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quinta-feira, 12 de julho de 2012

Miami Heat fica mais forte a cada temporada

Depois da formação do trio LeBron James, Dwyane Wade e Chris Bosh, que se uniram para conquistar vários anéis de campeão a qualquer custo, parecia que o time do Miami Heat não teria mais para onde crescer, mas a franquia da Flórida está mostrando que sim, que ainda tem como ser mais forte ainda.


O título não veio no primeiro ano. Um campeonato depois, chegou Shane Battier, um dos especialistas em defesa da liga, para ajudar o time a entrar nos prumos defensivamente. Deu certo, tão certo, que Shane Battier, em sua primeira final de NBA, não só cumpriu bem o seu papel como fez mais, ajudando e muito no ataque, com 11 bolas de três pontos na série contra o Oklahoma City Thunder, para garantir o seu primeiro título, o primeiro título de LeBron James, o primeiro depois da união das estrelas.


Com esse quarteto e mais o "ganho" de Mário Chalmers e Mike Miller, que mostraram o melhor de seus jogos nas finais, parecia que Pat Riley, GM do Heat, já tinha o seu time imbatível nas mãos, mas ele quer mais.


Para essa temporada o Miami Heat trouxe dois excelentes jogadores para reforçar o seu time quase que imbatível. Ray Allen, maior gatilho de três pontos da história da NBA estava se sentindo pouco importante em Boston, então Miami fez bem seu trabalho, o acolheu e mostrou como pode ser peça fundamental para a franquia, com LeBron James declarando que adoraria jogar ao lado dele. Pronto, era tudo o que Ray-Ray queria. Ele aceitou a oferta, que foi menor do que a do Celtics e agora está junto com LeBron e companhia na tentativa levar a franquia à terceira final seguida da NBA e conquistar segundo título consecutivo.


Lewis e Allen atuaram juntos pelo Seattle SuperSonics

Outro jogador de alto nível que chegou foi Rashard Lewis, de 32 anos, que assinou por uma pechincha, o famoso contrato para veteranos, que irá render para o jogador US$ 1.35 milhões na temporada nessa temporada, com o segundo ano de contrato sendo opção do jogador.


Lewis, que está na NBA desde a temporada 1998-1999, têm médias de 45.4% de aproveitamento de dois pontos e 38.8% nas bolas de três, nos 934 jogos que já participou.


Agora o Heat está desafiando a lógica da NBA, que ensinou que mais importante do que um anel de campeão, era a sua lealdade à franquia.


Com seu trio, a equipe cada ano que passa vai conseguindo mais excelentes jogadores, todos veteranos, loucos para dar a sua parcela de contribuição e sair com um título ao final da temporada.


Aprontem-se, essa temporada poderemos ver um time histórico em quadra.


Leia mais


Torcida do Celtics (no Brasil) faz tempestade em copo d'água após saída de Ray Allen


Enfim, LeBron


Shane Battier: O gatilho de 3 pontos da final da NBA

O que você preferiria: Ser destaque em uma equipe com poucas chances de título ou ser campeão sem jogar?

domingo, 8 de julho de 2012

Torcida do Celtics (no Brasil) está fazendo tempestade em copo d'água após saída de Ray Allen

Não sei como os torcedores americanos do Boston Celtics estão reagindo com a saída de Ray Allen, que trocou o time de Massachusetts pelo Miami Heat, mas, aqui no Brasil, choveu no twitter críticas ao jogador, dizendo que ele traiu a equipe, que deveria ter ficado, que sempre foi um bacaca, enfim.


Quem lê esse blog sabe que eu sou torcedor do Boston Celtics, mas tudo tem limites, né? 


Como assim Ray Allen traiu o time? Ele era agente-livre, o nome já diz tudo, poderia ir para onde bem entendesse. Na temporada passada ele teve seu nome envolvido em negociações por duas vezes, jogou mesmo não estando 100%. Não dá para entender. 


O Boston deu muito à ele, é verdade, mas ele também deu muito para Boston, com suas bolas de três pontos que tantas vezes nos fez comemorar antes mesmo dela cair, pois confiávamos em seu arremesso, principalmente aquele no cantinho da quadra, quase no final dela.


