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quarta-feira, 30 de maio de 2012

Invencível, Spurs chega a 20° vitória seguida e complica a vida do Oklahoma City Thunder

Dupla francesa comemora mais uma vitória nos playoffs
Alguém tem que avisar para Gregg Popovich, Tony Parker e companhia, que a série contra o Oklahoma City Thunder é final de conferência oeste, é uma série onde tudo mundo espera equilíbrio, jogos emocionantes e disputados até o último minuto. Alguém fala isso para o San Antonio Spurs, que não está respeitando essa regra e, dominando o jogo dois inteiramente, passeou contra os comandados de Scott Brooks, que chegaram a praticar a tática "Hack-a-Splitter", mas não conseguiram evitar o inevitável, perdendo por 120 a 111, na vitória de número 20 de forma seguida do time texano, sendo 10 nos playoffs, mantendo os 100% de aproveitamento na pós-temporada.


Se o Thunder não conseguir para as infiltrações de Parker, a situação não mudará


Depois do jogo um, o que se esperava assistir no AT&T Center era uma partida novamente equilibrada, mas o Spurs corrigiu os erros do jogo anterior e novamente contou com um argentino narigudo vindo muito bem do banco, para fazer a opinião de muitos, que diziam que essa série só seria decidida em sete jogos, começar a se dissolver, com os mais radicais, chegando a dizer que uma varrida seria algo possível. Não sou louco, mas concordo com a opinião dos extremistas, muito pelo o que o Spurs vem fazendo nesses últimos 20 jogos e muito mais pelo que apresentou na noite de hoje.


Ginóbili vibra muito após importante
cesta de três pontos
O tal argentino narigudo que citei acima é Manu Ginóbili (foto), que deixou 20 pontos e 4 assistências em quadra, contribuindo e muito para o bom resultado, mas deixando o papel de protagonista da noite para outro gringo, o francês Tony Parker, que fazia infiltrações pelo meio da defesa adversária como se fosse eu jogando contra uma criança. No total, foram 34 pontos, 3 rebotes e 8 assistências para o armador. 


Nessa conta de sucesso do time de Gregg Popovich, soma-se mais 11 pontos, 12 rebotes e 6 assistências de Tim Duncan e mais 18 pontos e 10 rebotes do Kawhi Leonard, que está jogando um bolão, fazendo, sem dúvida, o Indiana Pacers, time que o draftou e o trocou na mesma noite, chorar.


O Spurs foi e é mais time, provando isso ao superar com facilidade um jovem trio que teve Russell Westbrook com 27 pontos, 7 rebotes e 8 assistências, Kevin Durant, com 31 pontos, 5 rebotes, 5 assistências, 3 roubos de bola e 2 tocos e James "Barba" Harden, que fez um partidaço, acertando 10-13 FG para fechar com 30 pontos, 7 rebotes, 4 assistências e 2 roubos de bola.


O domínio da equipe texana foi tanto, que no terceiro período Scott Brooks não pensou duas vezes em utilizar a tática "Hack-a-Shaq" no brasileiro Tiago Splitter ("Hack-a-Shaq" é quando um time escolhe o pior jogador em lances livres da equipe adversária para fazer faltas propositalmente, para que ele erre o máximo e assim, tentar diminuir a diferença, que não está diminuindo no basquete jogado), que foi à linha de lances livres 10 vezes em um minuto, acertando cinco deles. Nessa altura, quando o "Hack-a-Splitter" começou a ser usado, o placar apontava 84 para o San Antonio Spurs e 66 para o Thunder, que viu nessa alternativa a única para tentar evitar uma derrota não humilhante, que nessa altura do campeonato já se tornou uma palavra muito forte, mas uma derrota que tiraria a moral da equipe para o restante do confronto.

Essa foto ilustra a situação
 do Thunder na série
No total, Tiago Splitter cobrou 12 lances livres, convertendo seis deles e terminando com 8 pontos e três assistências, em uma noite de passes açucarados do brasuca.


Grande vitória do Spurs, que complicou de vez a vida do OKC, apesar do dois próximos jogos serem disputados no Chesapeake Energy Arena, dia 31 (amanhã) e dias 02 de junho, mesmo dia da final do Novo Basquete Brasil.


