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terça-feira, 21 de agosto de 2012

O que a não participação de Manu Ginóbili do próximo Pré-Mundial pode representar?

Em seu blog no site argentino La Nación, o astro da Argentina Manu Ginóbili anunciou que não participará da Copa América 2013, que servirá como Pré-Mundial para 2014. Bem, essa notícia já está surfando na grande rede deste o início da tarde, portanto, a maioria já sabe desse acontecimento. A questão é o que a não participação de Ginóbili na competição pode representar em termos de sua despedida da seleção argentina.

Quando o selecionado de Julio Lamas foi disputar a medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Londres, muita gente falava que aquele poderia ter sido o último jogo da geração de ouro, fato desmentido pelos principais jogadores. Agora Manu chega falando que não participará do Pré-Mundial, o que, sem dúvidas, volta a colocar a pulga atrás da orelha dos torcedores sobre aquela partida contra a Rússia, que garantiu o bronze para a equipe européia, ter realmente sido o último jogo do narigudo bom de bola com a camisa azul e branca.

É claro que a situação e idade de Manu tem que ser levada em conta. Ele não tem a mesma idade de alguns anos atrás, mas, essa não é a primeira vez que ele ficará de fora de uma competição digamos, menos importante. 

No ano passado ele esteve com a seleção no Pré-Olímpico das Américas, mas, em 2009, no Pré-Mundial, que foi disputado em Porto Rico, tendo o Brasil como campeão, ele não foi. Não foi também para o Pré-Mundial de Las Vegas, em 2007, assim como também não marcou presença em 2005, em mais um título brasileiro.

Não vou ficar postando aqui todas as competições que ele participou ou deixou de participar. Isso é só para mostrar que, não necessariamente, um fato tem a ver com o outro, apesar, repito, de ser outra circunstância e o fator idade começar a pesar, afinal, já são 35 anos de vida e 14 servidos à seleção nacional.

Seguindo a linha de raciocínio do último parágrafo, incluo a declaração de Manu, que afirma estar indeciso sobre a sua participação ou não o Mundial de 2014, dizendo que "Depois, veremos. Faltam dois anos para nosso próximo compromisso importante, é impossível definir agora".

Não há como dizer o que será do futuro do Ginóbili com a seleção, afinal, só quem sabe disso é o próprio, mas com os fatos apresentados acima, tudo parece, na teoria, estar em aberto.

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terça-feira, 31 de julho de 2012

Com a derrota para a França, Argentina pode pegar o Brasil nas quartas de final

A seleção argentina sofreu o seu primeiro revés nos Jogos Olímpicos, perdendo para a França, por 71 a 64 e entregando de bandeja a liderança isolada do grupo "A" para a time dos Estados Unidos, que venceu a Tunísia por 110 a 63 e agora é a único do grupo com 100% de aproveitamento.


"Maestro" Ginóbili fez 26 pontos na derrota argentina
Mesmo com a derrota, os argentinos permaneceram na vice-liderança do grupo, mas a situação agora não está tão boa para os hermanos, que podem enfrentar o Brasil na fase quartas de final. 


A seleção de Julio Lamas vai ter dois jogos tranquilos nos dias 02 e 04 de agosto, enfrentando, respectivamente, Tunísia e Nigéria, e no dia 06 de agosto, encara os Estados Unidos, ou seja, a campanha dos argentinos na fase de grupo tende a ser de três vitórias e duas derrotas, ficando entre a terceira e quarta posição, já que a segunda posição do grupo "A" tem tudo para ficar com a França, que apesar de não estar entre os classificados no momento e ter a mesma campanha da Argentina, com um triunfo e um revés, já enfrentou os americanos e vai enfrentar a Lituânia, que têm sido uma incógnita desde o Pré-Olímpico Europeu, Tunísia e fecha contra a Nigéria.


Do outro lado, no grupo "B", o Brasil, caso vença o próximo jogo, contra a Rússia, na quinta-feira, não só encaminha a classificação como praticamente sacramenta a segunda posição do grupo. Aí, como diz o regulamento da competição, o segundo colocado do grupo "B", que tem tudo para ser o Brasil, que deverá ficar atrás somente da Espanha, isso se não acabar na liderança, vai enfrentar o terceiro colocado do grupo "A", que tem tudo para ser a Argentina.


Já imaginou um confronto entre Brasil e Argentina logo nas quartas dos Jogos Olímpicos? Seria sensacional e, sinceramente, com a fase que o nosso basquete masculino vem vivendo, encarar os hermanos não seria nada para se temer, como há alguns anos atrás.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

EUA não está com essa bola toda não

Kobe havia dito que o time de 2012 era melhor do que o "Dream Team" de 1992, mas acabou repensando no que havia dito e reconheceu que aquele timaço foi melhor do que esse elenco. Não é para menos. 