Ray Ray nos deu muitas alegrias, assim como os torcedores e a franquia já deu muitas alegrias à ele também. Agora, é vida que segue galera.


Como já falei, ele teve seu nome envolvido em trocas, perdeu espaço para o jovem e bom Avery Bradley e mais, o Celtics contratou Jason Terry, um jogador que também tem um bom tiro de três, inclusive, conseguindo criar o seu próprio arremesso, coisa que não era muito a do agora ex-camisa #20 do Celtics. O que não deveria estar passado na cabeça de Ray Allen? Provavelmente que seria menos importante do que já foi um dia.


A proposta para ele ficar era boa, já que Danny Ainge havia oferecido US$ 12 milhões por duas temporadas, inclusive, proposta melhor do que a do Heat, que irá pagá-lo US$ 9.7 milhões por três temporadas.


Sinceramente, Ray Allen foi fiel ao time, fiel aos torcedores, não permanecendo na equipe simplesmente por que ela o pagaria mais. Ele quis sair, saiu, fez a vontade dele, mesmo sabendo que irá ganhar menos em termos de dinheiro, mas poderá ganhar mais em termo de títulos.


Não foi simplesmente a saída dele que fez os torcedores ficarem revoltados, foi a escolha por uma franquia que atualmente é a maior rival do Celtics, ou os torcedores o chamariam de traidor se ele tivesse ido para uma outra equipe qualquer, que não fosse o Miami Heat ou Lakers? Claro que não!


Torcida verde, na boa, para de fazer tempestade em copo d'água. O time é bom, manteve Garnett, renovou com Brandon Bass, terá Jeff Green, que volta após perder uma temporada por problemas cardíacos, sem contar que tem Paul Pierce, Rajon Rondo e agora Jason Terry. Está ruim? Ah, por favor.

domingo, 10 de junho de 2012

O último jogo do verdadeiro trio de ferro?

A derrota do Boston Celtics para o Miami Heat, na noite de ontem, pode ter sido um jogo histórico, não somente pelo segundo título consecutivo do time da Flórida, mas, principalmente, pelo fato de talvez ter sido a última partida de Paul Pierce, Ray Allen e Kevin Garnett juntos, já que Pierce é o único que ainda possui contrato com o time treinado por Doc Rivers.


Desde 2007, foram 93 jogos de playoffs, sendo o trio que mais jogos fizeram na fase mata-mata, vencendo 11 séries, chegando à duas finais de NBA, uma final e duas semifinais de conferência, conseguindo dois títulos do leste e um da NBA, para ficar, definitivamente, na história da franquia mais vencedora da liga.


Garnett está com 36 anos e começou a sua trajetória vitoriosa no melhor basquete do mundo na temporada 1995-1996, quando registrou médias de 10.4 pontos, 6.3 rebotes, 1.8 assistências, 1.1 roubos e 1.6 tocos, em 28:41 minutos em quadra, nas 80 partidas pelo time que o draftou, o Minnesota Timberwolves (5° escolha), onde permaneceu por 11 anos, saindo justamente para ir para o Celtics.





Ray Allen, o maior gatilho de três pontos da história da NBA, completará 37 anos no dia 20 de julho (um dia depois do meu aniversário). Ray Ray começou a jogar profissionalmente no campeonato de 1996-1997, quando foi, assim como KG, a quinta escolha do Minnesota Timberwolves, onde não chegou a disputar nenhum jogo, sendo enviado direto para o Milwaukee Bucks, atuando por 82 jogos em sua temporada de calouro, ficando em quadra por 30:53 minutos e conseguindo 13.4 pontos, 4 rebotes e 2.6 assistências por partida.





Contra o Heat, talvez tenhamos visto o último jogo do Big Three, talvez até o jogo que marcou a aposentadoria de um, ou até dos dois, mas, sinceramente, acho cedo para esse sensacional trio se desfazer. Pelo que mostrou nesses playoffs e por tudo que já fizeram com a camisa verde, Ray Allen e Kevin Garnett têm vaga nesse time com certeza. Talvez, quem sabe, aceitando fechar contrato com valores mais baixos, não tenhamos duas excelentes peças para dividir tempo de quadra com os possíveis reforços que virão para às posições?


