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domingo, 17 de junho de 2012

Confiante, Miami Heat iniciará série de três jogos em casa

Mais um capítulo da nova rivalidade da NBA será
escrito hoje 
Depois de abrir vantagem no jogo um e deixar o Oklahoma City Thunder virar, a moral do Miami Heat parecia ter caído um pouco, principalmente pelo fato de ter tido a chance de começar a série roubando o mando de quadra do adversário e, assim, colocando toda a pressão para o outro lado. Mas, no jogo dois, novamente um excelente início, com 18-2, garantiu, lá na frente, a vitória dos visitantes por 100 a 96, não falhando pela segunda vez seguida. Com isso, o time da Flórida foi o primeiro nos playoffs a conseguir derrotar o Oklahoma City Thunder em seu ginásio, dando uma baita moral para o restante da série.


É com esse entusiamo que os comandados de Erik Spoelstra iniciam hoje, às 21h, a sequência de três jogos seguidos em seu ginásio, o American Airlines Arena, que poderá ser o palco do primeiro título de LeBron James. Isso se "The King" e seus companheiros confirmarem o mando de quadra e não darem chances do OKC levar a série novamente para a Chesapeake Energy Arena.


O trio de ferro vai com moral após grande atuação no jogo 2. LeBron teve 32 pontos, 8 rebotes e 5 assistências, D-Wade anotou 24 pontos, pegou 6 rebotes e distribuiu 5 assistências e Chris Bosh foi o dono do garrafão, com 16 pontos e 15 rebotes, sete deles ofensivos. No total, os três jogadores fizeram juntos 72 dos 100 pontos da equipe, pegaram 29 rebotes em um total de 40 e das 13 assistências do Miami Heat, 11 saíram das mãos deles.


Como se não bastasse o fortíssimo trio, Spoeltra "ganhou" um jogador de ataque para essa decisão: Shane Battier, especialista em defesa que já matou 9 bolas de três pontos em 13 tentativas, terminando com 17 pontos em cada um dos dois jogos. 


Leia mais sobre a boa fase ofensiva de Shane Battier clicando aqui


No calor de Miami, o Heat vai contar com a sua morna torcida e seus jogadores de mão quente para a equipe não precisar viajar novamente e dar a chance de seus fãs verem de perto a comemoração do campeonato da NBA. Para o Thunder, resta jogar um balde de gelo no bom clima que o adversário encontrará mais tarde, para, assim, se manterem vivos na briga pelos anéis de campeão.

sábado, 16 de junho de 2012

Shane Battier: O gatilho de 3 pontos dessa final

Em uma decisão repleta de estrelas, como Kevin Durant, LeBron James e Dwyane Wade, era de se imaginar que o gatilho de três pontos das finais da NBA fosse de um desses três jogadores. Mas, depois de duas partidas disputadas, Shane Battier, especialista em defesa, é o jogador que mais bolas de três já matou até agora, com nove acertos, um a mais do que Kevin Durant. 


A diferença de Shane Battier (foto) para Kevin Durant está na porcentagem. O camisa #35 do Thunder tem 8 bolas em 18 tentativas, dez delas no jogo dois, quando converteu 4 bolas. Transformando em percentual de acerto, temos  44,4% para Durant, enquanto Shane Battier está com impressionantes nove bolas em 13 tentativas, tendo 69%, números excelentes para qualquer jogador, principalmente se esse tipo de arremesso não for o seu "prato principal". Desde o início de sua carreira profissional, na temporada 2001-2002, Battier, nas 832 vezes que entrou em quadra, tentou 3.3 bolas de três, acertando 1.3 delas, em média, tendo 38.2% de suas tentativas sendo transformadas em cestas. 


Nessa temporada a sua média caiu, sendo 33.9% bolas convertidas na temporada regular e 37.1% de acerto nos playoffs. Mas, na série contra o Thunder, quando teve 4-6 no jogo um e 5-7 no jogo dois, o jogador do Miami Heat teve 66.7% e 71.4% de acertos, respectivamente. Somando essa boa pontaria nas finais da NBA com as 4 bolas em nove tentativas no jogo do título do leste, contra o Boston Celtics, Battier chegou a sua terceira partida seguida com 10 pontos ou mais, (12+17+17) fato que aconteceu pela última vez na temporada passada, quando ainda atuava pelo Houston Rockets (depois se transferiu para o Memphis Grizzlies, onde fez 23 jogos na temporada passada), fazendo 19 pontos contra o Minnesota Timberwolves, na vitória do seu time por 129 a 125. Nos dois confrontos seguintes foram 10 pontos contra Los Angeles Clippers e Dallas Mavericks, quando o time do Texas teve a única derrota nessa boa série ofensiva do jogador. Os referidos jogos aconteceram nos dias 24, 26 e 27 de janeiro de 2011. 


