quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Com bola de três pontos no finalzinho, Rússia provoca derrota doída no Brasil

Ninguém falou que os Jogos Olímpicos seria fácil para a seleção brasileira masculina e ninguém falou que o time ficaria invicto na competição, certo? Então, o grupo comandado por Rubén Magnano fez um jogo equilibradíssimo contra a excelente seleção russa, tendo claras chances de vencer, mas os erros nos lances livres (10/18) e o destino, que quis que Fridzon acertasse uma bola de três pontos, no finalzinho da partida, totalmente desequilibrado, fizeram com que a seleção brasileira sofresse a sua primeira derrota em Londres, perdendo por 75 a 74, em mais uma partida em que a nossa defesa fez um excelente trabalho. E se o ataque novamente não teve uma grande pontuação, é que por que o adversário também é muito forte defensivamente, afinal, estamos comentando o jogo entre às duas melhores defesas até então.


Rasgar elogios na vitória é muito fácil, assim como criticar na derrota também é. Não que a nossa seleção não tenha errado hoje. Sim, errou e errou bastante, assim como errou quando venceu os seus dois primeiros compromissos.


Acho que não é a hora de criticar a derrota, pelo contrário, agora é a hora de dar apoio ao grupo, que não está jogando uma competição "de esquina" contra seleções meia boca, mas sim o campeonato de maior nível técnico dentro da modalidade, onde derrotas irão certamente acontecer, estando propícias à elas inclusive os Estados Unidos, que conta com a sua infinidade de estrelas dentro do elenco.


A situação da seleção brasileira ainda é tranquila quanto a classificação, devendo vencer a China no sábado e confirmar a terceira posição do grupo, indo, contra a Espanha, em um confronto complicadíssimo, brigar para ficar com o segundo lugar, posição que estaria praticamente em nossas mãos caso tivéssemos vencido a partida que comento neste momento.


Cada um com os seus problemas, é claro. Se a Rússia também foi mal nos lances livres, acertando 13 em 24 tentos, isso é um problema deles, não serve como justificativa para a nossa derrota. De verdade, esse arremesso da vitória, totalmente desequilibrado, entrou por capricho, por sorte. Agora, resta ao Brasil fazer a sua parte nos próximos jogos para que não fique na dependência da sorte/azar do adversário.

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