terça-feira, 21 de agosto de 2012

A situação está feia para a seleção feminina no Mundial sub-17

Na quarta rodada do Mundial feminino sub-17, a seleção brasileira sofreu o seu quarto revés, perdendo para as holandesas por 62 a 42. Pensei em fazer um post sobre a partida logo após o termino do confronto, mas resolvi esperar pelo fim da rodada, que teve a vitória da Austrália sobre a Turquia, por 63 a 53, para ter todas às estatísticas completas, de todos os times, para poder passar algumas informações a vocês. Então vamos lá.

Com mais uma derrota feia para um selecionado inexpressivo na modalidade, o Brasil deu adeus à competição, não tendo mais chances de classificação, já que possui apenas mais uma rodada para tentar a primeira e única vitória, enfrentando, nesta quarta-feira, a Turquia, o outro selecionado que ainda não venceu na competição. A Austrália, quarta colocada no grupo B, o grupo do Brasil, possui quatro vitórias e não corre mais o risco de perder a vaga na fase quartas de final.

Ontem eu falei aqui que o nosso selecionado feminino sub-17 possuía a segunda pior defesa e o segundo pior ataque da competição, só ficando à frente da seleção de Mali. Hoje, após essa rodada, a situação é a mesma, porém, desta vez, trarei alguns números para reafirmar o quão ruim está sendo a campanha brasileira.

O percentual de acerto do Brasil em quadra é simplesmente horrível, com apenas 28.8% dos arremessos tentados sendo convertidos, ficando na frente somente de Mali, que possui 26.3% e Austrália, a seleção com o pior aproveitamento, tendo 25.1%. O Brasil, durante essas quarto partidas, tentou 278 arremessos, acertando apenas 80.

Quando nos restringimos à linha de dois pontos, o aproveitamento sobe para 32.6%, mas, nos três pontos, a seleção brasileira possui o pior índice de acerto, com 13%, tendo convertido sete bolas em 54 tentativas. Isso mesmo, 54 tentos para apenas sete acertos.

Se você está achando isso tudo ruim, que tal 50.7% na linha de lances livres? Horrível, não é verdade? Só não consegue ser pior do que Mali, que possui ridículos 38.5% de acertos.

O único quesito que o Brasil aparece bem são nos roubos de bola, tendo 15,5 roubos por partida, ficando na segunda posição, com 0.5 de desvantagem para o líder Japão.

Definitivamente a seleção brasileira está fazendo uma campanha vergonhosa nesse Mundial, sendo derrotada por times que éramos para passar por cima com facilidade. Onde já se viu o Brasil perder por 21 pontos de diferença para o Japão? Perder da Austrália é aceitável, pela tradição do país no feminino, mas, sofrer um revés para Holanda, que é um zé ninguém no basquete, por 20 pontos de diferença, é muito, mas muito preocupante.

Contra a Turquia, nesta quarta-feira, o Brasil terá a chance de terminar a competição de uma maneira menos vergonhosa, tentando a sua única vitória, para não ter ido à Amsterdã, onde está sendo disputada a competição, apenas para passear.

Lembrem-se, se nos Jogos Olímpicos de 2020 o Brasil fizer uma campanha horrível no feminino, isso será fruto do que está acontecendo hoje.

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Será que 16 seleções é o ideal para os Jogos Olímpicos?

A FIBA está querendo fazer com que o basquete volte a ter 16 seleções nos Jogos Olímpicos, algo que não acontece desde a olimpíada de Munique, na Alemanha, em 1972. 

Para novamente ter 16 selecionados nos Jogos, a Federação Internacional de Basquete precisa da autorização do Comitê Olímpico Internacional (COI), que não parece muito disposto a adicionar mais quatro times, já que a FIBA fez o pedido por duas vezes e, em ambas ocasiões, foi negado.

A questão é a seguinte: será que vale a pena vermos 16 seleções no basquete olímpico?

O lado bom é que, com mais seleções, haverá mais jogos, sem contar que a adição de mais quatro selecionados fará com que o esporte tenha mais participação de alguns países que não possuem tanta tradição olímpica, logo, disseminando mais ainda a modalidade pelo mundo.