A atual seleção dos Estados Unidos, apesar de contar com suas principais estrelas, não está com essa bola toda na fase de preparação para os Jogos Olímpicos de Londres. O selecionado de "Coach K" massacrou República Dominicana e Grã-Bretanha, mas, nos amistosos contra adversários de ponta, duas vitórias com muito sufoco.

A primeira foi contra o Brasil, fazendo "somente" 80 pontos e, em uma partida onde nada me tira da cabeça que a vitória seria brasileira se Rubén Magnano tivesse deixado Marcelinho Huertas mais tempo em quadra. A segunda aconteceu neste domingo, contra a Argentina, que tinha tomado um passeio da Espanha, no sábado, perdendo por 105 a 85; 20 pontos de diferença.

Os Estados Unidos, com dificuldade, contou com 27 pontos de Kevin Durant, cestinha do confronto, para vencer os hermanos por 86 a 80, em mais uma partida de produtividade ofensiva abaixo do que a seleção norte-americana pode apresentar.

Os americanos estão vencendo mais não estão convencendo nos confrontos contra adversários de ponta. Nesta terça-feira, os EUA terão uma chance de começar a reverter esse quadro, caso consiga derrotar a Espanha, em Barcelona, na partida entre os dois últimos finalistas dos Jogos Olímpicos.

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quinta-feira, 12 de julho de 2012

Teve de tudo na vitória do Brasil por 91 a 75 sobre a Argentina

Splitter foi um dos destaques da vitória brasileira
Foto: Colin Foster
Quem esperava um jogo tranquilo entre Brasil e Argentina acabou tendo uma grande surpresa com a partida de hoje à noite. O confronto teve ingredientes de sobra, como desfalque dos dois lados, com a seleção canarinha não podendo contar com Marquinhos e Leandrinho e a Argentina atuando sem Manu Ginóbili. Teve briga, três exclusões (Leo Gutierrez e Marcelinho Machado pela confusão e Nocioni com 5 faltas) e até mesmo jogador sendo anistiado pelo seu time da NBA no meio do confronto, com o pivô argentino Luis Scola não sendo mais jogador do Houston Rockets, que decidiu anistiá-lo na noite de hoje. Para piorar, Scola saiu de quadra, nos minutos finais da partida, sentindo uma lesão e indo direto para o vestiário. Viu quantos ingredientes?


No jogo em si deu Brasil, vencendo por 91 a 75 na última partida em território nacional antes do Jogos Olímpicos de Londres.


Os torcedores que foram até o ginásio em Foz do Iguaçu para acompanhar o grande clássico, viram um time brasileiro trabalhando muito bem dentro do garrafão no primeiro e quarto período, quando destruiu os hermanos com Anderson Varejão e Tiago Splitter, inspiradíssimo na última parcial.


Pela primeira vez os nossos pivôs foram bastante requisitados. O resultado fica provado nos 19 pontos, 8 rebotes e 5 assistências de Tiago Splitter e nos 17 pontos e 4 rebotes de Anderson Varejão. Nenê realmente não está 100%. Em mais uma partida com números apagados, uma das nossas principais peças terminou com 4 pontos, 5 rebotes e nenhuma assistência, quesito que ele costuma ajudar bastante.


Nosso jogo interno merece destaque, mas também não podemos poupar elogios aos nossos armadores. Larry Taylor desencantou, com 16 pontos, 1 rebote e uma assistência, Raulzinho Neto mostrou que está pronto já para essa edição olímpica, deixando 5 pontos em quadra, roubando três bolas e atuando com muita personalidade. Já Marcelinho Huertas, ah Huertas, que armador. Hoje ele teve uma atuação pra ninguém colocar defeito, com 14 pontos, 5 rebotes, 2 roubos de bola e 7 assistências. Finalmente um jogador nosso de armação desencantando no quesito assistências nesses jogos preparatórios. Aliás, no total, hoje tivemos 19 passes que resultaram em cestas, cinco a mais do que os argentinos.


Oscilamos em alguns momentos, chutamos muito de fora durante alguns minutos, principalmente se tratando do garrafão que temos, Alex Garcia continua a cometer sua faltas após receber bloqueio e nosso ataque ainda tem dificuldades contra uma defesa zona. Mas, no geral, foi uma grande vitória. Tudo bem, eles estavam sem Ginóbili, mas e daí? Nós estávamos sem Leandrinho!


Ainda em Foz do Iguaçu, Rubén Magnano irá fazer o último corte na seleção, definindo os 12 que irão para Londres. Tenho pra mim que quem vai "rodar" é o Augusto Lima. Vamos esperar para ver.

O dia da revanche; o jogo do último corte na seleção brasileira

Com Varejão voltando a ter a companhia de Nenê,
o jogo interno será uma importante arma na noite de hoje
Foto: Colin Foster
Depois de uma semana, Brasil e Argentina voltam a se enfrentar na final de um Super Four, dessa vez em For do Iguaçu, às 21h, em mais uma etapa importantíssima na preparação de ambas equipes para os Jogos Olímpicos de Londres.


