Depois da derrota para a França, a seleção brasileira se recuperou e derrotou a Austrália por 87 a 71, encerrando os amistosos para os Jogos Olímpicos de Londres. No dia 26 de julho, três dias antes da estréia, o selecionado de Magnano fará um jogo-treino contra a Tunísia, com portões fechados.
Bom, o jogo não foi televisionado, ou seja, não dá para fazer uma análise bem a fundo do que foi esse confronto. Realmente uma pena, já que estamos falando do adversário de estréia nos Jogos Olímpicos. Mas vamos lá.
Pelo o que os números mostram, usar o garrafão será uma boa alternativa para tentar vencer o primeiro jogo em Londres, já que na tarde deste domingo, Tiago Splitter (foto:Colin Foster/CBB) anotou 17 pontos, sendo o cestinha da partida, Nenê Hilário guardou 12 pontos e ainda pegou 10 rebotes e Anderson Varejão fez 8 pontos e conseguiu excelentes 13 rebotes.
No quesito desperdícios de bola, a seleção brasileira foi muito bem, perdendo somente sete bolas em todo o jogo e fazendo com que os australianos desperdiçassem 21 bolas.
Mais uma vez a defesa foi bem, fechando essa fase de preparação sem ter tomado mais de 80 pontos e nenhum confronto. Defesa na qual, é um dos trunfos dessa geração para conseguir uma medalha olímpica, um sonho não muito distante, principalmente pelo que o Brasil apresentou contra grandes adversários, como Argentina, Estados Unidos, França e a própria Austrália.
Foi mais uma boa vitória, para dar mais confiança para um grupo que nunca entrou em quadra em uma partida olímpica. Derrotar e derrotar bem o adversário da estréia, sem dúvida, foi uma excelente maneira de fechar a fase de preparação.
A seleção feminina terminou sua fase de preparação antes de desembarcar em Londres de maneira positiva, vencendo a China por 71 a 62 em partida coletiva do selecionado de Luiz Cláudio Tarallo, com quatro jogadoras terminando com dígitos duplos na pontuação.
Adrianinha teve 17 pontos e seis rebotes; Karla, mais uma vez atuando bem, terminou com 14 pontos; Clarissa (foto) fez uma partida sensacional, anotando 20 pontos e pegando 17 rebotes e Érika contribuiu com 10 pontos e 10 rebotes.
O aproveitamento de quadra foi bom, com 43% das tentativas sendo convertidas em cestas (28/45). Nos lances livres, 10 bolas convertidas em 13 tentativas e nos rebotes, 41 a 36 em favor do Brasil.
Fazendo um balanço dos resultados para essa preparação olímpica, o resultado, na minha opinião, foi muito ruim, mas pelo menos a seleção fechou os amistosos com uma vitória, jogando coletivamente, o que dá mais um pouco de esperança para a campanha em Londres-2012.
A seleção masculina perdeu o seu último amistoso para a França, por 78 a 74, em uma partida onde tinha claras chances de vencer, inclusive, indo para o quarto período com dez pontos de vantagem. Enfim, vida que segue.
Neste domingo, às 14h30, o time dirigido por Rubén Magnano vai tentar a recuperação no último amistoso confirmado antes dos Jogos Olímpicos de Londres, enfrentando a Austrália. Mas até onde vale a pena a seleção brasuca mostrar o seu jogo para tentar a vitória? Afinal, o time australiano será o nosso primeiro adversário em Londres, daqui há uma semana (dia 29).
Terminar a fase de preparação com uma boa vitória seria excelente, principalmente contra o adversário da estréia, onde sempre há um friozinho na barriga. Tudo bem, essa frase já está mais do que batida, mas nesse caso isso é fato, afinal, são 16 anos sem disputar uma olimpíada e ninguém, tirando Rubén Magnano, sabe qual é a emoção de entrar em quadra no maior campeonato de seleções do mundo.
Sinceramente, o resultado desse domingo pouco importa. Creio que Magnano não irá jogar todas suas cartas na mesa contra a boa seleção da austrália. Aliás, creio que o treinador argentino esteja guardando boas jogadas para Londres, e a declaração de Alex Garcia, dizendo que o time está 70% do que vai render nos Jogos Olímpicos, fortalece ainda mais o meu pensamento.
O amistoso de logo mais, como o nome já diz, é um amistoso, ainda não é nada pra valer. Essa partida será importante para o Brasil, e é claro, para a Austrália, fazer um estudo para o primeiro jogo em Londres-2012. Descobrir qual defesa vai se encaixar melhor, qual forma de atacar será mais eficiente, quem leva mais vantagem marcando quem, enfim, um teste, só isso.
Se vencermos, parabéns, se perdemos, nada de pânico. O Brasil e Austrália que realmente vai valer alguma coisa será no próximo domingo, dia 29, quando aí sim, vai faltar unhas para roermos.
Mais notícias:
Não foi o dia dos brasileiros na Summer League
Lesão no ombro de Marc Gasol preocupa Scariolo
Scott Machado desencanta na Summer League e dá um importante passo para conseguir um contrato na NBA