Nas 36 partidas que já fez contra o Oklahoma City Thunder em toda carreira, ele acumula média de 9.4 pontos, com 31.9% na linha de três pontos, números inferiores aos dois últimos jogos, quando, além da média de acertos já citada acima, está com média de 17 pontos, repetindo a pontuação nos dois confrontos.


Defender bem é o ponto forte do camisa #31
do Miami Heat
Essa é uma boa notícia para a torcida do Miami Heat, que não esperava, pelo menos se tratando de Shane Battier, ter mais uma excelente peça para atacar o Oklahoma City Thunder, principalmente se essa peça estiver fazendo o seu jogo fora do garrafão, já que o adversário dos comandados de Erik Spoelstra tem Serge Ibaka e Kendrick Perkins, dois grandes marcadores dentro da área pintada.


Se você, torcedor do Heat, ainda acha que poderia ser melhor, tudo bem, vamos lá. Essas atuações de Battier foram fora de casa, agora, o time de Miami fará três apresentações seguidas diante de seus torcedores. Bem ou mal, a chance de um jogador atuar melhor em casa é maior, onde ele já está acostumado a treinar, já tem seus pontos de referências bem definidos e poderá contar com o fator torcida, sempre agradável nessas horas.


Os próximos três jogos da final da NBA serão nos dias 17 (domingo), 19 (terça) e 21 (quinta), data na qual poderá marcar o título do Miami Heat, caso não deixe Oklahoma City Thunder roubar o seu mando de quadra. Vamos aguardar e ver se a boa fase de Shane Battier no ataque continua ou se Scott Brooks conseguirá dar um jeito de parar o adversário.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Oklahoma City Thunder volta determinado após o intervalo e sai na frente na final da NBA



Começou o duelo entre Kevin Durant, cestinha da temporada e LeBron James, o MVP. E quem largou na frente foi o jovem jogador do Oklahoma City Thunder, que fez 17 pontos no último período, terminando a partida com 36 pontos (12-20FG), 8 rebotes e 4 assistências, liderando sua equipe na vitória por 105 a 94, na sexta partida seguida que OKC chega ao dígito triplo na pontuação. Com isso, o time comandado por Scott Brooks saiu na frente na final da NBA, abrindo um a zero na série, diante de mais de 18.200 torcedores que lotaram o Chesapeake Energy Arena.


A vitória por 11 pontos de diferença pode parecer, para quem não pôde acompanhar o jogo, que foi uma noite tranquila para os donos da casa, mas não foi. Quem começou dando às cartas foi o Miami Heat, contando com um início de jogo muito bom de Shane Battier, que acertou os seus três primeiros arremessos de três pontos e Mario Chalmers (foto), que teve dois acertos em três tentativas da linha de três pontos, aproveitando que o Thunder havia começado muito preocupado com LeBron James e Dwyane Wade. Claro, o jogo coletivo dos visitantes foi muito importante para o bom início da dupla, pois a equipe rodada bem a bola no ataque e fazia o que queria, enquanto OKC era só Kevin Durant, que fez os 8 primeiros pontos do Thunder.


Miami Heat abrindo vantagem e o Oklahoma City Thunder correndo atrás: esse pode ser o resumo de boa parte da partida. A história começou a mudar de lado depois do intervalo, quando a defesa do time da casa mudou totalmente de atitude, sendo mais agressiva e conseguindo bons contra-ataques rápidos, jogada que adora fazer. Assim, com 0:46 segundos para o fim do terceiro período, Russell Westbrook foi pra dentro da defesa adversária, fez a bandeja e ainda sofreu falta, convertendo o lance livre de bonificação, para colocar o Thunder pela primeira vez à frente do marcador, com 74 pontos à favor e 73 contra.


Nos dois últimos períodos só deu Westbrook e Durant, que fizeram 41 pontos contra 40 de todo o time da Flórida, acabando de vez com uma possível reação de LeBron James e Dwyane Wade. 


Dupla Durant e Westbrook, acabaram com a esperança do Heat vencer o jogo 1
"The King" teve uma atuação muito boa, apesar de ter sido praticamente anulado por Thabo Sefolosha nos 12 minutos finais, terminando com 30 pontos (11-24FG), nove rebotes e 4 assistências. Já Wade foi muito mal, forçando o jogo nos momentos cruciais da partida. Se a bola estivesse caindo, tudo bem, ainda vai, mas não estava. D-Wade teve ruins 7-19 FG, terminando com 19 pontos (5 deles de lances livres), 4 rebotes e 8 assistências. 