Vale o título da competição, mas isso é o de menos, o importante mesmo é ver o Brasil que deu sangue no último clássico, quando perdeu por 80 a 76, sendo prejudicado pela arbitragem tendenciosa para o time da casa.


Naquela ocasião, a partida era fora de casa e estávamos sem o nosso principal pivô, Nenê Hilário, que hoje será o maior responsável por intimidar os argentinos, se não impedindo, pelo menos freando um pouco às investidas de Manu Ginóbili dentro do garrafão e o jogo de Luis Scola e Juan Gutierrez, um pivô não mais do que mediano, mas que deu muito trabalho para os nossos pivôs na primeira partida, anotando 20 pontos e pegando 08 rebotes, talvez, no melhor jogo dele defendendo seu país.


Nenê de volta é um grande notícia, mas, por outro lado, ainda não podemos contar com Marquinhos, que está com uma lesão no abdômen e Leandrinho Barbosa, que teve uma leve torção no tornozelo esquerdo, no final da partida de ontem, contra a seleção "B" da Espanha e será poupado.


Com esses dois desfalques super importantes, Magnano irá usar o jovem Matheus Dalla, que havia sido chamado justamente para cobrir a ausência de Marquinhos nos treinamentos.


Como já falei, o título não é nada, será apenas simbólico, já que o objetivo real é chegar em Londres 100000% preparado. 


O que está em jogo nesta noite é o empenho, a produtividade ofensiva da nossa equipe contra uma defesa zona e uma boa defesa no um contra um. Fazendo isso, a vitória será consequência.


Essa partida também será muito importante por mais um aspecto: Será o último jogo do Brasil em território nacional e, o último antes de serem definidos os 12 atletas que estarão em Londres. 


Resta apenas mais uma dispensa, quem será que Rubén Magnano não levará para Londres?


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sábado, 7 de julho de 2012

Foi uma boa derrota



Enfrentar os argentinos na casa deles não é fácil, sem Nenê Hilário, poupado com um problema no pé e Marquinhos, com uma lesão no abdômen, fica mais difícil ainda. Some isso a uma arbitragem confusa, que marcava faltas basicamente para o time de vestia às cores do Brasil. Temos aí uma derrota por 80 a 74, em um jogo onde não há de se reclamar da nossa apresentação.


Perder por seis pontos para os argentinos, repito, com o nosso time desfalcado, é uma sensação muito melhor do que derrotar os chilenos por 110 a 64, como ocorreu na primeira rodada desse Torneio Super 4.


É claro que o cenário perfeito seria a vitória, o que poderia ter ocorrido por vários motivos. Se Nenê e Marquinhos estivessem em quadra poderíamos ter vencido, se a arbitragem não fosse caseira, se Juan Gutierrez não decidisse ser um dos destaques da partida, com 20 pontos e 8 rebotes, se um tal de Manu Ginóbili (foto) não resolvesse manter sua boa fase, fazendo 33 pontos, se as excessivas faltas bobas que a arbitragem marcava contra o Brasil não fizesse Tiago Splitter ser eliminado do jogo quando vencíamos por 72 a 70, enfim.


O Brasil fez um bom jogo, sem dúvidas. Leandrinho Barbosa mais uma vez chamou a responsabilidade, fazendo 17 pontos e distribuindo 4 assistências, Marcelinho Huertas teve uma noite muito boa ofensivamente, com 15 pontos, pena que teve só uma assistência, Caio Torres consegui 6 rebotes e Anderson Varejão marcou muito bem Luis Scola, que terminou com 10 pontos. Varejão fez 9 pontos e pegou 8 rebotes.


Varejão fez uma boa defesa contra Luis Scola
Hoje eu cheguei a seguinte conclusão: Acabou aquela época que os argentinos venciam a gente de lavada, destruindo nossa equipe dentro de quadra. E, se isso aconteceu, é muito importante lembrar que é graças a um argentino, o treinador Rúben Magnano, ou seja, eles ainda são muito mais superiores em relação à nós, ou você acha que o Brasil estaria se preparando para Londres se estivesse um treinador brasileiro?


Eu queria a vitória, assim como todos os fãs do basquete brasileiro, mas a derrota por uma diferença pequena, jogando muito bem contra os fortes argentinos e a chata arbitragem, que pegou muito no nosso pé, já foi suficiente para percebemos que estamos no caminho certo para fazer uma grande apresentação na nossa volta aos Jogos Olímpicos.


Fotos: Ligateunafoto.com

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Seleção argentina confirma comissão técnica e oito jogadores para Londres-2012

Está faltando 182 para começar o maior espetáculo esportivo: às olimpíadas, que nessa edição será disputada em Londres.

As seleções de basquete já começam a se organizar para a competição mais importante e, depois dos super favoritos, Estados Unidos, divulgarem a lista de jogadores pré-convocados, chegou a hora da Argentina, uma das favoritas à conquista de uma medalha.

