Mostrando postagens com marcador Oklahoma City Thunder. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Oklahoma City Thunder. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Vai ter espaço para James Harden?

O Oklahoma City Thunder, uma franquia inferior, em questão de arrecadação, em relação às cidades de Nova Iorque e Los Angeles, por exemplo, está dando às cartas como gigante. Com Kevin Durant e Russell Westbrook garantidos até a temporada 2015/2016, com West ganhando impressionantes 80 milhões de dólares por cinco temporadas, o City Thunder resolveu estender seu contrato com o congolês, naturalizado espanhol, Serge Ibaka, por mais quatro verões, pagando 48 milhões de dólares para isso. Pode parecer muito para Ibaka, mas estamos falando de um jogador de apenas 23 anos, com um excelente tempo de toco e muita força física. E todo mundo sabe que achar bons jogadores de garrafão está se tornando cada vez mais raro.

Com essa renovação, o Thunder comprometeu grande parte do seu CAP, e o problema é que James Harden ainda não possui um novo contrato.

Se tornando agente livre restrito após essa temporada, Harden, o melhor sexto homem da NBA na temporada passada, e campeão olímpico em Londres,  está com o seu futuro indefinido em Oklahoma.

Com seu CAP nas alturas, a equipe de Oklahoma terá que se sacrificar para manter o projeto super ambicioso para uma franquia sem muita arrecadação, o que vem dando certo até agora, afinal, nas duas últimas temporadas, vieram a conquista do vice da conferência oeste e, na temporada passada, o título do oeste e o vice da NBA.

Para o Thunder, perder Harden pode ser muito ruim, ainda mais agora, que o Los Angeles Lakers montou um puta quinteto titular, com a chegada de Steve Nash e Dwight Howard, que irão se juntar a Kobe Bryant, Ron Artest e Pau Gasol.

E aí, será que o Thunder está disposto a se sacrificar para poder manter um dos principais jogadores que fazem da franquia um sucesso?

Leia mais:

Sem surpresas, James Harden é eleito o melhor sexto homem da temporada

Com a ida de Howard para o Lakers, finalmente veremos uma final entre Kobe e LeBron?

2012: o ano de LeBron

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Enfim, LeBron



Demorou nove temporadas, mas o jogador que já foi eleito três vezes o melhor na fase regular, finalmente conseguiu levantar o seu primeiro troféu de campeão, ficando também com o prêmio de melhor jogador da final.


LeBron James foi espetacular, mostrando maturidade de sobra em suas declarações e um estilo de jogo muito mais "adulto", deixando de querer resolver tudo sozinho e colocando os seus companheiros para jogar. Suas 13 assistências na noite de ontem disseram isso. "The King" terminou a partida com um triplo-duplo, tendo, além dos 13 passes que resultaram em cestas, mais 11 rebotes e 26 pontos.


No texto anterior ao jogo cinco, eu havia dito que parar o trio da Flórida era complicado, principalmente pelo fato desse trio, a cada partida que passava,  conseguia ganhar mais um integrante. Bem, o quarto homem da vez foi Mike Miller, que fez impressionantes 7 bolas de três pontos em 8 tentativas, para se tornar o jogador não titular que mais bolas de três pontos matou em uma final.


Com LeBron de garçom, Chris Bosh destruindo no garrafão, fazendo 24 pontos e pegando 7 rebotes, Wade fazendo 20 pontos, pegando 8 rebotes e distribuindo 3 assistências e mais o quarto elemento, o jogo foi super tranquilo, nem parecia que era de vida ou morte para o Oklahoma City Thunder, que já não mostrava mais poder de reação no terceiro período.


Final: 121 a 106 para o Miami Heat, que vai ficar marcado na história da NBA como o time que deu o primeiro título ao astro LeBron James, que definitivamente entra para o Hall da Fama do basquete mundial.


A felicidade estava estampada no rosto de LeBron James
Sem querer colocar água no chopp do cara, temos que lembrar que foi um título em uma temporada atípica, que sofreu com o locaute e depois com o calendário apertadíssimo. Mas, com locaute ou não, ninguém pode tirar o sorriso do rosto dele. 


Vamos ser sinceros: O mundo inteiro queria ver um título de LeBron. Até quem diz que torce contra o cara, o que eu acho que é uma mentira, afinal fã de basquete é fã de caras que jogam igual ou mais que LeBron. Não é todo ano que o Draft nos dá jogadores com o nível técnico e o vigor físico do camisa número #6 do Heat.


Ganha LeBron, ganha o Miami Heat, ganha a NBA, ganha os fãs de basquete. Quem sabe não vimos o primeiro de muitos títulos de "The King"?

quarta-feira, 20 de junho de 2012

LeBron James está muito perto do seu 1° título na NBA

Novamente o Miami Heat confirmou o seu mando de quadra, vencendo o Oklahoma City Thunder por 104 a 98, depois de ter começado o jogo sucumbindo a dupla Kevin Durant e Russell Westbrook, que fizeram 18 pontos e deram 4 assistências no primeiro período, que foi vencido pelos visitantes por 33 a 19. 


LeBron e o Heat estão com uma mão no troféu de campeão
Depois disso o Heat disse: "Agora é a minha vez". Foi lá e emplacou 27 a 16 no segundo período e 33 a 26 no terceiro, levando o jogo para o último quarto com vantagem de apenas quatro pontos (79 a 75).


Nos 12 minutos finais, ninguém brilhou mais do que Mario Chalmers, que fez 12 pontos, para levar o Miami Heat a sua terceira vitória em quatro jogos disputados, ajudando LeBron James, que nessa noite fez 26 pontos (jogando com câimbras nos minutos finais e, mesmo assim, matando uma importante bola de três pontos), pegou mais 9 rebotes e deu 12 assistências, a ficar muito perto do seu primeiro título da liga, que é o grande sonho desse espetacular jogador, taxado de amarelão.


Agora a situação do Miami Heat é a seguinte: Precisa de mais uma vitória em três partidas, com a próxima, quinta-feira, às 22h e, se necessário, os jogos seis e sete, quando a série voltará para Oklahoma. Isso, é claro, se o time do treinador Scott Brooks conseguir quebrar o mando de quadra do adversário.


Nunca, na história da NBA, um time que esteve vencendo uma série por 3 a 1 permitiu a virada. 


