você queria que acontecesse?”, declarou.


Como se não bastasse ofender seu próprio elenco, Musselman ainda atacou os jornalistas ao ser perguntado o que faria para melhorar o rendimento do time nas quartas de final.


“Se você sabe o que fazer, pode vir aqui e ocupar o meu lugar”


Esquentadinho ele, não?


É até compreensível o seu descontentamento com as derrotas, afinal, os venezuelanos nas duas partidas disputadas até agora, estiveram liderando o placar por grande parte do tempo, mas daí ofender os seus próprios convocados tira toda a sua razão.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Brasil toma sufoco, mas vence a Venezuela na estréia

Ao contrário dos amistosos realizados na fase de preparação, aonde a nossa seleção mostrou uma defesa forte e eficiente, no jogo de hoje, contra os venezuelanos, nossa defesa ficou perdida em grande parte do jogo e aceitou 83 pontos do adversário.

Alex teve dificuldades para marcar Greivis Vasquez

Apesar de não fazer a melhor atuação, conseguimos uma importante vitória por 92 a 83 e começamos com o pé direito a nossa caminhada rumo à vaga olímpica.

O time demorou para se encontrar dentro de quadra, conseguindo impôr o seu ritmo de jogo apenas no final do último quarto. Grande destaque da seleção venezuelana, Vasquez começou arrasador e comandou o time nos dois primeiros períodos. O jogador do Memphis Grizzlies, fez cesta de três, deu assistência, sofreu falta e cesta, enfim, fez o que quis no início da partida e terminou o jogo com 26 pontos.

Quando parecia que uma derrota estava à caminho, marcamos 11 pontos consecutivos e finalmente passamos à frente no placar. O destaque da seleção brasileira foi o pivô Tiago Splitter, que fez um duplo-duplo, com 17 pontos e 11 assistências.

Ao final da partida, cheguei a seguinte conclusão:

1° - Erramos muitos lances livres, o que não pode voltar acontecer. Dos 21 tentados, acertamos apenas 13, o que dá um percentual de 62%. Muito baixo.

2° - Em diversos momentos, principalmente quando estávamos na frente do marcador, tentados arremessos forçados da linha de três pontos. Temos que rodar mais o ataque, procurar um companheiro melhor posicionado, não podemos sair chutando bolas com a marcação em cima. Forçando esse tipo de arremesso, o resultado não poderia ser diferente. Acertamos 9 de um total de 22.

3° - O Tiago Splitter tem que entender que é a nossa referência dentro do garrafão, ele não pode se ausentar nos momentos importantes, tem que chamar a responsabilidade pra cima dele e jogar duro em baixo da cesta.

O resultado não foi como o esperado, mas a vitória veio. Agora é concertar os erros cometidos no jogo de hoje e apresentar um melhor basquete amanhã, quando enfrentamos o Canadá, às 20:30 (horário de Brasília).