Individualidade: Esse foi o fator principal para que o Heat, logo no primeiro jogo, falhar na tentativa de roubar o mando de quadra do Thunder. Nos dois primeiros períodos, com a equipe rodando bem a bola e distribuindo mais a pontuação, o jogo fluía e, parecia que a noite seria dos visitantes. Porém, os comandados de Erik Spoelstra não souberam fazer esse jogo durante os 48 minutos, proporcionando à garotada do Thunder o jogo rápido, o jogo de transição. Tudo que Kevin Durant e companhia mais queriam.


Por falar em jogo rápido, Russell Westbrook teve uma noite a lá Rajon Rondo, distribuindo 11 assistências, pegando 8 rebotes e fazendo 27 pontos.


OKC larga na frente. E está oficialmente aberta a temporada para falar mal de LeBron. Para variar.


Ah, jogo dois é quinta-feira, às 22h, novamente em OKC.




Fotos: Ronald Martinez/Getty Images

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Boston Celtics terá pulmão para vencer o jogo 3?

O Miami Heat fez bem o papel de casa nas duas primeiras partidas da final da conferência leste e abriu dois a zero na série, deixando o Boston Celtics em situação complicada. Mas o time de Doc Rivers vendeu caro a derrota no segundo confronto, levando o jogo para prorrogação, perdendo por 115 a 111.


Rajon Rondo não descansou no jogo 2
Depois do jogo um, que o Miami Heat não teve dificuldades para levar a melhor, eu havia dito que para o Boston Celtics ganhar do time da Flórida tinha que jogar o seu 100%, já o time comandado por Erik Spoelstra não precisava jogar tudo o que sabia para poder abrir vantagem dentro do jogo. Bem, a segunda partida foi totalmente contrária em termos de equilíbrio, mas o que eu falei no jogo um voltou a acontecer.


Rajon Rondo, o melhor armador da NBA, teve que jogar a partida inteira, totalizando 53 minutos em quadra e anotando 44 pontos, pegando 8 rebotes e dando 10 assistências para sua equipe conseguir fazer frente ao Heat. 


Ray Allen ficou em quadra por 43 minutos, Kevin Garnett jogou 45 e Paul Pierce 43 minutos. O único titular que teve um bom tempo de descanso foi Brandon Bass, que ficou 29 minutos atuando. 


Do quinteto titular do Boston Celtics, três jogadores são veteranos, enquanto o Miami Heat tem em sua base um elenco jovem e saudável, puxados por duas estrelas da liga, um baita defensor e um bom armador.


Pegue essa diferença de idade e some ao tempo de quadra de cada jogador. Com certeza veremos que o mais prejudicado nessa história é a equipe Celta.


Para se manter vivo na temporada, não poderá faltar energia ao Celtics
O jogo três (hoje, às 21h30) será de vida ou morte para Garnett, Rondo e companhia. O fator da casa será muito importante para a equipe tentar se manter viva na competição, já que uma nova derrota seria praticamente dar adeus à temporada 2011/2012.


Torcida e time para reverter essa situação o Boston Celtics tem, resta sabermos se, depois da louca maratona do jogo 2 e mais a viagem de volta, às quatro peças fundamentais do elenco terão pulmão para conseguir tal feito.

terça-feira, 29 de maio de 2012

Heat larga na frente em partida que deixou a desejar

São duas séries diferentes, duas conferências distintas, é verdade, mas, depois do jogo de ontem entre San Antonio Spurs e Oklahoma City Thunder, o que se esperava, no mínimo, era vermos algo do mesmo nível de emoção. Mas, em uma partida amarrada, principalmente no primeiro período, quando ambas equipes começaram errando muito e, em uma noite com pouca emoção, o Miami Heat venceu, sem dificuldades, o Boston Celtics, por 93 a 79, em um duelo que não me animou muito.


Lebron mais uma vez brilhou e ajudou sua equipe a vencer
Foto: Mike Ehrmann/ Getty Images
O Celtics pouco produziu, com Rondo tendo 8-20 FG, anotando 16 pontos, pegando 9 rebotes, dando 7 assistências e desperdiçando 4 bolas em absurdos 44 minutos de jogo. Ray Allen foi um desastre com seus 6 pontos, 1-4 FG e 3-7 nos lances livres. Pierce deixou 12 pontos e pobrinhos 2 rebotes e três assistências. No time verde, o único que teve uma noite que pode se considerar na média, pelo que vem fazendo, foi Kevin Garnett, que novamente anotou um duplo-duplo, fechando a partida com 23 pontos e 10 rebotes, jogando na única posição onde o Miami Heat está desfalcado, já que Chris Bosh ainda não tem previsão de volta.