Tabus foram inventados para serem quebrados, mas acho que não será dessa vez. LeBron, se prepare, seu primeiro título está muito, muito, muito próximo.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Miami Heat vence OKC em partida decidida nos lances livres e vira série final para 2 a 1

Empatados em 1 a 1, Miami Heat e Oklahoma City Thunder prometiam fazer um grande duelo na primeira partida na Flórida. Cumprindo com às expectativas, o jogo três foi sensacional, sendo disputado até os minutos finais, com vitória do Miami Heat, por 91 a 85, em um confronto onde os lances livres foram fundamentais para construção do resultado final.


Vitória garante liderança na série para o time
da Flórida
Apesar do desperdício de bola de Thabo Sefolosha quando faltavam 0.16 segundos para o término da partida, que a essa altura estava 89 a 85 para o time da casa, o confronto foi decidido nos lances livres, com a equipe da Flórida convertendo 31 pontos em 35 tentativas, tendo 88.6% de aproveitamento, enquanto os comandados de Scott Brooks jogaram nove pontos fora, convertendo 15 bolas das 24 tentadas. Só para refrescar a memória, o jogo foi vencido por Miami por uma diferença de seis pontos, ou seja, está nítido onde foi que o Thunder falhou. 


É claro que ficará a impressão que o jogo foi perdido depois do erro de reposição de bola do Selofosha, como já citei acima, mas, na verdade, quem desperdiçou mais a bola foi o Heat, com 12, um a mais do que o Thunder. Além disso, dos 11 turnovers dos visitantes, nove deles foram "recuperados", já que nove foi o número de roubadas de bola dos visitantes, três delas só de Sefolosha, maior recuperador de bolas da partida.


O confronto foi totalmente atípico em relação a série. Nada do Heat deslanchar nos dois primeiros períodos, nada de 30 pontos ou mais para os principais jogadores (LeBron James teve 29 pontos (14 rebotes), Wade 25 (7 rebotes e 7 assistências), mesma pontuação de Kevin Durant, que ainda teve 6 rebotes. Em contra-partida, seus 5 desperdícios de bola, mesmo número que Wade, prejudicaram a atuação do principal nome do time visitante) e nada de uma participação fora do normal de Shane Battier no ataque. Mesmo assim, o especialista em defesa matou suas duas tentativas de três pontos, que somadas à três lances livres, fizeram com que ele terminasse com 9 pontos, acertando 100% de suas investidas ofensivas.


Com o resultado, o Miami passou à frente na série, fazendo 2 a 1 e ficando em uma situação muito confortável, já que terá mais dois jogos diante de seus torcedores, sendo um na próxima terça-feira (19) e outro na próxima quinta-feira (21), dia que poderá marcar o primeiro título de LeBron na NBA, isso se sua equipe confirmar o mando de quadra.


Grande confronto, grande final. E se você ainda duvidava, não duvide: Lance livre ganha jogo e, nesse caso, pode ganhar até um campeonato.

domingo, 17 de junho de 2012

Confiante, Miami Heat iniciará série de três jogos em casa

Mais um capítulo da nova rivalidade da NBA será
escrito hoje 
Depois de abrir vantagem no jogo um e deixar o Oklahoma City Thunder virar, a moral do Miami Heat parecia ter caído um pouco, principalmente pelo fato de ter tido a chance de começar a série roubando o mando de quadra do adversário e, assim, colocando toda a pressão para o outro lado. Mas, no jogo dois, novamente um excelente início, com 18-2, garantiu, lá na frente, a vitória dos visitantes por 100 a 96, não falhando pela segunda vez seguida. Com isso, o time da Flórida foi o primeiro nos playoffs a conseguir derrotar o Oklahoma City Thunder em seu ginásio, dando uma baita moral para o restante da série.


É com esse entusiamo que os comandados de Erik Spoelstra iniciam hoje, às 21h, a sequência de três jogos seguidos em seu ginásio, o American Airlines Arena, que poderá ser o palco do primeiro título de LeBron James. Isso se "The King" e seus companheiros confirmarem o mando de quadra e não darem chances do OKC levar a série novamente para a Chesapeake Energy Arena.


O trio de ferro vai com moral após grande atuação no jogo 2. LeBron teve 32 pontos, 8 rebotes e 5 assistências, D-Wade anotou 24 pontos, pegou 6 rebotes e distribuiu 5 assistências e Chris Bosh foi o dono do garrafão, com 16 pontos e 15 rebotes, sete deles ofensivos. No total, os três jogadores fizeram juntos 72 dos 100 pontos da equipe, pegaram 29 rebotes em um total de 40 e das 13 assistências do Miami Heat, 11 saíram das mãos deles.


Como se não bastasse o fortíssimo trio, Spoeltra "ganhou" um jogador de ataque para essa decisão: Shane Battier, especialista em defesa que já matou 9 bolas de três pontos em 13 tentativas, terminando com 17 pontos em cada um dos dois jogos. 


Leia mais sobre a boa fase ofensiva de Shane Battier clicando aqui


No calor de Miami, o Heat vai contar com a sua morna torcida e seus jogadores de mão quente para a equipe não precisar viajar novamente e dar a chance de seus fãs verem de perto a comemoração do campeonato da NBA. Para o Thunder, resta jogar um balde de gelo no bom clima que o adversário encontrará mais tarde, para, assim, se manterem vivos na briga pelos anéis de campeão.

sábado, 16 de junho de 2012

Arbitragem do jogo 2 da final da NBA ainda dá o que falar

O jogo dois já passou, com o Miami Heat roubando o mando de quadra do Oklahoma City Thunder ao vencer por 100 a 96, tendo a chance de ser campeão da NBA em casa, onde disputará os próximos três jogos. Apesar disso, o assunto jogo dois ainda não foi esquecido, com a arbitragem sendo o pivô dos possíveis erros, que poderiam dar ao Thunder a segunda vitória e deixar o time de Scott Brooks em uma situação tranquila em relação ao título.


No primeiro lance, Chris Bosh tentou a bandeja, Kevin Durant deu o toco e Sege Ibaka chegou depois limpando a jogada, mas a arbitragem considerou que Ibaka interferiu depois que a bola já havia batido na tabela, o famoso "goaltending". Veja:





No outro lance, em um momento decisivo, Kevin Durant tentou o arremesso que poderia levar a partida para prorrogação. Ele errou e todo o ginásio pediu falta de LeBron James, inclusive o próprio jogador, que depois da partida disse que simplesmente não conseguiu converter a tentativa em cesta.





