terça-feira, 13 de setembro de 2011

Dando o que falar - Leandrinho rebate a declaração de Carlos Nunes

Assim que a seleção conquistou a vaga para as olimpíadas de Londres, o presidente da Confederação Brasileira de Basquete, Carlos Nunes, declarou para quem quisesse ouvir que preferia não contar com Nenê e Leandrinho para os jogos olímpicos. Nenê ainda não se pronunciou sobre o caso, mas Leandrinho foi rápido e já respondeu a afirmação do presidente.


“Cada um tem sua opinião, e eu tenho que respeitar. Tive meus motivos, não me ausentei porque não quis jogar, eu já tenho uma história de 12 anos com a seleção. Mas cada um fala o que quer”, declarou o jogador.


Carlos Nunes poderia deixar a poeira abaixar um pouco para falar sobre o caso, mas não, quis logo ir colocando a boca no trombone (como diria a minha avó) e como sempre, acaba criando um mau estar entre atletas e confederação. Por outro lado, essa declaração de Leandrinho tem meias verdades.


Se ausentou por que teve lá seus motivos? Você queria mesmo estar nesse grupo? Pelas mil e uma histórias inventadas (até que o próprio prove ao contrário) parece que você não queria tanto como diz agora. E essa história de 12 de seleção é meio exagerada, não? Você pode ter sido convocado pela primeira vez há 12 anos atrás, mas dizer que são 12 anos de seleção como se sempre estivesse presente já é demais!


Dessa história eu só sei de uma coisa: Ainda vai dar muito o que falar!

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Números, números e mais números

Tradicionalmente, toda a vez que a seleção brasileira termina uma competição eu venho aqui, sempre com esse mesmo título colocar as estatísticas do nosso selecionado para apontar em quais fundamentos nós fomos bem e quais nós mandamos mal ao longo de uma competição, nesse caso, o pré-olímpico das Américas. Então, vamos ao números.


No pré-olímpico que foi disputado em Mar del Plata, na Argentina, entre os dias 30 de agosto e 11 de setembro, a nossa seleção realizou 10 partidas, venceu 8 e perdeu 2. Tentamos 405 arremessos da linha de dois pontos e acertamos 228. Transformando em porcentagem, temos 56,3% de acerto. Nos arremessos de três pontos foram 216 tentativas e 89 bolas convertidas, dando uma margem de 41,2% de acerto e na linha de lances livres foram 163 tentativas e 113 acertos; 69,3% de aproveitamento.


Huertas foi o cestinha do Brasil na competição
Somando todas as bolas "matadas", fizemos 836 pontos ao longo dessas 10 partidas, sendo 116 pontos do armador Marcelinho Huertas, cestinha do Brasil na competição. É de Huertas também o maior número de assistências; 50 e de disperdícios de bola também, totalizando 30 bolas perdidas. O armador brasileiro foi o que mais tempo ficou em quadra, com 293 minutos jogados.


No quesito rebotes, o pivô Tiago Splitter foi soberano, tendo 12 ofensivos e 54 defensivos, em um total de 336, divididos em 65 ofensivos e 271 defensivos. O pivô brasileiro também comandou o time em tocos. Foram 8 para o jogador em um total de 23 do time.


Mandamos bem quando o assunto é assistência. Como já citei acima, Marcelinho Huertas deu 50 passes que terminaram em cestas, mas o time não ficou restrito apenas a ele. Somando tudo, terminamos com 172 passes que resultaram em pontos. Realizamos muitas assistências, mas por outro lado, perdemos muitas bolas também; 124 no total e conseguimos roubar 52, sendo 12 só do ala-pivô Guilherme Giovannoni.


Nossos números são de bom agrado, principalmente o percentual da linha de dois pontos. O nosso maior problema mesmo ficou por conta dos lances livres, aonde acertamos apenas 69,3%, quando o ideal é ficar sempre com um percentual de acerto igual ou superior a 80%.

Alemanha está fora do Eurobasket

Muitos apostavam em uma melhor sorte da seleção alemã nesse Eurobasket (inclusive eu), mas apesar de contar com todo o talento de Dirk Nowitzki e a ajuda de Chris Kaman no garrafão, os alemães deram adeus a competição após serem derrotados pela Lituânia por 84 a 75 e agora vão disputar o pré-olímpico mundial para ver se conseguem uma vaga em Londres, no ano que vem.

Dirk, o principal jogador dessa seleção e um dos melhores do mundo já está com uma idade avançada (33 anos) e parece não ter mais aquele gás para levar o seu país nas costas. Antes mesmo do torneio começar, ele declarou que sua presença era certa, porém estava cansado. Algumas agências de notícias dão a informação de que essa poderia ser a sua última partida vestindo as cores da Alemanha, mas o jogador ainda não se pronunciou sobre o assunto.

Será que a lenda do basquete alemão vai mesmo se aposentar da seleção? Particularmente creio que ainda dê para ele jogar o pré-mundial, mas acredito que ele deve estar muito desgastado, pelo fato de ter vindo de uma temporada intensa na NBA. Com isso, a sua a participação no último torneio que vai dar vaga nas olimpíadas pode ser incerta. Fato esse que não credenciaria a sua seleção a condição de uma das favoritas.