Fica a expectativa pelo futuro de Boston.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Boston Celtics terá pulmão para vencer o jogo 3?

O Miami Heat fez bem o papel de casa nas duas primeiras partidas da final da conferência leste e abriu dois a zero na série, deixando o Boston Celtics em situação complicada. Mas o time de Doc Rivers vendeu caro a derrota no segundo confronto, levando o jogo para prorrogação, perdendo por 115 a 111.


Rajon Rondo não descansou no jogo 2
Depois do jogo um, que o Miami Heat não teve dificuldades para levar a melhor, eu havia dito que para o Boston Celtics ganhar do time da Flórida tinha que jogar o seu 100%, já o time comandado por Erik Spoelstra não precisava jogar tudo o que sabia para poder abrir vantagem dentro do jogo. Bem, a segunda partida foi totalmente contrária em termos de equilíbrio, mas o que eu falei no jogo um voltou a acontecer.


Rajon Rondo, o melhor armador da NBA, teve que jogar a partida inteira, totalizando 53 minutos em quadra e anotando 44 pontos, pegando 8 rebotes e dando 10 assistências para sua equipe conseguir fazer frente ao Heat. 


Ray Allen ficou em quadra por 43 minutos, Kevin Garnett jogou 45 e Paul Pierce 43 minutos. O único titular que teve um bom tempo de descanso foi Brandon Bass, que ficou 29 minutos atuando. 


Do quinteto titular do Boston Celtics, três jogadores são veteranos, enquanto o Miami Heat tem em sua base um elenco jovem e saudável, puxados por duas estrelas da liga, um baita defensor e um bom armador.


Pegue essa diferença de idade e some ao tempo de quadra de cada jogador. Com certeza veremos que o mais prejudicado nessa história é a equipe Celta.


Para se manter vivo na temporada, não poderá faltar energia ao Celtics
O jogo três (hoje, às 21h30) será de vida ou morte para Garnett, Rondo e companhia. O fator da casa será muito importante para a equipe tentar se manter viva na competição, já que uma nova derrota seria praticamente dar adeus à temporada 2011/2012.


Torcida e time para reverter essa situação o Boston Celtics tem, resta sabermos se, depois da louca maratona do jogo 2 e mais a viagem de volta, às quatro peças fundamentais do elenco terão pulmão para conseguir tal feito.

terça-feira, 29 de maio de 2012

Heat larga na frente em partida que deixou a desejar

São duas séries diferentes, duas conferências distintas, é verdade, mas, depois do jogo de ontem entre San Antonio Spurs e Oklahoma City Thunder, o que se esperava, no mínimo, era vermos algo do mesmo nível de emoção. Mas, em uma partida amarrada, principalmente no primeiro período, quando ambas equipes começaram errando muito e, em uma noite com pouca emoção, o Miami Heat venceu, sem dificuldades, o Boston Celtics, por 93 a 79, em um duelo que não me animou muito.


Lebron mais uma vez brilhou e ajudou sua equipe a vencer
Foto: Mike Ehrmann/ Getty Images
O Celtics pouco produziu, com Rondo tendo 8-20 FG, anotando 16 pontos, pegando 9 rebotes, dando 7 assistências e desperdiçando 4 bolas em absurdos 44 minutos de jogo. Ray Allen foi um desastre com seus 6 pontos, 1-4 FG e 3-7 nos lances livres. Pierce deixou 12 pontos e pobrinhos 2 rebotes e três assistências. No time verde, o único que teve uma noite que pode se considerar na média, pelo que vem fazendo, foi Kevin Garnett, que novamente anotou um duplo-duplo, fechando a partida com 23 pontos e 10 rebotes, jogando na única posição onde o Miami Heat está desfalcado, já que Chris Bosh ainda não tem previsão de volta.


Para o Celtics, parar a dupla LeBron e Wade era fundamental, mas complicado, tanto que missão não foi cumprida, permitindo 54 pontos (32 de James e 22 de Wade), 16 rebotes (13 para LeBron e 3 para Wade), 10 assistências (7 para Wade e três para LeBron) e 5 tocos (2 para Wade e 3 para LeBron) da dupla. Ai complica!