Pra você, a arbitragem acertou ou errou nesses dois lances? O Thunder foi "garfado" dentro do seu próprio ginásio? Deixe a sua opinião aqui em baixo, no espaço para comentários.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Trio funciona e Heat leva a série para Miami empatada

Com Chris Bosh no quinteto titular, o que não acontecia desde o jogo um contra o Indiana Pacers, partida na qual o ala-pivô saiu contundido, o Miami Heat voltou ao Chesapeake Energy Arena, para o jogo dois da final da NBA, contra o Oklahoma City Thunder, querendo esquecer os dois últimos períodos ruins da partida anterior e tentar repetir o bom basquete apresentado nos 24 minutos iniciais do confronto do último dia 12.


Wade, Bosh e LeBron foram responsáveis por
72 pontos da equipe da Flórida
O trio visitante funcionou, com Chris Bosh fazendo 16 pontos e pegando 15 rebotes, LeBron James dividindo o posto de cestinha da partida com Kevin Durant, com 32 pontos, além de ter conseguido mais 8 rebotes e 5 assistências e Dwyane Wade voltando a dar o ar da graça, com  24 pontos, acertando 50% dos arremessos de quadra (10-20), pegando ainda seis rebotes e distribuindo cinco assistências, para o Miami vencer por 100 a 96, acabar com a invencibilidade do Thunder, em casa, na pós-temporada, que já durava nove jogos e levar a série pra Miami empatada em um a um.


Se a intenção do Heat era repetir identicamente o início da primeira partida, Shane Battier fez questão de deixar isso bem claro, abrindo o placar com uma bola de três pontos, quando o marcador anotava 11min12seg para terminar o primeiro período, uma cesta cinco segundos antes em relação ao jogo um, quando o jogador, também de três pontos, inaugurou o marcador, com 11min07 por jogar.


No embalo da excelente fase ofensiva de Battier, o Heat começou arrasador, chegando a abrir 18 a 2 depois do time da casa ficar quase cinco minutos sem pontuar, amassando o aro com 1-11FG. 


O primeiro período para os donos da casa não foi nada bom, com Durant fazendo três pontos (1-3) e Westbrook fazendo dois (1-7), sendo esses, os dois únicos titulares a acertarem arremessos de quadra nos 12 primeiros minutos, para fazer com que o quinteto inicial dos donos da casa (Sefolosha, Westbrook, Durant, Perkins e Ibaka) tivessem 2-15FG na parcial, sendo salvos por James Harden, que com a força de sua barba, veio do banco e ficou cinco minutos em quadra, acertando 3-4FG e indo três vezes para linha de lances livres, onde teve 100% de aproveitamento, iniciando a sua noite com 10 pontos, uma atuação 100% melhor do que em todo o jogo um, quando teve 5 pontos no total.


Se o Heat queria fazer tudo igual ao jogo um antes do intervalo, tinha que empatar o segundo período. Adivinhem o que aconteceu? Empate, em 28 a 28, com destaque para Chris Bosh, que foi para o intervalo já com um duplo-duplo garantido, tendo 10 pontos e 10 rebotes, um a mais em relação ao seu companheiro de time, Udonis Haslem, que conseguiu nove no jogo um.


Até então tudo perfeito, tudo correndo bem, com Bosh produzindo, LeBron e Wade fazendo a sua parte e Shane Battier deixando suas bolas de três (3-4) aliás, antes do intervalo, ele não tentou nenhum chute de dois pontos.


Chegado o terceiro período, era a hora de sabermos se o Thunder reagiria ou se o Heat conseguiria manter o ritmo, fazendo, a partir de agora, tudo diferente em relação ao primeiro encontro.


Clique na imagem  para ampliar
Ibaka estava inspirado defensivamente, pois já tinha distribuído 4 tocos nos dois primeiros períodos, se redimindo do jogo um, quando saiu de quadra sem conseguir nenhum toco, o que não acontecia desde o dia 1° de março, contra o Orlando Magic. James Harden estava muito bem também, como já disse e como vocês podem conferir na imagem ao lado. Mas a dupla Kevin Durant e Russell Westbrook não estavam no jogo. O camisa #35 do Thunder foi para o intervalo com apenas 6 pontos, enquanto o armador conseguiu ter um aproveitamento pior nos arremessos se comparado aos dois primeiros períodos do jogo um, quando teve 3-10FG. Na noite de hoje, foram 2-10FG.


Assim ia OKC para os dois períodos finais, que não começou nada bem para os donos da casa, que viram seu principal jogador, com apenas dois minutos jogados, pegar a sua terceira falta. 


A diferença era de 10 pontos contra. Durant, fazendo 10 pontos e Westbrook anotando mais 9, tentaram tirar a diferença, mas Harden, muito bem no jogo até o intervalo, ficou estacionado nos mesmos 17 pontos, jogando cinco minutos no terceiro período. Resultado, 12 minutos jogados e apenas um ponto tirado.


Com seu time nove pontos atrás, Durant, que a essa altura tinha 4 faltas, não poderia nem pensar em cometer a quinta, o que deixaria a situação de sua equipe complicadíssima. Ele sabia disso, é claro, mas, novamente com dois minutos jogados, dessa vez na etapa final, fez lá a sua faltinha. 


Tudo indicava que o jogo já era do Miami Heat, mas, mesmo pendurado, KD foi pra dentro, fazendo 16 pontos no último período, para dar uma sobrevida ao Thunder, enquanto LeBron James fez seis pontos. Tudo havia mudado, e a história do jogo um parecia que se repetiria, com início, meio e fim praticamente imudáveis. Mas, dessa vez, o Heat conseguiu segurar o Thunder e, com a moral de ter sido o único time a bater o rival, na casa deles, nessa pós-temporada, terá três jogos em casa para tentar definir o campeonato e soltar o grito de campeão, que já está entalado desde a derrota para o Dallas Mavericks, na temporada passada.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Fugir do óbvio é uma boa alternativa para o Miami Heat tentar vencer hoje

O que você, o Oklahoma City Thunder e todo mundo esperava ver do Miami Heat nos primeiros minutos do jogo 1? Eu esperava ver LeBron James e Dwyane Wade indo pra dentro, chamando a responsabilidade e deixando a defesa do OKC louca, como todo mundo esperava ver. Muito óbvio, não?


Chalmers pode desequilibrar com bolas de 3 pontos
O início foi diferente. O Heat entrou em quadra rodando bem a bola e sem forçar muitas jogadas, tendo excelentes opções de arremessos com Shane Battier, que acertou os seus três primeiros chutes de três pontos e Mario Chalmers (foto), com dois acertos em três tentativas de três pontos, fazendo 8 pontos em 9:58 minutos jogados no primeiro período, enquanto LeBron e Wade contribuíram com 4 pontos cada um.