O grupo ainda não está fechado, pelo menos teoricamente, já que o treinador Julio Lamas confirmou a presença de oito atletas na competição, são eles: (está em espanhol, mas nada que ninguém não consiga entender)

Pablo Prigioni
Puesto: Base
Altura: 1,86
Fecha de nacimiento: 17/05/77
Lugar: Río Tercero, Córdoba
Equipo: Caja Laboral Vitoria (España) - ACB

Emanuel David Ginóbili
Puesto: Escolta
Altura: 1,98
Fecha de nacimiento: 28/07/77
Lugar: Bahía Blanca, Buenos Aires
Equipo: San Antonio Spurs (Estados Unidos) - NBA

Carlos Francisco Delfino
Puesto: Escolta
Altura: 1,98
Fecha de nacimiento: 29/08/82
Lugar: Santa Fe
Equipo: Milwaukee Bucks (Estados Unidos) - NBA

Hernán Emilio Jasen
Puesto: Escolta
Altura: 1,99
Fecha de nacimiento: 04/02/78
Lugar: Bahía Blanca, Buenos Aires
Equipo: Cajasol Sevilla (España) - ACB

Andrés Marcelo Nocioni
Puesto: Alero
Altura: 2,01
Fecha de nacimiento: 30/11/79
Lugar: Gálvez, Santa Fe
Equipo: Philadelphia 76ers (Estados Unidos) - NBA

Luis Alberto Scola
Puesto: Ala-pivote
Altura: 2,07
Fecha de nacimiento: 30/04/80
Lugar: Ciudad de Buenos Aires
Equipo: Houston Rockets (Estados Unidos) - NBA

Leonardo Martín Gutiérrez
Puesto: Ala-pivote
Altura: 2,00
Fecha de nacimiento: 16/05/78
Lugar: Marcos Juárez, Córdoba
Equipo: Peñarol (Mar del Plata) - LNB

Juan Pedro Gutiérrez
Puesto: Pivote
Altura: 2,05
Fecha de nacimiento: 10/10/83
Lugar: Nueve de Julio, Buenos Aires
Equipo: Obras Sanitarias (Capital Federal) - LNB

Além dos jogadores, Lamas escolheu a sua dupla de assistentes técnicos, que será composta por Gonzalo Garcia, treinador do Flamengo e Sergio Hernández, que volta à seleção.

Os principais adversários já começam a arrumar a vida para os jogos. E o Brasil, cadê?

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Planeta Cesta entrevista Federico Kammerichs, medalhista olímpico e agora jogador do Flamengo

O mês de dezembro será repleto de entrevistas aqui no blog, e depois de começar os últimos 31 dias do ano com chave de ouro, batendo um papo com Leandrinho Barbosa, jogador da seleção brasileira e do Toronto Raptors, da NBA, chegou a vez de um medalhista olímpico; O argentino Federico Kammerichs, que é um dos jogadores que integram a seleção "hermana" também conhecida depois de Atenas-2004 como a geração dourada. 

Kammerichs na festa de lançamento do NBB4

Vestindo a sua tradicional camisa número 15, Kammerichs desembarcou esse ano em território nacional e se tornou o primeiro jogador a ter uma medalha olímpica a disputar o Novo Basquete Brasil. Agora no Flamengo, Kammerichs quer ajudar à equipe a buscar novamente a hegemonia nacional. Confira a entrevista.