"Cão de guarda" do Heat jogou muito bem na primeira
partida da série final do leste
Grande vitória do Miami Heat, que teve muitos méritos defensivos, com Shane Battier (foto:Mike Ehrmann/Getty Images), fazendo o seu primeiro jogo da carreira em uma final de conferência, defendendo horrores, sendo recompensado com 10 pontos, 10 rebotes (8 ofensivos) e dois tocos, sendo um muito bonito em cima de Paul Pierce.


Defesa forte é sinônimo de tocos, ou seja, foram 11 bloqueios para os donos da casa contra apenas um do time de Massachusetts.


Depois de perder o primeiro período por 21 a 11, os comandados de Doc Rivers, que reclamaram bastante com a arbitragem, sofrendo três faltas técnicas, ainda esboçaram uma reação no quarto seguinte, vencendo por 35 a 25. Mas o grande problema para o maior campeão da NBA é que para ele encostar no Heat tem que dar o máximo de si, enquanto para o Heat abrir, basta imprimir um ritmo mais forte, sem necessariamente jogar tudo o que sabe, tanto é que às bolas de Mario Chalmers, sempre bem vindas nas boas vitórias, não caiu hoje, com o armador tentando seis arremessos sem acertar nenhum.


Chris Bosh faz falta, mas LeBron e companhia sabem lidar com isso. No Celtics, Ray Allen 100% e Avery Bradley também fazem muita falta, mas a diferença é que o nível cai muito sem os dois.


Grande vitória do Miami Heat, mas, por favor, não venham com esse argumento ridículo que o Boston Celtics não aguenta jogar uma série contra o Miami Heat por que o time é velho e sente o cansaço dos jogos. Por favor, isso não, é ridículo. Respeitem às lendas que o Celtics tem em quadra.


Boa noite


*Que foto linda que vocês podem conferir abaixo: Ela foi tirada por Mike Ehrmann, fotógrafo da Getty Images.



segunda-feira, 28 de maio de 2012

Heat ou Celtics? Vai começar a final do leste

"É a disputa que o basquete quer ver" - Dwyane Wade


"Esta é a nata da nata" - Kevin Garnett


"É realmente é único time que estou acostumado a enfrentar nos playoffs" - LeBron James


"Ridículo" - Essa é a opinião do treinador do Heat quando dizem que o Celtics é um time velho, cansado e que está enfraquecido.


"Estamos prontos" - Doc Rivers


Esse é o clima para mais parte, quando acontecerá, em Miami, às 21h30, o primeiro jogo da final da conferência leste, entre Miami Heat e Boston Celtics, com mando de quadra a favor de Lebron James e companhia.


Pela quinta vez nos últimos sete anos, a NBA verá o título do leste ficar ou com o Boston Celtics ou com o Miami Heat, que vai defender o status de campeão da conferência e tentar ir pela segunda vez seguida à final da liga desde que montou o seu Big Three, formado por LeBron James, Dwyane Wade e Chris Bosh, que voltou a treinar, mas, não há nenhum registro de que ele esteja pronto para jogar.


Duelo entre LeBron e Celtics
é tradicional desde
os tempos de Cavaliers
Se o Heat está desfalcado de Bosh, o Celtics está sem Avery Bradley, uma importante peça de descanso para Rajon Rondo, mas, mesmo assim, o time de Doc Rivers leva a vantagem numérica no quesito estrelas, formando um Big Four, com Ray Allen, Paul Pierce (com médias de 19.3 pontos, contra 29 de LeBron) Kevin Garnett (com médias de 19.2 pontos e 10.8, sendo o maior reboteiro da série) e Rajon Rondo e seus três triplo-duplos na pós-temporada, com destaques para as suas 12.3 assistências por partida, número superior ao da temporada regular, ganhando, com folga, de LeBron James, o maior assistente de Miami nos playoffs, com 5.9 passes que resultam em cestas, em média.


Para o Heat se dar bem na noite de hoje, terá que dar uma freada no garrafão celta e contar com a continuação das excelente exibições dupla Wade e LeBron na série contra o Indiana Pacers, quando juntos, fizeram 197 pontos nos últimos três jogos, todos vencidos pelo Miami Heat. 


Para o Celtics se dar bem na noite de hoje, parar Wade e LeBron será fundamental. E Paul Pierce sabe disso.