Esse jogo, somado aos 10 pontos e três roubos de bola de "The King", no período seguinte, fizeram o Miami Heat ser o dono da partida, chegando a abrir 13 pontos de diferença. Jogo perfeito, fugindo do óbvio, fazendo a defesa do Oklahoma City Thunder ficar sem saber se marcava LeBron, Wade, Battier ou Chalmers.


A equipe da Flórida tinha achado o caminho, a fórmula para derrotar o único time invicto em casa nesses playoffs. Mas, após o intervalo, o óbvio apareceu, com Wade, muito mal no jogo, terminando com 7-19FG e LeBron James, ficando mais com a bola do que a distribuindo, facilitando o trabalho do Thunder, que só cercava e esperava o adversário trocar passes longe da cesta para alguém, em determinado momento, fazer um arremesso de média distância, que não dava certo.


A dupla Battier  e Chalmers, que foram para o intervalo com 23 pontos (Battier 13 + 10 de Chalmers), não viram a cor da bola nos dois períodos seguintes, com Battier chutando somente mais três bolas, acertando uma e Chalmers convertendo a única tentativa depois do intervalo, isso porque o previsível foi a grande aposta do Heat nos dois últimos quartos.


Trio de Miami não quer amargar o segundo vice-campeonato seguido
Estava decretado então a perda o fator surpresa, transformando duas importantes armas da equipe em apenas mais dois dentro de quadra após. A dupla teve seis pontos, número praticamente insignificante diante dos 23 pontos nos dois primeiros períodos.


Se quiser vencer hoje, o Heat terá que contar com boas atuações de LeBron e Wade. Mas, isso todo mundo já espera e, com certeza, Scott Brooks já virá com uma antídoto contra a dupla, que ultimamente têm sido uma "dupla de um", já que o camisa #3 de Miami têm jogado muito abaixo do que pode render.


O que fazer então? Mudar, não fazer o óbvio, aproveitar a boa fase ofensiva de Shane Battier, que como todos sabem, foi contratado por sua especialidade defensiva. 


Cadê o James Jones, que nem entrou no jogo um? Pow, o cara tem uma mão calibrada de três pontos. 


Fazer o diferente, surpreender o Thunder, surpreender à todos: é isso que a torcida do Heat espera na noite de hoje. Claro que não estou faltando de uma mudança radical, afinal, esse tipo de jogo levou Miami Heat à segunda final de NBA seguida. Mas, parar de fazer o óbvio, acreditar mais no elenco, é o mínimo que se espera logo mais.

Sem NBA, Neymar foi a grande jovem estrela da noite

Quarta-feira foi dia de basquete, com Real Madrid e Barcelona se enfrentando no jogo 4 da final da Liga ACB e alguns amistosos, como Jamaica e México, mas, hoje, nada de NBA, nada de Kevin Durant em quadra.

Mesmo sem Oklahoma City Thunder e Miami Heat se enfrentando, uma jovem estrela poderia brilhar na noite esportiva. Do outro lado de continente, jogando um esporte onde usar às mãos é proibido, a não ser que seja o goleiro, Neymar tinha tudo para levar o Santos à vitória contra o Corinthians, no primeiro jogo da semifinal da libertadores. Mas quem acabou brilhando mesmo foi o time visitante, que mesmo dentro da Vila Belmiro (péssimo local para uma semifinal de libertadores) mostrou ser mais time, vencendo por um a zero, com um golaço de Emerson.

Durant e Neymar, duas jovens promessas do esporte mundial
Calma, o Planeta Cesta não virou um blog sobre futebol. Estou fazendo esse post porque, assistindo a partida, cheguei a conclusão que Santos e Oklahoma City Thunder são dois times bem parecidos, apesar de estarmos falando de esportes diferentes.

Os dois têm um elenco jovem, comandado por uma promessa. Neymar e Durant, grandes atrativos de ambas equipes, têm fiéis escudeiros, com o brasileiro dividindo os holofotes com Ganso e o americano com Russell Westbrook.

São duas equipes lideradas por uma garotada, mas que possuem mais experiência do que alguns, ou muitos, jogadores veteranos. Neymar e Ganso, da seleção brasileira, já sabem a sensação que é conquistar a competição mais importante do continente, enquanto Durant e Russell Westbrook já comemoram um título de campeão mundial, junto com os Estados Unidos, no Mundial da Turquia, dois anos atrás.

Santos tem Elano, OKC tem Derek Fisher, dois jogadores rodados, que são grandes referências no quesito experiência, podendo desequilibrar no momento que às jovens estrelas estiverem sentindo um pouco a pressão.

No banco, segurando as pranchetas e desenhando os esquemas táticos, Muricy Ramalho, 56 anos e Scott Brooks, 46 anos. O treinador do Santos é dez anos mais velho que o comandante do Oklahoma City Thunder, mas para treinador, não pode ser considerado velho.

São dois times ousados, que vão pra dentro, gostam de jogar na velocidade, como toda molecada com talento.

Até agora, a maior diferença entre esses dois times e seus dois principais jogadores, nessas séries decisivas, é que o Santos saiu atrás e Neymar não teve uma boa atuação, enquanto o Thunder fez bem o papel de casa, vencendo por 105 a 94 e Kevin Durant brilhou.

Para Neymar, resta apenas um jogo para tentar fazer a diferença, para Durant, no mínimo mais três, para nossa alegria.

Neymar e Kevin Durant, dois jovens atletas fora de série, com responsabilidades de um veterano. A maior diferença entre os dois? O cabelo, talvez? Sim, pode ser. Mas, falando sério, a maior diferença é que Neymar, por enquanto, brilha em campeonatos não muito fortes tecnicamente, enquanto Durant já desafia gigantes.


Se Santos e OKC são times parecidos, Corinthians e Miami Heat também tem às suas igualdades: Ambos sonham com essas conquistas, montam times de ponta, mas morrem na praia. Esse pode ser o ano da mudança!


