terça-feira, 5 de julho de 2011

Caso Nenê - Para por um ponto final.

Sem sombra de dúvidas que o último pedido de dispensa da seleção por parte de Nenê foi o mais repercutido entre todos. Nas principais redes sociais não faltaram ofensas e indignação da torcida e até mesmo da imprensa para com o atleta.

Essa não foi a primeira vez que Nenê pediu dispensa da seleção as vésperas de uma competição importante e espero que tenha sido a última. Como já havia dito, o fato repercutiu e muito nas redes sociais, então não adiantaria em nada eu dar uma de advogado do diabo naquele momento. Decidi que era melhor esperar a poeira dar uma abaixada para poder comentar mais afundo o assunto.

Inicialmente eu também não aprovei a atitude do pivô brasileiro, inclusive já tinha feito um post sobre o assunto (clique aqui para ler), mas com os fatos que vem acontecendo no melhor basquete do mundo decidi parar e olhar o caso com outros olhos.

Fica claro que se formos analisar a situação pelo histórico o caso ficaria complicado de se ter uma explicação, mas essa é uma situação diferenciada. Ele estava em fase de acertar seu futuro na liga, não sabia se ficava em Denver ou se então experimentaria o mercado, portanto temos que avaliar de uma maneira menos radical. Sinceramente, se eu fosse ele teria feito a mesma coisa.

Nenê agora é agente livre e com o locaute da NBA a situação dele se complica, pois ele ficará sem receber salário até que uma franquia feche negócio com ele, o que só será possível quando a greve acabar e até o momento nem Deus sabe quando isso irá acontecer. Está ai um belo motivo para se ausentar da seleção, concordam?

Fugindo um pouco do tema central, acho que falta por parte de nós torcedores um pouco mais de solidariedade com os nossos atletas. Só sabemos criticá-los, ficar falando mal deles, imaginem só, até do Tiago Splitter eu já vi alguns falando mal, logo ele que sempre faz questão de vestir a nossa camisa e defender o país. Deve ser complicado você atuar do outro lado do continente, sem um contato mais próximo com o seu torcedor e quando tem esse contato descobrir que falam mal de você, que dizem que fulano de tal lá da Alemanha é mil vezes melhor, pode até ser, e é, mas o que podemos fazer? São esses os nossos atletas, temos que defendê-los assim como eles nos defendem nas competições. Falta um pouco disso da nossa parte, ter esse patriotismo, essa admiração pelos nossos jogadores assim como cobramos o patriotismo da parte deles.

É um caso para pararmos e refletirmos...

domingo, 3 de julho de 2011

Uma conquista mais do que merecida

Infelizmente não pude acompanhar a final do EuroBasket feminino que aconteceu hoje às 15:30 e teve como finalistas Rússia e Turquia. Por livre e espontânea pressão dos meus amigos fui obrigado a assistir a estréia do Brasil na copa américa de futebol, contra a Venezuela. O jogo do Brasil foi uma porcaria como alguns já sabem e ao término não consegui me conformar ao assistir futebol ao invés de ver a bela Maria Stepanova atuando pela sua seleção, seleção Russa na qual vem dominando o basquete feminino na europa na última década. Nos últimos dez anos foram seis finais e três títulos (2003, 2007 e agora em 2011, sem contar o vice campeonato em 2009).

Com essa conquista, Stepanova e companhia conseguiram de maneira antecipada uma vaga na olimpíadas de Londres, no ano que vem e junto com o Estados Unidos são as duas únicas equipes até o momento que já tem vaga garantida.


Relativamente foi um jogo fácil para as russas que dominaram a partida do início ao fim, mas não podemos tirar os méritos das jogadoras turcas, que na semi-final bateram a sempre forte República Tcheca e conseguiram, com essa medalha de prata o seu melhor desempenho na história da competição.


Bom, falando do jogo, ele terminou 59 a 42 (claro que para Rússia) e Maria Stepanova roubou a cena nessa final com 18 pontos e 12 rebotes. Pelo lado turco o destaque ficou por conta de Birsel Vardarli, que terminou a partida com 10 pontos e 4 assistências. 

sábado, 2 de julho de 2011

Falando um pouquinho do Timberwolves

Preguiça, preguiça, preguiça. Essa é a palavra que se encaixa perfeitamente para esse post, afinal não é nada animador ter que comentar sobre uma franquia que na temporada passada teve a pior campanha entre todas as equipes. Foram apenas 15 vitórias e 67 derrotas, mas vamos deixar isso para trás, por que o futuro do Minnesota Timberwolves promete. Pelo menos com as recentes aquisições.


Se por um lado o time ainda não conseguiu achar um substituto para ocupar a vaga do ex-treinador Kurt Rambes, por outro se deu muito bem no draft desse ano. Tendo direito a segunda escolha, o Timberwolves optou por ficar com o bom ala-pivô Derrick Williams, mas essa não foi o principal reforço da franquia. Já draftado em outra ocasião, o armador Ricky Rubio finalmente decidiu se juntar a equipe, e logo em seu primeiro treino já recebeu elogios de Kevin Love, o maior reboteiro da liga na temporada passada. Para Love, o armador vê o jogo a frente de todos os outros atletas em quadra e será de extrema importância para
que o time volte a fazer uma boa campanha.


"O garoto vê passes a frente do seu tempo. Ele está sempre fazendo os passes no ponto futuro e será extremamente divertido para todos do time jogar ao seu lado." - Declarou.


É inegável que Ricky Rubio tenha talento e que com o passar dos anos possa ser um atleta que esteja na elite do melhor basquete do mundo, mas até então não consigo enxergar evolução em seu jogo. Para mim o jovem armador espanhol é o mesmo atleta de alguns anos atrás, tanto na questão física, quanto na questão técnica, mas quem sabe agora, disputando contra os melhores atletas do mundo ele não consiga fazer com que seu jogo fique ainda melhor.


Além desses três atletas já citados (Kevin Love, Derrick Williams e Ricky Rubio) o Minnesota Timberwolves ainda conta com o atlético Michael Beasley e com isso pode colher bons frutos para essa temporada.


Coach K
Ciente disso a franquia não quis perder tempo e tentou, de uma maneira até ousada eu diria, a contratação de Mike Krzyzewski (mais conhecido como "Coach K").  O técnico tem uma carreira vitoriosa e atualmente comanda a universidade de Duke na NCAA e também a seleção norte-americana. Há mais de 30 anos ocupando o cargo em uma das universidades mais competitivas da NCAA, "Coach K" preferiu não arriscar e optou por não aceitar a proposta do Timberwolves.


Com a aquisição desses atletas e a tentativa de contratação de "Coach K", não resta dúvidas de que a franquia quer ser grande e tem potencial para isso. Agora vamos ver se nas próximas temporadas o Timberwolves vai fazer bonito em quadra e vai confirmar essa nova fase da franquia.