A série ainda está em aberto, e o Thunder tem time para tentar reverter a situação. Mas, para mim, já ficou claro que será o campeão do oeste e da NBA este ano.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Oklahoma City Thunder e suas pedras no sapato

Se o Oklahoma City Thunder já está preparado para ser campeão da NBA eu ainda não sei, mas que é um grande elenco e que está preparado para ir à final da liga, isso eu tenho certeza.


Esse é o segundo ano consecutivo que o jovem time do OKC tem a chance de ser campeão da conferência oeste e disputar o título de campeão mundial, como os americanos reconhecem. Mas, pelo segundo ano consecutivo, uma pedra no sapato pode fazer com que Kevin Durant e companhia novamente fiquem no quase do Oeste.


Ano passado foi o Dallas Mavericks, que foi mais time e não só desbancou os comandados de Scott Brooks como foi campeão da NBA. Esse ano, ninguém parecia impedir o OKC, até que o San Antonio Spurs surgiu com a sua sequência de vitórias esmagadoras para ser a nova pedra no sapato do adversário.


'Manu saiu do banco para ser o cestinha
da equipe
Na noite de ontem, o primeiro da final conferência, o que se viu em quadra foi simplesmente um jogão de bola, do melhor nível, onde, quem piscasse, veria o adversário abrir vantagem.


Com sua velocidade característica, que será muito mais explorada contra um time que possui bastante veteranos, e uma defesa afiada nos dois primeiros períodos, o OKC ensaiou derrotar o Spurs depois de 18 jogos de invencibilidade do time de Gregg Popovich, chegando a fazer a equipe da casa desperdiçar 16 bolas no total, sendo 11 delas só nos dois primeiros quartos, com quatro roubos de bola de Thabo Sefolosha nos 12 minutos iniciais, que, no final de tudo, acabou ficando só com 4 roubos mesmo.


Mas o Spurs tem Tony Parker, que fez 18 pontos, pegou 8 rebotes e deu 6 assistências, tem também Tim Duncan, que deixou 16 pontos, 11 rebotes e duas assistências em quadra. Mas e James Harden, jogador do OKC, eleito o melhor sexto homem da temporada? Não, um certo argentino narigudo foi o sexto homem da partida (experiência conta, né). Manu Ginóbili teve 26 pontos, 5 rebotes e três assistências, sendo além do cestinha da equipe, o líder dos jogadores do banco do time texano, que marcou 52 pontos com os reservas, enquanto o Thunder fez 37 graças aos 19 pontos de Harden e aos 13 de Derek Fisher, que adora um jogo de playoffs. O ex-jogador do Lakers entrou muito quente em quadra, acertando 6 arremessos de 8 tentativas.


Jogo 2 promete ser na mesma intensidade da primeira partida
Só para registrar, Kevin Durant teve 27 pontos, 10 rebotes, 4 assistências e 3 tocos.


No final da contas, o garrafão acabou fazendo muita a diferença. Com uma dupla muito boa defensivamente, mas que não contribui no ataque, Perkins e Ibaka tiveram 5 pontos cada, enquanto Duncan e Diaw anotaram 24 pontos, sendo 16 de Duncan e 8 do francês.


Pontos dentro do garrafão foram 50 para os donos da casa contra 26 dos visitantes, um passeio dentro da área pintada. Rebotes foram 50 para o Spurs, sendo 12 ofensivos, contra 43 do OKC, com 9 ofensivos.


Foi um baita jogo, com o Spurs largando na frente e chegando a sua 19° vitória seguida, igualando o recorde da NBA na pós-temporada. Nos playoffs foram 9 jogos e 9 vitórias. 


Ainda há muita coisa para acontecer, em uma série que promete ir até o jogo 7 (tomara). 


E ai, será que o Thunder vira e vai à final da NBA ou então terá que carregar mais uma pedra no sapato?

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Uma noite para o Utah Jazz esquecer

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Depois de perder o jogo um da série contra o San Antonio Spurs, que acabou 106 a 91 para os donos da casa, o Utah Jazz novamente foi até o AT&T Center para enfrentar o time do treinador Gregg Popovich, eleito o melhor técnico da temporada. A atuação do Jazz nos dois primeiros períodos já deixou bem claro como a noite terminaria para o time de Salt Lake City, que converteu 11 arremessos de 47 tentados nos dois primeiros períodos, com uma atuação muito ruim principalmente do time titular, que chutou 9-31, levando a equipe de Utah com uma desvantagem de 25 pontos para o intervalo, tendo feito 28 e sofrido 53.


