quarta-feira, 20 de junho de 2012

Seleção B realmente precisa vencer e convencer?

Vencer e convencer: Eita frase dita no esporte, seja no futebol, no vôlei, basquete, enfim, se faz parte da categoria esportes, essa frase é, ou pelo menos uma vez já foi citada. 


A seleção brasileira adulta B, que está disputando o 45° Campeonato Sul-Americano, conseguiu hoje a sua primeira vitória com moral, derrotando a Bolívia por 95 a 46, na partida em que mais pontuou e a que menos levou cesta na competição. Com esse resultado, o time comandado por Gustavo De Conti chegou ao terceiro triunfo em três jogos, garantindo a vaga na fase semifinal e, consequentemente, o direito de jogar a Copa América 2013, que é classificatória para o Mundial de 2014.


A Bolívia é uma seleção fraquíssima, deixando claro que seria o saco de pancadas desde a primeira rodada, quando perdeu para o Uruguai por 122 a 36. Nas duas vitórias anteriores, o Brasil teve muita dificuldade para bater os paraguaios e o uruguaios. Mas, e daí, a nossa seleção "B" realmente precisa vencer e convencer?


Vitor Benite é um dos jogadores que fazem
parte da nova safra brasileira
Foto: Marcelo Figueras/FIBA
Na minha opinião não. Essa não é, nem de longe, a competição mais importante do ano, já que os Jogos Olímpicos de Londres estão aí. O nosso treinador não é o principal, o argentino Rubén Magnano, que indicou Gustavo De Conti, comandante do Paulistano, para ficar à beira da quadra nesse torneio.


Os jogadores, alguns promessas, como Cristiano Felício, outros que poderão integrar o grupo olímpico e, alguns, que não tem, pelo menos até agora, condições de chegar à seleção A.


O nosso objetivo era nos classificar para a Copa América do ano que vem, o que já foi feito e, diga-se de passagem, com 100% de aproveitamento. O troféu de campeão, se vier, será lucro.


É como o vice-campeonato do Pré-Olímpico de Mar-Del-Plata. Ninguém reclamou, pelo contrário, comemorou, pois o resultado nos garantiu nos Jogos Olímpicos depois de 16 anos de espera.


Sinceramente, espero que não me interpretem errado, mas, dessa seleção, não é para se cobrar nada. Não são eles que vão à Londres, não são todos eles que representam o futuro do basquete brasileiro. É só uma seleção, uma seleção B, quebrando o galho da A, que assim terá mais tempo para se preparar para o título que realmente importa, que é o Olímpico.

Brasil pode ser campeão da Copa América sub-18 em casa

Depois de derrotar a forte seleção do Canadá, na noite de ontem, por 66 a 62, a seleção brasileira masculina sub-18 garantiu, pela segunda vez seguida, a vaga na final da Copa América sub-18, que está sendo disputada na cidade de São Sebastião do Paraíso, em Minas Gerais.


Assim como em 2010, última vez que competição foi realizada, os nossos adversários na grande decisão serão os norte-americanos, que derrotaram os argentinos por 107 a 72, conseguindo o direito de lutar pelo bicampeonato. A final será hoje, às 20h.


Na última final, disputada em Las Vegas, perdemos por 81 a 78, com Kyrie Irving, hoje no Cleveland Cavaliers, sendo o cestinha do confronto, com 21 pontos, na nossa melhor participação até hoje. Ou seja: No mínimo igualaremos a nossa melhor campanha.


Nessa edição, devemos ficar de olho na dupla William Shaquille Googwin e Jarnell Stokes, que juntos acumulam 29.3 pontos, em média, nas quatro partidas já realizadas.


Armador brasileiro é um dos destaques da competição
Foto: Diego Evangelista/CBB
No Brasil, os nossos dois principais jogadores são: Lucas Dias (16 anos), terceiro cestinha da competição, com médias de 16.8 pontos e terceiro maior reboteiro, com nove rebotes em média e Deryk Ramos (foto acima), que tem médias de 15 pontos, e 3.2 assistências.


Na último confronto, pela última rodada da fase de grupos, os Estados Unidos levou a melhor, nos vencendo por 83 a 64, mas agora o assunto é outro, é final. E, em finais de Copa América sub-18, os últimos três países que sediaram saíram com o prêmio de campeão. Vamos torcer para que essa escrita continue.

LeBron James está muito perto do seu 1° título na NBA

Novamente o Miami Heat confirmou o seu mando de quadra, vencendo o Oklahoma City Thunder por 104 a 98, depois de ter começado o jogo sucumbindo a dupla Kevin Durant e Russell Westbrook, que fizeram 18 pontos e deram 4 assistências no primeiro período, que foi vencido pelos visitantes por 33 a 19. 


LeBron e o Heat estão com uma mão no troféu de campeão
Depois disso o Heat disse: "Agora é a minha vez". Foi lá e emplacou 27 a 16 no segundo período e 33 a 26 no terceiro, levando o jogo para o último quarto com vantagem de apenas quatro pontos (79 a 75).


Nos 12 minutos finais, ninguém brilhou mais do que Mario Chalmers, que fez 12 pontos, para levar o Miami Heat a sua terceira vitória em quatro jogos disputados, ajudando LeBron James, que nessa noite fez 26 pontos (jogando com câimbras nos minutos finais e, mesmo assim, matando uma importante bola de três pontos), pegou mais 9 rebotes e deu 12 assistências, a ficar muito perto do seu primeiro título da liga, que é o grande sonho desse espetacular jogador, taxado de amarelão.


Agora a situação do Miami Heat é a seguinte: Precisa de mais uma vitória em três partidas, com a próxima, quinta-feira, às 22h e, se necessário, os jogos seis e sete, quando a série voltará para Oklahoma. Isso, é claro, se o time do treinador Scott Brooks conseguir quebrar o mando de quadra do adversário.


Nunca, na história da NBA, um time que esteve vencendo uma série por 3 a 1 permitiu a virada. 


Tabus foram inventados para serem quebrados, mas acho que não será dessa vez. LeBron, se prepare, seu primeiro título está muito, muito, muito próximo.