OBS: Quando me refiro ao Corinthians, digo historicamente. Ao Heat, depois que montou esse trio de ferro.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Oklahoma City Thunder volta determinado após o intervalo e sai na frente na final da NBA



Começou o duelo entre Kevin Durant, cestinha da temporada e LeBron James, o MVP. E quem largou na frente foi o jovem jogador do Oklahoma City Thunder, que fez 17 pontos no último período, terminando a partida com 36 pontos (12-20FG), 8 rebotes e 4 assistências, liderando sua equipe na vitória por 105 a 94, na sexta partida seguida que OKC chega ao dígito triplo na pontuação. Com isso, o time comandado por Scott Brooks saiu na frente na final da NBA, abrindo um a zero na série, diante de mais de 18.200 torcedores que lotaram o Chesapeake Energy Arena.


A vitória por 11 pontos de diferença pode parecer, para quem não pôde acompanhar o jogo, que foi uma noite tranquila para os donos da casa, mas não foi. Quem começou dando às cartas foi o Miami Heat, contando com um início de jogo muito bom de Shane Battier, que acertou os seus três primeiros arremessos de três pontos e Mario Chalmers (foto), que teve dois acertos em três tentativas da linha de três pontos, aproveitando que o Thunder havia começado muito preocupado com LeBron James e Dwyane Wade. Claro, o jogo coletivo dos visitantes foi muito importante para o bom início da dupla, pois a equipe rodada bem a bola no ataque e fazia o que queria, enquanto OKC era só Kevin Durant, que fez os 8 primeiros pontos do Thunder.


Miami Heat abrindo vantagem e o Oklahoma City Thunder correndo atrás: esse pode ser o resumo de boa parte da partida. A história começou a mudar de lado depois do intervalo, quando a defesa do time da casa mudou totalmente de atitude, sendo mais agressiva e conseguindo bons contra-ataques rápidos, jogada que adora fazer. Assim, com 0:46 segundos para o fim do terceiro período, Russell Westbrook foi pra dentro da defesa adversária, fez a bandeja e ainda sofreu falta, convertendo o lance livre de bonificação, para colocar o Thunder pela primeira vez à frente do marcador, com 74 pontos à favor e 73 contra.


Nos dois últimos períodos só deu Westbrook e Durant, que fizeram 41 pontos contra 40 de todo o time da Flórida, acabando de vez com uma possível reação de LeBron James e Dwyane Wade. 


Dupla Durant e Westbrook, acabaram com a esperança do Heat vencer o jogo 1
"The King" teve uma atuação muito boa, apesar de ter sido praticamente anulado por Thabo Sefolosha nos 12 minutos finais, terminando com 30 pontos (11-24FG), nove rebotes e 4 assistências. Já Wade foi muito mal, forçando o jogo nos momentos cruciais da partida. Se a bola estivesse caindo, tudo bem, ainda vai, mas não estava. D-Wade teve ruins 7-19 FG, terminando com 19 pontos (5 deles de lances livres), 4 rebotes e 8 assistências. 


Individualidade: Esse foi o fator principal para que o Heat, logo no primeiro jogo, falhar na tentativa de roubar o mando de quadra do Thunder. Nos dois primeiros períodos, com a equipe rodando bem a bola e distribuindo mais a pontuação, o jogo fluía e, parecia que a noite seria dos visitantes. Porém, os comandados de Erik Spoelstra não souberam fazer esse jogo durante os 48 minutos, proporcionando à garotada do Thunder o jogo rápido, o jogo de transição. Tudo que Kevin Durant e companhia mais queriam.


Por falar em jogo rápido, Russell Westbrook teve uma noite a lá Rajon Rondo, distribuindo 11 assistências, pegando 8 rebotes e fazendo 27 pontos.


OKC larga na frente. E está oficialmente aberta a temporada para falar mal de LeBron. Para variar.


Ah, jogo dois é quinta-feira, às 22h, novamente em OKC.




Fotos: Ronald Martinez/Getty Images

terça-feira, 12 de junho de 2012

Oklahoma City Thunder: Ser experiente é ser velho?

Mesmo depois de já provar estar pronto para disputar uma final de NBA, o jovem time do Oklahoma City Thunder ainda é muito questionado se é capaz de superar o Miami Heat. Isso tudo pelo simples fato de serem jovens jogadores. Mas, na boa, idade significa experiência?

Sem mais delongas, minha resposta é não! OKC é jovem, mas é um time experiente. O seu quarteto principal conta com Russell Westbrook e Kevin Durant, ambos com 23 anos e Serge Ibaka e James Harden, ambos com 22 anos. O mais veterano da equipe é Derek Fisher, que vai para sua oitava final de NBA e terá a chance de conquistar o seu sexto título. 

Dupla do Thunder esteve na conquista do
Mundial de seleções, em 2010
Os três primeiros jogadores citados acima são atletas olímpicos, sendo que Westbrook e Durant já carregam a experiência de uma conquista Mundial, quando ajudaram os Estados Unidos a levar o título de 2010, vencendo os turcos, donos da casa, na grande decisão. K.D foi eleito o melhor jogador da competição.

Ibaka é uma das principais peças defensivas da Espanha, a segunda melhor seleção do mundo na atualidade. Desse quarteto, o único que não tem uma bagagem parecida é James Harden, mas o melhor sexto homem da temporada pode compensar essa "inexperiência" dentro de quadra, como têm feito até agora.

Chegam à final dois atuais campeões mundiais pelos Estados Unidos e uma peça fundamental na segunda melhor seleção do mundo, a Espanha. Juntos com o Thunder, esses quatro jogadores varreram os atuais campeões, quase varreram o Lakers, uma das franquias dominantes da liga, pelo menos até então e despacharam o Spurs, time que melhor joga o melhor basquete na atualidade. Some a isso a experiência de Fisher e de Kendrick Perkins, campeão com o Boston Celtics. Pronto, não dá para dizer que temos um time inexperiente.

O Thunder chega à decisão com o melhor ataque e time que menos perdeu nos playoffs, ou seja, não chegou à toa, não chega com a "ajuda" do locaute.

O Miami Heat é mais experiente que o Thunder? Sim, é! Mas isso não significa que o Thunder seja um time inexperiente. Às conquistas apresentadas acima, com certeza, diz mais do que a idade desses jogadores.

LeBron pode ser a primeira escolha do Draft, desde 1997, a ser campeão da NBA

É, como já deu para perceber, LeBron James será a grande estrela do dia aqui no blog. Bom, vamos lá.


Você saberia me responder qual foi a última primeira escolha de Draft que conseguiu um título da NBA? Não, eu te digo então. Foi Tim Duncan, do San Antonio Spurs, primeira escolha do Draft de 1997. De lá para cá, todos os primeiros selecionados não conseguiram conquistar o tão sonhado título de campeão, pior, apenas dois deles (LeBron e Dwight Howard) conseguiram chegar às finais da liga. 


