quarta-feira, 22 de agosto de 2012

FIBA ainda não recebeu propostas para o Pré-Mundial Feminino. Entra na jogada CBB!

No post logo abaixo deste (clique aqui para ler) eu falei da falta de proveito das nossas instalações, citando que a Arena Barra praticamente não recebe mais jogos de basquete e, que há alguns bons ginásios no Brasil que são pouco aproveitados, enquanto poderiam estar brigando para sediar competições continentais importantes. Ou vai me dizer que a Arena Barra, no Rio de Janeiro, por exemplo, não tem condições de ser sede do Pré-Mundial, Pré-Olímpico e por aí vai? Claro que tem!!!

Logo após fazer o post tratando do assunto, dizendo que o Brasil está papando mosca, enquanto Argentina e, principalmente Venezuela, que sediou o Pré-Olímpico Mundial e agora sediará o Pré-Mundial de 2013, estão ganhando destaque por sediarem competições importantes, leio no site da CBB que a FIBA ainda não recebeu propostas oficiais das Confederações, mostrando interesse em sediar o Pré-Mundial feminino, e que a FIBA entrará em contato com essas Confederações na próxima semana para tratar do assunto.

Está aí a chance do Brasil. A CBB não pode deixar essa chance escapar e perder a oportunidade de reunir algumas das melhores seleções femininas do continente em território brasileiro, ainda mais nessa época, que o basquete feminino dentro do Brasil passa por uma péssima fase, precisando ser mais disseminado e atrair mais olhares da mídia. Chance melhor do que essa só em 2016, quando haverá os Jogos Olímpicos o Rio, mas até lá faltam quatro anos.

Eu entrei em contato com a Confederação Brasileira de Basquete para saber se realmente há interesse por parte deles em trazer esse torneio para o Brasil, o que, repito, seria muito bom para a modalidade, que hoje em dia está muito enfraquecida dentro do país. Uma das assessoras, que não irei citar nomes, ficou de me dar a resposta. 

Bom, vamos torcer para que essa resposta seja positiva e que a CBB esteja realmente querendo entrar nessa briga, que por enquanto não tem ninguém, para sediar o Pré-Mundial Feminino.

E o tal do legado, cadê? Cadê as competições internacionais no Brasil, CBB?

Sempre que uma cidade/um país, recebe um campeonato que requer altos investimentos, como foi o Pan-Americano do Rio de Janeiro, em 2007 e como será a Copa de Mundo no Brasil, em 2014 e os Jogos Olímpicos no Rio, em 2016, o que sempre se ouve falar é o tal do legado, o que a competição poderá deixar de bom para a cidade, afinal, ninguém gasta bilhões para simplesmente abrigar uma competição por um mês, não é verdade? Mas parece que o Brasil não sabe bem disso.

Falando exclusivamente de basquete, a excelente Arena Barra, um ginásio maravilhoso, foi criado para os Jogos Pan-Americanos do Rio, em 2007. Após a competição, a arena está praticamente às moscas, sobrevivendo com um show aqui, outro ali e sendo também uma das casas do UFC no Brasil, mas e o basquete, não vai mais dar às caras por lá não? Porque a nossa Confederação não usa essa grande instalação para tentar trazer competições importantes para o Brasil?

Depois de sediar o Pré-Mundial, agora a Venezuela será a casa da Copa América de 2013, que dará uma vaga no Mundial do ano seguinte, na Espanha.

O Brasil/Rio de Janeiro tem completas condições de receber uma competição desse nível, mas parece que falta interesse em querer ser o país sede.

O Pan foi embora e nada de aproveitar a Arena Barra para trazer grandes competições para a cidade do Rio. Segundo pesquisei nos registros da FIBA, a última vez que a cidade do Rio de Janeiro foi sede de uma grande competição de basquete foi no ano de 1963, quando recebeu o Mundial, que teve o Brasil como campeão, vencendo os seis jogos que fez. Nove anos antes desse mundial, o Rio já havia sido sede de outro Mundial, em 1954, terminando com o título dos Estados Unidos e o vice do Brasil. Ambos os mundiais foram na categoria masculina.

A última competição de grande porte no nosso país foi a FIBA Américas feminino de 2009, em Mato Grosso do Sul, três anos depois do Mundial feminino de 2006, em São Paulo.

Faltam quatro anos para os Jogos Olímpicos e seis para o Mundial de basquete de 2018, quando às nossas instalações ainda estarão fresquinhas. Será que a CBB vai se mexer os pauzinhos para tentar trazer para o Brasil o Mundial da categoria? 

Na boa, dois anos após os Jogos Olímpicos, se candidatando, é vitória praticamente certa da cidade do Rio para ser a sede do Mundial, a não ser que o projeto seja mal apresentado.

E então, será que vamos criar um legado após às olimpíadas e tentar trazer mais competições importantes para o Brasil ou os nossos dirigentes da CBB novamente não vão aproveitar a herança de duas grandes competições que o Brasil sediará nos próximos anos?

Vai ter espaço para James Harden?

O Oklahoma City Thunder, uma franquia inferior, em questão de arrecadação, em relação às cidades de Nova Iorque e Los Angeles, por exemplo, está dando às cartas como gigante. Com Kevin Durant e Russell Westbrook garantidos até a temporada 2015/2016, com West ganhando impressionantes 80 milhões de dólares por cinco temporadas, o City Thunder resolveu estender seu contrato com o congolês, naturalizado espanhol, Serge Ibaka, por mais quatro verões, pagando 48 milhões de dólares para isso. Pode parecer muito para Ibaka, mas estamos falando de um jogador de apenas 23 anos, com um excelente tempo de toco e muita força física. E todo mundo sabe que achar bons jogadores de garrafão está se tornando cada vez mais raro.

Com essa renovação, o Thunder comprometeu grande parte do seu CAP, e o problema é que James Harden ainda não possui um novo contrato.

Se tornando agente livre restrito após essa temporada, Harden, o melhor sexto homem da NBA na temporada passada, e campeão olímpico em Londres,  está com o seu futuro indefinido em Oklahoma.

Com seu CAP nas alturas, a equipe de Oklahoma terá que se sacrificar para manter o projeto super ambicioso para uma franquia sem muita arrecadação, o que vem dando certo até agora, afinal, nas duas últimas temporadas, vieram a conquista do vice da conferência oeste e, na temporada passada, o título do oeste e o vice da NBA.

Para o Thunder, perder Harden pode ser muito ruim, ainda mais agora, que o Los Angeles Lakers montou um puta quinteto titular, com a chegada de Steve Nash e Dwight Howard, que irão se juntar a Kobe Bryant, Ron Artest e Pau Gasol.

E aí, será que o Thunder está disposto a se sacrificar para poder manter um dos principais jogadores que fazem da franquia um sucesso?

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