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segunda-feira, 14 de novembro de 2011

A última oferta da NBA

Na semana passada, a NBA propôs  aos jogadores que aceitassem a divisão dos lucros para que a temporada começasse em dezembro, assim perdendo apenas dez jogos e salvando a sessão quase que por completa. O sindicato de jogadores declarou que iria colocar a proposta em votação aberta para todos os atletas antes de dar uma resposta.


Pois bem, a resposta vai se dada hoje, na reunião que vai acontecer em Nova Iorque. Caso os jogadores aceitem a proposta, a temporada irá começar no dia 15 de dezembro e teremos 72 partidas disputadas na fase de classificação.


"Nós somos feitos para negociar. Por lei somos obrigados a nos reunir e negociar. Mas eu já disse aos jogadores que depois de dois meses e meio de negociações essa será a nossa última oferta e se não for aceita, nas próximas reuniões vai ser proposto 47%.", declarou David Stern, comissário geral da liga.


Essa declaração de Stern soou em tom de ameaça, como a maioria. Se com a divisão dos lucros os atletas não querem aceitar negociar, quem diria com 47%. Nem passariam pela cabeça dos jogadores a abrir uma negociação. Mas Stern não parou por ai. O comissário geral da liga enviou uma carta para os jogadores com os seguintes dizeres: 


"Na última proposta tem uma série de melhorias em relação a anterior e já falamos ao Billy Hunter, Derek Fisher e para outros jogadores que essa é a melhor proposta que a NBA pode fazer no momento. Admitimos a possibilidade do jogador não estar de acordo. Entendemos que a nossa proposta não satisfaz todos aqueles que queriam a união nas negociações, mas o mesmo acontece com a NBA"


"É hora de acabar com as negociações e chegar a um acordo que nos permite terminar com o mal que estamos sofrendo e também as inúmeras pessoas que dependem da NBA como forma de vida. Peço que considerem a nossa proposta e aceitem como um compromisso justo para todos os lados", finalizou.


Será que os jogadores vão aceitar a "última proposta de Stern"? 


É complicado para os atletas lutar contra uma entidade tão gigantesca como a NBA. Apesar de serem os principais astros do espetáculo, é a liga que fica lá por trás, puxando as cortinas e fazendo as coisas acontecer. 


É difícil dizer isso, mas eles não tem outra opção a não ser ceder as propostas da NBA. Talvez não na reunião de hoje, mas uma hora vão ter que ceder.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

A culpa tem que cair em cima de alguém

Cansados com o locaute da NBA, os jogadores escolheram Billy Hunter (foto), representantes dos atletas como o maior culpado para que o impasse ainda não tenha sido resolvido. Eles alegam que o representante não está disposto à negociações e que não abre mão das suas propostas. Uma delas seria os 52% dos lucros para os jogadores, enquanto a liga quer dividir ao meio esses valores. 


Por outro lado Hunter responsabiliza David Stern, comissário geral da liga por desgastar a imagem dos jogadores na mídia e colocar a opinião pública contra eles e disse que o comissário não pode intimidar os atletas com truques públicos, ultimatos e datas manipuladas para "conflitos". Segundo o representante dos jogadores, Stern insiste em dividir os lucros e não quer vê-los lucrando com o crescimento econômico da competição.


Me parece que essa é a hora do desespero, a hora que ninguém aguenta mais reuniões e mais reuniões sem que nada seja resolvido. Com isso eles tem que achar um culpado, um responsável para o problema, que vale a pena lembrar que começou com os jogadores, que agora colocam a culpa no seu representante, que por sua vez empurra e responsabilidade para o comissário da liga. E agora, Stern vai jogar a responsabilidade para alguém ou vai expor os fatos na mídia, piorando ainda mais a situação atual?

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

O possível fim do locaute

Já está ficando chato a promessa de que cada reunião pode ser a que vai marcar o final da greve no basquete norte-americano, mas segundo as partes envolvidas, as negociações tem andado muito bem e um acordo para que a NBA tenha temporada está quase selada.