Bolas de 3 de Ray Ray será fundamental para
o Celtics vencer a série
No time de Massachusetts, Mickael Pietrus é uma boa arma vindo do banco, dando descanso para Ray Allen, que está com os movimentos limitados por conta do problema no tornozelo, que vem fazendo com que o maior gatilho de três pontos da NBA tenha o baixo aproveitamento de 26.9% na bolas de 3, que foi uma grande válvula de escape contra o time de Spoelstra na temporada regular, quando o camisa #20 teve médias de 51.7% de três pontos na série vencido pelo Celtics por 3-1. Já no Heat, os coadjuvantes que prometem dar trabalho são Shane Battier, que será de importante contribuição para defender os chutes certeiros de média distância de Brandon Bass e Mario Chalmers, que na defesa terá a missão de impedir que Rajon Rondo tente mais um triplo-duplo e, no ataque, ajudar com bolas de três pontos.


Depois do início sensacional da final do oeste, o que se espera ver no American Airlines Arena, na noite de hoje, é um jogo no mesmo nível técnico e muito emocionante.


Hoje começa a série que poderá escrever mais um capítulo no currículo vitorioso do Celtics ou então o início de mais uma saga de LeBron James por um anel de campeão. 

sábado, 5 de maio de 2012

Tivemos a primeira prorrogação dos playoffs 2012

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Foi necessário esperarmos por 19 partidas para podermos ver a primeira prorrogação dessa série de playoffs, que acabou acontecendo no jogo entre Boston Celtics e Atlanta Hawks, que empataram 80 iguais nos quatro primeiros períodos e, nos cinco minutos extras, quem levou a melhor foi o time celta, que jogando em casa e com o seu quarteto de ferro novamente atuando junto, fechou a partida em 90 a 84, para fazer dois a um na série.


Como acabei de citar acima, o quarteto de ferro de Boston, formado por Kevin Garnett, Paul Pierce, Ray Allen e Rajon Rondo, não atuava junto desde o dia 10 de abril, contra o Miami Heat, data que Ray Ray se machucou.


Rajon Rondo foi o grande nome do jogo
Foto: Charles Krupa/ AP
A volta não poderia ser melhor, com um triunfo dentro de casa, liderado pelo armador camisa #9, que, antes mesmo da prorrogação ser iniciada, já tinha um triplo-duplo, conseguindo o feito pela sétima vez em jogos de playoffs. Rondo terminou com 17 pontos, 14 rebotes e 12 assistências, além de mais seis roubos de bola nos absurdos 48 minutos de quadra.


No restante do quarteto, Paul Pierce teve 47 minutos jogados, anotando 21 pontos, pegando cinco rebotes e distribuindo duas assistências, seguido por Garnett e seus 20 pontos e 13 rebotes, em 42 minutos jogados.


Doc Rivers não quis saber de dar descanso nem para Ray Allen, que estava há 24 dias de molho. O ala atuou por 36 minutos, sendo ovacionado pela torcida assim que entrou em quadra. O maior cestinha de três pontos da história da NBA terminou com 13 pontos e seis rebotes, sendo muito útil na noite de hoje. Porém, não conseguiu dar a sua torcida o que ela mais queria ver, que era uma bola de três pontos, a sua especialidade. Foram quatro tentativas, mas nenhum acerto.


Uma excelente vitória do Celtics, a primeira provável nessa série, já que no jogo um era favorito e perdeu duplamente: no marcador e com a punição de um jogo para Rajon Rondo, após ele ter peitado o juiz. Ai, a situação era totalmente inversa, com a chance claríssima do Hawks abrir dois a zero. Mas na série do improvável, o Celtics foi e roubou um mando de quadra. 


Nessa noite era favorito, e venceu. Por isso que considero como a primeira vitória provável dessa série, mas que pode trazer um prejuízo lá na frente, já que, com um elenco que tem jogadores veteranos como seu ponto de referência, deixar os mesmos por mais de 40 minutos em quadra e, o que vinha de contusão, por 36 minutos, não me parece um bom sinal. Rondo é jovem, mas ainda sim é humano, podendo sentir o efeito desses 48 minutos hoje, lá na frente, como sentiu Paul Pierce na nesse jogo.