Nesse lance Parker acabou levando a pior. ECA
Foto: Eric Gay/ AP
Com esse retrospecto o jogo só poderia terminar em goleada, que foi o que aconteceu, com o San Antonio Spurs dando uma surra e vencendo por 114 a 83, mesmo com os seus principais jogadores não tendo um tempo de quadra muito elevado.


Definitivamente essa foi uma noite para ser esquecida pelos torcedores o Utah Jazz e pelo próprio time, é claro, que encerrou o jogo tendo chutado horríveis 31-90, sendo um de seis da linha de três pontos, para ficar com um percentual de acertos de 34.4%, com 57.3% dos adversários, que foram muito mais competentes e mataram 47 bolas dos 82 tentos, sendo 10-22 dos três pontos, mas deve ser ressaltado que houve uma queda de rendimento no time texano após o intervalo, já que nos dois primeiros períodos foram sete bolas de três pontos de 14 tentadas.


Os titulares de Tyrone Corbin terminaram o confronto com 17-52 FG, com destaque negativo para Gordon Hayward, que fez 3-10 e Al Jefferson, com seus 5-15. Lá no twitter eu cheguei a falar bem do Josh Howard, que até então estava com 3-3, mas foi só eu falar dele que parece que a mão do cara esfriou, terminando com 3-9.


O rendimento ofensivo do Jazz foi algo para se apagar da memória
O Spurs venceu, quer dizer, humilhou o Utah Jazz na noite de hoje, com destaque para Tony Parker, com 18 pontos (6-10 FG), 4 rebotes e 9 assistências, DeJuan Blair, que anotou 10 pontos (5-8 FG) e ainda pegou mais sete rebotes e claro, Tim Duncan, que adora jogar quietinho e sair de quadra com números de assustar. Dessa vez "o mito" teve 12 pontos e 13 rebotes. 


Como já falei lá em cima, foi uma vitória sensacional, com Gregg Popovich não pedindo muito do físico de seus principais jogadores. Para se ter uma ideia, no badalado trio formado por Tony Parker, Manu Ginóbili e Tim Duncan, o francês jogou 27:43min, o argentino pouquíssimos 18:50min e o americano 26:57min.


É claro que a vantagem nos dois primeiros períodos ajudaram nesse tempo menor de quadra para eles, afinal, não era necessário manter os pilares do time, que já são veteranos, por muito tempo em um jogo que, no primeiro período, já dava a entender que acabaria cedo.


Utah agora vai fazer os seus dois jogos, em sequência, que tem direito na EnergySolutions Arena, provavelmente só para cumprir a tabela, porque, com essas duas primeiras derrotas, até o torcedor mais fanático sabe que não pode esperar algo muito melhor do que um quatro a zero na série.

Gregg Popovich é melhor técnico do ano, justo!

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O principal concorrente de Gregg Popovich na disputa para melhor treinador do ano era Tom Thibodeau, que vem fazendo um belo trabalho no Chicago Bulls, principalmente no quesito defesa, sua especialidade, mas nessa temporada o título foi para o comandante do Spurs, que teve uma linda campanha na temporada regular, com 50 vitórias em 66 jogos, ficando com o topo da concorrida conferência oeste pela segunda vez seguida.


O trabalho de Gregg nesse ano não pode ser avaliado apenas por números. Ele vem sabendo mesclar muito bem os seus veteranos com os atletas mais jovens, criando a fórmula do sucesso que coloca o Spurs como um dos principais favoritos ao título da temporada.


No final da regular season, os seus comandados não apenas venciam, mas pisavam na cabeça dos adversários, conseguindo uma campanha de 15-2 no mês de abril, vencendo o Los Angeles Lakers por duas vezes e, nos dois compromissos, anotando mais de 110 pontos.


Esse é o Spurs dessa temporada, um time que está voando e, que na noite de hoje, pode encaminhar a sua classificação para a segunda rodada dos playoffs, caso vença novamente o Utah Jazz, no jogo que acontecerá no AT&T Center, às 20h.


San Antonio Spurs voando e Gregg Popovich com o prêmio de melhor treinador do ano. Na outra vez que isso aconteceu (2002/2003) a equipe foi campeã. Só para lembrar!