quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Depois da derrota na estreia do Paulista, o atual campeão Pinheiros vai em busca da recuperação

O novo elenco do Pinheiros
Foto:João Pires/Divulgação
O Campeonato Paulista segue a todo o vapor nesta quinta-feira, com a realização de mais quatro jogos. O destaque da noite fica por conta do atual campeão, o Pinheiros, que vem muito desfalcado para essa temporada, perdendo a dupla Olivinha e Marquinhos, que foram para o Flamengo, não contando mais com o armador argentino Figueroa, que foi para Franca e com Shamell ainda se recuperando de lesão. A somatória disso tudo resultou em uma estreia ruim no estadual, perdendo para o Mogi das Cruzes, por 91 a 80, no último domingo.

Passado a zebra da estreia, os comandados de Cláudio Mortari terão a oportunidade de se recuperar na competição, indo até São Bernado do Campo, no interior do Estado, para enfrentar a equipe do Metodista, às 20h desta quinta-feira, no confronto de equipes que ainda não venceram, já que o Metodista também perdeu na estreia, não sendo páreo para o atual vice-campeão paulista e brasileiro, São José.

A verdade é que o Pinheiros, com a saída de alguns jogadores que já citei acima, e sem Shammel por mais algum tempo, perde muito poder de fogo, pouco lembrando o elenco que fez uma grande temporada no ano passado, chegando ao primeiro título do estadual em toda a história do clube, disputando finais de competições internacionais e fazendo uma grande campanha no Novo Basquete Brasil.

Algumas boas peças que estão chegando, como o armador Fernando Penna, ex-Franca e Araújo, ex-Paulistano, ainda levarão um tempo para se entrosar com os remanescentes, o que é natural.

Hoje, mesmo jogando fora de casa, o atual campeão não deverá ter muitas dificuldades para vencer, pelo menos é o que se espera, mas a derrota na primeira rodada terá que ser recuperada lá na frente, contra uma grande equipe, para que o Pinheiros possa ir em uma situação confortável para os playoffs.

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Há 25 anos, Brasil derrotava os Estados Unidos na casa deles e conquistava o Pan-Americano

O dia 23 de agosto de 1987 entrou para a história não só do basquete brasileiro, mas também para a história do basquete mundial, com a seleção brasileira, que era treinada pelo lendário Ary Vidal, e contava com jogadores como Oscar, Marcel e Paulinho Villas Boas, derrotando os Estados Unidos, em Indianápolis, na final do Pan-Americano, por 120 a 115, decretando a primeira derrota dos Estados Unidos em solo norte-americano.

Ninguém poderia imaginar que o Brasil, que até então tinha apenas uma medalha de ouro pan-americana, poderia, dentro dos Estados Unidos, derrotar uma seleção que já tinha conquistado oito ouros em nove edições da competição, mas, com 46 pontos de Oscar e 31 de Marcel de Souza, o selecionado brasileiro foi lá e o fez, conseguindo superar o início ruim de partida, que foi marcada por contra-ataques eficientes dos donos da casa. Nesta quinta-feira, esse feito histórico completa 25 anos.

Para comemorar essa marca no basquete mundial, a CBB vai realizar um almoço nesta quinta-feira, às 12h, para o grupo que fez parte dessa história, tendo presença já garantida de Marcel de Souza, Jorge Guerra, o Guerrinha; Gerson Victalino e Israel Andrade, além do treinador na ocasião, Ary Vidal, e do assistente José Medalha; Ricardo Cadum; André Stoffel; Silvio Malvezi; Rolando Ferreira; Maury de Souza; Pipoka, e o hoje diretor de Relações Internacionais da CBB, Paulinho Villas Boas.

Uma grande iniciativa da CBB para um grande feito, que está guardado eternamente na memória do basquete mundial.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Chegou a hora do adeus de Marcelinho Machado à seleção

Foram 15 anos defendendo a seleção brasileira, agora, depois de realizar o sonho de disputar uma olimpíada, Marcelinho Machado, que segundo os registros da CBB fez 119 jogos e marcou 1669 pontos com a amarelinha, se despede da seleção.

Foram 15 anos, na saúde e na doença da seleção brasileira. Marcelinho sempre esteve lá, defendendo seu país e ajudando em importantes conquistas, sendo bi-campeão da Copa América, tri-campeão Pan-Americano, duas vezes campeão Sul-Americano no adulto e mais uma conquista na sub-22 e, é claro, os feitos mais recentes, que foi o vice-campeonato no Pré-Olímpico das Américas, colocação que garantiu à seleção a volta aos Jogos Olímpicos após três edições de ausência e o quinto lugar nos Jogos Olímpicos de Londres, que garantiu ao Brasil o posto de nona melhor seleção do mundo na atualidade.

Com 37 anos, Marcelinho viveu momentos de estrela na seleção, como no Pré-Olímpico das Américas de 2011 e os 211 pontos em nove partidas na conquista do bi Pan-Americano do Brasil, mas também viveu momentos de coadjuvante, como foi em Londres.

Estrela ou coadjuvante, ele tem o seu nome guardado na história da seleção e do basquete brasileiro, como um dos principais jogadores de sua geração.

Agora, pendurando os sapatos de cano alto na seleção, Marcelinho vai se dedicar exclusivamente ao Flamengo, que montou um baita elenco para a temporada, afim de conquistar o Campeonato Carioca, o Novo Basquete Brasil e a Liga Sul-Americana.

A disputa para saber quem será o novo camisa quatro da seleção está lançada, e o agora ex-dono dessa camisa citou os jovens Vitor Benite, agora companheiro de Marcelinho no Flamengo e Matheus Dallas, que fez uma grande temporada passada no Vila Velha e volta ao Limeira, como os principais nomes para substituí-lo.

Chegou a hora de dizer adeus Marcelinho. Parabéns por todos esses anos defendendo a amarelinha.

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