Depois de ficar 44 minutos em quadra na segunda partida, o camisa #34 do Celtics, apesar dos seus 21 pontos, teve um péssimo aproveitamento de quadra, acertando somente três arremessos de 12 tentados, fazendo o seu jogo na linha de lances livres, onde foi perfeito, matando 14 bolas em 14 tentos.


O jogo quatro já é nesse domingo. Vamos ver como o Boston Celtics irá se comportar depois dessa maratona de seus principais jogadores.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Afinal, como definir o Boston Celtics dessa temporada?

O Boston Celtics é uma das poucas franquias da NBA que dispensam apresentações, que é de conhecimento de pessoas que sequer acompanham o basquete, é uma espécie de Flamengo, conhecido no mundo inteiro, assim como é Chicago Bulls e Los Angeles Lakers. Não podemos deixar de citar, é claro, o antigo Charlotte Hornets, que vendia igual água os seus casacos aqui no Brasil. Porém, a equipe não vem fazendo jus a sua fama nesta temporada. Enfim, como definir o Celtics esse ano?


A culpa pode ser do locaute, que espremeu o calendário, prejudicando o seu já envelhecido elenco? Sim. Pode ser também da inesperada perda da temporada de Jeff Green? Também. Especulações à parte, o fato é que os comandados de Doc Rivers alternam altos e baixos neste campeonato.


Será que esse Boston Celtics é aquele que começou perdendo os seus três primeiros jogos ou será que é o que logo na sequência venceu quatro seguidas? 


Será que é o Celtics que, após essas quatro vitórias seguidas, perdeu cinco em sequência?


Será o Celtics que foi derrotado para os francos times do Toronto Raptors, New Orleans Hornets, Phoenix Suns, Cleveland Cavaliers, Detroit Pistons, Sacramento Kings e Denver Nuggets?


Como explicar a queda de produção de uma equipe que tem em seus titulares, praticamente os mesmos da campanha da temporada 2008-2009, terminando com o título? Talvez a idade seja a resposta.


O fato é que o time não vem se apresentando como todos imaginavam, inclusive, Danny Ainge (foto), já sabendo disso, teria colocado, segundo rumores, as suas principais estrelas disponíveis para troca, numa espécie de adiantamento da reformulação da franquia. Resultado: a Trade Deadline passou e nenhuma mudança foi feita em Boston, que não sabe o que é ver o time da sua cidade vencer há dois jogos, tendo perdido para os fraquíssimos elencos do Sacramento Kings, tomando uma surra de 120 a 95 e Denver Nuggets, já sem Nenê Hilário, o que tornaria a vida de Rajon Rondo e companhia mais fácil.


A última vitória foi contra o Golden State Warriors, outra franquia de pouca expressão, mas mesmo assim o placar foi apertado; 105 a 103.


A atual campanha da equipe é de 23 vitórias e 21 derrotas, não lembrando em nada a temporada passada, aonde havia conquistado 56 bons resultados e perdido 26 confrontos, em uma campeonato de 82 jogos, diferente desse, que será encurtado por conta da greve dos jogadores, ou seja, mesmo com menos jogos no calendário, o número de derrotas poderá ser maior do que na temporada  passada.


Respondendo a pergunta do título, o Boston Celtics dessa temporada parece um time cansado, precisando de renovação, e urgente.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

A ressurreição do Boston Celtics?

Diferente dos últimos anos, a equipe de Massachusetts começou mal a temporada regular, com um estilo de jogo cheio de altos e baixos e o mais grave: lesões, a maior preocupação de um time que têm como base três jogadores veteranos. 


Logo no início, Paul Pierce perdeu as três primeiras partidas da equipe, e o Celtics sofreu. Pierce voltou, vem jogando o fino da bola nas últimas rodadas, mas as lesões ainda atormentam Doc Rivers, que vê no Banco, usando terno e gravata, Rajon Rondo, que já está há um tempinho de molho.


Sem o seu principal armador, o time perdia para times inferiores, como o caso do Phoenix Suns e se sem Rondo estava difícil imaginem sem Ray Allen também que ficou de fora dessa partida.