Isso se deve porque as partes estão cedendo e os proprietários, que antes não queriam dar nem mais 0,01% dos lucros para os jogadores, já estão quase aceitando que os atletas fiquem com 51,5% dos lucros das franquias.


Uma fonte não revelada, que está diretamente envolvida nas negociações, deu a seguinte declaração: "Estamos chegando mais perto de um acordo." É bem verdade que isso já foi dito outras vezes, mas com a confirmação de que os donos das franquias estão dispostos dar mais porcentagem de lucro aos jogadores, é bem possível que dessa vez seja pra valer.


David Stern, comissário geral da liga, já está totalmente recuperado da gripe e está novamente presente nas negociações.


Vamos torcer mais uma vez para que nas próximas reuniões tudo seja resolvido e que o basquete da NBA possa ser disputado nessa temporada, porque sinceramente, toda essa situação já está passando dos limites e começando a ficar chata.

sábado, 15 de outubro de 2011

Se nenhum acordo for fechado até terça-feira, a temporada da NBA poderá ter apenas cinquenta jogos

David Stern (foto), comissário da liga, declarou que se nenhum acordo for feito nas reuniões da próxima segunda e terça-feira mais duas semanas podem ser canceladas.


“Se não houver acordo na reunião de terça-feira, minha intuição diz que deverei cancelar mais duas semanas", declarou. 


Stern, também disse que não é da sua vontade cancelar mais jogos, mas que a situação acaba pedindo isso. 


“Não é que eu queira cancelar, apenas estou dizendo que minha intuição diz que isso vai acontecer se não houver acordo”, complementou o poderoso chefão da NBA.


A NBA já vem trabalhando novas possibilidades caso ambas as partes não consigam chegar a um acordo nessa semana. Uma das soluções seria diminuir o número de jogos de acordo com a demora para se acabar com o locaute. Os calendários variam entre 74 e 50 jogos, passando por 70 e 60, como aconteceu na temporada 98-99. Na ocasião, o acordo foi ser firmado só no dia 6 de janeiro e o primeiro jogo, da temporada de 50 partidas, foi acontecer somente no dia 5 de fevereiro.



Hoje saiu a notícia que o jogador JaVale McGee (foto) afirmou que alguns jogadores estariam desistindo e disse que apesar de tudo a maioria está pronta para seguir forte. Mais tarde o jogador desmentiu o que os repórteres supostamente teriam inventado, mas já era tarde demais. A declaração de McGee foi gravada pelos jornalistas e acabou criando um mal estar entre os atletas.


Será que os jogadores estariam dispostos a aceitar o que está sendo proposto para eles, ou será que eles vão brigar até o fim pela causa? Resta esperar as próximas reuniões para termos essa resposta.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

As duas primeiras semanas da NBA está cancelada

Depois de mais uma reunião em Nova Iorque entre os comissários da liga e o sindicato dos jogadores, nada foi resolvido. Ambas as partes não querem ceder nem um pouco e acabou que as duas primeiras semanas de jogos foi cancelada. Com isso três partes saem perdendo: as franquias, que vão ter mais prejuízo sem poder expor a sua marca e arrecadar dinheiro com a venda de ingressos, os jogadores, que vão ficar mais tempo sem entrar em quadra, e os torcedores, que esperam ansiosamente pelo fim de impasse que já dura mais de dois meses. 


Até agora não foi divulgado se alguma reunião foi marcada para os próximos dias, mas provavelmente ela ocorrerá nas próximas semanas, e se nada for resolvido no próximo encontro, creio que a temporada 11-12 não aconteça, infelizmente.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Mais uma reunião e nada foi resolvido

Novamente termina mais uma reunião entre David Stern e a associação de jogadores sem que nada tenha se resolvido. A reunião de hoje foi em Nova Iorque, com a de segunda-feira.


Segundo o presidente da associação de jogadores, Derek Fisher (armador do Los Angeles Lakers) os jogadores aceitariam reduzir a sua porcentagem de lucro de 57% para 53%, mas os donos das franquias não aceitaram e mantiveram os 47% propostos por eles.