Planeta Cesta: Depois de seis rodadas no Novo Basquete Brasil, como você está vendo o campeonato? Já que até agora tudo tem sido tão novo para você.
Kammerichs: Estou contente porque aos poucos eu vou conhecendo a liga e também porque até agora nós só perdemos uma partida. Eu vou seguir trabalhando, dando o melhor para a equipe e estou muito feliz pelo jeito que as coisas vêm acontecendo até agora.
Planeta Cesta: O fato de o Gonzalo Garcia ser o seu treinador é uma vantagem nessa adaptação?
Kammerichs: É algo que vem me ajudando, já que trabalhamos juntos no último Pré-Olímpico das Américas e porque falamos o mesmo idioma. Nós compartilhamos um pouco os conceitos e as ideias de jogo e isso tem sido um fator muito importante na minha adaptação à equipe.
Planeta Cesta: Há muita diferença tática e técnica entre os campeonatos brasileiro e argentino ou o modo de jogar é igual?
Kammerichs: Não, não existe muita diferença, mas o que eu vi de diferente foi o ritmo de jogo. Na Argentina se joga com um pouco mais de controle de bola, valorizando a posse, e aqui no Brasil o jogo é muito mais dinâmico, tem muitos contra-ataques. Aqui o jogo não para, é ida e volta direto.
Planeta Cesta: Recentemente o Guilherme Teichmann foi diagnosticado com câncer nos testículos e teve que se afastar da equipe. Como o elenco rubro-negro recebeu essa notícia?
Kammerichs: Não foi nada agradável para todos receber essa notícia.  É uma lástima, mas agora só nos resta torcer e ajudá-lo nessa recuperação. Todos nós esperamos que tudo termine muito bem.
Planeta Cesta: Agora sem o Leandrinho, o Flamengo continua forte para brigar por tudo como vinha sendo pensado?
Kammerichs: É uma perda para o time porque ele é um grande jogador, mas nós sabíamos que isso uma hora iria acontecer e a diretoria estava ciente que a sua vinda era temporária. Sem o Leandrinho os planos continuam os mesmos, não vamos alterar em nada, pois temos um bom elenco e temos condições reais de brigar pelo NBB e pela Liga Sul-Americana.
Ao bater um papo com um medalhista olímpico, falar sobre seleção fica praticamente impossível, e apesar de faltar um certo tempo para o início dos Jogos de Londres, foi inevitável perguntar sobre a Espanha, que vem em uma crescente, ameaçando a “geração dourada” e sobre a expectativa para os jogos.
Planeta Cesta: Como vocês, argentinos, estão vendo o crescimento da Espanha na modalidade? Dá para dizer que ela veio para “substituir” essa geração argentina?
Kammerichs: Em uma Olimpíada ou qualquer outra grande competição, os Estados Unidos vão ser sempre os favoritos e agora com a Espanha não vai ser diferente. Eles têm excelentes jogadores , mas temos que ficar de olho também em outras equipes que vão vir forte, como a Lituânia e o próprio Brasil. Hoje em dia não há muita diferença entre as seleções de ponta. A princípio partem como os favoritos os Estados Unidos e a Espanha, mas existe um bom pelotão de equipes que podem se  tornar favoritas ao longo da competição.
Planeta Cesta: E a expectativa para os jogos, como está? Dá para beliscar novamente uma medalha?
Kammerichs: Nós temos uma grande equipe e temos condições de novamente brigar pelo pódio. Eu estou muito otimista para essas Olimpíadas e material humano para conseguir buscar mais uma medalha nós temos. Acredito que será uma grande campanha, assim eu espero.

É isso ai pessoal, esse foi Federico Kammerichs, jogador da seleção argentina e do Flamengo. Aguardem, em breve mais entrevistas vão rolar por aqui.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Dando o que falar - As palavras do "mão santa"

Oscar Schmidt esteve em Atlanta, na última olimpíada em que o basquete masculino esteve presente. Emocionado com a conquista, o ex-atleta ícone do basquete brasileiro e mundial falou sobre Rubén Magnano.


"O cara é um fenômeno, sabe muito de basquete e seu único defeito é ser argentino (risos). Não sei porque ele não é o treinador da seleção da Argentina. Ele aceitou o desafio de treinar o Brasil e trouxe um trabalho sério. Implantou uma nova filosofia de jogo com o qual o brasileiro não está acostumado, em que cada um joga um pouco, em que é preciso trabalhar a bola e tomou atitudes importantes como proibir o microfone durante o pedido de tempo", disse Oscar.

Sobre a possível convocação de Leandrinho e Nenê Hilário para Londres, o "mão santa", com a sua super língua afiada, como sempre, não fugiu quis saber de desconversar o assunto e disse:



"Não tenho poder para decidir, mas eu não levaria nenhum dos dois. Seria muito injusto com os meninos que sofreram e lutaram pela vaga. Em 1995, meu amigo Ary Vidal cortou o Israel e o Maury para levar dois reservas para Atlanta. E eu falei para ele que isso era errado. Eu só levaria o Anderson Varejão porque ele queria jogar o Pré-Olímpico, se apresentou e ficou junto da equipe. Só não foi porque realmente estava muito machucado."


Por fim, ele falou um pouco do coletivo do Brasil e da dupla de Marcelinho:


"A pressão, muitas vezes, prejudica o trabalho. E eu sei o que esses jogadores sofreram e também conheço a emoção de conquistar uma vaga olímpica. Fiquei muito emocionado após a vitória e mostramos que temos o melhor time do Pré-Olímpico. E descobrimos um líder dentro de quadra. O Marcelinho Huertas é um armador que lidera, que organiza, conversa com os meninos o tempo todo. Eles merecem essa vaga e fico muito feliz pelo Marcelinho Machado poder realizar o sonho de disputar uma Olimpíada"


As vezes o Oscar solta algumas pérolas, mas devo confessar que as palavras dele dessa vez foram sábias e de muito bom gosto. 



E ai leitor, concorda com o Oscar quando ele diz que a seleção não tem mais espaço para o Nenê e para o Leandrinho? Deixe a sua opinião na nossa caixinha de comentários.

domingo, 11 de setembro de 2011

Hoje tem mais Brasil e Argentina

O objetivo já foi alcançado por ambas as equipes, mas hoje elas voltam a se enfrentar no último jogo desse pré-olímpico. Essa final não tem muito nexo, já que o título fica sempre em segundo plano. Imaginem uma final entre Brasil e Porto Rico ou República Dominicana, seria totalmente sem graça, até mesmo a final de hoje poderia ser bem "mortinha" se não fosse por uma simples motivo; os argentinos devolverem a derrota sofrida diante da sua torcida.