Kevin Garnett e Glen Davis. Agora os dois são adversários.
Diante da sua torcida, o Celtics tinha tudo para perder novamente, pois o cálculo era simples: Sem uma estrela a coisa estava feia, agora sem duas vai piorar, ainda mais contra o segundo melhor time do leste, que conta com o pivô mais dominante da liga na atualidade. Mas no esporte nunca podemos fazer cálculos e previsões seguindo a lógica, porque o esporte é diferente de tudo, é aonde o impossível é desafiado, aonde o improvável têm vez, e muitas das vezes ele até é bem vindo, como foi nessa partida, com o time da casa, maior campeão da história da liga, novamente fazendo o seu ginásio pegar fogo, dominando o adversário inteiramente, e nem mesmo os 18 pontos e 14 rebotes de Dwight Howard foram suficientes para o Orlando fazer mágica; Final de jogo: 87 x 56.


A partida também marcou o reencontro entre Glen Davis e Boston Celtics e de Brandon Bass com o Orlando Magic. No primeiro jogo contra as suas ex-equipes, os dois não quiseram saber de dar moleza para os seus antigos companheiros; Davis anotou 6 pontos e pegou 11 rebotes e Brandon Bass fez 19 pontos e pegou 8 rebotes, sendo uma das peças fundamentais para a vitória dos verdinhos.


Quem também jogou o fino da bola foi Paul Pierce, que fez 19 pontos, pegou 5 rebotes e deu 7 assistências e Kevin Garnett, que anotou um duplo-duplo ao fazer 14 pontos e pegar 10 rebotes. 


Essa não foi uma simples vitória. Tudo bem que o Orlando não é lá grandes coisas, mas nessa temporada maluca está sendo, quando, até o início da rodada ocupava a segunda colocação do leste (com a derrota caiu para quinto).

Ainda não sabemos se esse será um resultado que marcará o início da reação dos comandados de Doc Rivers, afinal, como disse lá em cima, o esporte é o lugar aonde o improvável têm vez. Mas sem dúvidas que o triunfo dessa noite fez Kevin Garnett e companhia relembrarem os tempos de glória e, quando a vontade de conquistar novamente um anel de campeão é grande, não há obstáculos nem impossível que os detenha.


*Comunicado: Pessoal, amanhã, às 14h30, estarei realizando uma twitcam sobre a LBF, quem quiser assistir é só ficar ligado na minha conta do Twitter (@piazentinfelipe) ou então acessar o blog às 14h15/14h20, por ai, que o link já estará disponível para vocês acessarem e, no horário marcado começarei; Abraços à todos.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Dando o que falar - Rajon Rondo afirma que locaute tem sido favorável ao Boston Celtics

O armador declarou agora a pouco que a paralisação do basquete norte-americano tem sido boa para a sua equipe e ressalta que o Boston Celtics é um time duro, sério, rochoso, experiente e muito competitivo, porém é um time que tem alguns jogadores acima da idade. 


"Vamos sentir um frescor nas pernas. Além do mais os caras tem que estar bem mentalmente e fisicamente para o início do campeonato."




Quando Rondo está falando de jogadores de mais idade e cita no trecho acima a palavra "caras", ele está se referindo ao Big Three da equipe de Massachusetts, formado por Paul Pierce (34 anos), Kevin Garnett (35 anos) e Ray Allen (36 anos).


Como bom torcedor do Celtics eu acompanhei toda a temporada passada e apesar de Garnett estar no meio de Pierce e Allen, tive a impressão que ele vem sendo o veterano que mais está sentindo com o tempo. Talvez seja pelo fato de jogar dentro do garrafão, aonde o jogo é mais pegado, mais duro, enquanto Pierce e Allen jogam lá em cima.


Paul Pierce ainda faz lá as suas infiltrações, mas Ray Allen fica mais no perímetro, esperando uma boa bola na linha de três pontos para fazer o que ele mais sabe. Talvez seja esse o motivo para o camisa 20 estar mais inteiro entre os três.


A observação de Rondo é uma faca de dois gumes. Se por um lado isso é bom para os veteranos terem um descanso a mais, por outro lado a falta de treinamento e de ritmo de jogo podem prejudicar o Big Three, já que devido a idade os seus corpos iriam demorar mais para voltar ao ritmo normal.