Do Draft 1997 pra cá, Michael Olowokand, Elton Brand, Kenyon Martin, Kwane Brown, Yao Ming, LeBron James, Dwight Howard, Andrew Bogut, Andrea Bargnani, Greg Oden, Derrick Rose, Blake Griffin, John Wall e Kyrie Irving, todos primeiras escolhas, ficaram pelo caminho, com a maioria deles, como já disse acima, nem chegando perto de uma final e, tirando Derrick Rose, tendo grandes chances de ficar mais alguns campeonatos sem continuar saber o que é uma final de NBA.


Pela segunda vez seguida, LeBron representará a classe, podendo, além de tirar um peso das suas costas, acabar com essa escrita. 


Será que dessa vez vai ou então a "maldição" da primeira escolha do Draft continuará? Essa histórica vai começar a ser escrita na noite de hoje, no jogo um das finais da liga, às 22h, em Oklahoma City.

Sim, LeBron é o "dono" do Miami Heat

Toda franquia tem o seu jogador principal, por pior que ela seja. Toda equipe tem aquele cara que o torcedor diz: "Ele é o dono do time". É assim no Celtics, com Paul Pierce, é assim no Lakers, com Kobe Bryant e era assim com LeBron, nos tempos de Cleveland Cavaliers, só para citarmos alguns exemplos.


Após o bi-campeonato do leste, todos os flashes
eram em cima de L.B
Quando anunciou a sua mudança para Miami, se juntando ao astro Dwyane Wade, que já possui um título pela franquia e ao ala-pivô Chris Bosh, todo mundo falou o seguinte: "Miami é de Wade! LeBron pode fazer o que for, conquistar todos os títulos de agora em diante que, mesmo assim, esse time sempre será conhecido como o time do Dwyane Wade".


Não vou me enganar e nem tentar enganar vocês! Confesso que no início também pensava assim, afinal, cinco títulos tendo Wade e Bosh como companheiros, é muito mais fácil do que um comandando o Cleveland Cavaliers, que nunca conseguiu montar um time há altura de "The King". Esse, aliás, foi o grande motivo da mudança de LeBron, já que ele corre que nem um louco atrás de um anel de campeão.


Ele chegou, sem pedir licença, fazendo 31 pontos, pegando 4 rebotes e distribuindo 3 assistências, no dia 26 de outubro, na derrota do Heat para o Boston Celtics por 88 a 80, no jogo que fez os torcedores do time verde irem à loucura, perguntando onde estava o time imbatível, onde estava os favoritos ao título.


LeBron não chegou de mansinho. Já chegou levando sua nova equipe ao título da conferência leste e à final da NBA, falhando para o Dallas Mavericks, mas tendo números tão atrativos quanto ao seu principal companheiro de equipe. O peso da derrota caiu todo sobre as costas de LeBron, já acostumada a carregar fardos pesados. O fato da derrota ter repercutido mais para L.B já era um indício que Miami já tinha um novo dono.


LeBron não quer deixar a segunda chance seguida escapar
Nessa temporada, o camisa #6 da equipe da Flórida está na mesma situação, sendo a principal peça no esquema de Erik Spoelstra, conquistando o bi-campeonato de leste e tendo, pela segunda vez seguida, a chance de conquistar o título de campeão mundial, como os americanos reconhecem. 

Mais "cascudo" e contra um adversário menos "sofrido", creio, de verdade, que chegou a hora de LeBron. Acho que desse campeonato não passa.


A mídia coloca essa final como o confronto LeBron James x Kevin Durant. Se o Heat vencer, L.B será a peça principal da conquista. Se perder, será o mais crucificado. Por esses e outros motivos, LeBron já desbancou Wade e é o "dono" do Miami Heat.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Derek Fisher vai em busca do seu 6° título da NBA


Oklahoma City Thunder x Miami Heat, que começa a ser disputado amanhã, têm sido sinônimo de Kevin Durant x LeBron James. É, não deixa de ser a grande verdade, mas não podemos esquecer do experiente armador Derek Fisher, que se hoje não é mais protagonista de uma franquia, como era no Los Angeles Lakers, time que passou a maior parte da sua carreira, mesmo assim, com seus 21:11 minutos nos playoffs, será um dos grandes nomes da final, já que, além da sua habilidade de definir jogos, irá jogar a sua oitava decisão de NBA, podendo conquistar o sexto título da carreira. Um fato histórico!

Fisher espera obter o mesmo sucesso
que teve com a sua antiga equipe
Quem manda na armação do OKC é Russell Westbrook, mas não há como negar que oito finais pesa no currículo de um jogador, ainda mais se, das oitos decisões, cinco foram vencidas.



Nos playoffs 2011-2012, foram 15 jogos para Fisher, nenhuma como titular, mas, em algumas delas, sendo o principal jogador da equipe em momentos decisivos.




A essa hora, o armador de 37 anos, deve estar agradecendo muito ao Los Angeles Lakers, por dois motivos: Pelas conquistas na carreira e pela excelente troca, que veio na hora certa, se pensarmos somente na carreira do jogador, pois o Lakers não é mais aquela franquia temida de alguns anos atrás e, fez o favor de enviar Fisher para o time que tem tudo para ser o "novo Lakers".

domingo, 10 de junho de 2012

LeBron chama a responsabilidade e o Heat vai pela segunda vez seguida à final da NBA

De um lado um trio forte, jovem, mas que joga junto apenas há uma temporada completa e tem um treinador não muito experiente, do outro um trio conhecido como trio de ferro, que atua junto desde 2007, disputando 93 jogos de playoffs, vencendo 11 séries de mata-mata e em busca da sua terceira decisão de NBA, reforçados por Doc Rivers, que tem 9 jogos 7 na bagagem e o jovem e talentosíssimo Rajon Rondo. Esse era o panorama do jogo 7 da final da conferência leste, entre Miami Heat e Boston Celtics, que acabou com o Heat, dono da casa, vencendo por 101 a 88, em uma partida pra ninguém abrir a boca e dizer: "LeBron amarelou".


LeBron e o Heat caminha rumo à segunda final
seguida de NBA
"The King" terminou com 31 pontos, sendo nove deles nos últimos nove minutos, conseguindo também 12 rebotes e mais duas assistências, para levar sua equipe ao segundo título seguido de conferência e, consequentemente, à segunda final de NBA.