Para o Celtics, parar a dupla LeBron e Wade era fundamental, mas complicado, tanto que missão não foi cumprida, permitindo 54 pontos (32 de James e 22 de Wade), 16 rebotes (13 para LeBron e 3 para Wade), 10 assistências (7 para Wade e três para LeBron) e 5 tocos (2 para Wade e 3 para LeBron) da dupla. Ai complica!


"Cão de guarda" do Heat jogou muito bem na primeira
partida da série final do leste
Grande vitória do Miami Heat, que teve muitos méritos defensivos, com Shane Battier (foto:Mike Ehrmann/Getty Images), fazendo o seu primeiro jogo da carreira em uma final de conferência, defendendo horrores, sendo recompensado com 10 pontos, 10 rebotes (8 ofensivos) e dois tocos, sendo um muito bonito em cima de Paul Pierce.


Defesa forte é sinônimo de tocos, ou seja, foram 11 bloqueios para os donos da casa contra apenas um do time de Massachusetts.


Depois de perder o primeiro período por 21 a 11, os comandados de Doc Rivers, que reclamaram bastante com a arbitragem, sofrendo três faltas técnicas, ainda esboçaram uma reação no quarto seguinte, vencendo por 35 a 25. Mas o grande problema para o maior campeão da NBA é que para ele encostar no Heat tem que dar o máximo de si, enquanto para o Heat abrir, basta imprimir um ritmo mais forte, sem necessariamente jogar tudo o que sabe, tanto é que às bolas de Mario Chalmers, sempre bem vindas nas boas vitórias, não caiu hoje, com o armador tentando seis arremessos sem acertar nenhum.


Chris Bosh faz falta, mas LeBron e companhia sabem lidar com isso. No Celtics, Ray Allen 100% e Avery Bradley também fazem muita falta, mas a diferença é que o nível cai muito sem os dois.


Grande vitória do Miami Heat, mas, por favor, não venham com esse argumento ridículo que o Boston Celtics não aguenta jogar uma série contra o Miami Heat por que o time é velho e sente o cansaço dos jogos. Por favor, isso não, é ridículo. Respeitem às lendas que o Celtics tem em quadra.


Boa noite


*Que foto linda que vocês podem conferir abaixo: Ela foi tirada por Mike Ehrmann, fotógrafo da Getty Images.



sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Shane Battier é do Miami Heat

Essa quinta-feira foi agitada no melhor basquete do mundo, com Tyson Chandler em fase final de acerto de contrato com o New York Knicks, que assim vai perder a chance de trazer Chris Paul, por conta de falta de espaço no CAP. Mas deixando as especulações de lado e falando de coisas concretas, o Miami Heat conseguiu um belo reforço para essa temporada. Trata-se de Shane Battier, que defendeu o Memphis Grizzlies no último ano, na campanha história da equipe, que conseguiu a sua primeira vitória nos playoffs desde a sua existência e fez bonito na fase de mata-mata.


Essa foi uma grande contratação, pois o Miami Heat, que já era uma equipe que tinha um grande leque grande de opções em improvisação de jogadores, com LeBron James as vezes jogando de ala-pivô, por exemplo, ficou mais versátil, fora que Battier é um grande defensor.


Eu gosto de dizer que ele é o tipo de jogador que se doa inteiramente para a equipe, porque ele não aparece muito na maioria dos jogos, mas a sua presença em quadra faz a diferença.


Com Battier no Heat, vai ser mais ou menos o caso do Perkins no Celtics, que apesar de jogarem em posições diferentes, a comparação é válida, porque os dois não são daqueles tipos de jogadores que você não diz que é indispensável, mas quando dispensa sente falta. Foi isso que aconteceu no Celtics quando teve que depender das ações defensivas de Nenad Krstic. Sem contar que o foco defensivo de Battier vai dar mais liberdade para LeBron James e D-Wade no ataque, já que algumas energias serão poupadas na defesa. Opa, olha eu ai já falando sobre uma característica que não vai contar nas estatísticas do Battier, está vendo?


Pelo lado financeiro a transação também foi vantajosa, já que segundo a imprensa norte-americana o jogador aceitou o "mid-level  exception" e vai ganhar US$ 3 milhões por três anos.


Esse é um reforço de peso para o Heat nessa temporada. Não escondo que sou fã do jogo de Battier e me arrisco a dizer que se o Heat estivesse com um jogador desse nível defensivo na última final, sairia com o anel de campeão, mas isso já é passado. Focando o futuro, e que futuro que o Heat tem pela frente, agora, o time que conta com D-Wade, LeBron James e Chris Bosh, vem novamente forte para tentar busca do tão sonhado anel de campeão, mas com uma diferença para a temporada passada: o trio já está entrosado, ou seja, vai ser difícil segurar os caras nessa "regular-season".