De alguma maneira podemos dizer que houve um avanço, pois nas primeiras reuniões nenhuma das partes queriam ceder nem 0,5% dos valores, e agora os jogadores já mostraram que estão dispostos a abrir mão de alguns números na conta bancária.


Com a falta de acordo a pré-temporada foi cancelada, mas a temporada regular ainda não está descartada, porém, a declaração de Adam Silver, braço direito do comissário David Stern me deixou preocupado.


"Estamos prontos para cancelar as duas primeiras semanas da temporada regular também", declarou.


Nenhuma outra reunião foi agendada, mas provavelmente ambas as partes se reunirão brevemente, já que a data limite estipulada pela NBA para fechar acordo é na próxima segunda-feira.


É isso ai pessoal, enquanto houver chances tem que haver esperanças. Vamos torcer para que um novo encontro seja marcado para a próxima semana e que tudo se resolva logo de uma vez, caso contrário a temporada 2011/2012 vai ficar por um fio.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Dando o que falar - Derrick Rose afirma que a greve é desnecessária

"Para mim, o lockout não é necessário. São milionários e mais milionários que só se preocupam com dinheiro. Estive em Los Angeles treinando, e só espero que proprietários e jogadores cheguem a um acordo e possamos voltar a jogar. Os torcedores merecem que retornemos às quadras."

Essas foram as palavras do MVP da última temporada, que conduziu o Chicago Bulls até a final da conferência leste.


Só tenho um questionamento. Derrick Rose não se importa em fazer o que já fazia antes, só ganhando menos? Eles são jogadores milionários, mas os seus gastos são compatíveis com os seus lucros. Ou Rose anda por ai de carro popular e janta em um restaurante "pé sujo"?


Amigo leitor, por mais alto que possa ser o seu salário, se o seu patrão decide diminuí-lo você não ficaria irritado? Logo não pensaria  que esse dinheiro a menos em seu salário fará falta para pagar alguma conta, ou coisa parecida? Difícil de entender essa atitude do jogador.


No início da greve, se falava muito que os jogadores estavam mais organizados e que estavam brigando todos pela mesma causa, ao contrário das outras greves, aonde cada jogador defendia as suas idéias e interesses. O tempo está passando e parece que o filme está se repetindo, cada um fala uma coisa, uns são a favor, outros contra. Tudo o que quer David Stern. O comissário da NBA está tentando  vencer pelo cansaço e deixar com que os jogadores se enrolem nas suas próprias pernas, uma estratégia que parece estar dando certo.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Como ficará a NBA após o locaute?

Continuando o assunto que comecei a tratar em uma postagem de ontem (Quem não teve a oportunidade de ler ainda é só clicar aqui.), deixo a seguinte pergunta: Como ficará a NBA após o locaute?


O Poderoso Chefão
Os astros da liga foram os principais responsáveis pela greve, já que eles não aceitam o novo acordo estipulado por David Stern (foto). Depois de criar toda essa confusão na liga norte-americana, agora estão tirando o corpo fora, partindo para outros campeonatos como se isso fosse o melhor a ser feito e até talvez em uma tentativa frustrada em mostrar para si mesmo que não depende da NBA para ter o seu ganha pão. Mas e a luta pela classe? E a união dos jogadores, que tanto foi falado? E as exigências feitas, quem estará lá para cobrar? Enfim, como ficará toda essa história? Caso as principais estrelas do basquete norte-americano partirem para outros continentes, qual jogador que ficar terá moral suficiente para poder questionar as decisões? Ou será que D-Will, por exemplo, comandará as negociações direto da Turquia, via e-mail? Improvável, vocês não acham?


As atitudes dos astros da liga vem colocando a NBA em uma situação complicada. Os jogadores de menor expressão podem se rebelar contra os seus próprios colegas de trabalho a qualquer momento, o que deixaria uma enorme ferida na relação entre os atletas, sem contar que essa recente "panelinha" em busca de títulos pode transformar a NBA em um campeonato chato e arrastado, já que teríamos, por exemplo cinco, seis franquias fortes e as demais iriam virar verdadeiros sacos de pancada, assim como aconteceu com o Cleveland Cavaliers.