Não, LeBron não se omitiu, pelo contrário, fez questão de fazer todos os holofotes do American Airlines Arena focarem nele, ofuscando o brilho de Rajon Rondo, que novamente foi um "monstro" em quadra, com 22 pontos, 10 rebotes e 14 assistências, para deixar bem claro, para o mundo inteiro, que a discussão de quem é o melhor armador da NBA já está encerada. Hoje, Rondo é o cara na armação. Ninguém sabe armar como ele, pontuar, colocar o time pra jogar, dar passes açucarados e ajudar, e muito, no rebotes. Só de lembrar que Danny Ainge estava sempre colocando seu nome a dispor para trocas no início da temporada, é de sentir, no mínimo, raiva do GM do Celtics.


Voltando ao astro do espetáculo, LeBron terá, novamente, a chance de conseguir o tão sonhado título da NBA, depois de ter batido na trave na temporada passada e em 2007, quando o Cleveland Cavaliers, seu time até então, havia sido varrido pelo San Antonio Spurs.


LeBron e Durant lutam para tentar, junto aos seus times, dominarem a liga
nos próximos anos
Esse é o tipo final que os americanos amam ver: a final que poderá consagrar LeBron ou jogá-lo aos tigres de um vez por todas. A decisão onde saberemos se ele realmente nasceu para ser um vencedor ou se terá grandes chances de entrar para galeria dos jogadores fora de série que nunca conquistou um anel de campeão.


Essa é a final que vai marcar o confronto entre LeBron e Kevin Durant. Um terá a glória, o outro, vai sentir o gosto de ser o segundo, coisa que o jogador do Oklahoma City Thunder revelou, recentemente, estar cansado, já que foi o segundo no seu Draft e vice-MVP por duas temporadas seguidas. LeBron, então, nem se fala.


Um desses dois vai tirar um peso das costas! Quem será: LeBron ou Kevin Durant? Esse capítulo sensacional na história da NBA vai começar a ser escrito na próxima terça-feira, às 22h, no Chesapeake Energy Arena, em Oklahoma.


Muito equilíbrio para os dois lados. A única certa é que um irá escrever, em suas páginas, um final feliz, o outro não.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Vai lá Thunder, chegou a sua vez!

O bom e velho San Antonio Spurs parecia ter voltado, com o francês Tony Parker anotando 17 pontos e dando cinco assistências nos 12 primeiros minutos e os visitantes indo para o segundo período com 34 pontos feitos e 20 sofridos. Esse é o Spurs que a NBA acostumou a ver na reta final dessa temporada, mas, o início de jogo foi uma pura ilusão para os torcedores do time Texano, que viu o Thunder abrir vantagem nos dois últimos quartos, vencendo a partida por 107 a 99, conquistando pela primeira vez o título da conferência oeste e, consequentemente, a vaga na final da NBA.


K.D comemora conquista do oeste,
mas quer algo maior: a NBA
Sim, o jovem time do Oklahoma City Thunder, aquele, sem experiência, que enfrentou jogadores multi-campeões, que estavam encantando a NBA com às excelentes atuações coletivas, pisando na cabeça dos adversários e chegando a final de conferência com 100% de aproveitamento nos playoffs, venceu. Sim, a noite foi dele: Kevin Durant, que fez 34 pontos, pegou 14 rebotes e distribuiu 5 assistências, sendo o dono da festa em OKC, como não poderia ser diferente.


Antes dessa série, por tudo o que já tinha feito, o grande favorito ao título da NBA era o San Antonio Spurs, mas o Thunder, agora, herdou o status, indo em busca de seu anel de campeão como o único invicto dentro de seu ginásio, time de melhor ataque nos playoffs, com 100 pontos ou mais em 14, dos 16 jogos que disputou e uma dupla (Durant e Westbrook), doidinhos para saber qual é a sensação de conquistar o melhor campeonato de basquete do mundo.


Independente do que aconteça na série entre Miami Heat e Boston Celtics, o Thunder, agora, é o time a ser batido.


Vai lá Thunder, chegou a sua vez de brilhar!

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Hoje pode ser a noite de Durant, a noite do Thunder

Depois de bater na trave na temporada passada, perdendo a final do oeste para o Dallas Mavericks, o Oklahoma City Thunder novamente conseguiu chegar a final de conferência e, em um campeonato onde ninguém parecia ameaçar o título dos comandados de Scott Brooks, eis que surgiu o San Antonio Spurs, com a sua sequência de vitórias esmagadoras, para colocar equilíbrio na conferência conhecida como "selvagem".


Durant e o Thunder podem chegar a
sua primeira final de NBA
Nos dois primeiros jogos deu Spurs, que até então estava invicto nos playoffs e era, ou ainda é, o grande favorito ao título da NBA. Mas o jovem time do Thunder conseguiu uma corrida de três vitórias seguidas, acabando assim com os 100% de aproveitamento do time de Gregg Popovich na pós-temporada, virando a série que estava 0-2 para 3-2 e tendo a chance de conseguir chegar à decisão do melhor basquete do mundo hoje à noite, às 22h, quando receberá o time texano no Chesapeake Energy Arena, onde ainda não perdeu nos playoffs, obtendo cinco bons resultados diante de seus torcedores.


Na pós-temporada, Oklahoma City Thunder e San Antonio Spurs são os times que menos perderam, com três reveses para cada lado. OKC e Spurs querem continuar com essa boa marca, mas, depois do jogo de hoje à noite, apenas um dos dois poderá dizer que é o time que menos perdeu até aqui.


Hoje pode ser a noite da consagração de Kevin Durant, hoje pode ser a consagração do jovem time do Oklahoma City Thunder, que para fazer com que a série não tenha que voltar para o AT&T Center, basta fazer o que vem fazendo dentro de casa. Vencer!

Finais de conferência: A rodada foi dos visitantes

Antes dos jogos cinco das finais de conferência, o fator casa estava sendo fundamental para às quatro equipes, com a força da torcida à favor ajudando o time mandante levando a melhor. Mas essa rodada nos reservou algo novo, para felicidade de Oklahoma City Thunder e Boston Celtics, que poderão ser campeões dentro de casa e para tristeza de San Antonio Spurs e Miami Heat, que terão a árdua missão de vencer fora para tentar manter viva a esperança de chegar na final da NBA.