Em contra partida, o Mundial está aí para isso, para que mais seleções possam participar, apesar da competição ser mal planejada, sempre ocorrendo no mesmo ano do Mundial de futebol, o que acaba, por consequência, fazendo com que poucos saibam que naquele determinado ano haverá um mundial de basquete, afinal, competir com o futebol é complicado na maioria dos países do mundo. Mas isso a FIBA já está reconhecendo e querendo mudar o calendário para que a competição tenha mais visibilidade.

Com 24 participantes, creio que o Mundial já cumpra esse papel de dar a chance de equipes menos tradicionais estarem inteiradas com a modalidade.

Para uma olimpíada, particularmente eu não gostaria de ver 16 seleções e, para ser bem radical, se fosse para alterar o número de participantes, diminuiria para dez, pois entendo que às olimpíadas são apenas para a nata da modalidade, para os melhores dos melhores entre os melhores, entenderam?

Se com 12 equipes sempre há aquela que será o caso de pancadas, como foi a Grã-Bretanha em Londres, o Irã e a Angola em Pequim, e por aí vai, com 16 times o nível cairia mais. Com todo o respeito, quem gostaria de assistir Irã e Angola, por exemplo, nas olimpíadas?

Volto a dizer que, na minha visão, o único lado bom seria o maior número de partidas, mas, em uma competição de altíssimo nível como os Jogos Olímpicos, o que deve sempre estar em primeiro lugar é a qualidade desses confronto e não a quantidade. Deixe isso para o Mundial.

Há 40 anos atrás, quando a última edição com 16 equipes foi disputada, tivemos as participações de equipes fracas, como Polônia, Filipinas, Japão, Senegal e Egito, o que, sem dúvida, não é legal para a modalidade. Repito: deixe isso para o Mundial.

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O que a não participação de Manu Ginóbili do próximo Pré-Mundial pode representar?

Em seu blog no site argentino La Nación, o astro da Argentina Manu Ginóbili anunciou que não participará da Copa América 2013, que servirá como Pré-Mundial para 2014. Bem, essa notícia já está surfando na grande rede deste o início da tarde, portanto, a maioria já sabe desse acontecimento. A questão é o que a não participação de Ginóbili na competição pode representar em termos de sua despedida da seleção argentina.

Quando o selecionado de Julio Lamas foi disputar a medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Londres, muita gente falava que aquele poderia ter sido o último jogo da geração de ouro, fato desmentido pelos principais jogadores. Agora Manu chega falando que não participará do Pré-Mundial, o que, sem dúvidas, volta a colocar a pulga atrás da orelha dos torcedores sobre aquela partida contra a Rússia, que garantiu o bronze para a equipe européia, ter realmente sido o último jogo do narigudo bom de bola com a camisa azul e branca.

É claro que a situação e idade de Manu tem que ser levada em conta. Ele não tem a mesma idade de alguns anos atrás, mas, essa não é a primeira vez que ele ficará de fora de uma competição digamos, menos importante. 

No ano passado ele esteve com a seleção no Pré-Olímpico das Américas, mas, em 2009, no Pré-Mundial, que foi disputado em Porto Rico, tendo o Brasil como campeão, ele não foi. Não foi também para o Pré-Mundial de Las Vegas, em 2007, assim como também não marcou presença em 2005, em mais um título brasileiro.

Não vou ficar postando aqui todas as competições que ele participou ou deixou de participar. Isso é só para mostrar que, não necessariamente, um fato tem a ver com o outro, apesar, repito, de ser outra circunstância e o fator idade começar a pesar, afinal, já são 35 anos de vida e 14 servidos à seleção nacional.

Seguindo a linha de raciocínio do último parágrafo, incluo a declaração de Manu, que afirma estar indeciso sobre a sua participação ou não o Mundial de 2014, dizendo que "Depois, veremos. Faltam dois anos para nosso próximo compromisso importante, é impossível definir agora".

Não há como dizer o que será do futuro do Ginóbili com a seleção, afinal, só quem sabe disso é o próprio, mas com os fatos apresentados acima, tudo parece, na teoria, estar em aberto.

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