terça-feira, 4 de setembro de 2012

Mais uma da série: problemas financeiros

É impressionante como sai ano entra ano, algumas equipes brasileiras sofrem para conseguir manter seus projetos no basquete. O Bauru, que fez uma belíssima temporada passada, estava sob risco de acabar. O Araraquara, que fez um péssimo NBB quatro, vencendo apenas dois jogos em 28 confrontos, já anunciou que não participará da quinta edição do nacional. O Tijuca Tênis Clube, que fez uma participação mediana na sua estreia em NBB's, quase ficou de fora também. O Vitória Basquete abandonou o NBB4 quando a tabela já havia sido divulgada, enfim, exemplos não faltam.

Dessa vez o problema está no Vila Velha, que terá mais 24 horas para confirmar ou não, junto com a Liga Nacional de Basquete, sua participação na próxima edição do nacional.

Equipe capixaba foi o saco de pancadas da temporada
passada
O problema é antigo, todo mundo já conhece. É a famosa falta de grana. O time capixaba possui uma parceria com a Chocolates Garoto, mas precisa de mais apoiadores para manter-se na elite do basquete brasileiro.

O presidente da equipe, Luiz Felipe Azevedo, diz que está conversando com quatro empresas para ver se consegue fechar negócio com pelo menos uma delas, o que, segundo ele, já seria suficiente para confirmar a participação no NBB5. 

É impressionante como os times brasileiros passam por dificuldades a cada ano para manter seus projetos. Sempre tem no mínimo uns dois. Isso só falando dos times que estão na elite, imagine o que não deve acontecer com equipes Brasil à fora.

Independente de conseguir tal apoio para participar da próxima edição do nacional, é uma situação muito desconfortante para o clube, tenho certeza disso. E se não conseguir fechar boas parcerias, será apenas um sobrevivente no NBB, tendo tudo para repetir a péssima campanha na temporada passada, quando ficou na última colocação, perdendo 27 dos 28 jogos que fez.

Uma pena!

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Howard declara amor por Orlando

O pivô Dwight Howard comprou um anúncio na página dominical do jornal Orlando Sentinel (foto ao lado) para agradecer pelos oitos anos que atuou pelo Orlando Magic, dizendo que "jogar basquete na NBA é uma benção e ter tido a oportunidade de jogar para a torcida de Orlando por oito anos foi um privilégio e uma honra. Palavras não podem expressar o amor que tenho pela cidade”.

Quando eu li essa declaração confesso que fiquei um pouco tonto, sem entender nada o que estava acontecendo.

Primeiramente, Howard tem todo o direito de escolher por qual time ele quer jogar, afinal, o basquete para os jogadores não é entretenimento como é para nós. Para eles, basquete é trabalho, é a fonte de dinheiro e mais, sucesso profissional, o que D12 está buscando agora no Los Angeles Lakers.

Quem somos nós para dizer se ele ama ou não a cidade de Orlando? Quem somos nós para apontar para ele e dizer: não, você deveria ter ficado no Magic até o final da sua carreira. Não somos ninguém, cada um faz o que quer da sua vida. Mas há de se admitir que há uma contradição no que ele diz agora com suas atitudes até alguns meses atrás.

Howard estava louco para mudar de time, custasse o que tivesse que custar. Conseguiu, saiu do Magic, odiado pelos torcedores, que chegaram até a queimar a camisa com o nome do jogador, agora, faz juras de amor. Será que está querendo limpar sua barra?

Errado não foi ele sair do Magic, errado, e aí sim podemos falar, foi a falta de carácter que ele teve para com a franquia. 

Trocar de time não é o problema, o problema está no meio como se faz isso, como foi o caso de LeBron e agora o de Howard. Sério, precisa disso tudo? 

Poxa, olhando para o mesmo Lakers, nós temos um exemplo claro que para trocar de time não necessariamente precisa sair sendo odiado pelos torcedores da sua antiga franquia. Steve Nash, que passou os últimos oito anos no Phoenix Suns saiu e não deu em nada, Shaquille O'Neal se aposentou pelo Boston Celtics e agora terá a camisa aposentada no Lakers, enfim, se fizermos uma lista, podemos ficar aqui o dia inteiro.

Eu não sei não, às vezes falta mesmo é um pouquinho de inteligência. 

Só lembrando que Howard chegou no Lakers falando que preferia ter ido para o Nets, enfim...

domingo, 2 de setembro de 2012

Reformulado, Minas Tênis Clube quer voltar a ser uma das forças do NBB

Semifinalista nas duas primeiras edições do Novo Basquete Brasil, ficando na terceira colocação no NBB1 e na quarta, no NBB2, a equipe do Minas Tênis Clube apresentou seu novo elenco para a temporada 2012/2013 buscando, depois de duas participações ruins no nacional, ficando em 10° lugar no NBB3 e em 13° no NBB4, voltar a ser uma força dentro do país.

Do elenco da temporada passada restou apenas o treinador, Raul Togni Filho e dois jogadores: o armador norte-americano Mark Borders e o jovem ala Bruno Irigoyen, de apenas 20 anos. 


Para esse projeto que visa colocar a equipe mineira novamente entre os gigantes da modalidade no país, o clube contratou oito jogadores, sendo cinco deles ex-atletas de times paulista. São eles: os pivôs Douglas Nunes, ex-Bauru e a dupla Mineiro e Ançaloni, que estavam no Liga Sorocabana, os alas Renato, ex-Pinheiros, Betinho, ex-Paulistano, Robson, ex-Vitória Basquete, o armador Henrique Coelho, que vem do rival Uberlândia e mais o norte-americano Anthony Walton. O grupo ainda contará com o armador Wilsinho, os alas Danilo, Tobias e Vitor Salvador e os pivôs Moisés e Leonardo Demétrio, todos vindo da base.

Além das boas contratações, o Minas agora terá um novo patrocinador Master, a seguradora Icatu, que está apostando alto na equipe, assinando um contrato por quatro temporadas.

Não é novidade nenhuma que o Minas Tênis Clube, que agora irá se chamar Icatu/Minas, precisava acordar para a vida e dar a volta por cima para não ficar para trás, já que nas últimas temporadas não estava fazendo campanhas dignas de sua tradição, perdendo, inclusive, a hegemonia dentro do Estado, com o Uberlândia vencendo o Campeonato Mineiro nos anos de 2010 e 2011, encerrando com a sequência de três títulos seguidos do Minas.

No NBB, como já falei nas primeiras linhas, as duas últimas participações foram muito ruins, principalmente a última, ficando à frente somente do Vila Velha, que venceu apenas uma partida e do Araraquara, com dois bons resultados. Essa foi a primeira vez que o Minas ficou de fora dos playoffs desde que a Liga Nacional de Basquete passou a organizar o nacional.

Muito bom ver essa reformulação do Minas, pena que foi preciso praticamente a equipe chegar ao fundo do poço, fazendo campanhas horríveis, para que uma providência fosse tomada.

Só para complementar o que estou falando, na quarta edição do Novo Basquete Brasil, o Minas teve o quinto pior ataque, com médias de 77.82 pontos marcados, foi o quarto pior em rebotes, o sexto pior em assistências, o quinto time menos eficiente e foi a quinta equipe com o pior percentual de arremessos transformados em cestas na competição.