Alguém tem dúvidas que os "hermanos" vão vir com tudo para cima do nosso selecionado, querendo vingar aquela dura derrota do dia 7 de setembro? 


Para a seleção brasileira vai ser um jogo de festa e sinceramente, nem podemos ser tão rigorosos assim e cobrar uma vitória hoje, mas que seria interessante ver a nosso time entrando com vontade de vencer seria, afinal a Argentina é um ótimo teste para as olimpíadas de Londres.


Sobre a partida, Marcelinho Huertas comentou:


“Mesmo com a comemoração, vamos entrar para ganhar. Sabemos que não vale muita coisa, mas ganhar é sempre bom. Ainda mais se pudermos ganhar deles aqui dentro de novo, seria o máximo para fechar com chave de ouro."


A partida vai ser disputada às 21:15 (Horário de Brasília)

sábado, 10 de setembro de 2011

Provavelmente o Brasil é o único que vai à semi com time completo

Um longo período de preparação foi fundamental para que o selecionado de Rubén Magnano chegasse até essa fase sem sofrer com nenhuma lesão. Se na fase de que antecedeu o pré-olímpico perdemos os alas Diego e Arthur Belchior e tivemos que ter muito cuidado com Tiago Splitter, que vinha de lesão, agora a situação está favorável para o time brasileiro.


Dos quatro times que disputam às semifinais de hoje, apenas nós podemos dizer que com certeza vamos com o time completo. A seleção argentina perdeu, no jogo contra o Brasil, o ala Andrés Nocioni logo no primeiro lance da partida, quando o jogador torceu o tornozelo direito na disputa de bola. Porto Rico teve o desfalque do pivô Daniel Santiago, que sofreu uma fascite plantar no pé direito. Ambos os jogadores são dúvidas para a partida de logo mais, às 21:15.

O adversário do Brasil na noite de hoje foi o que mais sofreu com a perda de um jogador. Diante do Panamá, o principal armador dominicano, Edgar Sosa, sofreu nos últimos segundos da partida uma fratura exposta na perna direita, após cair de mau jeito depois de uma infiltração. Dai em diante, foram três jogos e apenas uma vitória da seleção dominicana.


Além de estar completo, o Brasil é o que vive a melhor fase: são cinco vitórias seguidas.


Vamos torcer para que nenhum jogador venha a se machucar e que o retrospecto do nosso adversário pela vaga olímpica piore mais ainda.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Brasil x Argentina: Hoje é o dia da vingança

É impossível não se lembrar do último confronto contra os "hermanos". Coincidência ou não, o jogo foi a exatamente um ano atrás (07/09/2010) pelo mundial da Turquia, e o pivô Luis Scola e seus 37 pontos acabaram com o Brasil naquela ocasião. O jogo terminou 93 a 89 para a seleção argentina, e nesse jogo nós tínhamos Varejão e Leandrinho ao nosso lado, dessa vez esses dois jogadores estão de fora. (Quem não se recorda ou quer rever os melhores momentos, o vídeo segue abaixo.)


Hoje as duas equipes voltam a se enfrentar, às 18:00 e o Brasil tenta quadrar um tabu de 16 anos sem vence-los em uma competição importante. De lá para cá foram 8 jogos e 8 derrotas. A seleção brasileira tem uma chance de ouro para se vingar derrotas sofridas ao longo desses 16 anos, pois além de estarmos comemorando o nosso dia da independência (na verdade nem comemoramos tanto, mas isso já é outra história), podemos derrotá-los dentro de sua própria casa, o que daria uma moral imensa para nós no restante da competição.

Os quatro semifinalistas do pré-olímpico de Mar del Plata já estão definidos

Com os resultados de hoje, as quatro equipes que disputarão a fase semifinal, que vai determinar quais serão os dois times classificados para às olimpíadas de Londres, já ficou definido. Como já era de se esperar, Argentina, Brasil, Porto Rico e República Dominicana são os classificados.


Agora a briga da nossa seleção é para conseguir ficar melhor colocada entre os quatro para tentar fugir de um confronto direto contra os "hermanos", o que não seria nada bom. É bem verdade que um time que busca um título e/ou uma vaga olímpica não tem que ficar escolhendo adversários, mas vamos ser coerentes e reconhecer que mesmo continuando sendo uma pedreira, é bem melhor enfrentar a República Dominicana ou Porto Rico do que a Argentina, que além das grandes estrelas do basquete mundial, ainda contam dessa vez com o apoio da sua fanática torcida.


A classificação para a semi nós já conseguimos, agora vamos torcer para que as boas atuações da nossa seleção volte a acontecer nessa reta final de segunda fase, para que o nosso caminho até Londres seja menos turbulento.

domingo, 4 de setembro de 2011

Aprendendo com o Panamá

Scola teve dificuldades para conter os panamenhos
No último jogo da seleção Argentina na primeira fase, todos pensavam que o Panamá seria um presa fácil e que Manu e companhia dariam um show em quadra, mas não foi bem assim. 