No primeiro jogo cinco, na final do oeste, o Thunder foi muito mais time que o Spurs e fez os comandados de Gregg Popovich terem que engolir a terceira derrota seguida depois de 20 jogos de invencibilidade, perdendo em casa, por 108 a 103. Hoje, às 22h, o Spurs vai para o tudo ou nada na temporada, tentando evitar que mais uma derrota acabe com a sensacional reação que credenciou ou ainda credencia, o time do francês Tony Parker como o grande favorito ao título da temporada.


Chris Bosh voltou, mas não conseguiu evitar a derrota
No jogo que aconteceu na noite de ontem, no American Airlines Arena, em Miami, tivemos mais um duelo equilibradíssimo entre Miami Heat e Boston Celtics, disputado até o final, com cara que, mais uma vez, o jogo precisaria de tempo extra para ser resolvido. Porém, o Boston não quis saber de dar chances do adversário empatar o jogo e crescer diante da sua torcida, fechando o confronto em 94 a 90, convertendo os últimos nove lances-livres tentados.


Com isso, o time verde, desacreditado pela mídia durante toda a temporada, está a uma vitória de conseguir chegar a mais uma decisão de NBA, lutando pelo seu 18° anel de campeão, aumentando assim a sua hegemonia.


Para conseguir tem o direito de disputar às finais, os comandados de Doc Rivers terão a força do TD Garden ao seu lado no jogo que será realizado amanhã, às 21h30h. A torcida irá lotar o ginásio para apoiar o time e fazer com que a série tenha que voltar à Miami.


Se a torcida será um fator importante fora de quadra, dentro dela, a força do Boston está em seu quarteto de ferro, formado por Rajon Rondo, que está com médias de 20.6 pontos e 11 assistências nessa série, Kevin Garnett, sendo uma máquina em conseguir dígitos duplos em dois quesitos, com 13 duplo-duplos em 18 jogos de playoffs, Paul Pierce, líder da equipe e Ray Allen, que vem de duas boa atuações, parecendo finalmente estar 100% recuperado de um problema no tornozelo.


Kevin Durant quer disputar a sua primeira final de NBA
Está na hora do Thunder mostrar que já não é mais time de garotos, enquanto o Spurs quer provar que ainda tem lenha para queimar antes da reformulação da equipe. No leste, a situação é inversa, com a maioria dos astros da atualidade do lado do Heat e a velha guarda, salvo Rajon Rondo, tentando mostrar que na hora da decisão a experiência conta mais alto.

sábado, 2 de junho de 2012

Finais de conferência: Mando de quadra está fazendo a diferença até agora

Ontem (nesse texto aqui) eu questionei se o Boston Celtics, depois de deixar suas principais estrelas em quadra por mais de 40 minutos no jogo 2, teria pulmão para derrotar o Miami Heat, mesmo jogando no TD Garden. Pulmão não faltou, já que os comandados de Doc Rivers não só venceram, como colocaram uma vantagem de 10 pontos, fechando a partida em 101 a 91, mesmo perdendo a última parcial por 28 a 16, para conseguir a primeira vitória na série.


Até agora, o fator casa tem sido importante tanto nas finais da conferência leste quanto na oeste. Dos seis jogos já realizados, contabilizando ambos confrontos, quem jogou diante dos seus torcedores conseguiu levar a melhor, com o Spurs vencendo dois jogos, o Thunder vencendo um e, no leste, a vantagem de 2 a 1 à favor do time da Flórida.


O apoio da torcida está sendo tão fundamental que, na decisão do oeste, OKC conseguiu acabar com a invencibilidade de 20 jogos do Spurs na temporada, sendo 10 vitórias nos playoffs, onde era o único invicto.


Hoje o Thunder novamente recebe o time treinado por Gregg Popovich, às 21h30. No domingo, Boston Celtics e Miami Heat tem mais um encontro marcado no TD Garden, também às 21h30.


Quando a série está dois a um e o time que está em desvantagem joga em casa, eu costumo dizer que é o jogo mais importante da série, podendo levar essa equipe do céu ao inferno, já que uma vitória deixa tudo igual, mas uma derrota é praticamente como assinar o atestado de óbito, já que com três a um contra e com jogo na casa do adversário, a situação fica completamente inversa à possibilidade anterior, e vencer acabar se tornando uma obrigação.  

quinta-feira, 31 de maio de 2012

OKC busca a vitória mais importante da temporada

A temporada do Oklahoma City Thunder se resume a uma partida: a de hoje à noite, contra o San Antonio Spurs, válida pelo jogo três da final da conferência oeste. Se vencer logo mais, às 22h, no Chesapeake Energy Arena, ainda se manterá vivo na briga pelo título da conferência e, respectivamente, pela vaga na final da NBA, mas, caso perca, praticamente dará adeus a temporada, já que terá a missão impossível (nenhum time da NBA conseguiu o feito até hoje) de virar uma série depois de estar perdendo por 3 a 0.


fortalecer o garrafão contra as infiltrações e Manu (foto)
e Parker será fundamental para um bom resultado
Nos dois primeiros jogos, apesar da vantagem do Spurs ofensivamente dentro do garrafão, o time texano teve os seus dois grandes destaques na parte de cima, com o argentino Manu Ginóbili e o francês Tony Parker jogando o fino da bola. Em média, Manu tem 23 pontos, 3 rebotes e 3,5 assistências nessa série, enquanto Parker, fortíssimo candidato ao prêmio de MVP das finais, se o Spurs passar, é claro, com médias de 26 pontos, 5,5 rebotes e 7 assistências.


Os comandados de Scott Brooks estão rendendo bem em quadra, com Kevin Durant, Russell Westbrook e James Harden sendo as principais peças até aqui, como não poderia ser diferente. A chave para a jovem equipe é, se não conseguir parar, pelo menos frear um pouco as investidas de Ginóbili e Parker, que infiltram pelo meio do garrafão com uma facilidade que até faz parecer fácil jogar basquete e ser um mito na NBA.


À favor do Thunder estará o fator casa e a sua apaixonada torcida, que promete deixar o Chesapeake Energy Arena todo azul e fazer a trilha sonora da noite ser: OKC, OKC,OKC!


Uma vitória pode mudar o rumo da série, já que OKC ainda terá mais uma partida em casa antes de voltar ao AT&T Center, podendo ir, inclusive, com a série empatada. Mas, não se engane achando que se não vencer hoje está tudo bem. Não, não vai estar! Em caso de mais uma vitória do Spurs, que chegaria ao 21° triunfo seguido e manteria os 100% de aproveitamento na pós-temporada, o jovem Oklahoma City Thunder já estará praticamente, pela segunda vez seguida, amargando o vice-campeonato da conferência oeste.