Vamos ser sinceros. Quem gostaria de assistir uma temporada regular que se arrastaria por 82 jogos, sabendo que só meia dúzia de gatos pingados teriam reais chances de ganhar um anel? Eu não gostaria e você?

terça-feira, 5 de julho de 2011

O locaute está decretado!

Confesso que houve certa demora da minha parte para falar desse tão polêmico assunto que vem tomando conta da mídia esportiva por parte dos especialistas. Só a pronúncia da palavra locaute impõe medo, é uma palavra forte, que assusta e que foi temida por jogadores e principalmente por dirigentes das franquias, mas que já estava prevista desde quando David Stern, comissário geral da NBA anunciou que a liga teria que cortar alguns gastos, isso lá pro meio da temporada passada, lembram?

As atividades estão completamente paradas
É impossível falar de locaute sem saber o que realmente isso significa, certo? Bom, vamos por partes. O locaute ou greve geral como preferirem se deu por falta de acordo trabalhista entre os jogadores e a liga. Até houve alguns encontros entre as partes para ver se um acordo que fosse benéfico para ambos fosse firmado, mas isso aconteceu e o locaute foi decretado. Com essa greve é como se os jogadores não trabalhassem mais para os seus times. Eles não podem mais utilizar as locações das franquias para treinar e nem mesmo para tratar de lesões, mas tem um fato importante que não podemos deixar de citar. O atleta que possui contrato ainda em vigor com uma franquia continuará a receber seu salário normalmente, perdendo o direito apenas de receber os benefícios.

Esse problema todo se deu por que no acordo anterior os atletas recebiam 57% da renda relacionada ao basquete e isso vem causando prejuízo para os proprietários das franquias que querem diminuir a porcentagem para 50%. Outra mudança seria a de estipular um teto salarial inflexível, ou seja, as franquias não poderiam mais exceder o valor determinado.

Essa não é a primeira vez que um locaute é decretado na NBA. A primeira ocasião aonde isso ocorreu foi em 1995, mas não houve grandes impactos na liga por que durou apenas 74 dias e com isso o calendário correu normalmente. Em 1998 o cenário foi contrário, tivemos o cancelamento da pré-temporada e a temporada regular daquele ano contou com apenas 50 jogos para cada equipe.

Jamison acredita que essa greve será duradoura
O jogador Antawn Jamison, hoje veterano, era calouro quando a greve foi anunciada em 1998 e diz que o locaute de agora tem mais fundamento, que a classe está mais unida e sabendo o que quer. Sobre o locaute de 1998 ele declarou:

“Você tinha caras dizendo uma coisa e outros dizendo algo diferente. Os donos sabiam que eles iriam se dobrar uma hora.” – Declarou.

O jogador também confessou que a associação de jogadores da NBA já está planejando alugar um centro de treinamento para que eles próprios possam manter a forma física e ter direito a tratamento médico.

Tudo indica que essa greve será duradoura, pois há três anos mais ou menos que a associação de jogadores vem passando instruções para os atletas pouparem dinheiro, tendo em vista a possibilidade de uma greve por um longo período. Com isso surgem rumores que alguns jogadores poderiam atuar em outras ligas.

Recentemente Pau Gasol revelou que se um acordo não fosse logo firmado ele voltará a atuar na liga espanhola ou até mesmo jogará no campeonato chinês. Gasol não está sozinho nessa lista, segundo Derrick Williams, calouro do Minnesota Timberwolves, Kobe Bryant estaria organizando algumas equipes com as principais estrelas da liga para fazer uma excursão em território asiático.

É pessoal, cada dia que passa parece que um acordo entre jogadores e liga está cada vez mais longe de ser firmado e que os atletas também nem estão preocupados com isso. O discurso entre eles é bem claro e simples: “ Se não chegarmos a um acordo eu vou jogar em outra liga” – É o que pensa alguns atletas.

E ai? Até quando esse impasse se prorrogará? Se eu fosse um dos comissários da NBA estaria começando a me preocupar por que  o risco da temporada 2011/12 ir por água abaixo é cada vez mais eminente.