Ao contrário de Porto Rico, que escolheu jogar de igual para igual contra os donos da casa e, fazendo um jogo "suicida" (com arremessos de três pontos como referência) acabou sendo sucumbindo pela falta de pontaria dos 2 últimos quartos, a equipe panamenha assumiu a sua falta de técnica e foi fazendo um jogo muito pensado, rodando bem as bolas, jogando dentro do garrafão (isso deu muito trabalho pra Scola e Oberto), enfim, um jogo muito coletivo e de precaução, sem precipitar arremessos e tentando apenas 9 bolas da linha de três pontos durante toda a partida.


É bem verdade que eles saíram derrotados com uma diferença de 19 pontos (90 a 71), mas credito isso à falta de preparo físico para manter o ritmo que vinha muito bem no primeiro tempo. Aliás, a equipe visitante foi para o intervalo na frente do marcador, com 39 pontos, contra 38 dos argentinos.


Essa é uma partida que a seleção brasileira tem que assistir por diversas vezes e aprender com os panamenhos que o melhor a ser feito contra os hermanos é jogar lá dentro da área pintada, sem queimar muitos arremessos de fora e rodando bastante a bola, coisa que nós não fizemos até agora nesse pré-olímpico.


Esse é o jogo que temos que fazer no dia 7 de setembro, quando enfrentamos a Argentina às 18:00, caso contrário, aquele último 7 de setembro pode voltar a nos assombrar. (Pra quem não lembra, Brasil e Argentina se enfrentaram ano passado na mesma data e os nossos maiores rivais deram uma aula de basquete  e de quebra nos eliminou do mundial.)

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

"Os jogos" dessa primeira fase do pré-olímpico

A seleção brasileira e a Argentina tiveram ontem o seu dia de folga e puderam aproveitar essa pequena pausa no calendário para treinar, corrigir os erros cometidos nas duas primeiras partidas e aprimorar o que deu certo.


O descanso feio em boa hora para ambas as equipes, pois hoje elas farão os seus jogos mais complicados na teoria, contra os únicos adversários que realmente podem incomodar na competição. O Brasil, comandado por Rubén Magnano, enfrenta a República Dominicana às 18:00 buscando manter os 100% de aproveitamento e a liderança de isolada do grupo "A". Ginóbili e companhia medem forças contra a boa seleção de Porto Rico, que conta com Carlos Arroyo e Barea (atual campeão da NBA com Dallas Mavericks) às 20:30 e terão um grande aliado para a disputa: a torcida.


O adversário do Brasil de logo mais, apesar de ter sido derrotado pela equipe canadense na noite de ontem (73 a 72) é uma equipe muito forte ofensivamente, tendo Al Horford (foto), Francisco Garcia e Charlie Villanueva com os seus principais jogadores (todos os três atuam na NBA). Além desses três atletas, tem um que também é muito conhecido pela torcida brasileira; Ronald Ramon, jogador do Winner Limeira, do NBB.

Uma vitória hoje é essencial para conseguirmos uma boa sorte na próxima fase, já que o nosso adversário seguinte será Cuba, o saco de pancadas do grupo. Ou seja, uma vitória nessa noite é a certeza de que vamos para a segunda fase invictos, o que é muito importante, pois os resultados são levados para a próxima etapa do torneio.


“A tendência é de mais um jogo duro, como vem sendo a tônica da nossa chave. Esperamos manter a mesma mentalidade defensiva apresentada na partida anterior”, avalia Magnano.


Na outra partida importante dessa fase, a invencibilidade do grupo "B" está em jogo, já que Porto Rico venceu os seus três confrontos e a seleção argentina acumula duas vitórias em dois jogos.


E ai leitor, quem você acha que vence os jogos de hoje? Deixe sua opinião na nossa caixinha de comentários.

Dando o que falar - "Hermanos" comentam as suas atuações

“Tivemos mais uma grande atuação contra o Uruguai. É um grande momento para o nosso grupo, jogando diante de nossa torcida pela primeira vez em um torneio. Todos estão aproveitando seus minutos em quadra e estamos encarando cada jogo como se fosse uma final. Jogaremos assim todas as noites”., afirmou Andres Nocioni.


“Fomos impecáveis, principalmente na questão defensiva. Quando você limita um adversário da maneira como fizemos, não existe a chance de perder. Além disso, temos um grande potencial ofensivo, não dependemos de apenas um jogador. Se defendermos desta maneira, as coisas serão simplificadas”, disse Manu Ginóbili (Foto), que complementou: “Estou tranquilo. Temos vários pontuadores como Scola, Nocioni, Gutierrez. O mais importante é mantermos a intensidade na quadra. É um campeonato de 10 jogos em 12 dias e não temos mais 25 anos”


Os argentinos não estão querendo se gabar, realmente as atuações do seu coletivo tem sido excelentes até o momento, mas também pesa o fato da seleção ainda não ter enfrentado adversários fortes no cenário sul-americano. Hoje será um bom teste para Ginóbili e companhia, que enfrentam a boa seleção de Porto Rico, às 20:30.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Argentina faz o seu papel e vence com facilidade o Paraguai

Ginóbili passa sem dificuldades porPérez
Os donos da casa não tiveram dificuldades para derrotar a seleção paraguaia na sua estréia no pré-olímpico. Os "hermanos" começaram de maneira arrasadora e com uma defesa praticamente perfeita, abriram logo 10 a 0 nos primeiros minutos( 8 pontos do Scola) e terminaram o período com 27 pontos, contra apenas 8 dos paraguaios.


