sábado, 21 de julho de 2012

Derrota é derrota

Todo mundo está elogiando a reação da seleção feminina na partida contra a Austrália, que terminou agora a pouco, com vitória das australianas por 78 a 75. Uma derrota por apenas três pontos de diferença, depois da seleção de Tarallo perder o primeiro período por 25 a 09. Desculpem, mas eu não consigo ver isso como um motivo para se elogiar, pelo contrário.


A minha forma de enxergar é que a seleção feminina se prepara para os Jogos Olímpicos de Londres há mais de dois meses, ou seja, todo esse tempo de treinamento para chegar há uma semana da estréia olímpica e fazer um período horrível como fez hoje, contra a Austrália. Isso não é nem um pouco legal. Se teve uma excelente reação, é simplesmente pelo fato de ter tido um início horrível, concordam?


Essa foi a quarta derrota para o time australiano nessa preparação para Londres-2012. A quarta derrota para um adversário que vamos enfrentar na fase de grupos. Será que isso é legal, é de se elogiar? Eu acho que não.


Aliás, nos dois últimos dias, a seleção feminina só teve catástrofes. Sofreu com a bomba do corte da Iziane, perdeu para a França, adversária da estréia em Londres e sofreu mais uma derrota para a Austrália. Um final de semana terrível.


Faltando sete dias para começar a campanha olímpica, essa seleção está me deixando totalmente desacreditado, ao ponto de não achar nenhum absurdo que a equipe não passar nem da primeira fase.


A nossa situação é a seguinte: Vamos para Londres com um treinador inexperiente para tal competição, com um time de 11 jogadoras, sem ter vencido nenhum amistoso contra adversários fortes e com derrotas recentes para o adversário de estréia (França) e o para o adversário da terceira rodada (Austrália). Entre esses dois jogos, o confronto contra a Rússia, atual campeã européia. 


Será que realmente merece elogios? E se em Londres reagirmos em todas as partidas e perdemos por pouco, será legal? É claro que não! 


Perder feio ou perder "bonito" não tem diferença, derrota é derrota e ponto final.


OBS: Faltando em fazer períodos horríveis, a seleção masculina acabou de perder a França por 78 a 74, sofrendo 23 pontos e fazendo somente 09 na última parcial, após ir para o último período com uma vantagem de 10 pontos. 


Mais tarde voltarei com um post sobre o jogo da seleção masculina, amanhã, contra a Austrália, adversário da estréia em Londres.

Assunto patrocinadores na camisa das franquias volta a ser pauta na NBA

Quando o locaute se instalou na NBA, falava-se em implantar patrocinadores nas camisas das franquias para aumentar a receita das equipes. Agora o assunto voltou à tona e parece ter voltado com força, podendo virar realidade para a temporada 2013-2014, o que se acontecer, será a primeira liga norte-americana a implantar esse sistema de patrocínios em camisas.


Não vou discutir aqui sobre aumento de receita e tudo mais. O que está me deixando intrigado é essa crise financeira em um dos campeonatos mais rentáveis do mundo, que é transmitido em sei lá quantas dezenas de países e tem fãs espalhados pelo mundo inteiro.


O locaute na temporada passada deixou claro que às coisas não estão boas como há algumas temporadas atrás. Agora essa história de patrocinadores em camisas está próximo de se tornar realidade em um futuro próximo, é no mínimo preocupante as medidas que a NBA está tentando usar para poder gerar receitas. 


Isso pode ser normal em outros esportes, mas lá, nos Estados Unidos, essa não é uma pratica comum, ou seja, alguma coisa há para que essa medida seja tomada.


A greve da temporada passada seria uma boa solução para começar a discutir sobre problemas financeiros, distribuição de renda e o uso mais consciente do dinheiro. Mas, os contratos que estão sendo apresentados há alguns jogadores que não passam de medianos, me faz acreditar que o locaute não serviu para nada.


*Atualização - O amigo Rubens Borges, lá no seu blog Hit the Glass, fez um texto mostrando várias maneiras de reclamarmos sobre esse método de se arrecadar mais lucro. Clique aqui e leia. OBS: No texto, o Rubens já deixa bem claro para não faltarmos com educação, mas não vale reforçar: Quem for mandar um e-mail para Adam Silver, por favor, argumentos, argumentos, nada de baixo nível. 

Seleção masculina enfrenta a França em mais um bom teste para Londres-2012

Com Marquinhos liberado pelo departamento médico após ficar de fora desde o jogo contra a Grécia, no dia 28 de junho, a seleção brasileira terá mais um excelente teste visando os Jogos Olímpicos de Londres, enfrentando a França, neste sábado, às 14h30, em território francês, pela primeira rodada de um triangular olímpico, que ainda conta com a seleção da Austrália, nosso primeiro adversário nos Jogos, no dia 29 de julho.


Nenê será requisitado contra a França, que não terá
o pivô Joakim Noah, lesionado
foto: Colin Foster/CBB
Esse será mais um amistoso de alto nível para o selecionado masculino, que se apresenta melhor a cada partida preparatória. Dessa vez os comandados de Magnano terão a oportunidade de duelar contra um time que conta com Tony Parker, Nando De Colo, Ronny Turiaf, Nicolas Batum e Boris Diaw, e o melhor, na casa deles, o que é mais um fator que ajudará no nosso crescimento, há 8 dias da estréia em Londres.


Até o momento o Brasil está fazendo uma bela preparação, tendo vencido com moral todos os adversários mais frágeis, derrotando Grécia e Argentina, duas grandes seleções e vendendo caríssimo as derrotas para a mesma Argentina, em uma partida de arbitragem contraditória e para os Estados Unidos. Em todos os jogos já realizados pelo time brasileiro, a defesa têm sido um dos pontos fortes, não permitindo que nenhum dos adversários tenham ultrapassado os 80 pontos.


Esse será o segundo jogo preparatório contra um time europeu, que joga de forma mais cadenciada e até chega a abrir mão de contra-ataques. Uma nova forma para ver como a defesa implantada por Magnano irá se comportar contra esse estilo de jogo, testando o nosso setor defensivo após o sucesso contra um ataque mais agressivo dos norte-americanos.


Vale também ficarmos de olho em como o time brasileiro fará para frear às infiltrações de Tony Parker, que sempre investe em corridas em direção à cesta, num estilo de jogo parecido com o argentino Manu Ginóbili, jogador que tivemos dificuldades para marcar no amistoso em Mar Del Plata.


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