O jogo foi dominado do início ao fim por Manu Ginóbili e companhia, que fecharam a partida em fáceis 84 a 52. Percebendo que o adversário não traria perigo, o técnico Julio Lamas optou por poupar Fabricio Oberto e Carlos Delfino, ambos se recuperando de lesão.


Agora, os donos da casa voltam a se apresentar para sua torcida amanhã, às 18:00, contra o Uruguai.


Nas outras duas partidas do dia, a República Dominicana derrotou Cuba por 90 a 60 e Porto Rico venceu o Panamá por 99 a 66.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Manu Ginóbili faz elogios ao atual elenco argentino


Se preparando junto à seleção argentina para o pré-olímpico das Américas, que será disputado em Mar Del Plata, o ala/armador do San Antônio Spurs, Manu Ginóbili disse recentemente que está muito orgulhoso do elenco atual e que todos estão confiantes quanto ao título.

“Nunca fiz parte de um time como este, onde todos estão lutando pelo mesmo objetivo com muito trabalho de equipe. Estamos todos orgulhosos de fazer parte disto. É uma grande honra, um grande prazer representar o nosso país. Os jogadores que são estrelas nos seus clubes vem aqui e deixam os seus egos de lado. É isto que eu admiro”, declarou a principal estrela da seleção.

Além de Manu Ginóbili, o selecionado de Julio Lamas irá contar com estrelas como: Fabricio Oberto, Andrés Nocioni, Luis Scola e Carlos Delfino. Com jogadores como eles, resta alguma dúvida do por que deles serem reconhecidos como um dos melhores times do mundo na atualidade?

A luta pelo título do pré-olímpico e da classificação para as olimpíadas de Londres começa no próximo dia 30, contra a seleção paraguaia.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Oberto está pronto para a "Guerra"

O veterano pivô argentino tinha anunciado sua aposentadoria por conta de uma arritmia cardíaca, lembram?

Se dizendo recuperado do problema, Fabricio Oberto se pôs a disposição da seleção argentina para a disputa do pré-olímpico de Mar-del-Plata, e no início dessa semana deu a seguinte declaração:

“De acordo com os resultados dos testes, sou capaz de voltar a praticar o basquete com segurança. Eu tive um longo período de inatividade e por isso vou me esforçar ao máximo para chegar ao torneio com uma condição física adequeada.”

Será que o argentino campeão olímpico (2004 em Atenas) e da NBA (2007 com o Spurs) vai conseguir estar 100% fisicamente até o início do pré-olímpico?

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Argentina pode "reforçar" a seleção brasileira

Sem sombra de dúvidas que a seleção argentina é a grande favorita para vencer esse pré-olímpico das Américas. É claro que o fator casa irá influenciar os “hermanos”, mas esse não é o principal motivo para a Argentina ser considerada favorita. Com os astros da NBA (Luis Scola, Manu Ginobili, Carlos Delfino e Andrés Nocioni) o selecionado do técnico Julio Lamas se torna praticamente imbatível, mas essa história pode mudar até o início do torneio.

Em entrevista concedida ao jornal esportivo “Olé”, Luis Scola, pivô do Houston Rockets admitiu que sem o pagamento do seguro por parte da confederação argentina ele não irá treinar.

“Vou me apresentar no dia 29 com a seleção. Mas sem o seguro, não vou treinar. Esta é a minha preocupação. Manu Ginobili, Carlos Delfino e Andrés Nocioni se encontram na mesma situação.” - Declarou.

Luis Scola disse ainda que não pretende pagar o seguro do próprio bolso e que existe sim o risco dos atletas que atuam na NBA ficarem de fora do torneio.

“Não é justo que eu pague. Tudo o que nós precisamos é de um seguro para que não tenhamos nossos contratos afetados em caso de lesão.”

É claro que seria uma grande pena para nós não podermos ver esses grandes jogadores em quadra pelo pré-olímpico, o nível técnico cairia bastante, isso se nós pensarmos no torneio. Mas se pensarmos em seleção brasileira isso é maravilhoso, deixaria o Brasil com mais chances de conquistar o título. Pensar no vice- campeonato e na classificação para as olimpíadas da Londres, no ano que vem já seria o suficiente, mas se realmente a Argentina for desfalcada, o título passar a ser um sonho também.

Resta agora cruzarmos os dedos e ver se as declarações de Scola se confirmam.